C. ADIYAMAN İLİ VE ÇEVRESİNDEKİ MANEVİ HALK İNANÇLAR
8. TABİAT OLAYLARI İLE İLGİLİ İNANÇLAR
Ainda dentro do contexto da CF/67, em 17 de outubro de 1969, a CF/67 foi emendada com a Emenda Constitucional nº 1, que, na realidade, representou a criação de outra constituição federal.
Em termos de veto presidencial, não houve muitas alterações. O processo legislativo regular continuou previsto na seção V – do processo legislativo (do artigo 46 ao 62).
A especificação de tipos legislativos seguiu o exposto na CF/67, no artigo 46: (a) emenda à Constituição60; (b) leis complementares à Constituição; (c) leis Ordinárias; (d) leis Delegadas e; (e) decretos-leis; (f) decretos legislativos e; (g) resoluções.
A emenda à Constituição, diferente da CF/67, passou a precisar da assinatura de ambas as Casas para proposição de projeto de lei e em número não menor do que 1/3 em cada uma das Casas. A votação era feita em sessão conjunta e só seria aprovada caso conseguisse 2/3 das duas casas nas duas sessões exigidas61. E a promulgação era feita diretamente pela mesa do Senado Federal e da Câmara dos Deputados (artigo 49 da CF/69).
As leis Ordinárias e Complementares mantiveram o rito mais simples, com diferença de que as Complementares deveriam ser aprovadas pela maioria absoluta de cada Casa, enquanto as Ordinárias pela maioria simples (50 e 58 da CF/69).
As leis Delegadas, assim como na constituição anterior, poderiam ser delegadas tanto para o Presidente da República quanto para comissões internas do Congresso Nacional.
60 O artigo 47 traz especificações sobre este tipo legislativo.
61 Vide artigo 48, da CF/1969. Interessante notar que até 1977 o prazo para essa votação era de 60 dias. Em 1977 este prazo passou para 90 dias e em 1982 este prazo deixou de existir.
No mais, seguiriam o trâmite comum de lei Ordinária, para votação e promulgação (artigos 52, 53 e 54 da CF/69).
Os Decretos-leis seriam utilizados pelo poder Executivo em caso de urgência e interesse relevante, em casos de finanças públicas e segurança nacional, desde que não importasse em aumento de despesas. O Decreto-lei criado era julgado pelo Congresso em até 60 dias, sob pena de se converter, automaticamente, em lei. A CF/69 traz importante alteração a esse instrumento, que é a impossibilidade de emenda ao Decreto-lei (artigo 55, da CF/1969). Os demais casos, por se tratar de matéria considerada interna, e sem força específica de lei, não eram detalhados pela Constituição e não passavam pela chamada fase Executiva.
A regra de trâmite do projeto de lei era a mesma. Dessa forma, com exceção das Emendas à Constituição, os projetos de leis aprovados no Congresso Nacional deveriam ser remetidos ao Presidente da República, para ou sancioná-lo e promulgá-lo, ou, então, vetá-lo (totalmente ou parcialmente), em até 15 dias úteis, sob pena de considerar-se aprovado o projeto de lei (artigos 58; 59; 81, incisos III e IV, da CF/1969). Este prazo é superior ao da CF/67, que era de 10 dias úteis.
Caso ocorresse o veto, o presidente da república deveria comunicar o presidente do Senado Federal em até 48 horas e apresentar as razões do veto. O presidente do Senado, diante do fato, deveria convocar julgamento conjunto entre as casas em até 45 dias e decidir quanto à manutenção ou suspensão desse veto. Para que houvesse a rejeição eram necessários 2/3 dos votos dos membros em cada casa. Não cumprido o prazo, considerava-se o veto mantido (artigo 59, §§ 2º, 3º e 4º, da CF/69).
Derrubado o veto ou mantido, o presidente da república tinha 48 horas para sancionar o projeto de lei. Caso não o fizesse, o presidente do Senado Federal tinha o mesmo prazo para realizar o ato. Na hipótese deste também não o fazer, quem deveria fazê-lo era o vice-presidente do Senado Federal (artigo 59, parágrafo 5º, da CF/1969).
A limitação temporal para a reapresentação de projetos de lei rejeitados ou não sancionados permaneceu nesta constituição. Esses não poderiam ser repropostos na mesma sessão legislativa; a única exceção a essa regra era caso a maioria absoluta de qualquer das Casas votasse pelo processamento ou, se fosse projeto de lei de autoria do presidente da república, este ficaria também ressalvado62.
62 Artigo 58, parágrafo 3º, da CF/1969. A Sessão Legislativa deste período até 1972 era de 31 de março a 30 de novembro; a partir de 1972 passou a ser de 1º de março a 30 de junho e de 1º de agosto a 5 de dezembro. Vide: artigo 29 da CF/1969.
A forma de eleição do presidente da república permanecia a mesma (eleito pelo voto indireto), por meio da escolha dos delegados representantes dos estados (indicados pelas Assembleias Legislativas de cada estado) e pelo Congresso Nacional (artigo 74, da CF/69). Tendo sido alterada apenas em 1985.
Por último, cumpre-me descrever a organização constitucional do STF neste período. A sua composição era de 11 ministros, e tinha como atribuição – que destaco como importante à pesquisa – julgar mandados de segurança contra parlamentar e a representação de inconstitucionalidade do procurador-geral da república (artigos 118; 119, inciso I, alíneas “i” e “l”).
Os dois casos julgados neste período são: Representação de Constitucionalidade nº 1065 e Representação de Constitucionalidade nº 1076.
Em ambos os casos as autoridades participantes eram de nível estadual (São Paulo) e foram questionadas mediante Rps. Ambas as decisões foram colegiadas e o STF decidiu controlar a questão, por estarem presentes os pressupostos processuais, e alterou o status quo da questão, declarando as leis questionadas inconstitucionais, o que favoreceu ao chefe do poder Executivo.
Estes casos são simples, pois tratam da discussão se cabe ao Executivo, por meio de decreto, ou ao Legislativo, por meio de lei, a nomeação legal de locais públicos (ruas, escolas, etc.). No caso, as nomeações são feitas pelo Executivo e o Legislativo, em seguida, propõe projeto de lei para também fazê-las. Este é vetado pelo Executivo, segunda a justificativa de que não haveria necessidade da lei, tendo em conta a já nomeação via decreto. Reagindo a isso, o Legislativo não cumpre o regular trâmite de apreciação do veto e o declara não aceito e publica a lei. Apesar de simples, esses casos destacam a relação conflituosa entre os dois poderes (Executivo e Legislativo) e a necessidade de interferência do STF para resolução do problema político, por meio de interpretações e instrumentais jurídicos.
Confirmando os outros quatorze casos anteriores às CF/88, o STF continua se entendendo competente para controlar as questões envolvendo veto e quando necessário declara o ato inconstitucional e altera o status quo da questão. Isso ocorreu em sete dos quinze casos desse período.
Outro achado interessante, é que a partir da alteração do regime político para a ditadura, o número de questionamento quanto ao veto que foram decididos pelo STF cai. Somando os dois períodos constitucionais (1967 e 1969) são apenas três casos frente a doze do período da CF/46. Em termos de período, até a ditadura, da CF/46 até 1964, foram dezoito
anos. O período da ditadura durou de 1964 a 1985, um total de vinte e um anos. Este período, apesar de maior, conta com um número de casos expressivamente menor.
A minha hipótese é que um dos motivos para essa diminuição, é a falta de necessidade de discussão jurídica do veto, visto o sistema de ditadura de tirania do Executivo e a ingerência do Executivo nas decisões do STF.