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Tanto no Experimento I como no Experimento II, os peixes em jejum de 12 horas, foram pesados individualmente e o peso inicial (Pi) e peso final (Pf) foram anotados. O ganho de peso médio (GPM), a conversão alimentar aparente (CAA), a sobrevivência (S) e a taxa de crescimento específico (TCE) foram calculados utilizando as seguintes fórmulas:

a. GPM = Pf – Pi

b. CAA = ração fornecida/GPM,

c. Sobrevivência: S = (total de animais final/total de animais inicial) x 100 d. TCE = 100x((lnPf – lnPi) / t), onde: t = tempo do experimento (dias),

Para calcular a conversão alimentar aparente (CAA), consumo aparente de ração (CR) que foi colocada nos alimentadores e suas respectivas sobras foram anotadas.

 

No dia que antecedeu o final do Experimento II, 10 peixes de cada tratamento foram amostrados, insensibilizados com óleo de cravo na concentração de 40 mg/L (Gullian e Villanueva, 2009) e eutanasiados. Os pesos de cada peixe inteiro (Pi’) foram tomados e em seguida as vísceras foram removidas. Depois de removidas, as vísceras de cada peixe foram pesadas. Com o peso do peixe inteiro (Pi’) e o peso das vísceras (Pv) o índice viscerossomático (IVS) foi calculado através da equação:

e. Índice viscerossomático: IVS = (Pv / Pi’) x 100.

As pesagens, inicial e final dos peixes do Experimento I e as pesagens dos pesos de vísceras dos peixes no Experimento II, foram realizadas em terra e para isso se utilizou uma balança de bancada de 0,1 g de precisão. A pesagem para o cálculo das variáveis de desempenho dos peixes do Experimento II foi realizada no mar sob uma plataforma flutuante e para isso utilizou-se uma balança pendular com precisão de 10 g.

1.5. Análises Estatísticas

Os resultados de Pi, Pf, GPM, TCE do Experimento I e II, bem como, o IVS do Experimento II foram submetidos à análise de variância. Todas as análises estatísticas foram realizadas através do software SAEG, as médias foram comparadas pelo teste de Duncan e o nível de significância adotado foi de 5%.

A conversão alimentar aparente, o CR e a sobrevivência foram avaliados de maneira descritiva para ambos os experimentos.

Resultado 2.1. Experimento I

Os dados de peso final, GPM e TCE dos juvenis de bijupirá de todos os tratamentos são apresentados na Tabela 2. Não houve interação do período de alimentação e a forma de ofertar a ração (p>0,05).

Quando a ração foi ofertada no período do dia o peso final dos peixes foi maior (p<0,05) que daqueles alimentados no período da noite. O GPM e a TCE dos peixes de ambos os períodos de alimentação (PD e PN) não diferiram estatisticamente.

 

A conversão alimentar média dos peixes alimentados no período noturno (PN) e dos peixes alimentados no período diurno (PD) foi de 2,55 e 2,66, respectivamente. A quantidade da ração ofertada (CR) foi de 2,76 kg para os bijupirá alimentados durante o dia (PD) e de 2,63 kg para aqueles alimentados no período noturno (PN).

Tabela 2. Media de peso final, ganho de peso médio (GPM) e taxa de crescimento específico (TCE) dos juvenis de bijupirá alimentados em dois períodos de alimentação e duas correções da taxa alimentar e função da temperatura da água.

Período e Correção da Taxa

Alimentar Peso inicial (g) Peso Final (g) GPM (g) TCE (%) Período Diurno (PD) 230,59 259,12 A 28,52 0,503 Noturno (PN) 225,71 251,75 B 26,05 0,471 Valor de p ¹NS 0,0306 NS NS Correção Com Correção 230,24 256,02 25,78 0,457 Sem Correção 226,06 254,85 28,79 0,517 Valor de p NS NS NS NS Interação (PxC) PDCC 231,76 258,70 26,94 0,475 PDSC 229,45 259,55 30,10 0,531 PNCC 228,73 253,35 24,62 0,439 PNSC 222,67 250,15 27,48 0,504 Valor de p NS NS NS NS ²CV 7,218 8,262 42,829 40,474 A,B

Medias seguida de diferentes letras maiúscula na coluna diferem entre si pelo teste de Duncan (p<0,05). 1

NS: Não Significativo (p>0,05). 2

CV: Coeficiente de variação.

A forma de oferta de ração não influenciaram (p>0,05) o Pf, GPM e a TCE dos juvenis de bijupirá (Tabela 2).

