2. AYVALIK VE ÇEVRESĠNĠN TURĠZM ARZ POTANSIYELĠ
2.2. TARĠHĠ TURĠSTĠK DEĞERLER
4.2.14.2.1
4.2.1 Estruturação das entrevistasEstruturação das entrevistasEstruturação das entrevistasEstruturação das entrevistas
Optou-se pelo modelo aberto e estruturado. Aberto para dar maior possibilidade de expressão, por parte do arquiteto, e estruturado para que o diálogo não fugisse do foco de captação de dados para alimentar um esquema de análise específico e previamente definido.
Existiu uma estrutura básica para as entrevistas, estrutura elaborada a partir da apresentação das vinte escalas elementares feita por Boudon. A partir dela, foram acrescentadas, em todas as entrevistas, questões personalizadas a cada arquiteto. Essa necessidade surgiu após uma análise arquiteturológica prévia feita a partir do material gráfico coletado durante a pesquisa documental.
As entrevistas foram marcadas, todas em horários não comerciais e, algumas, em condições especiais: realizadas no recinto domiciliar do arquiteto e não em seu escritório o que, sem dúvida, conferiu mais tranqüilidade, atenção e descontração a estes entrevistados. De maneira geral, as entrevistas foram realizadas em horário dedicado exclusivamente para este fim. Durante o tempo de, em média, uma hora e meia, cada arquiteto foi ouvido, teve seu discurso verbal gravado digitalmente e, posteriormente, transcrito, dando origem a um documento escrito a partir do qual se deu a extração de informações pontuais que ilustraram e reforçaram as análises arquiteturológicas.
4.2.2 4.2.24.2.2
4.2.2 Análise das entrevistasAnálise das entrevistasAnálise das entrevistasAnálise das entrevistas
O primeiro passo para o tratamento analítico das entrevistas foi a transcrição fiel das palavras utilizadas pelos arquitetos, com exceção das
comuns na expressividade verbal). A conclusão desta fase deu origem a um conjunto de textos, apresentados no apêndice, nos quais estão registrados os discursos dos arquitetos sobre sua prática projetual, de maneira geral, e sobre a concepção de cada projeto analisado.
Em seguida, passou-se para a etapa de familiarização com o material. Os textos foram lidos diversas vezes em busca de marcos (palavras ou idéias que se repetiam), idéias e idéia, conforme definidas por Boudon. O que era ideologia, crença e opinião geral do(a) arquiteto(a), foi separado das explicações diretas sobre o(s) projeto(s) que estava(m) sendo analisado(s). Procurou-se, na medida do possível, a adoção de uma atitude cética em relação ao que estava sendo lido, na tentativa de não se influenciar por mensagens subliminares ou discursos “promocionais”. Ao contrário, buscou-se confrontar as informações obtidas nos discursos com as outras anteriormente coletadas: croquis, projetos técnicos e maquetes eletrônicas.
As informações retiradas das transcrições foram utilizadas na apresentação de cada arquiteto e para ilustrar a análise arquiteturológica, logicamente, depois de ter sugerido alguns caminhos para o rumo dessas análises.
Além das entrevistas, alguns arquitetos devolveram, devidamente preenchido, um questionário que lhes foi entregue na oportunidade do primeiro contato. Este instrumento, que também consta nos apêndices, foi elaborado com a intenção de conhecer, preliminarmente, um pouco da história acadêmica e profissional de cada arquiteto e, também, seus pensamentos a respeito da arquitetura de maneira geral e da arquitetura que eles produzem. Desta maneira, uma parte do material de análise, configurou-se em textos escritos pelos próprios arquitetos.
Tomadas as devidas precauções, os discursos (escritos e verbais) extraídos destes instrumentos constituíram fontes indispensáveis para a análise arquiteturológica, o que já era esperado, tendo em vista a importância dada por Boudon et al (2000) a este recurso.
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5 EXPERIMENTANDO, VENDEXPERIMENTANDO, VENDEXPERIMENTANDO, VENDEXPERIMENTANDO, VENDO, ANALISANDOO, ANALISANDOO, ANALISANDOO, ANALISANDO
Os capítulos seguintes constituem o corpo analítico da pesquisa. Neles encontra-se todo o trabalho realizado sob o objeto da pesquisa: projetos
residenciais unifamiliares de classe média e média alta em Natal. A analogia à
seqüência “experimentar (o binóculo) – ver – e analisar (o objeto)” faz referência ao processo natural de uma pesquisa científica no qual, após a determinação dos instrumentos e categorias de análise, passa-se, então, a aplicá-los ao objeto num constante processo diacrônico entre aquilo que “mede” (binóculo – método) e o que “é medido” (paisagem – objeto), até a obtenção dos resultados.
