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2.1 Dikkat Eksikliği ve Hiperaktivite Bozukluğu

2.1.2 Tanı ve Değerlendirme

A análise das entrevistas resultou na elaboração de três categorias descritivas, que revelam as experiências vividas pelas mulheres durante a fase de menopausa/climatério.

Envelhecimento como algo natural e inevitável

O envelhecimento é visto como algo natural, um processo fisiológico na vida de todas as pessoas. Para algumas mulheres, o envelhecimento é tido como um acontecimento aceitável, pois não há maneiras para evitá-lo.

“Eu me sinto normal, porque todo mundo vai envelhecer um dia, eu aceito isso normalmente, sei que é a vida, uma hora você vai ficar mais

velha mesmo e vai morrer, não tem como não escapar dessa realidade”.

(Poliana)

“Olha..eu acho que envelhecer não é um problema porque é uma coisa natural para todo mundo. Na minha cabeça o envelhecer ideal seria envelhecer somente o corpo e não a mente”. (Natália)

O processo de envelhecer pode ser visto como algo positivo, no sentido de trazer mais experiência e sabedoria naqueles que a vivenciam.

“Eu acho que a pessoa fica mais experiente, ela tem que se alimentar bem, fazer exercícios para ter uma velhice mais tranquila, mais saudável”. (Luciana)

“A velhice traz coisas muito boas para a gente, como a sabedoria né. A gente fica com mais paciência e consegue compreender as coisas de forma melhor. Eu acho que a velhice tem a sua parte bonita, que é a

“Eu vejo assim, o ser humano fica mais maduro, consciente e entende melhor as coisas. Ninguém vem com cartilhinha né, coisinha assim bonitinha”. (Maria)

Para outras mulheres, o processo de envelhecer representa a última etapa da vida, sendo assim, é vivenciado de forma difícil.

“Eu odeio, não gosto de ficar velha. Eu acho que a gente não nasceu para ficar velho e nem para morrer, eu acho que a gente nasceu para ser eterno”. (Debora)

“Infelizmente a gente tem que envelhecer né... com qualidade de vida. Se você ficar ali pensando é difícil, então eu procuro não pensar, deixo as coisas acontecerem naturalmente”. (Juliana)

Esta dificuldade em aceitar o próprio envelhecimento também está associada ao fato de que muitas mulheres apresentam modificações expressivas em sua imagem corporal.

“A gente sente dificuldade de aceitar né, a cabeça parece que não envelhece igual ao corpo. A gente se sente muito bem, mas quando se olha para o espelho percebe que esta envelhecendo.” (Natalia)

“Já nesta parte eu encaro a realidade, eu aceito, mas às vezes a gente se olha no espelho e fala: Olha o antes e o depois”. (Fernanda)

“Ninguém aceita a velhice, quem fala que aceita é mentira, porque se não ninguém iria fazer exercício físico e nem uma plastiquinha”. (Debora) Para algumas mulheres as mudanças físicas motivaram o emprego de hábitos mais saudáveis de vida, como a prática de esportes e uma alimentação mais balanceada.

“Eu procuro fazer exercícios, hidroginástica e caminhada. Também tenho uma atividade muito intensa né, trabalho e cuido dos meus bichos. No final de semana também vou para minha chácara e cuido da

“A partir do momento que você vai tomando consciência que seu corpo está mudando, as coisas tendem a melhorar. Eu faço hidroginástica, procuro ler bons livros, assisto coisas boas, procuro sempre sorrir, abraçar... acho que tudo isso contribui para a gente se sentir bem”.

(Maria)

Menopausa um acontecimento marcante na vida das mulheres

A menopausa é vista por muitas mulheres como um acontecimento marcante em suas vidas. Para algumas essa fase representa um acontecimento negativo, um verdadeiro sofrimento.

“Antes era bem mais tranquilo, em todos os sentidos, eu não tinha

problema nenhum. Hoje em dia com esta menopausa é um sofrimento.”

(Juliana)

Este aspecto negativo se dá pelo fato de que nesta fase da vida ocorrem grandes mudanças de ordem física e emocional, que são comuns durante o período do climatério. Em relação às mudanças físicas, muitas mulheres referiram ficar incomodadas com a presença de fogachos.