A temperatura da água oscilou entre 17,8 e 22,6 ºC (Figura 3) e, como era esperado, a quantidade de ração ofertada foi ajustada em função da temperatura da água pelo controlador lógico programável, pois a quantidade de ração nos tratamentos em que houve correção na oferta de ração (CC) foi de 2,23 kg, sendo 29% menor em relação aos tratamentos em que não houve correção da oferta (SC), onde a quantidade de ração ofertada foi de 3,15 kg.

 

A conversão alimentar (2,79) nos tratamentos em que não houve redução na oferta de ração foi 14% maior em relação à CAA (2,42) dos tratamentos onde houve correção da oferta de ração. A sobrevivência foi de 100% para todos os tratamentos avaliados.

Figura 3. Temperatura da água nos tratamentos: período diurno com correção (PDCC) e sem correção (PDSC) da oferta de ração e do período noturno com correção (PNCC) e sem correção (PNSC) da oferta de ração ao longo do experimento.

2.2. Experimento II

Os resultados apresentados na Tabela 3 mostram que o Pf, GPM e a TCE dos peixes alimentados em 24 refeições foram significativamente maiores do que dos bijupirás alimentados 4 e 12 vezes ao dia. Os IVS dos peixes alimentados 4, 12 e 24 vezes/dia foram semelhantes (p>0,05).

Os peixes que receberam ração parcelada em 24 refeições/dia apresentaram CAA de 2,25 e os peixes em que a dieta foi parcelada em 4 e 12 refeições/dia a CAA foi de 3,21 e 3,29 respectivamente.

O consumo aparente de ração (CR) no tratamento de maior frequência alimentar (24 vezes/dia) foi de 156 kg, no tratamento com frequencia alimentar intermediaria (12 vezes/dia) o CR foi de 149 kg e de 152 kg no tratamento de menor frequência alimentar

15 16 17 18 19 20 21 22 23 Tem p eratura da Agua (°C)

Periodo experimental (dias)

 

(4 vezes/dia). A Sobrevivência dos peixes alimentados 4, 12 e 24 vezes/dia foi de 86, 84 e 87% respectivamente.

Tabela 3. Pesos médio inicial (Pi) e final (Pf), ganho de peso médio (GPM), taxa de

crescimento específico (TCE) e índice viscerossomático (IVS) de bijupirás alimentados com diferentes frequências de alimentação.

Variáveis de Desempenho Tratamento (refeições/dia) 4F 12F 24F Valor de p ¹CV Pi (kg) 1,074 1,097 1,115 0,2432 16,12 Pf (kg) 1,363 b 1,392 b 1,527 a 0,0003 22,22 GPM (kg) 0,289 b 0,295 b 0,412 a 0,0001 64,75 TCE (%.dia-1) 0,476 b 0,460 b 0,612 a 0,0001 55,50 IVS (%) 14,53 16,04 18,25 0,0602 20,58 a,b

Medias seguida de diferentes letras minúscula na mesma linha diferem entre si pelo teste de Duncan (p<0,05). 1

CV: Coeficiente de variação.

Discussão 3.1. Experimento I

A interação do período de alimentação e compensação da oferta de ração não existiu. Entretanto, no período de alimentação diurno os peixes apresentaram maior peso final (p<0,05), indicando ser este o melhor período para alimentar o bijupirá. Para algumas espécies de peixes o período de alimentação que proporciona melhor desempenho é o noturno. Crescêncio et al. (2005) testaram diferentes períodos de alimentação (diurno, noturno e diurnoxnoturno) no desempenho zootécnico de pirarucu e encontraram pior ganho de peso, pior taxa de crescimento especifico e menor consumo de ração quando os peixes foram alimentados no período diurno, concluindo que este período seria o menos adequado para alimentar o pirarucu. Por outro lado, Sousa et al. (2012), com o uso de alimentadores automáticos, ofereçam ração para juvenis de Oreochromis niloticus mantidas em tanques-rede em diferentes períodos (dia, noite e dia/noite) e em diferentes intervalos de alimentação e maior ganho de peso dos animais alimentados durante o dia e continuamente (diaxnoite) com menor intervalo entre as refeições.

Até o final da década de oitenta nenhuma pesquisa que evidenciasse o hábito de alimentação diurna do bijupirá havia sido realizada (Shaffer e Nakamura, 1989). Alguns anos depois em estudo sobre o conteúdo estomacal de juvenis de bijupirá no Golfo do

 

México, Franks et al. (1996) verificaram que os juvenis capturados a noite apresentavam menor quantidade de alimento no estômago do que aqueles capturados durante o dia. Isto pode servir como evidencia de que, provavelmente, o bijupirá precise visualizar a presa para se alimentar e que possivelmente tem dificuldade de enxergar a presa em ambientes pouco iluminados, como ocorre com o salmão do atlântico. Segundo Fraser eMetcalfe (1997) juvenis de salmão do atlântico (Salmo salar)mesmo em condições noturnas de boa iluminação (lua cheia e céu sem nuvens), apresentam apenas 35% da sua eficiência alimentar comparado com o período diurno, sendo incapazes de se alimentar de presas em condição de completa escuridão.

