3.6. Türkiye’de Hasta Haklarının Gelişimi
3.6.1. Türk Sağlık Mevzuatında Hasta Hakları Kavramının Gelişimi
3.6.1.9. Tıbbi Deontoloji Nizamnamesi (Tüzüğü )
FÓRUNS ESTADUAIS DE TURISMO
AÇÕES - otimiza e ordena as demandas
- prioriza as ações emanadas da política
- propõe soluções dos problemas e “obstáculos” - apóia a atuação dos extensionistas.
REGIÕES / ROTEIROS INTEGRADOS E MUNICÍPIOS
Nesse contexto, Santos Filho (2003) já alertava sobre a dificuldade dessas metas serem atingidas se não houvesse uma preocupação maior, por parte do Governo, em resolver problemas que são estruturais nas macro e microeconomias nacionais:
reduzir as desigualdades regionais e sociais só é possível por meio de uma política de base macroeconômica em que o sistema financeiro esteja sob o controle do Governo (juros baixos, crédito fácil e proteção integral à industria nacional). Em que os planejamentos, no campo do turismo, levem em conta a profissionalização e treinamento da mão de obra local, para que o trade possa, de fato ser um instrumento de integração e não de exclusão (SANTOS FILHO, 2003, p.05).
Nesse sentido, ainda argumenta que
o turismo deve ser visto como uma ação que deve beneficiar a população brasileira, facilitando que a mesma tenha condições objetivas para usufruir seu lazer e turismo em todo o território nacional, incorporando as populações nativas no mercado de trabalho e criando uma riqueza coletiva (SANTOS FILHO, 2003, p.05).
É evidente que o turismo é uma atividade multifacetada, capaz de mobilizar variados setores produtivos da economia e transformar lugares e pessoas, mas atingir essa transformação não é uma tarefa fácil de ser realizada, a curto prazo; e, enquanto produto, ele é fruto de um conjunto de relações entre mercado, cultura e políticas públicas, que podem possibilitar o desenvolvimento local.
O Plano Nacional de Turismo 2003-2007 está estruturado em dois principais objetivos e, a partir deles, originaram-se os macro-programas, os programas e as ações, sendo que os objetivos gerais buscam:
a) desenvolver o produto turístico brasileiro com qualidade, contemplando as diversidades regionais, culturais e naturais;
b) Estimular e facilitar o consumo do produto turístico brasileiro nos mercados nacional e internacional.
Em relação aos objetivos específicos, depara-se com: Dar qualidade ao produto turístico;
Estruturar os destinos turísticos;
Ampliar e qualificar o mercado de trabalho;
Aumentar a inserção competitiva do produto turístico no mercado internacional;
Ampliar o consumo do produto turístico no mercado nacional; Aumentar a taxa de permanência e gasto médio do turista.
Nas palavras de Dias (2003), outro ponto abordado, no PNT, são os desdobramentos temáticos, escolhidos por seu potencial em contribuir para a obtenção das metas e objetivos para o período 2003-2007, e que constituem os sete macroprogramas do Plano.
Cada macroprograma era composto por programas que visavam resolver os problemas e obstáculos que impediam o crescimento do turismo no país. A saber:
I. Gestão de Relações Institucionais:
- Programa de Acompanhamento do Conselho Nacional do Turismo. - Programa de Avaliação e Monitoramento do Plano.
- Programa de Relações Internacionais. II. Fomento:
- Programa de Atração de Investimentos. - Programa de Financiamento para o Turismo. III. Infraestrutura:
- Programa de Desenvolvimento Regional.
- Programa de Acessibilidade Aérea, Terrestre, Marítima e Fluvial. IV. Estruturação e diversificação da oferta turística:
- Programa de Roteiros Integrados. - Programa de Segmentação. V. Qualidade do produto turístico:
- Programa de Normatização da Atividade Turística. - Programa de Qualificação Profissional.
VI. Promoção e apoio à comercialização:
- Programa de Promoção Nacional e Internacional do Turismo Brasileiro. - Programa de Reposicionamento da Imagem Brasil.
- Programa de Apoio à Comercialização. VII. Informações turísticas:
- Programa de Pesquisa de Demanda.
- Programa de Avaliação de Impacto do Turismo.
- Programa de Avaliação de Oportunidade de Investimento.
Observa-se que cada macroprograma foi planejado para que um conjunto de programas menores lhe desse apoio e suporte. Vale ressaltar que eles possuíam metas detalhadas a serem atingidas, no período de vigência do plano.
Um dos programas que se tornaram importante para o PNT 2003-2007, lançado em 2004, aborda o Macroprograma IV, denominado “Estruturação e Diversificação da Oferta Turística”, onde se destaca o Programa de Regionalização do Turismo – Roteiros do Brasil que, de acordo com o MTur, propõe
focar destinos turísticos selecionados, de modo a se constituírem em indutores do desenvolvimento do turismo regional e da roteirização turística, gerando modelos e referências para os demais destinos turísticos no Brasil (MTur, 2007, p. 47).
