BÖLÜM 1: OSMANLI TÜRKLERİNİN MACARİSTAN’I FETHİ
1.2. Türklerin Macaristan’ı (Macar Yurdunu) Fethi
ENFERMEIRO
A história da disciplina de Administração em Enfermagem, no Brasil, iniciou a partir do século XIX, com a criação da Escola Profissional de Enfermeiros. Dessa criação, surgiram evidências quanto ao primeiro programa de ensino de Enfermagem, no qual eram ministrados conhecimentos de administração do serviço sanitário.
Por volta de 1902 foi iniciado o Curso de Enfermagem em São Paulo, sob a orientação de enfermeiras inglesas, objetivando preparar pessoal para atuar no Hospital Evangélico.
Tal organização se deveu ao fato de que a partir de 1918 iniciaram-se ações sanitárias, mas sem sucesso. Em decorrência do não-controle das doenças
transmissíveis, a partir de campanhas sanitárias, criou-se o Departamento Nacional de Saúde Pública (DNSP), que enunciou propostas de ordem sanitária, dando origem ao Ministério da Educação e Saúde e, mais tarde, ao Ministério da Saúde.
Com efeito, em 1923, surge a Escola de Enfermeiras Ana Neri, representando
um marco fundamental na história da estruturação da enfermagem como profissão, organizada sob parâmetros próprios, produzindo e sistematizando conhecimentos que subsidiam suas atividades práticas e estabelencendo as normas que regulam o seu exercício profissional. (PIRES, 1989, p.127).
Rizzotto (1995) destaca que mesmo com a regulamentação do programa de ensino da Escola Ana Neri em 1923, a influência americana continuou predominante no que se refere à manutenção das disciplinas contidas na estrutura curricular da referida escola.
Nessa época, emerge o ensino sistematizado de Enfermagem, buscando formar enfermeiros para garantir o saneamento dos portos, principalmente o do Rio de Janeiro, tendo em vista o surgimento de epidemias que influenciavam negativamente nas relações comerciais.
A partir de 1930, a Saúde Pública em suas ações coletivas começou a decair ante assistência médica individual e diante do crescimento dos institutos previdenciários.
Nessa vertente, Gomes em seu estudo aponta que no “segundo currículo oficial, desapareceram as disciplinas de administração voltadas para a área hospitalar, estando só previstas nos cursos de especialização”, surgindo outra disciplina nomeada Princípios de Administração Sanitária, mesmo em face à crescente complexidade hospitalar, que configurava o hospital da época como o principal mercado de trabalho. (1991, p.89).
Portanto, com a incorporação nos hospitais de moderna tecnologia no tratamento aos doentes, a administração transformou-se em uma ferramenta de potência para o trabalho do enfermeiro ajudando, sobremaneira, na organização dos serviços de enfermagem hospitalar, sendo que, o saber administrativo começou a ganhar impulso na enfermagem a partir de 1950. (GOMES, 1991).
Em 1961, com a Lei 2.604/55, regulamentada pelo Decreto 50.387/61, deu- se à passagem definitiva dos Cursos de Enfermagem para o nível superior. (BRASIL, 1974).
Com a fixação de um currículo mínimo, Parecer 271/62, determinou-se a duração de três anos para o Curso de Enfermagem. (BRASIL, 1974). Em decorrência de tal fato, Carvalho (1980) aponta que a disciplina de Administração volta-se para a área hospitalar, sendo reintegrada ao elenco de disciplinas do Curso de Enfermagem, com o nome de Administração.
Segundo Madeira (1997) a Reforma Universitária em 1968 e o Parecer 163/73 que estabeleceu um currículo mínimo para a enfermagem, trouxeram expressivas contribuições para a ocorrência de transformações consistentes nos cursos de graduação, tendo em vista as necessidades sociais emergentes.
Em 1986, com a aprovação da Lei do Exercício Profissional da Enfermagem, Lei num. 7.498/86, fica nítida a importância do ensino da disciplina de administração, deixando explicitado na Seção I do documento que “o enfermeiro exerce todas as atividades de enfermagem cabendo-lhe (Privativamente) a organização e direção, planejamento, coordenação, execução e avaliação dos serviços de assistência de enfermagem”. (BRASIL, 1986).
