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2. HASTA GÜVENLİĞİ

2.4. Tıbbi Hata

1.1. Estrutura física, material pedagógico, computadores:

• Algumas salas apresentam problemas na estrutura física, a exemplo disso, destacamos: o núcleo Monteiro Lobato, que é uma escola de educação infantil e possui salas muito pequenas, mal iluminadas e pouco ventiladas, dificultando o trabalho realizado, e ainda um núcleo que apresenta problemas na parte elétrica e hidráulica, sofrendo com a falta de água e de energia, eventualmente. Todos os demais núcleos relataram aspectos, como a necessidade de instalação de ventiladores, melhoria na iluminação, banheiros, bebedouros etc.

• Falta de segurança e pouca iluminação na área externa das escolas. A maioria das escolas comentou a fragilidade da segurança em suas proximidades. Fato esse agravado ainda, pela precariedade do sistema de iluminação pública. Particularmente, um núcleo ao lado de um canal, em área pouco movimentada, onde a insegurança para professores e alunos se caracteriza como uma dificuldade para o bom funcionamento das atividades.

• Os recursos pedagógicos são considerados, pelos professores, como sendo insuficientes, restrito a pincéis de qualidade inferior, papel pardo (madeira) e algumas fotocópias de textos/atividades complementares. Os professores destacaram que o material é eqüitativamente dividido, todos recebem a mesma quantidade; comentaram ainda, que muito do que eles têm conseguido no trabalho com os alunos, depende da iniciativa de cada um, tirando fotocópias pagas por eles mesmos, imprimindo seus textos, levando material de apoio...

• Não existem laboratórios de informática instalados em todas as instituições. Aliados a isso têm núcleos onde a escola mesmo dispondo desse espaço, os alunos e professores do projovem não podem utilizar os equipamentos (por exemplo, o núcleo Viviane Benevides); A escola Maria Quevedo não tem

problemas com a utilização do laboratório, apesar de possuir computadores em quantidade inferior a proposta do projovem (11 computadores). Os professores comentaram ainda, que possuem poucos conhecimentos no sistema operacional Linux, e que o curso prometido para eles até agora não aconteceu.

• Atraso e desorganização no pagamento do recurso da bolsa para os alunos.

1.2. Relação do pessoal do projovem com a escola

• A direção das escolas que não apóiam o programa foram identificadas como um dos maiores problemas ao desenvolvimento do trabalho. A direção da escola Viviane Benevides foi identificada como o maior empecilho ao bom desempenho do programa (durante a reunião tivemos relatos extensos sobre essa questão – sede da estação). Os relatos dos professores demonstram haver uma total rejeição por parte da diretora dessa instituição ao programa, o que já ocasionou atritos com alunos e professores. Os gestores dos núcleos Monteiros Lobato e Maria Quevedo foram citados como um forte assessoramento ao funcionamento do Projovem.

1.3. Desempenho e disciplina dos alunos

• Algumas temáticas como o fumo, drogas e violência, foram citados como assuntos necessários de serem abordadas pelo programa. Outros problemas, situados especificamente no núcleo Viviane Benevides, foram, “indisciplina”, pouca adequação dos alunos as regras da escola, saídas das salas de aulas e faltas constantes dos alunos. Segundo ele, o projeto iniciou quando os alunos da escola já estavam de férias, e ele acredita que no retorno das atividades no início do ano letivo vão ter problemas sérios quanto a isso. O professor que faz esse depoimento foi transferido recentemente para esse núcleo (Viviane Benevides), e se diz indignado com a situação que encontrou a escola, relatando que, desde então, vêm procurando mobilizar o grupo de colegas para resolver alguns desses problemas disciplinares. Esse professor atribui as principais dificuldades, especificamente, a problemas anteriores, desde a implantação do programa nessa unidade, como por exemplo, a definição de salas para os alunos ter se dado a partir da liberdade deles escolherem as salas por afinidade/amizade para se agruparem. Outro

professor, desse núcleo comentou ainda que a chegada da farda minimizou o inconveniente que tinham quanto ao uso de trajes não adequados a escola, como mini-saias e top’s muito pequenos, no caso das mulheres etc. A coordenadora da estação analisa que um dos motivos que contribui e agrava os problemas desse núcleo é o fato de que, na sua compreensão, o grupo de professores não é coeso, apesar de não existirem atritos maiores entre eles, este não se configura em uma identidade de trabalho coletivo.

