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Foram utilizadas variáveis como forma de representar características dos dados para obter um estudo descritivo para a pesquisa. Para responder osfatores dependentes de criação de valor, foram utilizadas as variáveis do quadro 6 – Variáveis dependentes – Criação de valor.

Quadro 6 – Variáveis dependentes – Criação de valor

Siglas Variável

Inv.Tot. Total de Investimento EVA Valor Econômico Agregado Inv.A.Fixo Investimento em Ativo Fixo CDG Investimento em Capital de Giro Alav_Op. Alavancagem Operacional (%) Alav_Financ. Alavancagem Financeira Tx.Cresc.Rec. Crescimento da Receita Anual

AVA Agregação de Valor

EBITDA/AT Lajirda/Ativo Total

Marg.L.Op. Margem de Lucro Operacional Rent.KP Rentabilidade do Capital Próprio FCL Fluxo de Caixa Livre

Cust.Med.K Custo Médio do Capital Fonte – Elaborado pelo autor da tese.

Total em Investimento (Inv.Tot.) - Refere-se a dados extraídos do Balanço Patrimonial, indica o volume de recursos aplicados na rubrica contábil do Balanço Patrimonial - Ativo não circulante - investimento. A importância da disponibilização desses recursos é que, quanto maior o volume aplicado, maior será o limite operacional da cooperativa de crédito.

Valor Econômico Agregado (EVA) - Refere-se ao resultado bruto da intermediação financeira multiplicado pelo índice do Acordo de Basileia, definido pelo Banco Central do Brasil. Essa variável foi adaptada para utilização em instituições financeiras bancárias creditícias. Para tanto, está representada pela seguinte fórmula:

Em que:

EVA – Valor Econômico Agregado

RBIF – Resultado Bruto da Intermediação Financeira

FPR - Fator de ponderação de risco (11% ) - índice da Basiléia, conforme Yanaka e Holland (2010) PL1 – Patrimônio Líquido em t1

PL0 – Patrimônio Líquido em t0

Para análise dessa variável, foram utilizadas as pesquisas de Uyemura (1996), Martin e Pety (2000), Coles, McWillians e Sen (2001) Santos (2002), Mendes (2004), Caselani e Caselani (2006), Santos, Mussa e Muller (2007), Uliana e Gimenes (2008), Aguiar et al. (2011) e Bruni

et al. (2008).

Investimentos em Ativo Fixo (Inv.A.Fixo) - Com base no Balanço Patrimonial e na Demonstração de Fluxo de Caixa, identificou-se do total de volume de recursos financeiros movimentados pela empresa, qual o montante empregado nas atividades de investimentos, quais sejam: investimento, imobilizado, intangível e diferido, caso houvesse.

Para análise dessa variável, foram utilizadas as pesquisas de Rappaport (2001) e Lameira (2007).

Investimento em Capital de Giro (CDG) – De acordo com Rappaport (2001), corresponde ao investimento líquido em contas a receber, estoque, contas a pagar e diferidos que são necessários para dar suporte ao crescimento das vendas. Portanto, como esse investimento está relacionado às atividades operacionais da empresa, inclui-se no cálculo do fluxo de caixa das operações. Conforme Uliana e Gimenes (2008), o capital de giro é dado pela seguinte equação:

EVA = RBIF x [FPR x (PL1+PL0)/2]

Sendo:

CDC – Capital de Giro AC – Ativo Circulantel PC – Passivo Circulante

Para análise dessa variável, foram utilizadas as pesquisas de Rappaport (2001) e Aguiar et al. (2011).