Leite (1994) relata, em seu estudo sobre a disciplina de Administração em Enfermagem, que o ensino da mesma estava pautado em uma abordagem
tradicional, apontando ainda a necessidade de o ensino da disciplina ser integrado a outras disciplinas no decorrrer do curso de graduação. Ressaltou, também, a necessidade de se repensar o processo administrativo que vem sendo desenvolvido nos serviços de saúde, diante das mudanças decorrentes da implantação do SUS e de suas implicações para a prática profissional da Enfermagem.
Quando Leite (1994) afirma que o ensino da disciplina de Administração se pautava em uma abordagem tradicional, outros estudiosos, como Gomes (1991) e Antunes (1991), também demonstraram em suas pesquisas que o ensino repete, na prática, a visão funcionalista da abordagem gerencial dos Serviços de Enfermagem, centrados nas Teorias Gerais da Administração com enfoque burocrático.
Nimtz contribui com essa reflexão, assumindo:
Apreende-se que o ensino da disciplina de Administração em Enfermagem foi conquistando, gradativamente, importância na formação do enfermeiro, pois até então, havia predominado o enfoque técnico-burocrático, mecanicista, funcionalista, enfoque este que, diante das demandas urgentes por transformação impostas pela realidade, não é mais concebível. (1999, p. 27).
Considera-se que a gerência em Enfermagem deve ser pensada a partir da incorporação de novos conceitos e formas de agir, na tentativa de superar, segundo Campos (1997, p. 31), “o eixo central de todas as escolas de administração que buscam de diferentes maneiras reduzir sujeitos humanos à condição de instrumentos dóceis aos objetivos da empresa, transformando-os em insumos ou em objetos”.
Nesse horizonte, Campos ressalta que:
frequentemente o “objeto de trabalho” da administração e do planejamento quase nunca inclui a produção de sujeitos sociais como um dos seus objetivos, ou seja, há uma tradição maior de controlar o pessoal do que outra de estimulá-lo a se produzir como sujeitos autônomos e responsáveis. (1997, p. 263).
Destaca-se, aqui, a função da própria disciplina de Administração, dentro dos currículos de graduação em Enfermagem, como aquela que tem o objetivo de fornecer um instrumental que contribua para a produção e a gestão dos cuidados.
Dessa forma, o conceito de administração ganha expressão diferenciada em relação ao conceito de gestão, uma vez que esse, em última análise, possui maior amplitude no bojo da produção dos cuidados em saúde, visto que se utiliza dos saberes administrativos e não pode ser tomado como aquele ligado à burocracia.
Vale dizer: é possível constatar que a atuação docente nas distintas áreas da Enfermagem trabalha, ainda, conteúdos disciplinares de maneira bastante isolada, com grande foco no aspecto técnico-normativo, não havendo a inserção de instrumentos/ferramentas administrativas, provavelmente respaldada pelo entendimento de que isso é função da disciplina de Administração em Enfermagem.
Por outro lado, acredita-se que quando há a possibilidade de inserção dos mencionados instrumentos/ferramentas, os mesmos podem ainda permanecer presos à técnica e ao normativo, tendo em vista a sua aplicabilidade restrita à academia, com um fim em si mesmo, sem uma relação com a realidade concreta de atuação do enfermeiro.
Em se tratando, especificamente, do contexto hospitalar, perdura ainda a incorporação dos princípios científicos e clássicos da administração no trabalho do enfermeiro, não permitindo que seus atos cuidadores sejam centrados no usuário.
Aponta-se que as organizações de saúde estão sofrendo mudanças, fazendo emergir novos conceitos de gestão na saúde. Tomado nessa perspectiva, que forma as mesmas vêm ocorrendo no ambiente hospitalar? Que princípios administrativos estão presentes?
para que se debatam as Políticas de Saúde e suas repercussões no gerenciamento em Enfermagem.
2.3 O TRABALHO DO ENFERMEIRO NO CONTEXTO HOSPITALAR: ALGUNS