1- Tarım Sektörü
1.4 Bitkisel Üretim
1.4.1 Tarla Bitkileri
Durante o uso e lavagens cotidianos o tecido pode apresentar borbotos (pills) ou “bolinhas”, formadas pelo entrelaçamento de fibras soltas que se so- bressaem da superfície do tecido. Sob a influência de uma ação de desgaste, as fibras soltas formam uma pequena bolinha e permanecem presas ao tecido devi- do a algumas poucas fibras não rompidas, como ilustrado a seguir. esse defeito se relaciona principalmente a três fatores:
1) O tipo de fibra utilizada no tecido (fibras sintéticas provocam mais
pilling);
2) A qualidade do beneficiamento têxtil, pois há processos que mini- mizam esse defeito, como a chamuscagem;
3) O cuidado de lavagem que o usuário final terá com o tecido. A mistura de peças confeccionadas com tecido de algodão e peças de tecido sintético no mesmo processo de lavagem pode aumentar o pilling do tecido, bem como a não observância às instruções de lavagem existentes na etiqueta.
Pilling
Figura 7.21:
Segundo Araújo e Castro (1984), há grande variedade de métodos e ins- trumentos para a medição de pillingem tecidos. O pilling uma amostra “pode ser avaliado numericamente, após a fricção debaixo de condições controladas, contando o número de borbotos formados, ou alternativamente, a aparência do provete ensaiado pode ser comparada com padrões e classificada”. (p. 1456) O método aqui utilizado para avaliação foi o último, qualitativo, comparando as amostras ensaiadas com a escala de pillingda norma ASTM D 351 Photographic
Standards. A escala utilizada prevê cinco graus de pilling, que ograu 1 indica pillingmais severo e o grau 5 indica ausência de pilling.Portanto, quanto menor
o valor, pior o resultado. A tabela seguinte, baseada na norma utilizada pela empresa Cedro Têxtil, ilustra esta classificação.
Classificação de pilling
Tabela 7.9:
Tabela de classificação de pilling, segundo norma ASTm D 3512
Grau Classificação imagem de referência
5 nenhum pilling (no pilling)
4 Pilling leve (Sligth pilling)
3 Pilling moderado (Moderate pilling)
2 Pilling Severo (Severe Pilling)
O equipamento utilizado foi o Martindale, também recomendado pelos mesmos autores, modelo Mathis MAD.
Martindale
Figura 7.22:
As amostras são colocadas no equipamento Martindale e são friccionadas umas às outras, ou seja, o próprio tecido é o agente abrasivo, como ocorre no uso cotidiano das peças de vestuário. Foram realizados testes com 125, 500, 1000, 2000, 5000 e 7000 ciclos para avaliar a tendência do tecido de formar
pilling.
O tecido Cedro Classe obteve excelente desempenho relacionado à tendên- cia de formação de pilling, pois não houve formação em nenhum ensaio, todas as amostras foram classificadas como grau 5, portanto, a melhor classificação.
Cor
7.1.5.
A cor tem grande importância nos tecidos de moda, devido a sua funçãojetos têxteis a que de um modo geral se chama MODA. (1987, p. 951)
Para avaliação comparativa de cor nos tecidos novos e envelhecidos foi usa- do um espectrofotômetro Konica Minolta CM2-600. esse equipamento fornece dados quantitativos e qualitativos referentes a cor.
A medição é efetuada em quatro pontos distintos da amostra e realizada uma média a partir do software On color fornecido pelo próprio fabricante. Os ensaios foram realizados da seguinte maneira:
1-Medição de cor do tecido novo, denominado “in natura”. esse »
dado foi usado como padrão comparativo das outras amostras; 2-Medição de cor nos tecidos envelhecidos artificialmente (com »
um ciclo de lavagem doméstica, 10, 20 30, 40 e 50 ciclos).
espectrofotômetro
Figura 7.23:
De posse dos dados colorimétricos foi possível estabelecer uma comparação em termos de intensidade da cor e desvios do padrão de cor com a amostra “in natura” (utilizada como padrão).
Cor 0001 (preto) O tecido Cedro Classe na cor 0001 (preta) apresentou resultados satisfató- rios em relação à cor, uma vez que não houve perda significativa de intensidade e alteração de cor nos tecidos envelhecidos artificialmente quando comparados a amostra nova, denominada “in natura”.
Tabela comparativa de cor : cor 0001 (preto).
Tabela 7.10:
essa tabela, fornecida pelo software On color mostra a comparação quan- titativa e qualitativa dos resultados de medição de cor de todas as amostras da cor preta-0001. A amostra submetida a um ciclo de lavagem doméstica se mos- trou ligeiramente mais escura que a “in natura”, levemente menos avermelhada e amarela e levemente mais verde e azul, porém de forma imperceptível para a visão humana. As amostras que sofreram mais ciclos de lavagem domésticas (10, 20, 30, 40 e 50 ciclos) se mostraram ligeiramente mais claras, e menos avermelhadas e amareladas e com mais presença das cores verde e azul, porém também de forma imperceptível para o olho humano. A tabela abaixo mostra a comparação qualitativa de cor da amostra “in natura” com as amostras que passaram pelos ciclos de lavagem.
Comparativo de cor: amostra in natura x amostras
Tabela 7.11:
Porém o mesmo tecido na cor 8011 (cáqui) e estampado desenho 203A/01 não apresentaram resultados satisfatórios em relação à cor, pois perderam in- tensidade gradativamente com as lavagens domésticas, se tornando mais claras, e também houve alterações de cor, se tornando mais violetas.
Cor 8011 (cáqui) Todas as amostras sofreram clareamento gradativamente com as lava- gens, estabilizando a partir do 40º ciclo, como mostrado no ensaio. Foi veri- ficado experimentalmente que as amostras se tornaram mais avermelhadas e azuladas e menos verdes e amarelas.
Tabela comparativa de cor - cor 8011 (cáqui)
Tabela 7.12:
Tais alterações de cor podem ser vistas a olho nu, como mostrado na tabela abaixo. no lado esquerdo se encontra a cor padrão de comparação, ou seja, da amostra “in natura” e do lado direito a cor da amostra envelhecida. Visualmente é possível notar os resultados apontados pela leitura do espectrofotômetro: o clareamento gradual e a alteração de cor, tendendo para o violeta.
Amostra in naturax amostras envelhecidas
Tabela 7.13:
por ciclos de lavagem - cor 8011 (cáqui)
estampado A aferição de cor do tecido estampado foi efetuada na maior área de uma só tonalidade do desenho xadrez, ou seja, em um tom cinza médio, conforme indicado de vermelho na figura.
Área de medição de cor no tecido estampado.
Figura 7.24:
As amostras envelhecidas do tecido Cedro Classe estampado no desenho 203A/01 (xadrez) sofreram alterações de cor e intensidade visíveis a olho nu. O espectrofotômetro indicou clareamento gradual das amostras com os ciclos de lavagens, com exceção do 40o ciclo, que ficou ligeiramente menos claro que o
50º, indicando, portanto a estabilização da perda de intensidade de cor. houve mudança de tonalidade com o envelhecimento artificial: as amostras se torna- ram mais vermelhas e azuis, e menos verdes e amarelas.
Tabela comparativa de cor - desenho 203A/01 (xadrez).
Tabela 7.14:
A tabela abaixo mostra de forma comparativa as perdas de cor sofridas pelas amostras envelhecidas artificialmente.
Amostra in natura x amostras envelhecidas por ciclos
Tabela 7.15:
de lavagem - tecido estampado desenho 203A/01 (xadrez)