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Tanımsal Programın Dışında Öğretim Elemanlarına Ait Bir Programın Uygulama İhtiyaçları ve Bu Programın Program Geliştirme

ARAŞTIRMA SÜRECİNDE İZLENEN AŞAMALAR

BULGULAR VE YORUMLAR

4.1. Koro Ve Yönetimi Dersi Programına İlişkin Bulgular ve Yorumlar Yüksek Öğretim Kurulu'nun sekizinci yarıyıl bahar dönemi "Koro ve

4.1.3. Tanımsal Programın Dışında Öğretim Elemanlarına Ait Bir Programın Uygulama İhtiyaçları ve Bu Programın Program Geliştirme

1.5

Conclusões

Neste capítulo observamos para as séries em análise basicamente que:

- todas as séries foram inuenciadas, em maior ou menor proporção, pelas crises que abalaram o mercado naceiro ao longo da segunda metade da década de 90. A consequên- cia destes choques foi um grande aumento da volatilidade, além de uma diminuição dos retornos, para os períodos imediatamente subsequentes a estas crises.

- as séries brasileiras, Índice Bovespa e série de Petrobrás, são muito mais voláteis que as duas séries americanas em análise.

- todas as séries apresentam uma clara assimetria de respostas a choques, sendo que são muito mais sensíveis a choques negativos que a choques positivos, ou seja, quando o mercado cai a série tem uma volatilidade muito maior do que quando este sobe.

- as séries em análise apresentam alguma assimetria, esta entretanto pode estar ligada aos valores extremos observados.

- há presença de caudas pesadas, ou seja, leptocurtose para todas as séries de retornos. Com isto, distribuições leptocurticas, como a t-Student, podem ser mais adequadas para modelarmos os retornos das séries.

- existem evidências de estrutura autoregressiva para as séries, em especial para as séries brasileiras, porém, dado a presença de estruturas não-lineares para as séries esta evidência é não pode ser conrmada.

- as séries claramente apresentam estruturas não-lineares, devido a presença de estru- tura na volatilidade.

1.5 Conclusões 30

- existe tanto para as séries brasileiras, Índice Bovespa e Petrobrás, quanto para as séries americanas uma clara correlação tanto na média quanto na volatilidade destas. Entre as séries dos dois países esta relação não se verica ou é muito tênue.

1.5 Conclusões 31 0 50 100 150 200 250 300 -0.10 -0.05 0.00 0.05

11.Histograma da série de retornos do Índice Nasdaq

0 100 200 300 400 -0.06 -0.04 -0.02 0.00 0.02 0.04

1.5 Conclusões 32 -0.2 -0.1 0.0 0.1 0.2 0.3 -0.3 -0.2 -0.1 0.0 0.1 0.2 0.3 Retorno da Petrobrás

Retorno do Índice Bovespa

13.Diagrama de dispersão -0.15 -0.10 -0.05 0.00 0.05 0.10 -0.10 -0.05 0.00 0.05

Retornos do Índice Dow Jones

Retornos do Nasdaq

Appendix A

Apêndice: Conceitos Básicos

A.0.1

Autocovariância e autocorrelação

Seja uma sérief Yt; t = 0; §1; §2; :::g. A função de autocovariância desta série será dada

por:

°(h) = Cov(Yt + h; Yt)

De outra parte, a função de autocorrelação será dada por:

½(h)´ °(h)

°(0) = Cor(Yt + h; Yt)

A.0.2

Ergodicidade

Uma sérief Yt; t = 0; §1; §2; :::gé dita ergódica na média quando:

¹ yt ´ 1 T T X t = 1 yt P ! E(Yt)

onde !P representa convergência em probabilidade27. Além disto, temos que a série é dita

ergódica na variância quando:

27 Uma referência dos conceitos de convergência é dada em Mittelhammer (1996).

Appendix A Apêndice: Conceitos Básicos 34 · 1 T ¡ j ¸ XT t = j + 1 (Yt ¡ ¹)(Yt ¡ h ¡ ¹) P ! °(h),8 h 2 Z