No presente estudo, apesar dos juvenis de bijupirá alimentados durante o dia terem apresentado maior peso, ficou evidente que, em cativeiro, foram capazes de se alimentar no período noturno, pois os GPM e as TCE dos peixes alimentados à noite foram semelhantes (p>0,05) aos GPM e as TCE dos peixes alimentados durante o dia. Nesta situação, é possível que o bijupirá, por estar em ambiente confinado, conseguiu consumir a ração à noite mesmo com a limitação visual. Além disso, durante o experimento foi possível observar que em nenhum momento houve completa escuridão, pois o local recebia alguma intensidade de luz proveniente da iluminação da cidade, o que pode ter favorecido a visualização do alimento pelo peixe.

O sistema de alimentação automático utilizado ajustou a quantidade de ração ofertada aos peixes em função da temperatura da água. A quantidade de ração ofertada quando houve a correção da oferta (CC) foi 29% menor em relação a quando não houve a correção da oferta (SC), o que refletiu em conversão alimentar 14% maior quando a quantidade de ração ofertada não foi corrigida. Além disso, vale ressaltar que a temperatura média da água no período experimental foi de 20°C e a diferença de 29% entre a quantidade de ração ofertada quando houve correção da oferta e a quantidade de ração fornecida quando não houve correção está de acordo com a programação inserida no controlador lógico programável (redução da taxa alimentar em 30% quando a temperatura diminuísse para 20°C). Esse resultado confirma a eficiência do sistema de alimentação automático em controlar a ração ofertada aos peixes em função da temperatura da água.

 

3.2. Experimento II

Para algumas espécies de peixes o aumento no número de refeições pode proporcionar melhor desempenho (Yager e Summerfel, 1994; Canton et al., 2007, Sousa et al., 2012). Os resultados apresentados mostram que os peixes alimentados 24 vezes/dia apresentaram maior (p<0,05) Pf, GPM e TCE em relação aos alimentados com frequência alimentar de 4 e 12 vezes/dia. Costa-Bomfim et. al. (2014) não encontraram diferença significativa no desempenho de juvenis de bijupirá quando este foram alimentados 1, 2, 3, 4 ou 6 vezes ao dia. Os resultados encontrados por estes autores e os encontrados no presente estudo sugerem que o desempenho do bijupirá só é influenciado quando o número de refeições é maior que 12 vezes ao dia.

Normalmente os peixes carnívoros, em seu ambiente natural, apresentam estômago com grande capacidade de armazenar alimento o que normalmente faz com que estes animais se alimentem menos vezes ao dia quando comparados aos peixes onívoros que costumam se alimentar com maior frequência (NRC, 2011; Rota, 2003). O bijupirá é um peixe carnívoro que apresenta estômago em formato de Y com grande capacidade de distensão (Su et al., 2008), deste modo, provavelmente, na vida selvagem se alimenta poucas vezes ao dia, o que sugere que nas condições de cativeiro, a frequência alimentar mais adequada para a criação de bijupirá seria fornecer o alimento em poucas refeições diárias. Porém, os resultados do presente estudo mostram que a oferta de ração em alta frequência alimentar (24 refeições/dia) foi mais favorável ao seu crescimento em relação à baixa frequência de alimentação (4 e 12 refeições/dia). A maior facilidade de digerir a dieta quando esta é fracionada em pequenas porções ao longo do dia pode ajudar a explicar o melhor desempenho dos bijupirá alimentados mais vezes ao dia.

A maior frequência de alimentação é uma estratégia alimentar que está relacionada com o aproveitamento dos nutrientes da dieta melhorando em 20% a eficiência dos peixes no aproveitamento da ração (Chiu et al.,1987; Lee et al., 2000). De acordo com Secor (2009) quanto maior é a quantidade de alimento ingerida por refeição, maiores quantidades de pepsinogênio e HCl tem que ser produzidos, o que representa um elevado custo energético na digestão gástrica. Então, possivelmente, com a frequencia alimentar de 24 refeições/dia, a quantidade de ração diária foi fracionada em pequenas porções e o gasto energético para digerir o alimento pode ter sido menor,

 

resultando em melhor aproveitamento da dieta pelos peixes, o que explicaria o maior crescimento dos peixes desse tratamento.

