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Tablo 11: Potansiyel etki azaltma önlemleri

Acerca da caracterização dos impactos provocados pelo turismo nesta zona costeira, de acordo com o ponto de vista dos grupos entrevistados, o “Desgaste dos recifes de corais por pisoteio” e a “Alteração da paisagem natural” foram os mais apontados. Dentre outras intervenções indicadas, destacaram-se: “Destruição dos corais pela ancoragem dos barcos”, “Captura/alimentação de animais e outros organismos” e “Poluição da água/mar por lixo”. Essas motivações formam um panorama geral dos impactos ambientais gerados ao ambiente, mas, também, às comunidades locais e moradores das redondezas. O Parque de Areia Vermelha, ainda que não localizado no continente, encontra-se numa região de crescente expansão imobiliária e também de valorização social, o que contribui para o desenho de uma paisagem mais homogênea quando comparada, por exemplo, à Praia do Jacaré, analisada anteriormente. Contudo, desenvolvem-se aqui outros conflitos de interesses e percepções entre os grupos entrevistados. A poluição sonora causada pelos barcos e também por carros

nas proximidades, queixa frequente dos moradores, por exemplo, sequer foi mencionada pelos turistas, ainda que gere impactos à vida no ambiente. Por sua vez, as empresas e comerciantes em suas reclamações atualizam o modelo de jogo de repasse de responsabilidades a que aludimos anteriormente. No julgamento dos empresários, os impactos são quase sempre causados pela ação dos turistas, que depositam lixo no mar ou alimentam os animais, por exemplo; nesse posicionamento buscam eximir-se das suas responsabilidades e dos efeitos da ancoragem dos barcos ou do possível derramamento de combustível no mar durante os passeios. Tal como na situação anterior, as responsabilidades pertencem a esse domínio triplo constituído pela comunidade, pelos turistas e pelos empresários, que devem considerar cada um, sua parcela de culpa na gestão dos impactos.

Quanto às prováveis causas para esta problemática dos impactos, a pesquisa obteve os seguintes dados: turistas e moradores acreditam que o item “Descaso político e a não fiscalização/proteção por parte dos órgãos responsáveis” seja o fator contribuinte. Para as empresas/profissionais, é a “Falta de leis e punições mais severas por parte do poder público” que ocasiona a situação, diferente da resposta dada por aqueles que trabalham nos órgãos. Para estes, a “Falta de educação e conscientização ambiental dos turistas e moradores” é o motivo principal. Reinstaura-se assim, novamente, o jogo contínuo de transferência de responsabilidade de todas as partes e agentes envolvidos, sem que cada um assuma sua posição e possa contribuir de maneira eficaz para o movimento de tomada de decisões e proposições de soluções para redução dos impactos.

Dentre as possíveis alternativas propostas para contornar o problema, as empresas/profissionais e os órgãos indicaram “Educar ambientalmente turistas, moradores e todos que praticam e lidam com a atividade”. Os moradores acham que “Promover mais campanhas de conscientização para a prática de um turismo sustentável” seja uma melhor saída, enquanto que os turistas foram enfáticos ao escolherem a opção “Participação mais atuante dos órgãos e o investimento em melhores políticas públicas”. Estas alternativas apontam para o potencial emancipador da educação no contexto contemporâneo tendo em vista que a questão ambiental ocupa um lugar primordial no debate das relações sociais e de qualidade de vida. As alternativas propostas pelos atores encaminham-se no sentido de reconhecer que a educação é a maneira mais efetiva de garantir mudanças e novas atitudes em todos os espaços possíveis, desde os contextos formais (escolas, cursos), informais (atividades realizadas nos locais, por exemplo) e não-formais (fora de contextos explícitos de ensino, como as comunidades ribeirinhas e de pescadores a partir de seu contexto).

Sobre o desenvolvimento do turismo ser mais importante que a conservação de áreas e ambientes naturais, o grupo dos turistas, dos moradores e das empresas/profissionais preferiram não opinar. Aqueles que compõem os órgãos não concordaram com esta questão. Essa estratégia de omissão consciente pode estar vinculada, possivelmente, aos conflitos internos de cada um dos agentes envolvidos. Por parte dos moradores, que constituem parte de um segmento com significativo poder aquisitivo, talvez não interesse tanto as possibilidades de emprego e renda trazidas pelo turismo, muito menos, a conservação do local; por sua vez para os turistas, dada a efemeridade de sua passagem, o ambiente também converta-se apenas numa opção de lazer, cujo objetivo principal é garantir sua satisfação uma vez que pagaram pelo serviço. Já para os empresários e comerciantes, o ambiente transforma- se numa fonte de renda, um motor capital a ser mobilizado pelo uso da comunidade local e pela visitação dos turistas. Enfim, para todas as partes talvez não interesse discutir o que seria mais importante – se o turismo, se o ambiente em si – tendo em vista que elas compõem um complexo interdependente.

A maior parte de todos os grupos afirmou que estaria disposta a participar de alguma atividade que buscasse melhorar o turismo e o meio ambiente local. O mesmo ocorreu com o tema da economia de água e energia. Todos os indivíduos entrevistados revelaram que praticam a economia destes recursos, porém por motivos diversos: turistas, moradores e empresas/profissionais o fazem para economizar dinheiro enquanto os órgãos se preocupam em poupar para as futuras gerações.

Com relação à separação do lixo, a grande maioria dos moradores e empresas/profissionais não fazem porque não sabem como separar os resíduos e os turistas e órgãos praticam esta ação, justificando que é melhor para o meio ambiente.

Observando estes resultados, pode-se perceber que o quadro socioeconômico de Areia Vermelha apresentou tendências similares ao da Praia do Jacaré. Todos os indivíduos se mostraram dispostos a melhorar o ambiente e a atividade praticada no local, o que demonstra um maior comprometimento destes. Nos itens sobre a redução do consumo e destino adequado dos resíduos, a questão motivacional é que chama a atenção, comprovando a teoria de que fatores como educação e acesso a informação não são unânimes mas podem sim influenciar nas práticas e atitudes daqueles que os têm.

Na análise da percepção ambiental destes mesmos grupos ligados à Areia Vermelha, e segundo os dados obtidos através das médias, a pesquisa revelou que os turistas e empresas/profissionais do turismo são antropocêntricos, aqueles que fazem parte dos órgãos são ecocêntricos e, por fim, os moradores são indiferentes às questões ambientais.

Benzer Belgeler