A.0.3

Estacionariedade

Uma série f Yt; t = 0; §1; §2; :::g é dita estacionária, de forma geral, se ela tem pro-

priedades estatísticas similares para outro período da série f Yt + h; t = 0; §1; §2; :::g 8

t 2 Z:Os processos estacionários podem ser dividido em dois tipos: 1. Covariantes estacionários

2. Estritamentes estacionários

O processo é covariante estacionário - ou estacionário de segunda ordem - se possui média constante, variância nita e as autocovariâncias independem do tempo. Matemati- camente teremos que:

E[Yt] = ¹ ; 8 t 2 Z

E[Yt2] = const ante < 1 ; 8 t 2 Z

E[(Yt ¡ ¹)(Yt ¡ h ¡ ¹)] = °h; 8 t; h 2 Z

O processo estritamente estacionário f Yt; t = 0; §1; §2; :::gé dado pela condição

de que(Y1; Y2;:::; Yn) e(Y1+ h;Y2+ h; :::; Yn+ h) 8 n; h 2 Z tem a mesma distribuição. Triv-

ialmente observamos que qualquer processo estritamente estacionário é covariante esta- cionário.

Appendix A Apêndice: Conceitos Básicos 35

A.0.4

Linearidade

Uma sérief Yt; t = 0;1;2; :::gé dita linear se puder ser descrita da seguinte forma:

Yt = 1

X

i = 0 ª i"t ¡ i

onde o processo f "t; t = 0;1;2; :::gé ruído branco estrito, e fª i; i = 0;1;2; :::gé

uma sequência de constantes tal que:

1

X

i = 0

ª 2i < 1

A.0.5

Estatística Q

Ljung et alli (1978) apresentam a estatística dada por:

Q= T(T+ 2) s X k= 1 °2k (T ¡ k)

onde Q tem distribuiçãoÂ2comsgraus de liberdade.

A.0.6

Ruído Branco

Uma sérief Yt; t = 0; §1; §2; :::gé dita ruído branco se possui média constante -E[Yt] =

¹ ; 8 t 2 Z -, e as autocovariâncias são nulas -E[(Yt ¡ ¹)(Yt ¡ h ¡ ¹)] = 0; 8 t; h 2 Z:

Para esta série ser covariante estacionária teremos ainda que a variância deve ser nita e constante -E[Yt2] = ¾2< 1 ; 8 t 2 Z:

Appendix A Apêndice: Conceitos Básicos 36

A.0.7

Ruído Branco Estrito

Uma série f Yt; t = 0; §1; §2; :::gé dita ruído branco estrito se as observações Yt são

independentes.

A.0.8

Teste LM ARCH - Engle (1982)

Engle (1982) apresenta um teste simples para testar se os resíduos de uma regressão ex- ibem alguma estrutura na variância. Este teste é baseado no princípio do multiplicador de Lagrange. Primeiro é estimado a regressão dada por:

yt = xt0¯ + ut (1)

Com os resíduos da regressão (A.1) -ut - fazemos a seguinte regressão:

u2t = ! + ®1u2t ¡ 1+ ®2u2t ¡ 2+ :::+ ®mu2t ¡ m + "t

para t = 1,2,....,T. O tamanho da amostra - T - vezes oR2centrado da regressão converge

em distribuição para umaÂ2commgraus de liberdade sobre a hipótese nula queu

t é i.i.d.

N(0; ¾2):

A.0.9

Teste de viés de sinal - Engle e Ng (1993)

Engle e Ng (1993) apresentam um teste para vericar se há leverage effect nos resíduos da regressão (A.1). Com os resíduos desta regressão são calculadas três regressões dadas por:

Appendix A Apêndice: Conceitos Básicos 37 u2t = ! + ¯1St ¡ 1¡ ut ¡ 1+ ®1ut ¡ 12 + ®2u2t ¡ 2+ :::+ ®mu2t ¡ m + "t (A.2) u2t = ! + ¯1St ¡ 1+ ut ¡ 1+ ®1ut ¡ 12 + ®2u2t ¡ 2+ :::+ ®mu2t ¡ m + "t (A.3) u2t = ! + ¯1S + t ¡ 1ut ¡ 1+ ¯2S ¡ t ¡ 1ut ¡ 1+ ®1u2t ¡ 1+ ®2u2t ¡ 2+ :::+ ®mu2t ¡ m + "t(A.4)

onde St ¡ 1¡ é uma variável dummie igual a 1 quando ut ¡ 1 < 0e 0 quando ut ¡ 1 ¸ 0; e

