• Sonuç bulunamadı

Todos os animais apresentaram grande aumento de volume no local inoculado que se estendia até o membro e região esternal, independente do tipo e dose do veneno. Vários autores empregam a palavra “edema” para definir ou descrever o aumento de volume local, não só em bovinos, mas também em humanos e em outros animais (ARAÚJO et al., 1963; NOVAES et al., 1986; BICUDO, 1994; MENEZES, 1995/96; PÉREZ et al., 1997; RIBEIRO; JORGE, 1997; BARRAVIERA, 1999; TEIBLER et al., 1999; MÉNDEZ; RIET-CORREA, 2007). Contudo, tem-se verificado que em casos naturais de envenenamento por B. jararaca em ovinos (TOKARNIA et al., 2008) e experimentais por B. alternatus em bovinos (CALDAS et al., 2008), por B. jararaca em ovinos (ARAGÃO et al., 2010), por B. moojeni e B. neuwiedi em ovinos (GOMES, 2011), que o quadro clínico-patológico era essencialmente hemorrágico, isto é, a tumefação era devido a hemorragias.

No presente estudo em equinos que receberam os venenos de B. jararaca, B. moojeni e B. neuwiedi, a tumefação era também devido a hemorragias, porém, em boa parte associadas a edema (edema hemorrágico). Nos equinos inoculados com o veneno de B. jararacussu não foi possível identificar a natureza do aumento de volume.

As desordens hemorrágicas podem ser causadas provavelmente, por degradação dos fatores de coagulação (II, VIII, X) (NAHAS et al., 1979; SOUZA et al., 2000; COMINETTI et al., 2003) e comprometimento plaquetário (trombocitopenia).

As alterações regressivas observadas no fígado e rins não foram consideradas significativas e nem relacionadas diretamente ao efeito do veneno botrópico. Lesões semelhantes têm sido observadas em quadros de choque (JONES et al., 1996).

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6 CONCLUSÕES

O quadro clínico do envenenamento pelas peçonhas de B. jararaca, B. moojeni e B. neuwiedi, caracterizou-se pelo aumento de volume local e sinais de dor, como o arrastar das pinças do membro inoculado.

As doses 0,5 e 1mg/kg de veneno de Bothropoides jararaca, 0,205mg/kg de Bothrops moojeni e 1mg/kg de Bothropoides neuwiedi, causaram a morte dos animais. Contudo, as doses 0,8 e 1,6mg/kg de Bothrops jararacussu, determinaram quadros não fatais do envenenamento, com um período de evolução de 16 dias.

No eritrograma verificou-se anemia normocítica normocrômica, ocasionada pelas hemorragias e no leucograma, leucocitose por neutrofilia, associada ao estresse.

Todos os animais apresentaram aumento nos níveis de ALT, CK, DHL, uréia e glicose, e diminuição nos níveis de cálcio. O TAP e TTPA apresentaram-se aumentados em todos os equinos. Na urinálise verificou-se proteinúria, glicosúria e hematúria.

À necropsia, o aumento de volume no local inoculado que se estendia até o membro e região esternal, independente do tipo e dose do veneno, era essencialmente hemorrágico, porém, em boa parte associadas a edema (edema hemorrágico). As alterações histopatológicas não foram consideradas significativas e nem relacionadas diretamente ao efeito do veneno botrópico. Nos equinos inoculados com o veneno de B. jararacussu não foi possível identificar a natureza do aumento de volume.

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ANEXO A – Protocolo de Exame Clínico

Protocolo de Exame Clínico

Identificação: Data:.../.../... Horário:... Tempo: ( )0; ( )2; ( )6; ( )12; ( )24; ( )48; ( )Após

Nome: Sexo: Peso: Pelagem:

Benzer Belgeler