1. GİRİŞ
1.1. Nanoteknoloji 1
1.2.1. Tarihte gümüşün kullanımı 5
3.1.1. Os participantes da pesquisa
A presente pesquisa foi realizada com dois grupos de licenciandos que cursaram a disciplina de Estágio Curricular Supervisionado II do Curso de Licenciatura em Ciências Biológicas da UESC. Uma turma cursou a disciplina no segundo semestre de 2012 (turma 2012.2) e outra no primeiro semestre de 2013 (turma 2013.1).
A turma 2012.2 é formada por licenciandos que estudam em período integral e que, de maneira geral, estão cursando o sexto semestre do curso. Em sua maioria são alunos que moram em Ilhéus e Itabuna, ou seja, próximos à UESC. No momento da pesquisa todos estavam envolvidos em outras atividades de pesquisa e extensão como Iniciações Científicas, Programas de Incentivo à Docência (PIBID) ou trabalhavam diretamente como bolsistas em laboratórios da Biologia, sendo que praticamente metade da turma já havia realizado atividades de monitoria voluntária junto ao Caminhão com Ciência.
Por esses motivos, a turma de 2012.2 é composta por alunos cujas vidas acadêmicas vão além das aulas, incluindo atividades de extensão e pesquisa.
A turma 2013.1 é noturna e todos os licenciandos estão cursando o oitavo semestre, sendo que grande parte deles mora fora do eixo Ilhéus-Itabuna e vem para a UESC por meio de ônibus fretados, o que, somado ao fato de trabalharem durante o dia, dificulta a execução de atividades fora do horário da disciplina. De modo geral, são mais velhos e, da turma original, somente um licenciando trabalha como bolsista em um laboratório, visto que o outro, também bolsista, pertence ao período da manhã. Até o momento de finalizar essa investigação, nenhum dos licenciandos desenvolvia atividades de extensão e nenhum deles havia sido voluntário ou bolsista do Caminhão com Ciência.
Substitui os nomes dos participantes da pesquisa por constelações, porque a questão da formação de professores a partir da perspectiva curricular CTS me lembra da poesia de Mario Quintana colocada no início do capítulo, uma vez que o fato de me deparar com licenciandos, de sexto e oitavo semestres de um curso de Licenciatura que nunca tinham ouvido falar na perspectiva CTS, apesar dela haver surgido há mais de 40 anos, reforça a distância “cósmica” que estamos de alcançar sua inserção no ensino brasileiro, principalmente no que se refere à possibilidade de inclusão na prática de um campo teórico já tão bem estudado e documentado.
No entanto, é preciso insistir, de forma sistemática e organizada, pois não acredito que esse alvo seja “inatingível” como o do poema e a dificuldade de praticar a perspectiva e experenciar um ensino baseado em uma visão de ciência e tecnologia mais integradas não pode representar motivo suficiente para deixar de querer atingir essa meta.
3.1.2. A disciplina de Estágio Curricular Supervisionado II
De acordo com o ementário do Curso de Licenciatura em Ciências Biológicas da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), a disciplina de Estágio Curricular Supervisionado II deve ser dedicada à observação e posterior desenvolvimento de um projeto de extensão em um espaço de Educação Não Formal, como Museus e Centros de Ciências, Parques, Zoológicos, Planetários etc.
Na UESC o Estágio II é uma disciplina de sexto semestre com carga horária de 135 horas/aula, sendo 105 horas teóricas e 30 horas práticas. Além disso, para cursá-la o aluno tem como pré-requisito as disciplinas de Metodologia do Ensino de Ciências e Metodologia do Ensino de Biologia.
Desde a minha entrada na instituição, em 2011, tenho me envolvido diretamente com essa disciplina, ministrando aulas para a única turma do noturno que foi formada nesse período e para pelo menos uma das duas turmas do período integral para as quais a disciplina é oferecida anualmente.
Tenho planejado as disciplinas no sentido de colocar os licenciandos em contato com outras concepções de ciências, diferentes visões sobre o ensino e aprendizagem, que, apesar de, no contexto da UESC, serem apresentadas relacionadas a espaços de Educação Não Formal não são uma exclusividade dos
mesmos sendo também encontradas nos espaços de Educação Formal, como a própria literatura defende.
Uma das maiores dificuldades com relação a essa disciplina reside exatamente no fato de que ela foi projetada para ser desenvolvida em espaços de Educação Não Formal que possibilitem a divulgação científica, porém, em Ilhéus e região não existem instituições com essas características, com condições de receber os licenciandos.
Dessa forma, a solução encontrada para acenar com possibilidades reais de desenvolvimento de projetos pautados na divulgação científica foi sugerir aos licenciandos que desenvolvessem projetos de extensão para o Caminhão com Ciência, um projeto de extensão continuada que surgiu em 2005, quando a UESC foi contemplada com o Projeto Ciência Móvel do Departamento de Popularização e Difusão da Ciência e Tecnologia (DEPDI), da Secretaria de Ciência e Tecnologia para Inclusão Social (SECIS), do Ministério de Ciência e Tecnologia (MCT), sob a coordenação da Academia Brasileira de Ciências (ABC). O objetivo do edital era o de equipar veículos que pudessem se transformar em espaços itinerantes de divulgação científica.
Como coordenadora da área de Biologia do Caminhão tenho tentado, junto à equipe de bolsitas e voluntários, conferir outra identidade às nossas atividades, de modo que as exposições se afastem: 1) da chamada “ciência show”, quando são apresentados fatos interessantes da ciência para o público visitante, inovações tecnológicas que acenam muito mais com o deslumbre com o mundo científico que com possibilidades reais de desenvolvimento da alfabetização científica da população e; 2) da total escolarização do espaço, ou seja, da redução das atividades do Caminhão a uma complementação da escola, ainda que se entenda que para a realidade na qual o projeto se insere, essa é uma atividade de grande importância.
Assim, a equipe da Biologia (monitores, voluntários e docentes) tem buscado fazer com que a área se aproxime mais dos pressupostos da divulgação científica como promotora da alfabetização científica e se distancie das exposições de materiais, kits e espécimes descontextualizados, via de regra, muito próximos da ciência clássica e da linguagem científica acadêmica.
As atividades desenvolvidas para o Caminhão pelos licenciandos que cursam comigo a disciplina de Estágio II também têm caminhado nesse sentido, de atingir um público cada vez maior e mais diferenciado e não somente o público escolar.