Algumas obras incluídas no PEX sofreram alterações nos contratos de execução com a inclusão de termos aditivos.
O número considerado como o de obras concluídas foi 245; dessas, 157 apresentam termos aditivos, correspondendo a 64,08% das obras consideradas concluídas. Aproximadamente, em cada três obras, duas sofrem alterações por meio de termos aditivos.
Geralmente, os termos aditivos na Administração Pública contêm cláusulas com aumento no valor do contrato. Os contratos das obras analisadas possuem em vários casos mais do que um termo aditivo.
Por tratar-se de construção, o percentual de alteração no valor do contrato segue o determinado pela Lei nº 8.666/93, artigo 65:
Art.65. Os contratos regidos por esta Lei poderão ser alterados, com as devidas justificativas, nos seguintes casos:
I - unilateralmente pela Administração:
a) quando houver modificação do projeto ou das especificações, para melhor adequação técnica aos seus objetivos;
b) quando necessária a modificação do valor contratual em decorrência de acréscimo ou diminuição quantitativa de seu objeto, nos limites permitidos por esta Lei;
II - por acordo das partes:
a) quando conveniente a substituição da garantia de execução; b) quando necessária a modificação do regime de execução da obra ou serviço, bem como do modo de fornecimento, em face de verificação técnica da inaplicabilidade dos termos contratuais originários;
c) quando necessária a modificação da forma de pagamento, por imposição de circunstâncias supervenientes, mantido o valor inicial atualizado, vedada a antecipação do pagamento, com relação ao cronograma financeiro fixado, sem a correspondente contraprestação de fornecimento de bens ou execução de obra ou serviço;
d) para restabelecer a relação que as partes pactuaram inicialmente entre os encargos do contratado e a retribuição da administração para a justa remuneração da obra, serviço ou fornecimento, objetivando a manutenção do equilíbrio econômico- financeiro inicial do contrato, na hipótese de sobrevirem fatos imprevisíveis, ou previsíveis porém de conseqüências incalculáveis, retardadores ou impeditivos da execução do ajustado, ou, ainda, em caso de força maior, caso fortuito ou fato do príncipe, configurando álea econômica extraordinária e extracontratual.
§ 1º O contratado fica obrigado a aceitar, nas mesmas condições contratuais, os acréscimos ou supressões que se fizerem nas obras, serviços ou compras, até 25% (vinte e cinco por cento) do valor inicial atualizado do contrato, e, no caso particular de reforma de edifício ou de equipamento, até o limite de 50% (cinqüenta por cento) para os seus acréscimos.
§ 2o Nenhum acréscimo ou supressão poderá exceder os limites estabelecidos no parágrafo anterior, salvo
II - as supressões resultantes de acordo celebrado entre os contratantes.
§ 3o Se no contrato não houverem sido contemplados preços unitários para obras ou serviços, esses serão fixados mediante acordo entre as partes, respeitados os limites estabelecidos no § 1o deste artigo.
§4o No caso de supressão de obras, bens ou serviços, se o contratado já houver adquirido os materiais e posto no local dos trabalhos, estes deverão ser pagos pela Administração pelos custos de aquisição regularmente comprovados e monetariamente corrigidos, podendo caber indenização por outros danos eventualmente decorrentes da supressão, desde que regularmente comprovados.
§ 5o Quaisquer tributos ou encargos legais criados, alterados ou extintos, bem como a superveniência de disposições legais, quando ocorridas após a data da apresentação da proposta, de comprovada repercussão nos preços contratados, implicarão a revisão destes para mais ou para menos, conforme o caso.
§ 6o Em havendo alteração unilateral do contrato que aumente os encargos do contratado, a Administração deverá restabelecer, por aditamento, o equilíbrio econômico-financeiro inicial.
§ 8o A variação do valor contratual para fazer face ao reajuste de preços previsto no próprio contrato, as atualizações, compensações ou penalizações financeiras decorrentes das condições de pagamento nele previstas, bem como o empenho de dotações orçamentárias suplementares até o limite do seu valor corrigido, não caracterizam alteração do mesmo, podendo ser registrados por simples apostila, dispensando a celebração de aditamento.