• Resistências dos alunos para assistir aulas e atritos com professores de práticas mais tradicionais, chegando a ocorrer embate com os alunos que reclamam quanto à rigidez das regras. A maioria dos comentários a esse respeito parece indicar que, professores mais “negociadores”/flexíveis tem conseguido melhores resultados, pelo menos, em obter maior freqüência dos alunos as aulas e a não ter manifestações de atritos e resistência dos alunos.

1.4. Material didático

• Matemática - segundo os professores especialistas da área, o livro é considerado difícil para o nível dos alunos (diferentes níveis de conhecimentos na sala, em virtude das diferenciadas experiências de escolarização). Conforme suas análise, o material apresenta uma seqüência didática desordenada, ou seja, conhecimentos mais avançados, que dependiam de uma sistematização anterior de base, por exemplo, geometria espacial, quando o aluno não teve sequer noções de geometria plana, decomposição ou noções de adição e subtração. Outros professores, de diferentes áreas, comentaram que o livro não atende a realidade local e não contempla aspectos de nossa região, identidade e cultura.

• Inglês - O material é complexo, não sistematizado e de difícil aplicação pedagógica.

• Língua Portuguesa - os professores dessa área situam críticas às atividades de interpretação, que segundo eles, é literal e possui questionamentos tradicionais, como por exemplo, os principais personagens e enredos explicitados no texto. Conforme esses professores, tais exercícios continuam incoerentes com as abordagens e os fundamentos teóricos adotados no

programa de formação inicial dado aos educadores, além de que vão de encontro às diretrizes atuais para esse ensino.

• Ciências naturais – para os professores, a dificuldade maior reside na excessiva centralização em situações experiências, onde o conteúdo é apresentado sob uma forma única – as experiências a serem realizadas. Os professores dessa área comentaram que sentem falta da parte conceitual desse conhecimento, importante de ser sistematizado e estudado na escola.

• História/Geografia - os professores de história e geografia, por sua vez, consideram o material bom e ressaltam que o mesmo contempla questões contemporâneas, dentro da história crítica.

1.5. Aspectos pedagógicos:

• No tocante a distribuição da carga horária; todos professores teceram críticas a organização dos tempos escolares de aula, notadamente, os educadores da formação básica, que se mostraram insatisfeitos pelo pouco tempo de aula para a realização do trabalho específico dos conteúdos. Segundo eles, o atraso do livro do aluno, o pequeno nível de leitura, interpretação de texto e os poucos conhecimentos de matemática, contribuem para o atraso no cumprimento da unidade no tempo previsto e se repercute inclusive na dificuldade de compreensão em outras matérias como ciências naturais e humanas.

• Um dos núcleos (Estanislau Façanha), não possui o profissional da assistência social, o que exige a redistribuição dos demais professores para suprir a lacuna na carga horária. Ademais, todos os núcleos fizeram queixas referentes à ausência da assistente social, que em uma semana está em um núcleo e na semana seguinte em outro, dificultando o estabelecimento de vínculos afetivos e de relações mais estreitas, com alunos e demais professores, além do prejuízo com a sistematização, continuidade e acompanhamento dos trabalhados propostos.

• Carência do professor de Inglês, ainda em alguns núcleos. Todavia, nos núcleos onde a contratação desse profissional já foi efetivada, lidam com o problema do considerável atraso ocasionado no conteúdo.

• Quanto à interdisciplinaridade a maioria dos professores comentou vagamente sobre os planejamentos, situando que eles estão acontecendo, mas sem maiores detalhes ou reflexão sobre isso. Um dos professores, no entanto, fez uma crítica dizendo ser apenas uma “junção de professores”. Outros educadores sugeriram que fossem planejadas reuniões de caráter pedagógico por área, vivências de atividades práticas nos dias de planejamento e momentos entre os professores para compartilhar metodologias, na intenção de suprir dificuldades no andamento das disciplinas.

• A coordenadora pedagógica comentou sobre a importância de momentos/reuniões de apoio com a equipe de formação para subsidiar as ações dos coordenadores pedagógicos.

2. Relatório da Reunião de Diagnóstico junto as Escolas Internato São Rafael e

Benzer Belgeler