St ¡ 1+ = 1¡ St ¡ 1¡ :

Para as regressões (A.2) e (A.3) temos que o teste será dado pela estatística t do parâmetro¯1:De outra parte, para a regressão (A.4) temos que o tamanho da amostra - T

- vezes oR2centrado da regressão converge em distribuição para umaÂ2com 2 graus de liberdade sobre a hipótese nula queut é i.i.d.N(0; ¾2):

Chapter 2

Modelos de Volatilidade Condicional

Ao longo da década de 90, o mercado nanceiro mundial sofreu um conjunto de choques - as crises nanceiras - que abalaram em muito a grande maioria dos mercados, conforme ilustramos no capítulo anterior. Estas crises provocaram grandes prejuízos a gru- pos nanceiros mundiais, entre outros: Barings Bank, Long Term Capital Management,

Metallgesellschaft, Orange County e a grupos brasileiros: FonteCidam e Banco Marka28.

Estes prejuízos ocorreram principalmente porque estas instituições não monitoraram de forma apropriada o risco inerente as posições que possuíam no mercado nanceiro. Várias instituições nanceiras e/ou acadêmicas, durante os últimos anos, tentaram criar ferramen- tas de controle de risco para o mercado nanceiro, dado as crises e perdas nanceiras provocadas por estas.

A ferramenta mais importante e que ganhou maior destaque e respeitabilidade no mercado nanceiro, para monitorar o risco de mercado, foi o Value-at-Risk (VaR), de- senvolvida por J. P. Morgan (1994). Para uma análise mais detalhada deste método ver, entre outros, Jorion (2000) e Dowd (1998)29. Um insumo importante para este modelo de

risco, assim como os demais, é o cálculo da volatilidade condicional. O dois primeiros métodos utilizados pelos sistemas de risco para o cálculo da volatilidade foram o desvio- padrão histórico e o alisamento exponencial (EWMA). O primeiro método depende muito

28 Uma análise das perdas nanceiras das instituições internacionais mencionadas é encontrada entre outros

em Jorion (2000) e Duarte (1998).

29 Para uma análise das ferramentas disponíveis para controle de risco no mercado brasileiro ver o site

http://www.risktech.com.br.

2 Modelos de Volatilidade Condicional 39

do tamanho da janela escolhida e dá um peso igual a todas as observações desta janela. De outra parte, o EWMA apresenta para os retornos uma distribuição não-condicional degen- erada, sem encontrar base empírica para este fato.

Na literatura econométrica duas classes de modelos lidam com o problema da esti- mação da dinâmica e previsão das volatilidades dos ativos nanceiros. A primeira classe de modelos que tenta modelar a volatilidade dos ativos nanceiros foi apresentada na lit- eratura inicialmente por Taylor (1980). Neste estudo, onde a volatilidade condicional é modelada como uma variável não-observada, temos a classe de modelos de volatilidade es- tocástica. Devido as diculdades teóricas e computacionais existentes na época este modelo só se tornou popular na literatura econométrica após o trabalho de Harvey et alli (1994) e Ruiz (1994). Nestes dois trabalhos é utilizada a estimação pelo método de quase-máxima verossimilhança e a estimativa para a volatilidade é obtida pelo ltro de Kalman (1960). Nos últimos anos com o desenvolvimento computacional foi possível que outros méto- dos intensivos computacionalmente surgissem. Entre estes podemos destacar o trabalho de Jacquier et alli (1994), que propõe um procedimento bayesiano para a estimação de modelos bayesianos, e Andersen e Sorensen (1996), que propõe uma aplicação do método generalizado dos momentos (GMM) para estimar aos parâmetros dos modelos de volatili- dade estocástica. Neste trabalho não desenvolveremos esta classe de modelos, devido a sua maior complexidade para os modelos que incorporam mudança de regime.

Outro modelo que surge na literatura econométrica para tentar modelar a volatilidade condicional surge com o trabalho de Engle (1982), que tenta modelar a volatilidade da in- ação inglesa entre 1955 e 1977 utilizando a volatilidade passada. Este é denominado Au-