A distribuição de contratação de termos aditivos por superintendência regional mostra a Superintendência Regional Norte / Centro-Oeste como a unidade com menor número de obras com termos aditivos proporcionalmente ao seu quantitativo de obras concluídas – 45,95%, ou seja, praticamente metade das obras concluídas nessa superintendência regional foram aditivadas.
A Superintendência Regional Sul apresentou o maior percentual de obras concluídas até outubro de 2012 com termos aditivos – 84,21%.
Gráfico 33
Número de Obras concluídas com termos aditivos
Tabela 17
Número de Obras com Termos Aditivos
Superintendências Nenhum 1 2 3 4 Total Obras
Percentual de obras
com TA
Superintendência Regional Sudeste I 16 14 1 0 0 15 31 48,39% Superintendência Regional Sudeste II 8 13 10 4 1 28 36 77,78% Superintendência Regional Sul 3 9 6 0 1 16 19 84,21% Superintendência Regional Nordeste 41 68 10 3 0 81 122 66,39% Superintendência Regional Norte
Centro-Oeste 20 15 1 1 0 17 37 45,95%
Total 88 119 28 8 2 157 245 64,08%
Fonte: CGEPI.
Os valores finais da obra sofreram alterações com a contratação de termos aditivos ao contrato, tanto de acréscimo, como de supressão.
5.3 Conclusões
Com os valores finais das obras, observa-se que mesmo com a contratação de serviços complementares por meio de termos aditivos, na quantidade informada no gráfico, os valores médios finais das obras nas Superintendência Regional Sudeste I, Superintendência Regional Nordeste e Superintendência Regional Norte / Centro-Oeste não ultrapassaram o valor médio licitado pelo INSS, alcançando respectivamente, R$ 814.063,53, R$ 740.489,10 e R$ 837.624,72, quando os valores licitados estimativos foram de R$ 917.603,07, R$ 811.139,11 e R$ 922.110,61, respectivamente.
Tabela 18
Valores médios das obras concluídas do PEX (R$)
Unidade Regional Valor estimado contratado Valor Valor final
Superintendência Regional Sudeste I 917.603,07 789.835,50 814.063,53
Superintendência Regional Sudeste II 950.409,38 869.847,29 1.010.439,06
Superintendência Regional Sul 1.094.971,84 1.103.582,33 1.152.485,70
Superintendência Regional Nordeste 811.139,11 714.436,17 740.489,10
Superintendência Regional Norte Centro-Oeste 922.110,61 823.135,14 837.624,72 Fonte: CGEPI.
Na Superintendência Regional Sudeste II, o valor médio licitado era de R$ 950.409,38 e o valor médio final alcançou R$ 1.010.439,06.
Na Superintendência Regional Sul, o valor médio contratado de R$ 1.103.582,33 já havia ultrapassado o valor médio licitado, R$ 1.094.971,84; e, após, a contratação dos termos aditivos o valor médio final atingiu R$ 1.152.485,70.
A Superintendência Regional Sudeste II apresentou a maior diferença de acréscimo entre o valor médio final das obras, 16,16%, enquanto que as demais superintendências regionais oscilaram entre 1,76% e 4,43%.
Gráfico 34
Valores médios das obras concluídas do PEX (R$)
- 200.000,00 400.000,00 600.000,00 800.000,00 1.000.000,00 1.200.000,00 Superintendência Regional Sudeste I Superintendência Regional Sudeste II
Superintendência Regional Sul Superintendência Regional Nordeste Superintendência Regional Norte Centro-Oeste Valor estimado Valor contratado Valor final
A economia nos valores finais das obras já concluídas somou a quantia de R$ 7.267.586,53, representando um valor médio de R$ 52.663,67 por obra concluída na amostra analisada com 138 elementos.
Nota-se que, predominantemente, o valor médio final das obras não ultrapassa o valor médio licitado.
As superintendências regionais com maior percentual de obras com temos aditivos (Superintendência Regional Sul (84,21%) e Superintendência Regional Sudeste II) são aquelas que apresentam valor médio final superior ao valor médio licitado.