“Quando a gente é mulher e entra na menopausa, sente aqueles calorões, coisa horrível né. Você põe a blusa, o cachecol e fica suando,

depois tira tudo e fica com frio. Isso é horrível.” (Isabela)

“Minha vida antes de entrar na menopausa era ótima, porque eu não sentia os calores que sinto hoje, aquele calor que a gente não aguenta. À noite quando a gente vai dormir sinto frio e me cubro, daqui a pouco sinto aquele calor e chuto o cobertor, aí meu marido fica nervoso e briga”. (Fernanda)

Em relação às modificações emocionais, as mulheres referiram que antes da menopausa se sentiam mais ativas, dispostas, felizes e bonitas e com menor grau de irritabilidade.

“Antes da menopausa eu me sentia mais ativa, mais feliz. Eu não sei explicar, mas alguma coisa mudou em mim, eu me sinto feia, sei lá, a gente vai ficando mais irritada, é uma coisa que não dá para explicar.”

(Claudia)

“Eu tinha mais disposição, era bem mais feliz antes da menopausa. Nem sei explicar... quando a idade vai chegando, a gente vai perdendo o pique, não é igual quando a gente é jovem, que tem disposição para tudo”. (Fernanda)

Poucas mulheres declararam não ter tido alterações significativas em sua vida após a menopausa ou mesmo durante o período do climatério.

“A menopausa não mudou muito a minha vida, tanto é que quando vou ao ginecologista ele sempre pergunta se eu sinto alguma coisa, tipo aquele calorão, e eu digo que não, que nada mudou na minha vida”

(Eliane)

“Para mim é normal, eu tenho uma vida ativa, trabalho, cuido dos bichos, sou ativa e faço as mesmas coisas”. (Luciana)

Mudanças na sexualidade ao longo do tempo

Muitas mulheres perceberam mudanças significativas em sua sexualidade ao longo do tempo. Algumas mulheres passaram a não se sentir desejadas pelo parceiro, por acreditarem que seu corpo não é mais como era antes.

“Não me sinto desejada e nem ativa, me sinto feia, muita feia. Eu sinto que meu marido não me deseja mais. Sei lá, pensando bem pode ser coisa da minha cabeça”. (Claudia)

A diminuição da libido foi referida pela maioria das mulheres entrevistadas. Algumas perceberam também a falta de libido em seus parceiros. Esta alteração gerou diminuição na frequência das relações sexuais entre os casais.

“Ele está naquela fase que não é a menopausa, eu falo que é a andropausa. Então a frequência das nossas relações diminuiu bastante, pois não é só a mulher que fica sem libido. Mas quando os dois estão dispostos a coisa flui legal”. (Maria)

“Com a menopausa muitas vezes você não tem vontade de ter relação sexual, o corpo de antes já não existe mais, você se sente deprimida, é bem ruim porque isso mexe muito com o seu psicológico e interfere no seu dia a dia”. (Natalia)

Algumas mulheres referiram desconforto durante o ato sexual em decorrência do ressecamento vaginal ocasionado pela falta de libido e mudanças hormonais próprias dessa fase.

“Muda tudo, porque o organismo vai envelhecendo, a gente fica mais ressecada por baixo, vai ficando mais fechada, vai virando menininha de novo, fecha tudo” (Debora)

“Antes eu tinha vontade, hoje quando eu tenho relação é ruim, é desconfortável, pois sou muito ressecada. Não é legal como era antes, eu não gosto mais”. (Claudia)

“Olha...no início da menopausa, eu tinha uma certa dificuldade na parte sexual. Com a falta de hormônio você tem uma “secura” na vagina, mas é lógico que isso não impede né, pois o ginecologista passa um hormônio para facilitar né”. (Maria)

Outras acreditam que a modificação do desejo sexual também pode ser atribuída a rotina do casamento e não apenas as mudanças climatéricas. “Antes era melhor, eu tinha mais vontade de ter relação com meu marido. Acho que com o passar do tempo o casamento vai perdendo a

Algumas mulheres relataram que mesmo não sentindo vontade de manter relações sexuais, acabam praticando o ato em si apenas para satisfazer seu parceiro.

Minha vida sexual era muito melhor antes da menopausa. Antes a gente

sente vontade e prazer, agora se fosse fazer, seria forçado, só para agradar meu marido”. (Fernanda)

Outras referem que o desejo sexual não se alterou com o passar do tempo, mas percebem que o seu corpo não responde mais aos estímulos sexuais de antes.