Esta segunda parte foi dividida, portanto, em cinco capítulos. Optou- se pela junção dos projetos a partir de seus autores. A análise organizada por autor é relevante para um estudo sobre concepção, justamente porque o conceito básico da teoria de Philippe Boudon parte do pressuposto de que a concepção é propriedade do indivíduo, portanto, específica a cada arquiteto ou a uma equipe de arquitetos. Isso não significa que os arquitetos foram analisados, mas sim os projetos por eles concebidos. Tal agrupamento configurou-se somente num modelo de organização que permitiu a comparação entre os projetos, analisados por arquiteto, ao final de cada capítulo.
Mesmo assim, antes de tratar diretamente dos projetos, foi reservado um espaço para a apresentação dos arquitetos. Nesta parte, constam as informações básicas a respeito de sua formação acadêmica e carreira profissional, além de algumas idéias gerais que permeiam o espaço de concepção de cada um deles. Em seguida, os projetos foram apresentados e analisados cruzando-se os dados obtidos no levantamento gráfico (projetos, croquis), escrito (questionários) e falado (entrevistas) com a operacionalização do modelo arquiteturológico de Boudon. Amiúde: utilizando principalmente os conceitos das escalas arquiteturológicas (tipos, propriedades e relações), à medida que as fontes foram sendo trabalhadas, extraindo delas o que foi visto (no projeto), o que foi lido (no projeto e questionários) e ouvido (nas entrevistas), procurou-se desvendar o processo de concepção (referenciação – recorte - dimensionamento) que norteou cada projeto.
Para a análise de alguns projetos, não foram disponibilizados os croquis da concepção, pelo simples fato deles não mais existirem. Isso dificultou um pouco a análise do processo de concepção, mas não a inviabilizou por completo, posto que a memória do projeto foi resgatada por meio do discurso do arquiteto e através de desenhos informatizados que mostraram a evolução da proposta projetual. Todavia, em cada capítulo, pelo menos um dos projetos, geralmente o primeiro analisado, possuiu tais croquis. Ademais, atenta-se para o fato de que as análises subseqüentes ao primeiro projeto, dentro de cada capítulo, serviram como fontes de comparação e comprovação do pressuposto da teoria arquiteturológica de que o processo de concepção é particular a cada indivíduo, ou seja, independente de quão diferente sejam os projetos concebidos por ele, todos vão ser fruto de processos de recortes, referenciações e dimensionamentos semelhantes.
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6 PROJETOS DE FELIPE BPROJETOS DE FELIPE BPROJETOS DE FELIPE BPROJETOS DE FELIPE BEZERRAEZERRAEZERRAEZERRA
Arquiteto formado na Universidade Federal do Rio Grande do Norte no final do ano de 1996 tendo, portanto, 11 anos de profissão. Sua produção arquitetônica concentra-se na área residencial multifamiliar (edificações verticais de apartamentos) e, secundariamente, na residencial unifamiliar (em condomínios de luxo).
As lembranças mais fortes que ele tem da época de sua formação acadêmica são: 1) Das disciplinas de projeto: de que os alunos deveriam projetar segundo a regra de que a forma deveria seguir a função e 2) Das disciplinas e Teoria e História da Arquitetura: O conhecimento das novas tendências da arquitetura contemporânea (o pós-modernismo).
O arquiteto se diz adepto da produção formal de outros como: Le Corbusier, Richard Meier, Legorreta, Herzog e Meuron, Bowes e Wilson, Campo Baeza, Murdv e Koolhas e se inspirar nos conteúdos de algumas revistas de arquitetura como: El Croquis, Domus, Arquitetura Viva, Architectural Record, Wallpaper e Projeto.
Define sua arquitetura como uma experimentação que está em busca de uma linguagem formal própria. Embora se considerando em experimentação, principalmente por se achar jovem, o arquiteto diz que tem procurado desenvolver uma linguagem arquitetônica capaz de identificá-lo e que, por isso, já existe, em seus projetos, uma série de características semelhantes.
Em seu trabalho existe uma tensão constante entre estética e funcionalidade, em parte, resultado de uma visão conflitante que o próprio arquiteto tem no momento em que faz referências a obras da arquitetura moderna e pós- moderna.
O profissional trabalha com uma equipe de arquitetos colaboradores que o auxiliam no processo de informatização do desenho técnico. Sua concepção, nestes projetos, se deu de maneira solitária e inteiramente à mão como, aliás, ocorre de maneira geral. Segundo ele, a entrada da informática na arquitetura não mudou, em nada, sua maneira de conceber porque ele, pessoalmente, não utiliza este recurso para, absolutamente, nada.
6.1 RESIDÊNCIA SHELMAN