3. TAŞIT FREN SİSTEMLERİ
3.8. Taşıtlarda Kullanılan Fren Mekanizmaları ve Parçaları
compôs com elementos de indumentária já utilizados em outras tropas militares mas cuja introdução na milícia resultou de sua iniciativa pessoal. Na verdade, no caso deste oficial constatamos que ele não sujeitou o seu uniforme àquele estabelecido pelo governo, nem tampouco o propôs como padrão regulamentar para a milícia. Mostrou-se num uniforme que era o seu, talvez uma apropriação bastante individual fato que precisaríamos confirmar examinando o fardamento de outros comandantes em uso nas suas tropas. Esta prática, demarcação da posição de comandante desenvolvida sobre o uniforme, permitia a sinalização da autonomia do poder local em relação ao governo na Corte e mesmo à satisfação de interesses pessoais. A indumentária deste titular revela também que não se tratava apenas de modificações em partes bem específicas do uniforme, mas que havia uma tendência a conceber uma indumentária completa para unidades locais. Aquele plano de uniformes idealizado em 1841 pelo tenente José Maria Araújo mostra claramente que já não se pensava mais num uniforme nacional para a milícia. Tratava-se, na verdade, de um plano apenas para os corpos de Guarda Nacional da capital do Império. Nas práticas da tropa, vimos logo acima que já se atendia a demandas locais dos guardas nacionais. É possível que esta proposta tivesse por objetivo unificar novamente no âmbito municipal fardamentos em uso e já bastante diferenciados em nível individual. Mas a sua novidade consistia na tentativa de instaurar um novo padrão oficial, não para o País ou mesmo para alguma de suas Províncias, mas sim para um município, identificando as suas unidades de Guarda Nacional. Tratava-se do centro político da nação, e era esta qualidade especial do lugar que provavelmente motivou o oficial a propor a diferenciação das tropas ali existentes. Este plano rompeu, portanto, com a idéia original de um uniforme válido para todo o território nacional.
Esta situação só tendia a se aprofundar. Examinando anúncios comerciais de 1852, ano de implantação do segundo plano de uniformes, o que podemos notar é que raramente se ofertava um uniforme identificando-o apenas como da Guarda Nacional. O procedimento comum era a sua mais completa especificação. O que se oferecia, por exemplo, era um uniforme de primeiro sargento do batalhão de artilharia da Guarda Nacional, ou de guarda do 4º batalhão, ou ainda de capitão do 5º batalhão. Poder-se-ia indicar, também, apenas a unidade militar. Assim encontramos ofertas de uniformes deste 5º batalhão, do batalhão da Candelária, etc. Não se prescindia da indicação de posto e unidade específicos no oferecimento do uniforme. A diferenciação chegava, então, ao posto específico de uma determinada unidade da milícia, aprofundando-se a especificação dos corpos locais.
Todas essas modificações surgidas das práticas desenvolvidas na tropa se fizeram sobre elementos diacríticos, os quais despontam, então, como o centro de interesse dos milicianos. Ao mesmo tempo, o governo não as ignorou, procurando ou suprimi-las ou reorientá-las ou ainda legalizá-las. Na verdade, com exceção das variações no formato das barretinas, de um modo geral, as modificações promovidas pela tropa foram legitimadas oficialmente.
Tratamos aqui dos controles institucionais estabelecidos pelo governo sobre as práticas dos guardas nacionais com relação ao uniforme. Práticas e controles não coincidiam, mas seguiam uma mesma direção que podemos definir como uma ênfase nos elementos diacríticos do uniforme, com o fim de promover uma diferenciação mais pronunciada entre cavalaria e infantaria, entre os postos
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da hierarquia e das unidades militares em âmbito municipal e provincial. Nessas ações, nos distanciamos da associação e do uniforme nacionais em razão da crescente preocupação com as categorias internas da milícia, entre elas surgindo, inclusive, as especificidades de tropas locais e variações pessoais.
Quanto às funções diacríticas dos uniformes, os elementos mais valorizados eram aqueles que sinalizavam as diferenciações internas da milícia. Estas eram mais importantes do que as diferenciações externas. Consideremos que os dois planos de uniformes se distanciavam pela ênfase dada aos elementos diacríticos no segundo plano. E, ainda, que esta era a preocupação sempre presente entre os milicianos, de acordo com o que vimos em relação a duas importantes iniciativas individuais: do tenente José Maria Araújo e do barão de Sabará.
Funções simbólicas
Até o momento, examinamos algumas funções pragmáticas realizadas pelos uniformes da Guarda Nacional e as distinções internas e externas da organização da milícia que eles permitiam operar, ou seja, as funções diacríticas que desempenhavam. Porém, suas funções simbólicas não foram menos importantes e devemos analisar valores que a eles foram associados.
Antes de mais nada, é preciso considerar que, do ponto de vista do governo imperial, as funções simbólicas da indumentária militar assumiam uma importância fundamental nessa tropa. Vejamos, por exemplo, a participação da Guarda Nacional em cerimônias públicas, isto é, naqueles momentos em que se tornavam públicos esses valores. Na cidade do Rio de Janeiro, conforme se constata no noticiário local, os guardas nacionais sem uniforme eram proibidos de participar de paradas. Vemos, portanto, que quando se tratava da atualização dos valores ligados à milícia – disciplina, nacionalidade, civilidade, respeito às instituições, sobretudo à monarquia –, era indispensável ao guarda nacional se apresentar uniformizado. Do ponto de vista governamental, havia a imprescindibilidade do uniforme nas ocasiões cerimoniais.
Aquela primeira apresentação pública da Guarda Nacional na Corte37
pode nos ajudar a avaliar melhor a situação. Apesar da elevada quantidade de faltantes assinalada, devemos considerar com mais cuidado seu significado. No relato do jornalista podemos observar que, embora tenha assinalado o fato, ele se preocupou bem mais em comentar os seguintes tópicos: a boa apresentação dos membros da milícia, que já seriam comparáveis aos das tropas de primeira linha, o entusiasmo dos guardas nacionais e também da população que concorreu ao local do evento, o Campo de Honra e uma grande afluência de público, com destaque para o número de mulheres que acompanhavam tudo de suas janelas (elas que pouco assistiriam a paradas militares). Descreve toda a cerimônia – revista da tropa pelo imperador e desfile das mesmas diante do palacete – e informa sobre uma proclamação da Regência distribuída aos guardas nacionais, cujo teor, percebe- se claramente, é alertá-los sobre o fato de que, no seu próprio interesse, deveriam utilizar em defesa da ordem estabelecida o poder bélico que lhes fora conferido38.
Contrariamente ao que poderíamos concluir do exposto, o não-comparecimento de quase 70% do efetivo indica que numa ocasião como esta, uma cerimônia
37. Ver nota 21. 38. “Proclamação da regencia de 12 de feverei- ro de 1832 dirigida aos guardas nacionais por oca- sião da revista geral daquelle dia.” Publicada em Jeanne Berrance de Castro (1979, p. 246).