“Ah... eu acho muito ruim, a gente perde a libido, o corpo não responde mais aos toques, a gente faz uma coisa por fazer e depois a gente fica pensando: que mulher que eu sou hoje? Acabei me tornando uma mulher fria, não sinto mais nada. Não vou dizer que a gente não tenha vontade, por que a gente tem, só que o corpo não responde como antes”. (Natalia)

Algumas mulheres relataram melhora da vida sexual durante a fase do climatério, por se sentirem mais tranquilas em relação a estabilidade financeira e não preocupação com a gravidez indesejada.

“Eu acho melhor agora! Hoje tudo está mais tranquilo, a minha vida está mais estruturada, principalmente a parte financeira. Agora tenho mais liberdade, não corro mais aquele risco de engravidar, então me entrego mais”. (Maria)

“Antes tinha a preocupação de ficar grávida, então esse lado melhorou. Hoje eu posso fazer sexo sem me preocupar com nada”. (Isabela) A falta de expectativa em relação a melhora na vida sexual, leva algumas mulheres a priorizarem outras formas de carinho e afeto ao invés do ato sexual propriamente dito.

“Eu não acho que vai melhorar, a tendência é piorar, mas a partir do momento que você tem carinho, amizade e compreensão tudo pode ser diferente. Vai chegar numa idade que um vai precisar do outro, né. Às vezes eu acho que é melhor um abraço, um aperto de mão, um carinho, um beijo, do que realmente a relação em si“. (Juliana)

2. DISCUSSÃO

Nesse estudo o envelhecimento foi visto pelas mulheres como algo natural e fisiológico. Por se tratar de um acontecimento inevitável em suas vidas, as mulheres entrevistas passaram a aceitar essa condição. Segundo Pelzer e Sandri (2002) as pessoas percebem o envelhecimento de forma saudável, como algo natural, que faz parte do ciclo vital, podendo significar uma premiação para aqueles que conseguiram alcançar essa etapa da vida. Para algumas mulheres o processo de envelhecer é visto como algo positivo, por trazer experiência e sabedoria ao longo do tempo. Estudos demonstram que as pessoas que estão envelhecendo apresentam uma percepção otimista, expressando contentamento por ter alcançado a longevidade (PELZER; SANDRI, 2002).

O processo de envelhecer também pode significar algo negativo e algumas vezes ser vivenciado de maneira difícil, por representar a última etapa da vida. Para Rocha et al. (2009), o envelhecimento pode trazer sentimentos de depressão e ansiedade, ocasionando até mesmo, a perda de sono.

De acordo com Moreira e Nogueira (2008), a experiência de envelhecer provoca medos, temores e receios, os quais se expressam na forma de preocupações e apreensões com o futuro e com a velhice que se aproxima. Nessa fase emerge o medo da solidão, da morte, de doenças, da dependência física e psíquica, de perder os espaços e papéis conquistados, dos conflitos intergeracionais, da queda do poder aquisitivo por conta da aposentadoria e da eventual piora das condições de vida no futuro.

O envelhecer traz o estigma de que todos que alcançarem está idade vivenciaram a solidão, a dependência, o declínio, a doença e a decadência. Sendo assim, a pessoa idosa estaria sentenciada (MOREIRA; NOGUEIRA, 2008).

A grande dificuldade em aceitar o envelhecimento é devido as mudanças na imagem corporal que fica evidente durante este processo de envelhecer.

Boa parte dos problemas enfrentados e sofridos durante o processo de se ficar velho se dá por uma sociedade que cobra muito, preconceituosa culturalmente e também socialmente e infelizmente não está preparada para acolher corpos com limitações e imperfeições (MOREIRA; NOGUEIRA, 2008).

Para Moreira e Nogueira (2008), hoje muitas mulheres envelhescentes já procuram modificar seus corpos com o propósito de minimizar marcas e evidências do envelhecimento, tentando adiar ou evitar os efeitos da passagem do tempo ao se submeterem aos diversos tratamentos estéticos e passarem a ser consumidores de inúmeros produtos e recursos anti-envelhecimento que a ciência, como a medicina estética e a cosmetologia disponibilizam no mercado nacional e mundial. As mulheres de meia idade se tornaram o alvo principal das indústrias da beleza e são as grandes consumidoras de tratamentos, produtos e serviços que lhes possibilitam viver o sonho de beleza e de eterna juventude.

