No dia 29 de março de 2004, decorridos 50 dias do último corte de uniformização, as parcelas foram amostradas quanto a produção de MS, através do lançamento ao acaso de moldura metálica com dimensão de 1 m2, para delimitação da área de corte. Estabelecida a amostra, procedeu-se o corte da parte aérea a uma altura de 15 cm do solo. A produção média, em toneladas de matéria seca por hectare, foi de 7,56. As amostras recolhidas serviram ainda para caracterização químico- bromatológica.
Após a quantificação da produção da área experimental, iniciaram-se os trabalhos para ensilagem. A aplicação do glifosato às parcelas relativas aos tratamentos Glifosato 0h+EM, Glifosato 24h+EM, Glifosato 72h+EM e Glifosato 72h foi efetuada após o isolamento da parcela em questão até altura aproximada de 1,5m,
utilizando pulverizador costal com dosagem específica para a parcela, ou seja, 3 mL de
Roundup® Transorb diluído em 1,5 L, correspondendo à aplicação de 22,5 g de
princípio ativo por hectare. Imediatamente após a aplicação do glifosato, as parcelas Glifosato 0h+EM foram cortadas e o material foi uniformemente distribuído na superfície da parcela, sendo exposto desta forma ao período de emurchecimento de 5h.
Segui-se então, o corte das parcelas do tratamento Controle e imediata condução do material cortado à picadora estacionária previamente regulada, de tal forma a completar o processo de ensilagem através da montagem dos silos experimentais.
Posteriormente, as parcelas estipuladas a receberem o tratamento EM, foram cortadas, com roçadeira costal e o material foi distribuído na superfície da área da parcela, para exposição ao período de emurchecimento de 5 h.
Transcorrido o período destinado ao emurchecimento da forragem, o material (Glifosato 0h+EM e EM) foi recolhido e levado à picadora estacionária devidamente regulada, ao que se seguiu à montagem dos silos experimentais.
Vinte e quatro horas após a aplicação do glifosato, as parcelas Glifosato 24h+EM foram cortadas, e, analogamente, às parcelas EM e Glifosato 0h+EM, foram expostas ao emuchecimento por 5 h, seguido da ensilagem do material após a picagem do mesmo.
As parcelas referentes aos tratamentos Glifosato 72h+EM e Glifosato 72h, foram cortadas 72 horas após a aplicação do glifosato, sendo as parcela Glifosato 72h, ensiladas imediatamente após o corte e, as parcelas Glifosato 72h+EM expostas ao emurchecimento por 5 horas antes da ensilagem.
Para os tratamentos compostos por um período de emurchecimento após o corte, foram coletadas amostras, seqüencialmente, em intervalos de uma hora para determinação da taxa de perda de água, com base na variação do teor de MS do material. A Tabela 2 apresenta as condições climáticas observadas durante os dias em que se deram às atividades de aplicação de glifosato, corte e ensilagem do experimento, obtidas dos dados coletados no posto meteorológico de Departamento de Ciências Exatas da USP/ESALQ, revelando os mesmos, condições favoráveis ao processo de perda de água.
Tabela 2 - Condições climáticas observadas durante o emurchecimento das silagens
TMED UR MED Vel. Vento Chuva Rad.Glob.
Dia
(oC) (%) (m.s-1) (mm) (MJ.m-2.d-1)
30/mar 21,6 77,4 1,2 0,0 21,86
31/mar 22,1 74,2 1,2 0,0 22,03
02/abr 22,2 71,0 0,9 0,0 21,51
Efetuadas as atividades de corte e respeitados os períodos de emurchecimento, nas ocasiões onde este compunha o tratamento, o material foi recolhido do campo e levado para área de ensilagem onde foi picado em picadora estacionária, e os silos experimentais -dois para cada tratamento- foram preenchidos, através da deposição de camadas de aproximadamente 10 cm de espessura ao que se seguiu compactação com os pés até perfeita acomodação do material, buscando-se dessa forma uniformidade na densidade obtida nos baldes. Os silos experimentais foram compostos por baldes de plástico com capacidade para 20L e, suas respectivas tampas, adaptadas com válvulas do tipo Bunsen, de tal forma, que os gases gerados durante o processo fermentativo não ficassem retidos no interior dos mesmos. No fundo dos baldes, foram colocados, aproximadamente, 2,0 kg de areia seca delimitada por uma tela fina de plástico e tecido de algodão, compondo desta forma um mecanismo para drenagem dos efluentes produzidos pelo material ensilado. O mecanismo descrito visa à quantificação das perdas ocorridas durante o processo fermentativo decorrentes da produção de gases e de efluentes.
Por ocasião do enchimento do silo foram coletadas amostras para determinação do teor de MS, composição químico-bromatológica, poder tampão, pH, condutividade elétrica, atividade de água, granulometria e resíduo de glifosato e AMPA.
Após o enchimento, os silos foram fechados, pesados e vedados, sendo desta forma armazenados, em local protegido sobre temperatura ambiente.
No campo, foi realizado o acompanhamento de rebrota da planta forrageira com base na contagem semanal do número de perfilhos, em duas unidades de amostragem (touceiras) por parcela, devidamente identificadas por estacas e delimitadas por faixa adesiva no solo.
Na abertura, após 120 dias, os silos experimentais foram pesados e uma camada de aproximadamente 15 cm foi descartada, com o objetivo de eliminar a
possibilidade de contaminação das amostras, com fungos e leveduras, comumente encontrados nas camadas superficiais dos silos. Em seguida, procedeu-se a retirada completa do material ensilado e a coleta de amostras para determinação do teor de MS, composição químico-bromatológica, produção de extrato aquoso para determinação de nitrogênio amoniacal, análise de resíduo de glifosato e AMPA e determinação do pH.
Os baldes foram então pesados contendo agora, somente o dispositivo utilizado para drenagem de efluentes, sendo possível desta forma estimar a recuperação de matéria seca, perda por efluentes e por gases, através da composição de índices utilizando-se também dos dados coletados por ocasião do preparo dos silos experimentais.