5. Mevcut durumu sürdürmeme: Karizmatik antrenörün ay özelliklerinden biri de statükoyu sürdürmeme e ilimleridir
2.2 Antrenörün Karizmatik Liderlik Davran lar n Sporcular Üzerindeki Etkileri
2.2.3 Tak m Birlikteli i
2.2.3.2 Tak m Birlikteli inin li kili oldu u Faktörler
Durante todo o ano de 2015, a CGD oportunizou aos servidores e ao público afim palestras voltadas para o tema disciplinar. As palestras traziam em seu teor o debate sobre as mudanças paradigmáticas do Direito Administrativo sancionatório e a possibilidade de aplicação dessas mudanças no âmbito disciplinar de competência do órgão. Dentre as palestras, destacam-se a ocorrida em 25 de agosto de 2015, pela Professora Lilian Sales, estudiosa dos temas autocompositivos, que discorreu sobre Mediação de Conflitos para o referido público(CGD, online, 2015) e a ocorrida em 18 de março de 2016, pela Professora Clarissa Sampaio, que abordou o tema sobre “Transações Administrativas” (CGD, online, 2016).
Nos dias 12 e 13 de novembro de 2015, foi realizado o “Seminário de Processo Administrativo Disciplinar, Sindicância e Soluções Consensuais” (CGD, online, 2015), por organização da CGD, o qual se aprofundou na temática da mudança de paradigma quanto aos processos disciplinares no Estado do Ceará. Um dos palestrantes foi Léo da Silva Alves, que ratificou o posicionamento já reiterado em seus livros, como no livro “Ajustamento de Conduta e Poder Disciplinar”, em que o referido autor afirma que a possibilidade de inserção do instrumento do Termo de Ajustamento de Conduta, como feito na ANEEL, no âmbito disciplinar é plenamente viável, pois o ajustamento de conduta não é o núcleo, e sim a forma. O autor justificou que o compromisso no ajustamento de conduta é tão somente a forma de materializar a solução encontrada no atendimento da finalidade de controle.
Compreende-se que o controle da disciplina de funcionários não é exercido como um fim em si mesmo. Quando uma autoridade promove a responsabilidade de um agente público, não o faz unicamente para vê-lo punido. A punição não é o objeto. Para punir pessoas, o Estado dispõe de meios processantes específicos. O dever de autoridade administrativa está diretamente associado ao alcance de uma finalidade útil que, em se tratando de questões disciplinares, pode ser traduzida em dois pontos: a) melhorar o funcionário; b) melhorar o serviço. Esse é o norte, esse é o rumo (ALVES, 2014, p. 13).
A importância da construção dialógica se mostrou tão pertinente que, em consequência, foi editado o Provimento nº 01/2016 pela Controladora Geral de Disciplina, publicado no Diário Oficial do Estado do Ceará no dia 05 de abril de 201638, instituindo o Fórum Permanente de Direito Disciplinar do Órgão, através das seguintes motivações:
38 O Diário Oficial do Estado do Ceará completo, nº 63, encontra-se disponível em: <http://imagens.seplag.ce.gov.br/PDF/20160405/do20160405p02.pdf>.
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A CONTROLADORA GERAL DE DISCIPLINA, no uso de suas atribuições, conferidas pelo Art.5º, incisos II e XVI, da Lei Complementar nº98, de 13 de junho de 2011; CONSIDERANDO que a Constituição Estadual em seu Art.180-A, assegurou a autonomia administrativa e financeira da Controladoria Geral de Disciplina, permitindo-lhe praticar atos próprios de gestão; CONSIDERANDO que a excelência das atividades fins da Controladoria reclama o aprofundamento no conhecimento jurídico disciplinar; CONSIDERANDO o aperfeiçoamento constante, tendo por finalidade a melhoria no processamento dos procedimentos disciplinares no âmbito da Controladoria Geral de Disciplina; RESOLVE: Art.1º. Fica instituído no âmbito da Controladoria Geral de Disciplina o FÓRUM PERMANENTE DE DIREITO DISCIPLINAR, vinculado ao gabinete do Controlador Geral Adjunto de Disciplina. Art.2º. O Controlador Geral Adjunto de Disciplina supervisionará os trabalhos do Fórum, emitindo quando necessário, sugestões de aprimoramento e reorientação das ações desenvolvidas. Art.3º. Este Provimento entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário. CONTROLADORIA GERAL DE DISCIPLINA DOS ÓRGÃOS DE SEGURANÇA PÚBLICA E SISTEMA PENITENCIÁRIO, em Fortaleza, 30 de março de 2016. Maria do Perpétuo Socorro França Pinto CONTROLADORA GERAL DE DISCIPLINA DOS ÓRGÃOS DE SEGURANÇA PÚBLICA E SISTEMA PENITENCIÁRIO.