Alavancagem Operacional (Alav_Op.) - Com base no Balanço Patrimonial e na Demonstração do Resultado do Exercício, verifica-se, do total de volume de recursos financeiros utilizados pela empresa, qual o montante aplicado nas atividades operacionais, notadamente no capital circulante: aplicações, giro das mercadorias, vendas a prazo, obrigações ao curto e ao longo prazo e dívida com terceiros. Observa-se que uma boa medida de referência nesse caso se dá por meio da análise horizontal. Assim sendo, quanto maior a alavancagem operacional, maior será a criação de valor. Essa variável foi adaptada para utilização em instituições financeiras bancárias creditícias. Para tanto, está representada pela seguinte fórmula:

Em que:

RLO – Resultado Líquido Operacional CSP – Custo dos Serviços Prestados DV – Despesas de Vendas de Serviços DA – Despesas Administrativas

Para análise dessa variável, foram utilizadas as pesquisas de Okimura (2003), Lameira (2007), Salmasi (2007), Velasquez (2008), Rolim (2009) e Lameira et al. (2010) e Peixoto (2012).

Alavancagem financeira (Alav_Financ.) - Corresponde ao quociente entre a taxa de rentabilidade do Patrimônio Líquido e o seu endividamento. Assim sendo, quanto maior for a taxa de rentabilidade do Patrimônio Líquido, maior a alavancagem financeira. Essa variável foi adaptada para utilização em instituições financeiras bancárias creditícias.

Alav_Op. = RLO - CSP_____ (RLO – CSP – DV – DA)

Em que:

SL – Sobra Líquida PL – Patrimônio Líquido

LAJIR – Lucro antes dos Juros e do Imposto de Renda

PC – Passivo Circulante e Não Circulante - Endividamento de curto e longo prazo

Para análise dessa variável, foram utilizadas as pesquisas de Silveira (2002), Silveira (2004), Salmasi (2007), Lameira (2007), Velasquez (2008), Correia (2008), Rolim (2009), Rossoni (2009), Lameira et al. (2010) e Peixoto (2012).

Taxa de Crescimento Receita Anual (Tx.Cresc.Rec.) - Refere-se ao resultado da variação percentual da receita bruta do ano atual comparado com a do ano anterior. Essa variável tem como foco a participação de mercado para obter oportunidade em novos negócios no ambiente de cooperativa de crédito. Para tanto, está representada pela seguinte fórmula:

Em que:

Tx.Cresc.Rec. – Taxa de Crescimento da Receita REC1 – Receita Bruta em t1

REC0 – Receita Bruta em t0

Para análise dessa variável, foram utilizadas as pesquisas de Rappaport (2001), Pace et al. (2003), Okimura (2003), Gompers, Ishii e Metrick (2003), Silveira (2004), Caselani e Caselani (2005a), Dami (2006), Correia (2008), Rolim (2009), Almeida et al. (2010), Lameira

et al. (2010), Cremers e Ferrell (2010), Braga-Alves e Shastri (2011), Bressan et al. (2010) e

Peixoto (2012).

Agregação de Valor - Tem como propósito medir a taxa de rendimento do associado no decorrer do exercício. Os associados recebem como forma de agregação de valor os Juros sobre o Capital Próprio e as Sobras Líquidas anuais (considerando os valores pagos na conta corrente e os incorporados ao capital social integralizado). Assim, quanto maior for o retorno

AF = SL/PL_____ LAJIR/(PL + PC)

do capital empregado, maior será a agregação de valor sobre o investimento realizado. Essa fórmula foi adaptada de (SILVA, 2006a).

Em que:

VQ1 – Valor da Quota obtido por meio da Demonstração do Resultado do Exercício no final do ano B1 – Benefício recebido composto de Juros sobre o Capital Próprio mais Sobras Líquidas

VQ0 – Valor da Quota obtido por meio da Demonstração do Resultado do Exercício no começo do ano

Para análise dessa variável, foi utilizada a pesquisa de Silva (2006a).

Lucro antes dos juros, impostos, depreciações e amortizações – LAJIRDA (EBITDA/AT). Esse indicador mede a capacidade de geração de caixa das atividades operacionais. Ressalta-se, também, que o mesmo se mostra como uma medida da capacidade de computar a dívida e o capital dos acionistas, no momento em que é comparada com a análise dos indicadores de investimentos e de estrutura de capital. Rappaport (2001, p. 140) lembra que “[...] o lucro operacional continua a dominar os sistemas de avaliação de desempenho das unidades de negócios”.

