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Tanrıların Aşk ve Serüven Öyküleri

1. DÜNYA MİTOLOJİSİ

1.1. Yunan Mitolojisi

1.1.6. Tanrıların Aşk ve Serüven Öyküleri

As Constituições de cada Estado devem sempre refletir as preocupações e valores mais caros à sociedade. A respeito da defesa do meio ambiente, por exemplo, pode-se ver como essa proteção foi alterando-se à medida que a crise ambiental passou a exigir uma mudança na relação entre o homem e a natureza. Ao se referir à evolução do direito constitucional ambiental brasileiro, Curt e Terence Trennepohl49 reforçam esta noção quando afirmam que “as constituições brasileiras demonstram claramente a postura do País em relação ao meio ambiente”.

A Constituição de 1824, em vigor durante o período imperial brasileiro, não trazia nenhuma disposição ambiental de relevo. Seu único trecho em que se pode fazer alguma relação com o meio ambiente consiste na determinação de que cabia à legislação ordinária prever limitações a atividades que pudessem ofender os costumes, a segurança e a saúde dos cidadãos.

A próxima experiência constitucional brasileira foi a Constituição Republicana de 1891, que tampouco apresentou qualquer avanço ambiental expressivo. Segundo Teixeira50, o mais próximo que esta Carta Política esteve de promover alguma proteção ambiental foi atribuir à União competência para tratar das minas e das terras brasileiras, mas esta proteção tinha um caráter eminentemente utilitarista, privilegiando a visão dos bens ambientais como fatores de produção e desenvolvimento. De acordo com o mesmo autor51, “a idéia de desenvolvimento econômico precedeu a de defesa ambiental”.

As Constituições que se seguiram apresentaram o mesmo padrão de normatização ambiental, com poucas modificações, a exemplo da de 1946, que, segundo Curt e Terence Trennepohl52, submeteu o uso da propriedade pública aos interesses coletivos e condicionou as limitações impostas pelo Poder Público à concessão de prévia indenização, apresar de ter também inserido em seu texto a proteção às belezas naturais. Apenas a partir da década de 80, quando importantes mudanças políticas ocorreram, pois se saía de um regime de exceção em

49 TRENNEPOHL, Curt; TRENNEPOHL, Terence. Op. cit., p. 11. 50 TEIXEIRA, Orci Paulino Bretanha. Op. cit., p. 58.

51 TEIXEIRA, Orci Paulino Bretanha. Op. cit,, p. 59.

direção à redemocratização, é que se observou a formação de uma consciência ecológica, não meramente extrativista, mas efetivamente protecionista.

Com efeito, encerrando a década mencionada, ocorreu a transformação definitiva com a Constituição de 1988. Pode-se afirmar, assim, que a proteção ambiental no Brasil teve dois momentos distintos, e o divisor de águas entre essas duas épocas é justamente a Carta de 1988. É este o momento no qual a proteção ambiental constitucional alcança o seu ápice, sendo considerada por alguns a Constituição mais moderna nesse sentido. Para Silva53, a Carta Política de 1988 é “eminentemente ambientalista”.

Na atual Constituição brasileira, o meio ambiente é, pela primeira vez, deliberadamente tratado pela Lei Maior. A ideia de ampla proteção ambiental se encontra espalhada ao longo de todo o texto constitucional, seja de forma explícita ou implícita, conforme ressalta Silva54. Medeiros55 cita como exemplo de referência explícita a legitimação dada ao cidadão para

propor ação popular em defesa do meio ambiente e do patrimônio histórico e cultural, trazida pelo art. 5º, inciso LXXIII; e, como uma referência implícita, a autora menciona o artigo 20, inciso V, no qual ficou estabelecido que são bens da União os recursos naturais da plataforma continental e os da zona econômica exclusiva. Deve-se citar, ainda, como referência explícita de grande importância, o inciso VI do artigo 170, que determina o respeito ao meio ambiente como um dos princípios da ordem econômica.

Entretanto, o núcleo da proteção constitucional ambiental encontra-se no capítulo 225 da constituição de 1988, que compõe o capítulo do texto constitucional dedicado exclusivamente à proteção ambiental. Nesse dispositivo, o meio ecologicamente equilibrado é afirmado como direito de todos, nacionais ou estrangeiros, e condição para uma vida saudável, cabendo ao Estado e à coletividade defendê-lo para que tanto as presentes quanto as futuras gerações possam desfrutar de um meio ambiente saudável. Esse dispositivo constitucional prevê ainda o manejo ecológico das espécies, o estudo prévio de impacto ambiental para atividades potencialmente poluidoras, entre outras disposições.

Entretanto, a mudança operada no tratamento constitucional dispensado ao meio ambiente não agradou a todos. Manoel Gonçalves Ferreira Filho56 afirmou que não havia

53 SILVA, José Afonso da. Op. cit., p. 46. 54 Ibidem, p. 47-50.

55 MEDEIROS, Fernanda Luiza Fontoura de. Op. cit., p. 63.

necessidade de disciplina constitucional para a matéria que fora posta no capítulo do meio ambiente, pois a legislação infraconstitucional já se encarregava de cuidar do assunto. Por outras palavras, Ferreira Filho considerava que o assunto não era materialmente constitucional. Teixeira57, comentando as palavras do constitucionalista citado acima, afirma que:

Tais afirmações, data vênia, são eminentemente restritivas à idéia de evolução dos institutos jurídicos e da proteção integral do ambiente – inclusive com a aplicabilidade do princípio da defesa do meio ambiente consagrado no art. 170 da Constituição. [...] É evidente que Manoel Gonçalves Ferreira Filho expôs o pensamento predominante na época, que ainda hoje encontra seguidores, face à cultura jurídica na qual predomina o interesse privado em detrimento muitas vezes do público ou social.

Pensamentos como esse não podem prevalecer em tempos de caos ecológico como os que ora se enfrenta em virtude da ação nociva do homem sobre o meio ambiente. A estreita visão individualista não se pode sobrepor à exigência de um meio ambiente equilibrado, bem de uso comum do povo, e de cujo respeito depende a sadia qualidade de vida da humanidade, apontado para dois dos maiores valores do Estado Democrático de Direito, a vida e a dignidade da pessoa humana.

1.3 O meio ambiente ecologicamente equilibrado como direito fundamental de terceira

Benzer Belgeler