6. BÖLÜM: ŞİDDET BAŞVURU HATTI İŞLEYİŞİ
6.4 Tanıtım - Halkla İlişkiler, Farkındalık Artırma Çalışmaları
Assim, o desenvolvimento sustentável da comunidade europeia foi aceito por alguns, rejeitados e criticado por outros, principalmente, por conceituados intelectuais, dentre deles: Fritjol Capra, Edgar Morin por um lado. Milton Santos, Leonardo Boff e Arturo Escobar, por outro lado. E por Anibal Quijano, Nohlen Dieter e Sturn Roland, entre outros.
incendido fundamentalmente com os aportes epistemológicos de Fritjol Capra e Edgar Morin. Enquanto Capra (1996) sugeriu o inter-relacionamiento sistêmico material e a criação de comunidades sustentáveis, Morin (2012) propôs o inter-relacionamento sistêmico intersubjetivo, mas a partir da transdisiplinariedade e a integração dos saberes.
Para atingir o desenvolvimento sustentável CAPRA7 propôs a criação de comunidades sustentáveis, isto foi, formando espaços sociais e culturais para a atenção das necessidades e aspirações eurocéntricas, mas sem que estás comprometessem as capacidades das gerações futuras.
Assim, a tarefa principal das comunidades sustentáveis foi a criação de uma rede sistêmica. Uma rede de espaços inter-relacionados cujos componentes maiores criariam componentes menores, cuja cobertura selecionaria alimentos e dissiparia resíduos e cujos centros nucleares produziriam a base estrutural e especializada dos componentes menores8.
Enquanto que, o desenvolvimento sustentável com saberes transculturalizados versaria na necessidade de um exercício de modelar o ‘desenvolvimento’ e o ‘sustentável’ sem perder seu objetivo estratégico. No primeiro caso, se problematizaria o significado quantitativo do ‘desenvolvimento’ e o significado reducionismo de o ‘sustentável’. Para depois, ao significado econômico e ecológico de ‘desenvolvimento’ e ‘sustentável’ adequar- lhe um significado qualitativo e social.
Segundo Morin, o problema atual do desenvolvimento sustentável consistiria em alterar o significado de ‘desenvolvimento’ tal como é entendido, ou seja, tratado de um modo quantitativo, técnico, econômico e aumentar-lhe ao adjetivo ‘sustentável’ um significado que teve-se em consideração tanto a biosfera, o mundo vivo e os problemas que deixou o modelo atual de desenvolvimento. (Informação verbal)9.
Para Morin10 os desafios do atual desenvolvimento sustentável seriam: eliminar o racismo, a escravidão, a mundialização da competitividade, os conflitos produzidos pela mundialização do mercado, a mundialização das ideias de humanismo e o menosprezo das
7 CAPRA, op. cit., p. 24. 8 Id., p. 134-136.
9 Informação obtida por Edgar Morin, na Entrevista de Edgar Morin para a Associação Transdisciplinar. ‘Instituto Palavrações’ n o evento: transformando utopias em realidades, realizada por María Neves Alves, em Bragança, julho, 2012.
identidades e singularidades culturais. Por outro lado, diluir: a perspectiva ocidental do progresso, o mito do bem-estar industrial, as desigualdades, o mito da felicidade individual, o mito do crescimento como portadora de qualidade da vida que, pelo contrário, geraram corporativismo, irresponsabilidade e doenças psíquicas.
Por outro lado, para Milton Santos (2006), o desenvolvimento sustentável seria uma estratégia política, produzida pelo globalitarismo. Segundo o caso, seria uma estratégia contraditória, irrelevante ou hostil. Sua crítica, permitiria revelar uma estratégia irracional, hostil e/ou marginalizadora. Sua admissão parcial, sem a modificação de seus parâmetros conceituais, a converteria em uma estratégia desnecessária e irrelevante. Mas sua admissão total, a converteria em uma estratégia aberta, flexível e até em um fato democrático.
