4. BULGULAR ve YORUM
4.3. T-Testi ve ANOVA sonuçları
4.3.2. Faktörler açısından T-testi ve ANOVA sonuçları
4.3.2.1. T-testi sonuçları
Tanto em Memórias póstumas quanto em Uno, nessuno e centomila os fatos que compõem as tramas são relevantes na revelação da aparência em dissonância com a essência dos protagonistas. Ambos representam a busca contínua e árdua do sujeito em conciliar seu universo interior com o que há fora dele. E quem não compreende esse jogo se anula e passa da vida à forma.
Como enfatizado no capítulo 1, desse trabalho, as obras de Machado e de Pirandello sugerem ao leitor um encontro consigo mesmo, como se leitor e personagens fizessem parte de uma grande companhia de teatro comandada pelos dois autores, os quais, por meio da riqueza de gêneros literários que compõe sua arte, respectivamente, interpretassem a vida como um grande palco no qual o homem se reconhece como aquele que só representou na vida e que no fim não recebe nenhum aplauso porque representou a si mesmo, para si mesmo. Ou seja, os papeis se invertem, plateia e personagens já não se distinguem. É o jogo das partes. O homem se auto engana pensando que representa, na realidade ele não é personagem ele é o que é: o homem. Segundo Pirandello:
Chi ha capito il gioco non riesce piú a ingannarsi; ma chi non riesce a ingannarsi non può più prendere né gusto né piacere alla vita. Così è. La mia arte è piena di compassione amara per tutti quelli che si ingannano; ma questa compassione non può essere seguita dalla
92 Quando se é alguém. 93
u ho e le e ue o pode i e a p p ia ida o o lhe pa e e ou ag ada; as e essita ue a viva segundo o conceito que os outros lhe fizeram e sobre o qual repousa a sua fama, escravo porém da fo a ue ele se deu e a ual os out os o e o he e SCIASCIA, , PP. -31).
fe o e i isio e del desti o he o da a l’uo o all’i ga o. Questa, in succinto, la agio e dell’a a ezza della ia a te e della ia ita94
.
Diante das peripécias de Brás Cubas e de Moscarda, pode-se pensar que para Pirandello e Machado de Assis a vida é um grande tablado pelo qual passam as mais diversas criaturas: o ingênuo, o louco, o frágil, o carente, o arrogante, o interesseiro, o debochado, o arredio, o dissimulado, o simples, o sonhador, o iludido, o cavalheiro, o cômico, o gentil, o triste, o alegre, enfim, um universo de personagens que deixam em evidência a sensibilidade com que Machado e Pirandello, por meio de uma arte, recheada da natureza humana, nos convidam a tomar parte de um imenso teatro, rodeados de espelhos e nós, como personagens, ao mesmo tempo em que representamos, somos espectadores de nós mesmos. É hora da fusão, personagem e plateia se dão as mãos. De acordo com Machado de Assis:
A história é isto. Todos somos os fios do tecido que o tecelão vai compondo, para servir aos olhos vindouros, com os seus vários aspectos morais e políticos. Assim como os há sólidos e brilhantes, assim também os há frouxos e demasiados, não contando a multidão deles que se perde nas cores de que é feito no fundo do quadro (Assis, 1997, p. 659).
O espelho não está no molde, na parede, como o convencional, o espelho é cada homem. Resta saber o tempo certo, a medida certa de olhar dentro e fora de si para não perder o tempo da vida. Moscarda olhou tempo de mais para aquele espelho, para um só espelho, para dentro de si. Brás Cubas, da mesma forma, olhou tempo de mais para muitos espelhos, para o mundo, para fora de si. Olhando em sentidos contrários: um de fora para dentro, outro de dentro para fora, os dois captam imagens comuns, embaçadas, sem contornos, como se olhassem para espelhos quebrados. E na tentativa de organizar o que vêm, demoram em demasiado e a vida não esperou. Ambos se perderam. Por caminhos diferentes, trilharam tragédias semelhantes que resultou na perda do controle sobre sua existência. Perderam a deixa que a ficção concede àquele que interpreta. Mas a ida o os o ede dei as , o te po de i ê- la é único, é agora. Conforme Francisco Maciel Silveira:
94 Quem entendeu o jogo não consegue mais enganar-se; mas quem não consegue enganar-se não pode mais tomar nem gosto nem prazer pela vida. Assim é. A minha arte é plena de compaixão amarga por todos aqueles que se enganam; mas essa compaixão não pode ser seguida pela feroz irrisão do destino que condena o homem ao engano. Esta é em, resumo, a razão da amargura da minha arte e da minha vida . (www.italialibri.net)
O ser humano – um comediante inato - a fim de ajustar-se ao universo social, põe-se a representar um papel que para si cria ou que lhe é dado pela sociedade. Daí uma dramaturgia em que os rostos humanos aparecem velados pelas máscaras sociais e em que o imaginário busca tornar-se realidade, porque a vida não passa de uma contínua e tragicômica mascarada. Neste grande teatro do mundo representa-se a f tua o dia se fi da ida , o havendo distinção entre ficção e realidade. Deste ângulo, iluminar os segredos da ribalta (revelando os bastidores da carpintaria teatral e da criação literária e efetuar o rompimento das fronteiras entre palco e platéia forma os meios utilizados então para inserir o espectador no espaço-tempo da ficção, que, em última análise, correspondia ao espaço-tempo da realidade empírica (Silveira, 1999, p. 38).
Abrem-se as cortinas, ascendem-se as luzes, caem as máscaras, todos se olham. Assim é a vida, como nos mostram Machado de Assis e Pirandello, cada ser como uma minúscula partícula do universo humano que os dois autores retratam, caprichosamente, e, por meio das personagens, nos colocam frente ao outro como uma extensão da sua própria existência. Todos compostos com uma pitada de humor, ironia e irreverência, que dão às duas obras a versatilidade de criação que confere a Pirandello e a Machado de Assis a capacidade de fundir a pessoa e a personagem, a dor e o riso como veremos no capítulo seguinte.