O uso de sistemas de alimentação automática permite que a ração seja oferecida em alta frequência alimentar o que pode reduzir o desperdício de ração. Castro et al. (2012) em experimento realizado em ranário comercial com o uso de alimentadores automáticos obtiveram melhor desempenho das rãs-touro alimentadas 46 vezes ao dia. Segundo os autores, como a quantidade de alimento por refeição era maior no tratamento em que a ração era distribuída em seis refeições diárias, as rãs não conseguiam consumir toda ração antes que afundasse ou perdesse sua palatabilidade, resultando em pior desempenho dos animais deste tratamento.

No presente experimento, a mesma situação pode ter ocorrido, pois a maior quantidade de ração por refeição, dispensada pelo SAA no tratamento em que os peixes eram alimentados quatro vezes ao dia (4F), pode não ter sido completamente consumida naquele momento, pois durante todo o período experimental, foi possível observar uma pequena sobra de ração, indicando que parte da ração ficou na água, disponível aos peixes, mas não era mais consumida.

A dieta que foi oferecida aos peixes apresentava boa flutuabilidade e praticamente não afundava, além disso, os grânulos da ração, por apresentar tamanho (12 mm de diâmetro) maior que a malha da panagem (10 mm de diâmetro) do tanque rede, não podiam ser levados para fora dos tanques pelo movimento da maré. Portanto, a ração não consumida pelos peixes permaneceu disponível dentro dos tanques rede. O que provavelmente ocorreu, foi que os peixes dos tratamentos de menor frequência alimentar não conseguiram consumir a maior quantidade de ração oferecida por refeição e a porção da dieta que não foi prontamente consumida acabou sofrendo processo de lixiviação perdendo nutrientes e a atratividade, o que levou ao desinteresse dos peixes por essa ração, resultando em sobra.

Mesmo que as quantidades de ração diárias ofertadas tenham sido semelhantes entre os tratamentos, o consumo efetivo da dieta pelos peixes alimentados 4 e 12 vezes/dia foi menor, o que possivelmente refletiu na maior CAA dos peixes destes tratamentos. A CAA dos peixes alimentados 24 vezes ao dia foi 30% melhor em comparação com a CAA dos peixes alimentados 4 ou 12 vezes. Isso representa uma economia de aproximadamente 1.000 kg de ração por tonelada de peixe produzido. Esta

 

economia de ração é superior a encontrada por Sousa et al (2012) que verificaram economia de 360 kg por tonelada de peixe produzido quando os bijupirás receberam ração 24 vezes/dia.

Conclusão

No Experimento I, os peixes apresentaram maior peso quando alimentados no período diurno e, para as condições do presente estudo, é possível concluir que o bijupirá foi capaz de se alimentar no período noturno. Além disso, foi possível concluir que o sistema de alimentação automático avaliado, é adequado para corrigir a quantidade de ração ofertada aos peixes em função da temperatura da água, reduzindo desperdício de ração em 29%.

No Experimento II, conclui-se que para o cultivo de bijupirás em tanques rede no sistema “nearshore” é altamente recomendado distribuir a quantidade diária de ração em 24 refeições/dia.

Agradecimentos

Ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico - CNPq, a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - CAPES, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo - FAPESP e a Maricultura Itapema - Produção e Comercialização de Espécimes Marinha Ltda.

 

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Considerações Finais

O sistema de alimentação automático avaliado foi eficaz no que se refere ao controle da oferta de ração bem como na redução de desperdício. O recurso inovador do SAA que controla a oferta de ração de acordo com a variação de temperatura foi eficiente, pois regulou a oferta de ração diminuindo o desperdício de alimento em 30%, melhorando a conversão alimentar dos peixes em 14% e fez isso sem a necessidade de observação e interferência, direta ou indireta, do tratador. Contudo, a eficiência desse recurso depende de informações corretas sobre a taxa alimentar mais adequada para cada faixa de temperatura, portanto futuros estudos para definição desses parâmetros precisam ser realizados.

O período de atividade alimentar do bijupirá tem sido pouco estudado e o conceito de que este peixe só se alimentava durante o dia era meramente especulativo. Com o SAA foi possível constatar que o bijupirá pode receber alimento no período da noite sem prejuízo no seu desempenho. Para o cultivo em cativeiro, a alimentação noturna poderia ser aplicada no sentido de estender o horário de alimentação dos animais fazendo com que o peixe consuma mais ração por dia e com isso aumente seu ganho de peso.

No presente estudo foi constado que a escolha de frequência alimentar deve ser baseada na temperatura da água em que o bijupirá está sendo criado, pois existe interação destas duas variáveis. No estudo há evidencias de que quando a temperatura da água está próxima de 30°C a alta frequência alimentar pode ser indicada. Quando a alta frequência alimentar é aplicada corretamente, ocorre melhor aproveitamento da dieta, como ficou evidente no experimento de campo. Contudo, não foi bem esclarecido se o melhor aproveitamento da ração foi devido ao menor desperdício ou se a alta

Benzer Belgeler