O referido programa, pautado nas orientações do PNT, teve, como característica inédita, a participação ativa de representantes do trade turístico, da área acadêmica e de várias organizações tais, como: agricultores, ribeirinhos, quilombolas indígenas, extrativistas, que em reuniões setoriais sugeriram correções e ajustes nos rumos do Plano Nacional do Turismo. Entretanto, esse programa não ocorreu na área de estudo, até mesmo porque, quando de seu aparecimento, cada propriedade atuava de forma isolada, não existindo ainda a constituição formal do Circuito Turístico Serras de Minas.
Para o Ministério do Turismo, esse programa tratava-se de um “modelo de desenvolvimento integral, na perspectiva da inclusão social, com ênfase na igualdade de oportunidades”, sendo, também, “impulsionado na perspectiva do desenvolvimento sustentável”, voltado principalmente para o interior dos municípios do Brasil. Vale ressaltar que o Programa de Regionalização do Turismo – Roteiros do Brasil surge como substituto do PNMT do governo anterior, que dava ênfase ao turismo municipal.
O Programa de Regionalização do Turismo – Roteiros do Brasil foi estruturado para concretizar a médio prazo, uma transformação na oferta turística nacional, visando orientar a ação do Governo para: ordenamento, normatização e regulação; informação e comunicação; articulação; envolvimento comunitário; capacitação; incentivo e financiamento; infraestrutura; e promoção e comercialização.
Em suma, o Programa, que também ficou conhecido pelo nome de Roteiros do Brasil, marcou uma nova etapa do planejamento estratégico no país, valorizando o desenvolvimento regional, tendo como unidade básica da região os municípios e visando a uma estruturação integrada dos produtos e serviços turísticos do país, por meio de roteiros regionais. Ressalta- se, ainda, que esse programa terá continuidade no PNT 2007-2010.
Todo plano para sua instalação e execução, necessita de recursos. Segundo o próprio PNT (2003), comentado por Dias (2003), o dinheiro necessário para custear o Plano sairia do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e de incentivos fiscais obtidos com base na isenção de impostos, e seria utilizado para financiar, principalmente, pequenos e médios empresários do ramo de turismo.
Em síntese, uma observação feita por Santos Filho e Martoni (2007) é que, com a criação do Ministério, em 2003, não ocorreu uma proposição de reformatação e adequação do PNMT, segundo os arquétipos necessários para o desenvolvimento local, formulando-se outro programa, o de regionalização, também denominado Roteiros do Brasil.
É justamente na lógica organizacional dos municípios com possíveis articulações que contemplem setores capazes de dinamizar a economia e valorizar intrinsecamente o patrimônio natural, histórico e cultural que a regionalização deve ser compreendida e estimulada. Abordando o setor do turismo, que geralmente não é capaz, por si só, de promover o desenvolvimento a longo prazo, verificamos que o macro programa do Governo Federal não possui a solidez necessária, uma vez que praticamente não há planos municipais de desenvolvimento integral do setor, baseados em políticas públicas consistentes. Portanto, partimos do pressuposto de que o planejamento com bases locais deve ser o eixo norteador para a regionalização (SANTOS FILHO; MARTONI, 2007, P.17).
Um dos críticos ao PNT do Governo Lula, Santos Filho; Martoni (2007, p.12) justificam que o plano está comprometido com os princípios economicistas do discurso neoliberal no qual foi formatado, cuja base é a busca do crescimento econômico decorrente da criação de serviços, visando receber, exclusivamente, o turista estrangeiro.
Comungando as idéias de Santos Filho; Martoni (2007), afirmamos que
escrever sobre as políticas públicas de turismo no Brasil constitui um passeio histórico repleto de entusiasmo e também de grandes decepções, pois a preocupação do Estado capitalista brasileiro sempre foi com o turismo receptivo, como instrumento para a captação de
recursos econômicos e poucas vezes direcionado ao lazer e ao turismo interno da classe trabalhadora, salvo nos períodos do Estado populista (SANTOS FILHO; MARTONI, 2007, p. 05).
As reflexões anteriores assinalam a trajetória histórica das políticas públicas de turismo até 2007, salientando a necessidade de rompimento e mudanças que, até então, não foram realizadas pelo Ministério do Turismo. Será que o II Plano Nacional de Turismo do Governo Lula (2007-2010), que trata da atual política pública de turismo, abarca essas mudanças? É o que pretendemos analisar e discutir no próximo tópico, uma vez que esse plano merece um detalhamento maior de suas ações, propostas e práticas.
Todo esse contexto apresentado teve como finalidade buscar um resgate histórico e evolutivo sobre os planos ou planejamentos do Governo Federal para o setor turístico e, aparentemente pouco representa uma relação direta com a área de estudo; entretanto, vale ressaltar, que mesmo não ocorrendo ações diretas sobre essa área, ela não se encontrava isolada do contexto no qual o turismo no espaço rural esteve envolvido, até o final do I PNT do Governo Lula.