Quanto maior o EBITDA22 maior seu valor de mercado e quanto maior o valor de mercado melhor a relação entre o EBITDA e o valor investido no ativo, uma vez que é calculado a partir da demonstração do resultado e não considera diferenças temporárias (SILVA, 2006a, p. 61).

Em que:

RAT – Resultado antes da Tributação AT – Ativo Total

Para análise dessa variável, foram utilizadas as pesquisas de Silveira (2002), Okimura (2003), Silveira (2004), Silveira, Barros e Fama (2005), Alho (2006), Gotardelo (2006), Velasquez (2008), Correia (2008), Menezes (2009), Rolim (2009), Rodrigues (2009), Catapan (2012) e Peixoto (2012).

22 EBITDA corresponde a sigla de Earnings Before Interest, Taxes, Depreciation and Amortization, que significa Lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização.

AVA = VQ1 + B1 __ VQ0

Margem de Lucro Operacional (Marg.L.Op.) - Refere-se à divisão da Receita Operacional Bruta pela Receita Total. Essa variável tem como foco a análise da participação do resultado das atividades operacionais em relação à receita total. Para tanto, está representada pela seguinte fórmula:

Em que:

Marg.L.Op. – Margem de Lucro Operacional ROB – Receita Operacional Bruta

REC – Receita Total

Para análise dessa variável, foi utilizada a pesquisa de Rappaport (2001).

Rentabilidade do Capital Próprio (Rent.KP) – Mede a rentabilidade das Sobras Líquidas em relação ao Capital Social. Ressalta-se que, conforme a Lei nº 5.764/71 (BRASIL, 1971), no caso de cooperativas de crédito, essa remuneração se dá somente por meio do capital social, ao contrário das demais empresas em que tal remuneração ocorre via patrimônio líquido. Para tanto, está representada pela seguinte fórmula:

Em que:

Rent.KP – Rentabilidade do Capital Próprio SL – Sobra Líquida

Cap.Soc. – Capital Social

Para análise dessa variável, foram utilizadas as pesquisas de Requejo (1997), Uliana e Gimenes (2008) e Gimenes (2004).

Fluxo de Caixa Livre/Receita Total (FCL) - Refere-se à relação dos recursos financeiros livres para movimentar as atividades econômicas dividido pela receita total e visa mensurar a capacidade de geração de caixa, comparando-a com a geração de resultado bruto da cooperativa de crédito. Para tanto, está representada pela seguinte fórmula:

Marg.L.Op. = (ROB/REC) x 100

Em que:

FCL – Fluxo de Caixa Livre SL – Sobra Líquida

AumCGL – Variação do Capital de Giro Líquido

DepAmort. – Somatório da Depreciação e da Amortização Inv.AF. – Investimentos em Ativos Financeiros

REC – Receita Total

Para análise dessa variável, foram utilizadas as pesquisas de Martin e Pety (2000), Pace et al. (2003), Silveira (2004), Mendes (2004), Caselani e Caselani (2006), Bressan et al. (2010) e Aguiar et al. (2011).

Custo Médio de Capital (Cust.Med.K) – Mede o custo médio ponderado do capital de terceiros e capital próprio. Quanto menor o custo, maior será a maximização do valor da cooperativa. Assim, buscou-se alcançar a estrutura de capital adequada à formação da empresa, de modo a selecionar captação de recursos, tanto de terceiros, quanto próprio com menor custo. Observa-se, também, que as principais despesas das cooperativas de crédito estão inseridas nesse indicador. Essa variável foi adaptada para utilização em instituições financeiras bancárias creditícias. Sua representação é dada por:

Em que:

Cust.Med.K – Custo Médio de Capital PL – Patrimônio Líquido

CT – Capital de Terceiros

Ke – Custo da dívida do Capital Próprio Kd – Custo da dívida do Capital de Terceiros

Para análise dessa variável, foram utilizadas as pesquisas de Copeland e Weston (1992), Rappaport (2001), Kazuo (2002), Mendes (2004), Lameira (2007), Uliana e Gimenes (2008) e Peixoto (2012).

FCL = (SL – AumCGL + DepAmort. – Inv.AF )/REC

Benzer Belgeler