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termos e condições desta Licença, para exercer os direitos sobre a Obra definidos abaixo:

a) Reproduzir a Obra, incorporar a Obra em uma ou mais Obras Coletivas e Reproduzir a Obra quando incorporada em Obras Coletivas;

b) Criar e Reproduzir Obras Derivadas, desde que qualquer Obra Derivada, inclusive qualquer tradução, em qualquer meio, adote razoáveis medidas para claramente indicar, demarcar ou de qualquer maneira identificar que mudanças foram feitas à Obra original. Uma tradução, por exemplo, poderia assinalar que “A Obra original foi traduzida do Inglês para o Portu- guês,” ou uma modificação poderia indicar que “A Obra origi- nal foi modificada”;

c) Distribuir e Executar Publicamente a Obra, incluindo as Obras incorporadas em Obras Coletivas; e,

d) Distribuir e Executar Publicamente Obras Derivadas;

e) Licenciante renuncia ao direito de recolher royalties, seja in- dividualmente ou, na hipótese de o Licenciante ser membro de uma sociedade de gestão coletiva de direitos (por exemplo, Ecad, Ascap, BMI, Sesac), via essa sociedade, por qualquer exercício seu sobre os direitos concedidos sob esta Licença.

Os direitos acima podem ser exercidos em todas as mídias e formatos, independente de serem conhecidos agora ou con- cebidos posteriormente. Os direitos acima incluem o direito de fazer as modificações que forem tecnicamente necessárias para exercer os direitos em outras mídias, meios e formatos. Todos os direitos não concedidos expressamente pelo Licen- ciante ficam ora reservados.

Como se trata da licença mais ampla de todas, o autor (ou titular dos direitos autorais) está permitindo que terceiros

possam reproduzir a obra original (item “a”), fazer obras no- vas a partir da obra original (item “b”), distribuir e executar publicamente tanto a obra original quanto a derivada (itens “c” e “d”). Para isso, conforme o item “e” acima, o licenciante renuncia ao direito de receber pela execução pública da obra (se for música, por exemplo, o Escritório Central de Arreca- dação e Distribuição – Ecad –41 não poderá cobrar daquele que está executando a música em lugar público – vamos tra- tar da questão um pouco mais adiante).

Quando a licença escolhida é outra, esta cláusula tem seu conteúdo alterado. A licença mais restritiva (CC-BY-NC-ND), por exemplo, só confere ao usuário dois direitos: (a) reprodu- zir a obra, incorporar a obra em uma ou mais obras coletivas e reproduzir a obra quando incorporada em obras coletivas e (b) distribuir e executar publicamente a obra, incluindo as obras incorporadas em obras coletivas. Nesse caso, não se au- toriza nem a criação de obras novas com modificação da obra original nem exploração econômica desta.

Em qualquer caso, a licença será sempre de abrangência mundial, sem royalties (ou seja, sem que seja necessário pagar para usar a obra nos termos da licença), não exclusiva (pois outras pessoas também poderão usar a obra nos mesmos ter- mos – ou em termos diferentes, caso o titular do direito au- toral faça um contrato específico com terceiro, por exemplo) e perpétua. Por perpétua, a licença entende, adequadamen- te, “a duração do direito autoral aplicável”. Essa ressalva é importante porque não existe direito autoral perpétuo. Todo direito autoral um dia se esgota e a obra ingressa, assim, em domínio público.

A cláusula 4 apresenta as restrições impostas aos termos da cláusula anterior. São exemplos de tais restrições no caso da CC-BY: (i) identificar a licença em cada uma das cópias da obra que venham a ser distribuídas ou executadas; (ii) não impor restrições aos termos da licença; (iii) não impor restrições tec- nológicas que impeçam terceiros de exercer direitos a eles con- feridos nos termos da licença; (iv) indicar o nome do autor e dos titulares de direitos conexos, se houver; (v) preservar, na medida legal possível, os direitos morais detidos pelos autores.

As cláusulas seguintes são isenções de garantia por par- te do licenciante (o autor ou outro titular dos direitos auto- rais), prestadas nos termos da licença, quanto à titularidade da obra, não violação de direito de terceiros ou inexistência de defeitos, entre outros. Vejamos um exemplo.

Mais adiante vamos comentar um caso de um fotógrafo que fez o upload de várias de suas fotos no Flickr, licenciando-as na modalidade CC-BY. Ou seja, terceiros poderiam explorar as obras economicamente. Ocorre que uma das fotos era de uma menina de 15 anos e foi usada para estampar uma campanha publicitá- ria, o que acarretou uma ação judicial por parte dos responsáveis legais da menina contra o usuário da foto e o Creative Commons.

Nos termos da cláusula 5 da licença CC-BY, entretanto, o autor não garante que não viola direitos de terceiros. Ain- da que essa declaração possa parecer estranha, não poderia ser diferente. Os diversos países que adotam as licenças Cre- ative Commons têm legislações distintas, garantindo direitos diversos. O que viola o direito em uma localidade pode não violar em outra. Além disso, ainda que a licença contivesse um texto afirmando exatamente o contrário (“o autor garante que sua obra não viola qualquer direito de terceiro”), essa afirmação seria inútil caso algum direito fosse violado.

Caso o fotógrafo do exemplo anterior tivesse adotado uma licença que contivesse uma cláusula nesse sentido, seria res- ponsável pela violação de direito alheio, se fosse o caso. A bem da verdade, uma cláusula estabelecendo que o autor garante não violar qualquer direito não teria qualquer efei- to prático benéfico no sentido de garantir efetivamente que direitos não seriam violados (porque poderiam ser), além de mais facilmente levar terceiros a erro. Havendo tal isenção de responsabilidade, terceiros que venham a usar a obra li- cenciada serão mais cautelosos com relação ao uso que a ela destinam. O texto exato da licença é este aqui:

Benzer Belgeler