Esse aperfeiçoamento promovido pelo órgão se mostrou como prelúdio para mudanças mais inovadoras na seara instrumental e na concepção fundamentada pela doutrina contemporânea do Direito Administrativo. Esse ato demonstrou a condução de uma Administração Pública não voltada para si mesma, contrariando a interpretação dogmática do interesse público conceituado unilateralmente, fortalecendo, assim, uma Administração dialógica, a fim de efetivar mais intensamente preceitos constitucionais do Estado Democrático de Direito.
De acordo com notícia veiculada no sítio institucional da CGD, no dia 08 abril, o Governador do Estado do Ceará assinou Projeto de Lei Estadual que dispõe sobre a criação do Núcleo de Soluções Consensuais no âmbito da Controladoria Geral de Disciplina dos Órgãos de Segurança Pública e Sistema Penitenciário (CGD). Segue o texto informativo39:
O Núcleo de Soluções Consensuais tem como finalidade promover medidas alternativas aos procedimentos disciplinares e à punição aos servidores integrados do grupo de atividade de polícia judiciária, polícias militares, bombeiros militares e agentes penitenciários, objetivando o respeito aos princípios da Administração Pública.
O ajustamento de conduta e/ou mediação poderá ser adotado, em quaisquer fases do procedimento disciplinar, quando a infração administrativa disciplinar, no seu conjunto, apontar ausência de efetiva lesividade ao erário, ao serviço ou aos princípios que regem a Administração Pública.
A mediação considera os princípios da razoabilidade, da eficiência, da discricionariedade, da proporcionalidade, dentre outros. Quem ganha com a mediação é a sociedade e as partes. A ideia é encontrar soluções para os conflitos não entrando em litígios judiciais.
39 A notícia completa pode ser acessada no sítio da CGD, disponível em: <http://www.cgd.ce.gov.br/portal/noticiaDetalhada.do?tipoPortal=1&codNoticia=2657&titulo=Reportagens&act ion=detail>.
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Com aspecto inovador, através da Mensagem nº 7983 (ANEXO A), de 08 de abril de 2016, o Governador do Estado do Ceará enviou à Assembleia Legislativa do Estado do Ceará, Projeto de Lei (ANEXO B) que dispõe sobre a criação do Núcleo de Soluções Consensuais no âmbito da Controladoria Geral de Disciplina dos Órgãos de Segurança Pública e Sistema Penitenciário40, fundamentando a proposição no atendimento aos princípios da economicidade processual, da razoabilidade, da proporcionalidade e da eficiência, em consonância com os ditames estabelecidos pela Constituição de Federal de 1988.
Segundo o art. 1º do Projeto de Lei, fica autorizada, por ato do Controlador Geral de Disciplina, a criação do Núcleo de Soluções Consensuais, o qual terá a finalidade de promover medidas alternativas aos procedimentos disciplinares e à aplicação de sanções disciplinares aos servidores relacionados ao órgão, objetivando o respeito aos princípios da Administração Pública. Muito salutar a iniciativa de iniciar o primeiro artigo da Lei fundamentando-se nos princípios da Administração Pública, dessa forma, fortalece-se o caráter principiológico e o respeito ao ordenamento jurídico como um todo, indo além da legalidade estrita.
No art. 2º, ressalta-se que a admissibilidade caberá, originariamente, ao Controlador Geral de Disciplina, contudo será possível a delegação do poder. Nesse ponto, percebe-se o uso da discricionaridade da Administração Pública, que analisará se a medida alternativa é o melhor instrumento de acordo com o caso concreto.
