UMS 39 Finansal Araçlar: Muhasebeleştirme ve Ölçme – Türev ürünlerin devri ve riskten korunma muhasebesinin devamlılığı (Değişiklik)
13. Taahhütler ve şarta bağlı yükümlülükler
A sociedade brasileira de 1920 a 1930 buscava uma identidade para a escola, tentando romper com paradigmas já considerados arcaicos internacionalmente. Segundo Tenório e Schelbauer (2000), o movimento da Nova Escola - fundador das práticas da Educação Integral - surge no Brasil final do século XIX e se estende até o início do século XX, inspirado nas ideias político-filosóficas de igualdade entre os homens e do direito coletivo à educação. O suíço Adolphe Ferrière, considerado um dos fundadores do escolanovismo, acreditava ser a liberdade reflexiva - a autonomia do aluno longe dos formalismos e das práticas distanciadas da vida cotidiana da escola – o ponto central da sua obra.
O crescimento econômico propiciado pelo desenvolvimento da indústria cafeeira trouxe grandes mudanças na sociedade industrial e intelectual brasileira. Essa mudança estrutural e de comportamento da sociedade exige que também a escola se reestruture. A escola, portanto, necessita ser nessa nova configuração não a preparação para a vida, mas a própria vida, integrando o cidadão na escolaridade e na democracia, formando cidadãos democraticamente atuantes, mote da educação integral. Teve como um de seus principais representantes Anísio Teixeira, no qual nos iremos apoiar.
A Educação Integral, termo não usual utilizado na obra de Anísio Teixeira, mas que perpassa por toda a sua obra e filosofia sobre educação, é tomado aqui como o sentido da plena formação do sujeito, preparando-o para a vida, a partir das ideias deste educador.
Sobre a nova postura da escola diante da educação integral exigida pela nova sociedade, Tenório e Schelbauer esclarecem que,
A função da escola avança para o campo da educação total do sujeito, no momento em que prioriza no seu currículo, não apenas os conteúdos clássicos científicos: da leitura, da escrita e das ciências exatas; todavia, quando trata e oportuniza em seu trabalho pedagógico a transmissão de valores éticos e morais, do ensino das artes e da cultura, de hábitos de higiene e disciplina e de preparação para um oficio. (TENÓRIO; SCHELBAUER; 2000, p.2).
Apesar do pensamento de que o escolanovismo tenha sido um movimento que causou distorções na educação, Cavaliere Tenório e Chelbauer (2000) afirmam que Anísio Teixeira, na sua concepção de educação integral, não a associava ao movimento integralista que se originou em Portugal e chegou ao Brasil no início do século XX. O Integralismo acreditava que a sociedade só poderia funcionar com ordem e paz, sendo considerado fascista e de cunho ultraconservador, pensamento que se distanciava do ideal da educação integral, que objetivava a completude do ser, de cunho sócio integrador, na busca por uma identidade sociocultural, de um projeto mais amplo de sociedade.
Para Anísio Teixeira, a revolução do conhecimento gera exércitos de pessoas que se dividem entre os que sabem e os que não sabem. A preocupação do educador era de manter os menos favorecidos em pé de igualdade de competição com aqueles que dominavam o conhecimento. Percebe, também, que o desemprego se agrava entre os que têm baixa escolaridade, um dado que indicava a urgência de investimentos na educação.
O manifesto dos Pioneiros da Educação Nova, divulgado em 1932, do qual Anísio Teixeira tomou parte, caracterizou-se como o marco da renovação da educação no Brasil. Empunhava a bandeira de uma escola única, pública, laica, obrigatória e gratuita, ou seja, uma educação voltada para todos sem discriminação social, uma escola integral e única, que se contrapunha à escola tradicional. Era, portanto, uma escola nova. (MAGALDI; GONDRA, 2003 apud MELO ET AL, 2012).
A abertura educacional proposta pelo manifesto na época - 1932 - ampliava a função da escola para além dos limites das classes sociais, assumindo a educação um caráter mais humano, como revelam Magaldi e Gondra,
A educação possuía um ideal condicionado pela sociedade atual, porém, valorizando, sobretudo, o humano, a solidariedade, o serviço social e a cooperação. Uma educação pragmática com a finalidade de servir aos interesses do indivíduo e para o trabalho. (MAGALDI; GONDRA, 2003 apud MELO ET AL, 2012, p. 10).
O manifesto defende ainda a naturalidade da escola, onde frequentá-la seja espontâneo e agradável. Desta forma, o ideário do manifesto influenciou as ideias posteriores, influenciando a Constituição Federal de 1934, as teorias da educação, as práticas pedagógicas e a política educacional, segundo Saviani (2004).