Assim para o Milton Santos11 sem crítica e desde o aparato epistemológico sistêmico eurocéntrico, a estratégia de desenvolvimento sustentável seria admitida globalmente. O uso de seus instrumentos de avaliação e experiência a converteriam em uma ferramenta para a livre exploração das comunidades e recursos naturais. E a fragmentação da estratégia por espaços sociais e ambientes naturais seria um modo de exploração econômica da comunidade e dos recursos naturais.
Mas para este mesmo autor12, desde o ponto de vista existencialista, as outras comunidades e grupos sociais demandariam formas a desenvolvimentos sustentáveis alternativas, exigindo resposta para a atenção de outras capacidades existentes e a satisfação para necessidades básicas existentes.
Para Leonardo Boff (2012), o desenvolvimento sustentável europeu seria uma estratégia política e uma questão para a conscientização de nossa condição de vida. Uma estratégia de controle dos recursos naturais para o controle da vida, mas também uma questão para refletir sobre o eixo de reprodução da vida. Uma estratégia que produz exploração, injustiça e desigualdade, mas também uma contraproposta de mudança de paradigma de trabalho e produção.
Para Eduardo Escobar (s/d, p. 7) o desenvolvimento sustentável seria a estratégia mais atualizada produzida pela problemática da relação entre natureza e sociedade, a partir do caráter destruidor do desenvolvimento e da degradação ambiental a
11 SANTOS M, op. cit. 12 SANTOS M, op. cit.
escala global. Consequentemente uma estratégia que produziu um discurso neoliberal de desenvolvimento sustentável, três discursos subalternos (culturalista, ecosocialista e da reinvenção) e uma série de discursos ligados aos movimentos sociais.
Em adiante, com os aportes da perspectiva da colonialidade do poder e da heterogeneidade estrutural abriu-se o terceiro momento no debate político-científico sobre o desenvolvimento sustentável.
De acordo com Aníbal Quijano (1997, p.113), em nosso modo de ver, o desenvolvimento sustentável como outras questões eurocomunitárias estariam contextualizadas no conflito entre a reoriginalização cultural e a continuação da dependência cultural. Como consequência de tudo isto, em nossos problemas de identidade, do caráter de nosso imaginário, de nossos modos de conhecer e produzir conhecimento. E como resultado final, uma única percepção de desenvolvimento sustentável e a repressão de toda possibilidade de produzir outras perspectivas e conhecimento de desenvolvimento sustentável.
Como apontaram Nohlen Dieter & Sturn Roland (1982, p. 58-60) em relação com a associação entre dependência cultural e atraso cultural, estas seriam matrizes estruturais tanto do subdesenvolvimento, como de nossa pobreza, deformação e heterogeneidade e modos de desenvolvimento.
Assim para os autores13, a heterogeneidade estrutural está impregnada na produção do conceito e na estratégia de desenvolvimento sustentável. Enquanto que o conceito e estratégia global e hegemónica de desenvolvimento sustentável é produzido por interesse dos especuladores financeiros, ao mesmo tempo existem intentos de plasmar linhas conceituais e estratégicas de outros desenvolvimentos sustentáveis, mas que por ter ainda fundamento existencial débil, terminarão por ser absorbidas pelo conceito hegemónico. Portanto, todo intento de criação conceitual e estratégico inserido na lógica sistêmica eurocomunitária seria classificado e identificado como: obsoleta, desnecessário, inútil, improdutivos e sentimental. Mas pelo contrário, desde outras linhas conceituais e estratégicas o desenvolvimento sustentável representaria: a mudança paradigmática, motivação para a auto-realização das suas próprias necessidades e potencialidades e uma amostra de capacidade criativa e de realização social.
13 NOHLEN D. e STURN R, op. cit.
Mas para interesse de nossa pesquisa, a mudança de percepção de um desenvolvimento sustentável homogêneo e o uso de instrumentos metodológicos dimensionais, por indicadores para uma percepção de um desenvolvimento sustentável por unidades heterogêneas mostrariam o caráter paupérrimo e/ou precário do desenvolvimento sustentável e de sua estratégia eurocomunitária nos países supostamente em desenvolvimento.