O art. 3º prevê o ajustamento de conduta, para situações que envolvam a Administração e o infrator, ou a mediação entre o infrator e a vítima, com intermediação da Administração, as quais poderão ser adotadas desde a investigação preliminar, ou antes dos procedimentos disciplinares, ou ainda durante os procedimentos disciplinares, nesta última, como condição sine qua non, as situações em que a infração administrativa disciplinar, no seu conjunto, apontar ausência de efetiva lesividade ao erário, ao serviço ou aos princípios que regem a Administração Pública. Cumulam-se ainda como requisitos: a) inexistência de dolo ou má-fé na conduta do servidor infrator; b) caráter favorável do histórico funcional do servidor. Importante a influência de autores, como Léo da Silva Alves (2014, p. 17) que, sobre o ajustamento de conduta no âmbito disciplinar administrativo, explica como a ideia se desenvolveu em outros Estados:
40 Trata-se do Projeto de Lei Estadual nº 42/2016. Em 18 de maio de 2016, o relator da Comissão de Constituição, Justiça e Redação, o Deputado Evandro Leitão, concedeu parecer favorável ao referido Projeto de Lei. Essa informação está disponível no sítio oficial da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará: http://www2.al.ce.gov.br/legislativo/tramit2016/7983.htm.
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(...) foi possível reorganizar o raciocínio no sentido de desconstruir a obrigatoriedade de instaurar sindicâncias e processos disciplinares em todas as circunstâncias. Mostrava-se imperioso adequar o comando legal a um ambiente de mínima liberdade, para que a atividade de controle ficasse ajustada à economicidade que a Constituição Federal brasileira reclama no art. 7041; e para que as reações disciplinares não fossem medidas meramente formais, desprovidas de resultado, como adverte o art. 14 do Decreto-Lei nº 200/196742. Comandos, portanto, da legislação pátria já abriam espaço para essa “liberdade de a Administração desencaderar, ou não, uma determinada actuação”, ou para “a discricionaridade de acção”, referências originalmente encontradas na obra do português Luís Vasconcelos Abreu. Restava operacionalizar o sistema. Com quais instrumentos a administração laborava para aplicar penalidades aos seus funcionários? Valia-se da sindicância e do processo disciplinar. Como poderia ser instrumentalizada a solução razoável encontrada pela autoridade administrativa no caso concreto? Ora, aquela solução correspondente à finalidade do controle (melhorar o funcionário e melhorar o serviço) precisava ser materializada em ato que fosse recepcionado pelas práticas brasileiras. E foi aqui que o instituto do ajustamento de conduta foi introduzido no sistema disciplinar, por aplicação análoga (a analogia é fonte de direito).
Quanto ao art. 4º, preceitua-se que em infrações disciplinares, cujas penas máximas sejam suspensão ou permanência disciplinar43, propor-se-á, com observância do disposto no art. 3º e, por ocasião da abertura dos procedimentos disciplinares, a suspensão do processo disciplinar de um a cinco anos, de acordo com a gravidade da falta, indicando rol de requisitos que, se cumpridos, determinarão a declaração de extinção de punibilidade. Dessa forma, arquivar-se-á o respectivo Processo Administrativo Disciplinar, o processo regular ou a sindicância. De acordo com o art. 5º, a lei se aplica além dos referidos procedimentos, também às investigações preliminares, contudo em situações específicas, lembrando que estas não têm o condão sancionatório. O art. 6º ressalta que a instauração de procedimentos disciplinares para a resolução de conflitos suspende o tempo prescricional, sendo considerado o marco temporal a data de despacho que emite o juízo de admissibilidade para a possibilidade da solução consensual. Já o art. 7º deixa em expresso que o Controlador Geral de Disciplina regulamentará os procedimentos do Núcleo de Soluções Consensuais através de Instrução Normativa. Por fim, o art. 8º informa a subsidiariedade do disposto no Código Penal, no Código de Processo Civil, na Lei nº 13.140/201544 e na Lei nº 9.784/199945, naquilo que não forem incompatíveis com a lei em análise. Destaca-se, ainda, a vigência a partir de sua publicação, revogando disposições em leis anteriores que entrarem em conflito com as
41 Art. 70. A fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial da União e das entidades da administração direta e indireta, quanto à legalidade, legitimidade, economicidade, aplicação das subvenções e renúncia de receitas, será exercida pelo Congresso Nacional, mediante controle externo, e pelo sistema de controle interno de cada Poder.
