5. BÖLÜM: TARTIġMA, SONUÇ VE ÖNERĠ
5.1. TartıĢma
PD 1: Como foi feito o apoio ao desenvolvimento operacional da KCD 111 pelas OMLT-D?
A ação das OMLT-D ficou dividida em três variáveis, a ação de mentoria de ligação, a influência personalizada portuguesa e o ganho de confiança. Cada variável está intrinsecamente ligada, o que vai influenciar o produto final da ação de mentoria. No estudo desenvolvido, o mais importante foi a ação de mentoria e ligação, de seguida a influência personalizada portuguesa e por fim, ganhar confiança e confidência mútua. Também nos foi possível verificar que a influência personalizada portuguesa facilitou a criação de laços de confiança e confidência entre partes, sendo que para além da idiossincrasia do mentor português, a CTM facilitou o processo de mentoria.
Podemos comprovar que houve respeito pela cultura, religião e história do Afeganistão, bem como pela experiência pessoal e militar do mentorado e devido às características pessoais dos afegãos, foi desenvolvida uma aproximação personalizada, separando o indivíduo do grupo. Desta forma, dando resposta à PD1 e confirmando a HIP 1: “A partir das ações de mentoria e ligação, da influência personalizada portuguesa e do aumento da confiança e confidência entre partes, foi possível executar as ações de OMLT- D com sucesso, garantindo assim o apoio ao desenvolvimento da KCD 111”.
PD 2: Que impacto tiveram as OMLT-D na KCD 111?
Procurando os resultados da ação das OMLT-D, dos parâmetros estudados, as OMLT-D realizaram ações de formação e treino que foram benéficos para o desenvolvimento da KCD. Detetámos que existiu uma evolução regressiva da formação e um aumento do treino, o que demonstra que os procedimentos e técnicas de EM foram
implementados com sucesso, fruto da aplicação do modelo PDM definido para o Exército afegão.
Os procedimentos e técnicas de EM são fundamentais para o planeamento de operações, neste âmbito houve uma reestruturação do EM por áreas o que descentralizou e facilitou este processo. Também se implementou disciplina na utilização correta do PDM e incentivou-se a utilização do mesmo, o que demonstra que houve melhoria no planeamento das operações. Em relação ao emprego operacional, última variável em estudo nesta PD, houve um impacto positivo na KCD, nomeadamente na melhoria qualitativa do EM, devido à descentralização do comando, à utilização de métodos de EM, na coordenação dentro da Divisão e com agentes externos à Divisão e na proficiência operacional da KCD. Referimos que o facto da coordenação entre as diversas entidades internacionais, com vista à passagem de uma só mensagem e existir, prioritariamente, apenas um interlocutor junto dos mentorados, foi positivo para o emprego operacional da Divisão.
Podemos concluir que melhorando individualmente cada elemento no PDM, através da formação e treino, será possível potenciar o planeamento de operações do EM da Divisão. Ao mesmo tempo, com coordenação, passando uma só mensagem e planeamento devido nas operações permitirá potenciar o emprego operacional da KCD e alcançar a proficiência ao nível tático das subunidades, o que aumenta a eficácia no empenhamento operacional da KCD 111. O impacto deste caminho foi graças à formação e treino, tendo como objetivo o planeamento de operações, o que auxiliado pela ação da OMLT-D, irá potenciar o emprego operacional da Divisão como um todo. Assim, respondendo à PD2 através da HIP 2: “As OMLT-D contribuíram positivamente para a melhoria do planeamento de operações e emprego operacional da KCD 111. A formação e treino no PDM são essenciais para a melhoria do EM da Divisão”.
PD 3: Quais os resultados com o emprego das OMLT-D na segurança regional e na transição da ISAF?
Na sinergia entre as forças OMLT-D e KCD 111, foi-nos possível recolher resultados positivos ao nível da segurança de Kabul e da prossecução da estratégia de transição da ISAF. Facto que fez diminuir o número de incidentes EIA em Kabul em 47%. Quanto ao nível de transição, das unidades anteriormente presentes aumentou 30%, sendo que 79% das unidades têm representação nas condições necessárias para a transição de força – effective with advisors.
Destes valores concluímos que as OMLT-D têm a ver diretamente com a transição da ISAF, pois no seu estado final, a KCD é o veículo para alcançar este estado,
contribuindo indiretamente para a transição da ISAF. No caso da segurança regional, as OMLT-D contribuíram indiretamente para a diminuição dos incidentes em Kabul, através do emprego da KCD 111. Graças à diminuição dos indicadores de incidentes, as forças militares presentes na AOp conseguiram fazer face à subversão, melhorando as suas capacidades e autossuficiência para combate, o que em consequência fez aumentar o nível de segurança em Kabul. Concludentemente respondemos à PD 3 com a HIP 3: “O apoio ao desenvolvimento operacional da KCD 111 pelas OMLT-D deu um contributo significativo para a segurança da região de Kabul e para a prossecução da transição da ISAF”.
Cumprindo o OG, conseguimos identificar que o papel das OMLT-D no apoio ao desenvolvimento da KCD 111 para a segurança regional foi positivo aumentando em 47%
no nível de segurança. Por outro lado na transição da ISAF fez com que 79% das unidades da KCD 111 estivessem na condição de eficazes com advisors ao nível de indicador de transição, o que fez com que a OMLT transitasse para MAT, cumprindo assim a transição. As OMLT-D desempenharam um papel deveras muito significativo no caminho para a paz afegã, onde num âmbito direto contribuíram para um ANA inteiramente eficaz e autossuficiente e num âmbito indireto aumentaram o nível de segurança de Kabul. Validadas as hipóteses, sendo que estas quando testadas viram facto, pelo que neste contexto a PP: “Qual o papel das OMLT-D no apoio ao desenvolvimento operacional da KCD 111, para a segurança regional e transição da ISAF?” está respondida e reiterando,
referimos que as OMLT-D tiveram um contributo altamente relevante em termos de apoio ao desenvolvimento operacional do ANA.