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A concepção de Educação Integral defendida por Anísio Teixeira não pautou seu discurso desde o início. Aliás, é um termo o qual nunca utilizou diretamente, atribuído a ele por conta das características dos seus escritos, sobretudo após o contato com John Dewey - nos EUA -, ideias que inspiraram outro defensor da educação integral dos sujeitos: Paulo Freire.
Anísio considerava que a escola juntamente com a indústria – processo econômico na época – contribuiriam na organização da sociedade, favorecendo a sua democratização (TEIXEIRA apud FONSECA, 2006), ponto de vista que Paulo Freire experimentara na obra Educação e Atualidade Brasileira (1959), onde criticava a inexperiência democrática do brasileiro. (FONSECA, 2006).
Após o golpe militar de 1964, e consequente exílio, Paulo Freire confere novos contornos às suas obras, o que resulta nos estudos Educação como prática da liberdade (1967) e Pedagogia do Oprimido (1969). Para Freire, a educação seria um meio para alcançar a consciência crítica necessária à transformação da sociedade por meio da democracia, ou seja, uma educação democrática e de cunho popular.
6.2 Saúde Integral
O risco de adoecimento é a preocupação do artigo 196, que trata do direito à saúde, clarificando que o Estado deve garantir políticas de prevenção, proteção e recuperação da saúde, adotando políticas econômicas que melhorem as condições de vida da população. No entanto, parece-nos muito abrangente o texto da lei, ao prever uma suposta intervenção do setor da saúde em outros setores, como alimentação e assistência social, de forma a atender o sugerido no texto.
O “novo” conceito de saúde trazido pela Constituição Federal de 1988 provoca outros setores, considerando os determinantes e condicionantes necessários para a abrangência da compreensão da saúde, fugindo do pensamento individualista, que atribuía ao indivíduo a responsabilidade por sua saúde ou adoecimento, sem relacionar a saúde aos aspectos socioambientais que cercam o indivíduo e a coletividade, considerado, portanto, um conceito mais completo – integral – da concepção de saúde.
Ao pensarmos no artigo 196 da CF, podemos dividi-lo em duas partes distintas:
1- A que considera o bem estar físico, individual, afetivo, familiar, psicológico, social e mental do cidadão;
2- A que garante serviços de assistência preventiva e curativa.
O artigo 198, por sua vez, prevê as diretrizes nas quais o SUS deve ser organizado para garantir a integralidade da assistência à saúde, definindo as necessidades individuais e coletivas realizadas nos mais diferentes patamares de complexidade dos serviços em saúde.
6.3 Educação em Saúde
Desde 1971 é instituída a educação em saúde - Programa de Saúde - no artigo 7º da reforma da LDB, lei nº 5692/71. Desde então passa por diferentes tentativas de definição de diretrizes, que traduzissem a expressão “educação em saúde”, dada a complexidade de definição de cada um desses termos.
Ao longo do tempo, com o desenvolvimento e as medidas sanitárias pelas quais passou a sociedade, a escola passa a oferecer saúde como forma de conscientizar a população, sobretudo as mais carentes, dos cuidados com a higiene corporal e as mudanças de hábitos, principalmente entre as crianças. (MONTEIRO; BIZZO, 2011).
Adentra a escola de maneira impositiva, sob a égide de cuidados com a saúde, “os princípios de higiene como instrumento de normatização e saneamento da sociedade” (FOUCAULT apud MONTEIRO; BIZZO, 2011). Prescrevendo intervenções sociais, o princípio de educação em saúde chega a defender que a merenda escolar, que deveria ser alimentação oferecida aos alunos pelo período de tempo que se encontra na escola é, na verdade, um suplemento à saúde do escolar. Massalay (2012), citando Collares e Moysés, fala da tentativa dos discursos governamentais de escamotear uma realidade mais cruel quando atribui à merenda a falácia de resolver problemas reais de desnutrição entre os escolares, bem como atribui à fome o fracasso escolar, redimindo a escola do seu real papel social e “impossibilitando essa mesma escola de se autocriticar” (COLARES, 1985, p. 50-51).
Assim, como a boa saúde ou a ausência dela é fruto da apreensão e prática do aprendizado sobre higiene obtido na escola, é quase uma opção individual ter ou não saúde, assumindo essa opção, mesmo nos documentos oficiais um caráter comportamental. Portanto, as práticas em educação e saúde ainda hoje assumem um caráter assistencialista e a escola segue sendo depositária de diversos programas com fins distintos, como: Segurança no Trânsito; Programa Mais Educação; o Peteca; Educação Fiscal; Atleta na Escola, entre outros.