42 Art. 14. O trabalho administrativo será racionalizado mediante simplificação de processos e supressão de contrôles que se evidenciarem como puramente formais ou cujo custo seja evidentemente superior ao risco. 43 Como a CGD apura diversas classes de servidores, a punição em referência ao militar estadual é a permanência disciplinar: espécie de prisão disciplinar, a qual é menos gravosa que a custódia disciplinar. 44 Conhecida por Lei de Mediação.
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normas da referida lei46.
O texto legal irá para debate na Casa Legislativa Estadual, onde poderão ser feitas alterações por ocasião da avaliação, discussão e aprovação nas comissões e no Plenário, através de emendas. O Regimento Interno da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará conceitua a situações de emendas às proposições47. Dentre as possíveis alterações no texto original, pode-se dar como exemplo a mudança da palavra “infrator” para outra mais apropriada, visto que as situações em que a Lei de Mediação da CGD se aplica ocorrem em fases anteriores às decisões finais, sendo temerário se referir ao acusado em processo disciplinar como “infrator”.
A positivação dessa norma, que autoriza a consensualidade e o ajustamento de conduta no âmbito disciplinar do militar estadual, também se mostra importante para que não haja questionamentos de que a CGD, como parte da Administração Pública, desrespeitaria o princípio da legalidade, ao utilizar métodos consensuais sem previsão legal. Poderia se questionar, por exemplo, que, sem a norma, estaria a se exceder da legalidade ao aplicar instrumentos de consensualidade somente fundamentando-se em princípios, sem regra autorizadora expressa em lei.
Por fim, a lei em questão firma um marco no Direito Administrativo nacional, visto que surpreende pela mudança paradigmática quanto às interpretações de interesse público, indo além da vinculação excessiva da estrita legalidade, respeitando a juridicidade da norma. Fortalece também o princípio da eficiência, ao interpretar teleologicamente a norma, instrumentalizando-a e desconstruindo que o meio é o fim, não se limitando ao tradicional binarismo transgressão-sanção defendido pelos administrativistas tradicionais.
46 A referida Lei revogará a obrigatoriedade de punição mesmo sem as causas de justificação previstas no art. 34 do Código Disciplinar dos Militares Estaduais do Ceará.
47 Art. 222 - Emenda é a proposição apresentada como acessória de outra. Art. 223 - As Emendas são Aditivas, Supressivas, Modificativas, Substitutivas e de Redação. §1º Emenda Aditiva é a proposição que acrescenta algo à outra proposição. §2º Emenda Supressiva é a proposição que suprime parte de outra proposição. §3º Emenda Modificativa é a que altera outra proposição, sem modificá-la substancialmente. §4º Emenda Substitutiva é a proposição apresentada como sucedânia (sic) à parte de outra proposição, que tomará o nome de substitutivo quando a alterar, substancial ou formalmente, em seu conjunto. § 5º Emenda de Redação é aquela que aprimora a redação, evitando incorreção, imperfeição ou atecnia, visando, exclusivamente, o aperfeiçoamento da técnica legislativa. §6º A anexação de emenda será feita, de ofício, pelo Presidente da Assembleia ou a requerimento de Comissão ou Deputado. Art. 224 - Denomina-se Subemenda a emenda apresentada à outra emenda, e que por sua vez, podem ser Aditivas, Supressivas, Modificativas, Substitutivas ou de Redação, as quais submeter-se-ão à mesma tramitação da emenda, desde que não vencida, a Supressiva, sobre emenda com a mesma finalidade. Art. 225 - A Presidência tem a faculdade, como órgão da mesa, de negar a aceitação de emenda ou subemenda formulada de modo inconveniente, que verse sobre assunto estranho ao projeto em discussão ou contrária à norma regimental; no caso de reclamação, será consultado o Plenário, sem discussão, sendo permitido o encaminhamento de votação pelo Autor da proposição recusada. Art. 226 - As emendas poderão ser apresentadas somente enquanto as proposições estiverem em pauta e nas Comissões, ressalvado o disposto no art. 210, §1º, deste Regimento. Disponível em: http://www.al.ce.gov.br/index.php/atividades-legislativas/regimento-interno.
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