As mudanças provocadas pelo envelhecimento levaram a prática de hábitos saudáveis de vida: alimentação e prática de esporte. Muitas mulheres estão tentando adquirir pratica mais saudável e um novo estilo para se viver mais e melhor, com o objetivo de serem mulheres longevas com maior, disposição, ativas e saudáveis.

A prática de atividades físicas consiste em um hábito de vida saudável em qualquer faixa etária (SANTOS et. al 2009).

A busca para diminuir o sedentarismo, por meio de exercícios físicos regulares, melhora a aptidão física, favorece a disposição para viver, além de combater doença como: obesidade, osteoporose, doenças

cardiovasculares, ansiedade, depressão e artralgias (VALENÇA; GERMANO, 2010).

Segundo Benedetti et. al (2007), uma grande transformação tem acontecido mundialmente em relação a pratica de atividade física, com um destaque para envolvimento social e programas criados com o objetivo principal trazer movimento e atividade para quem envelhece. Esses programas a grande maioria criado por universidades com iniciativa privada, tendo como propósito criação de hábitos mais saudáveis por meio de prática regular de atividade física para os que estão envelhecendo.

Segundo Alves et. al (2007), a uma enorme valorização da beleza física e a parte estética, que está difundida na sociedade de forma geral. Assim desta forma as mulheres cada vez mais procuram demostrar preocupação com o seu envelhecimento. Toda essa preocupação pode trazer benefícios positivos, para a vida da mulher com, busca de novos caminhos, melhorias para a saúde e busca da identidade feminina.

Autores falam que o Brasil até bem pouco tempo era um país de predominância jovem e muito consumista, a juventude muito divulgada por todos os meios de comunicação, aceita como um padrão universal a estética sendo valorizada a qualquer preço. Há um grande cultivo de cirurgia plástica, produtos de beleza milagrosos, clínicas de estética, academias de ginástica, tratamentos para emagrecimento (VALENÇA; GERMANO, 2010).

A menopausa representa um acontecimento negativo, um verdadeiro sofrimento muitas vezes com conotação negativa.

Para Alves et. al (2007), constatou com sua pesquisa que a menopausa é uma fase muito complicada da vida da mulher, com carga de problemas, é muitas vezes vista como doença ou até mesmo um sofrimento. Muitas vezes a menopausa é responsabilizada por desconfortos, depressão, sensações ruins e até mesmo por algumas mulheres ser a causadora do envelhecimento.

Durante a menopausa ocorrem grandes mudanças de ordem física e emocional isso poderá desencadear problemas no contexto social e emocional.

A menopausa vem acompanhada com grandes transformações diárias, impactantes, e muitas vezes de ordem física, que pode levar a mulher se sentir fora dos padrões valorizados pela grande maioria da sociedade (ALVES et. al, 2007).

Segundo Alves et. al (2007), ao colher relatos que a menopausa trouxe mudanças fica evidenciado que anterior a isso a vida era mais tranquila e com as mudanças algumas mulheres relatam se sentiram mais ansiosas, mais irritadas, mais nervosas com dificuldade em aceitar este processo na vida.

Mesmo muitas mulheres ressaltando ter problemas de ordem física, grande parte delas, referiram ficar incomodadas com a presença de fogachos. Este fica evidenciado entre os principais achados dentro deste estudo. Porém outros estudos se destacam com diversos achados físicos nesta fase tão intensa na vida das mulheres.

Segundo Valença e Germano (2010), fica evidente que a sensação de fogachos traz grande incomodo para todos as mulheres assim trazendo uma visão bem negativa desta fase associados aos efeitos desagradáveis da síndrome do climatério cuja alterações fisiológicas são sentidas pela grande maioria delas, diminuindo sua sensação de bem-estar.

A menopausa pode trazer muitas mudanças na sexualidade como passar do tempo. Algumas passaram a não se sentir desejadas pelo parceiro e outras se sentiram mais deprimidas e com menos disposição para o sexo.

Durante o período do climatério frequentemente observa-se mudanças na vivência da sexualidade das mulheres. Essas alterações são consideradas incomodas, visto que podem repercutir consideravelmente a sua relação com o seu parceiro e com o seu próprio eu. Muitos problemas poderão surgir como, diminuição ou ausência de desejo sexual, ressecamento vaginal, depressão, falta de desejo sexual, muitas vezes podendo levar a aversão do parceiro (OLIVEIRA et. al, 2008).

A diminuição da libido é um acometimento bastante referido pelas mulheres. Algumas podendo chegar com um quadro mais avançado de fobia ou aversão sexual (OLIVEIRA et. al, 2008). Esta alteração poderá gerar diminuição na frequência das relações sexuais entre os casais ou até mesmo ausência total das relações.

Algumas mulheres referiram desconforto durante o ato sexual em decorrência do ressecamento vaginal. Pode ser explicado fisiologicamente pela diminuição significativa do estrogênio, apresenta-se como característico nas alterações sexuais evidenciadas pelas mulheres deste estudo.

Para Oliveira et. al (2008); Vigeta e Bretas (2004) entende-se que a atrofia vulvovaginal por hipoestrogenismo ocasiona a perda da rugosidade da mucosa vulvovaginal, com redução acentuada da lubrificação vaginal e modificações importantes da flora nativa, podendo levar ao aparecimento de prurido vulvar e à dispareunia.

A lubrificação vaginal se dá em resposta à excitação, durante a juventude, este acontecimento se tem em segundos, nesta fase da menopausa/climatério precisa-se de mais tempo para acontecer e, muitas vezes, está diminuída. A penetração em uma vagina não lubrificada pode ser dolorosa, afetando psicologicamente o casal (OLIVEIRA et. al, 2008).

A modificação do desejo sexual também pode ser atribuída a rotina do casamento e não apenas as mudanças climatéricas.

Com isto faz-se necessária uma maior compreensão e diálogo conjugal. Se o relacionamento a dois já não era bom, carregando antigos problemas mal resolvidos, o climatério pode ser um momento de explosão da falência, por potencializar dificuldades em resolver os problemas de ordem sexual. Entretanto, se o casal cultivar uma atitude de enfrentar juntos todos os problemas e limitações da vida, estes, decorrentes dessa transição, poderão ser superados com maior tranquilidade (OLIVEIRA et. al, 2008).

Mesmo não sentindo vontade de manter relações sexuais, acabam praticando o ato em si apenas para satisfazer seu parceiro.

A falta de aproximação e compreensão entre o casal faz com que a mulher perceba isto como um fator agravante na vivencia da sua sexualidade. Evidencia-se que além do sexo, elas esperam outras maneiras e formas de demonstração de amor e carinho pelo parceiro (OLIVEIRA et. al, 2008), (GOZZO et. al, 2000).

Em uma mulher que tenha uma boa saúde o climatério, não acarretará na diminuição e nem no interesse por sexo e nem em seu desempenho sexual. O que altera,é o tipo de resposta sexual, a qual se torna mais lenta e menos intensa em conseqüência da diminuição de estrogênio, mas nem por isso dotada de menor prazer e satisfação (OLIVEIRA et. al, 2008).

O desejo sexual não se alterou com o passar do tempo, mas percebem que o seu corpo não responde mais aos estímulos sexuais de antes.

Algumas mulheres falam de uma melhora significativa em relação a sua vida sexual durante a fase do climatério, por se sentirem mais tranquilas em relação a estabilidade financeira e não preocupação com a gravidez indesejada.

Falas são encontradas em diversos momentos de forma positivas em estudos, o fato de estar livre da menstruação, liberdade para exercer o trabalho sem ter preocupação de roupa e sem o perigo de uma gravidez indesejada (MENDONÇA, 2004).

A falta de expectativa em relação a melhora na vida sexual, leva algumas mulheres a priorizarem outras formas de carinho e afeto ao invés do ato sexual propriamente dito.

Com a falta de interesse do parceiro na relação e experiências ruins faz com que as mulheres se sintam meras reprodutoras e diminuídas como pessoas, desvalorizadas na sua condição de mulher/esposa, apresentado muita dificuldade em exercer sua sexualidade de forma plena. Assim, com essa situação muitas delas se tornam frias, se fecham para qualquer possibilidade de até um novo relacionamento, se camuflam para o amor com uma grande repressão sexual. Com a pressão de uma sociedade

preconceituosa muitas mulheres acabam vivendo uma vida inteira em um casamento sem disfrutar as coisas boas que ele propõe, por achar que uma relação é indissolúvel, acabam vivendo uma vida inteira infeliz (ZAMPIERI et. al, 2009).