2.3. Türkiye’de Uygulanan Okul Öncesi Eğitim Programları
2.3.1. Türkiye’de Uygulanan Okul Öncesi Eğitim Programlarına Genel Bakış
145).
Quanto ao SN-tópico, todos os casos registrados com nomes comuns incluem-se em casos de SNs dados, o que, como já expresso para o nome comum determina o uso de artigo definido. Por outro lado, foram significativos os números referentes ao SN-tópico com nome de pessoa, todos eles articulados. Percebe-se que quando à esquerda do verbo, o antropônimo tende a ocorrer articulado, havendo uma tendência atual do português de Belo Horizonte ao uso do artigo definido junto ao nome próprio de pessoa.
4.5.3 Callou e Silva (1997) e Callou (2000)
Em Callou e Silva (1997), o uso do artigo é analisado em dois contextos: possessivos e nomes próprios, tentando traçar, entre eles, um paralelo; toma-se por base corpora de língua escrita, textos de Portugal e Brasil e corpora de língua oral, falantes com curso universitário completo das cidades de Porto Alegre, São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador e Recife, relacionados com o Projeto NURC/Br.
O fenômeno é visto como não estigmatizado nem valorizado socialmente, prendendo- se “não só a aspectos teóricos sobre definitude, mas também à questão da mudança linguística, razão pela qual se observa a sua evolução através dos tempos” (CALLOU e SILVA, 1997, p.12). A hipótese inicial era de que “o uso variável do artigo nesses contextos estaria relacionado a princípios comuns, reduzindo-se os dois fenômenos, a um só, (....)”.(CALLOU e SILVA, 1997, p.13) o que pode ser explicado por fatores de natureza semântica e pragmática.
Ao se observar o contínuo diacrônico, as autoras perceberam que o uso do artigo diante de nomes próprios cresce gradativamente do século XIV até os nossos dias e que é nos últimos três séculos que se processa um aumento significativo, apresentando maior frequência tanto no Brasil quanto em Portugal, sendo o uso do Brasil maior do que o de Portugal.
Em análise mais recente do corpus oral, ampliando as entrevistas do projeto NURC nas cinco capitais brasileiras já citadas, segundo a metodologia da sociolinguística variacionista quantitativa laboviana e utilizando o programa computacional VARBRUL, foram estabelecidos como grupos de fatores que favoreceram o uso do artigo: a) a presença de preposição; b) função sintática; c) grau de familiaridade; d) região de origem; e e) prosódia.
Quanto à presença de preposição, verificou-se o forte condicionamento do artigo em relação à presença de preposições; constatou-se também que as preposições de, em, para, a aceitam mais artigo, favorecendo mais a presença de artigos. Em relação a nomes próprios, o fator preposição está em terceiro lugar, estando certas preposições já amalgamadas com relação à sua possível aglutinação com o artigo.
A função sintática mostrou-se atuante quando o possessivo ocupa a posição de sujeito ou tópico, objeto ou predicativo. Com relação a nomes próprios, não há a mesma distribuição em relação à função sintática, tendo sido selecionado como segundo grupo em importância – nesse caso, a função sintática de tópico (82%) e a de adjunto adnominal (76%) são as que mais favoreceram a presença de artigo. As autoras ressaltam que o uso de artigo diante de nome próprio na função de sujeito era muito frequente até o século XVII e que foi nessa posição que se registrou pela primeira vez o seu uso.
Em relação ao tipo de possuído, considerado pelas autoras como único fator que as gramáticas, principalmente as de Portugal, mencionam para explicar a ausência de artigo diante de nomes de parentesco com relação aos possessivos, percebe-se que as relações humanas fomentam menos o uso do artigo do que os objetos. O grau de familiaridade, posto pelos gramáticos como fator condicionador do uso do artigo diante de nomes próprios, só se mostrou relevante no Rio de Janeiro.
O fator região de origem revelou que as capitais do Sul e Sudeste utilizam o artigo com maior frequência. E o fator prosódia apontou uma preferência pelo uso do artigo em vocábulos de até duas sílabas. As autoras levantam a hipótese de a distribuição regional do fenômeno apoiar-se na diferença rítmica de fala do Norte/Nordeste e Sul/Sudeste o que levaria à conclusão de que a ocorrência do artigo pode ter uma explicação que vai além do fenômeno de definitude, chamando a atenção para o fato de se realizar menos o artigo onde há maior conservadorismo linguístico, “quanto mais antiga a colonização, menor o percentual de uso do artigo.” (CALLOU e SILVA, 1997, p. 20). Além disso, afirmam que “não se pode deixar de lado a noção de identificabilidade, familiaridade, mas não se pode esquecer que, em alguns contextos, o uso do artigo, per se, é suficiente para determinar a região de origem do falante”. (CALLOU e SILVA, 1997, p.25)
Em Callou (2000), a autora fala a respeito do uso do artigo diante de antropônimos no português do Brasil. Inicialmente, ela discute a respeito da variação linguística e da difusão da língua portuguesa no território brasileiro e de alguns estudos realizados.
Ao identificar seu objeto de estudo, deixa claro que tratará apenas do uso do artigo definido diante de nome próprio de pessoa, deixando o estudo dos nomes próprios locativos
para outra análise, uma vez que eles apresentam comportamento diverso, variando conforme o item lexical.
A autora diz que, pelo que tudo indica, o emprego do artigo definido está ligado ao fenômeno da definitude, apesar de que em algumas línguas essa marca superficial do status definido que corresponde ao próprio artigo não exista.
Dentre as línguas que possuem artigo, algumas estenderam o uso do artigo aos nomes próprios; embora não seja necessário, uma vez que os nomes próprios apresentam o traço [+definido] em si mesmo, sem necessidade de determinantes específicos.
Assim, as hipóteses que norteiam o trabalho foram as seguintes:
a) o uso do artigo estar relacionado ao seu status definido, ou melhor, ao fenômeno da “definitude”;
b) o português estender esta marca de “definitude” aos nomes próprios, embora esses já apresentem, até certo ponto, o traço [+definido];
c) este uso específico do artigo ser mais recorrente na linguagem falada que na escrita;
d) o uso, na língua falada culta, obedecer a uma distribuição regional sem estar sujeito a um processo de estigmatização. (CALLOU, 2000, p.13)
Após uma reconstituição histórica não só do artigo, mas também do porquê de os nomes próprios não necessitarem de artigo, CALLOU (2000) passa para a análise quantitativa e qualitativa dos dados. Esclarece que os dados foram analisados pelo pacote de programas VARBRUL (Pintzuk, 1988) e que esses dados fazem parte de um corpus oral – 33 entrevistas informais realizadas nas cidades de Porto Alegre, São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador e Recife, num total de 580 ocorrências de nomes próprios de pessoa e de um corpus escrito formado por textos antigos de autores portugueses e brasileiros (séc. XIII ao XIX) e textos contemporâneos (séc. XX).
Foram consideradas todas as ocorrências de nomes próprios, distribuídos em função de cinco variantes: nome próprio com artigo; nome próprio sem artigo, nome próprio precedido de determinante (não artigo), nome próprio com artigo mais determinante, nome próprio com determinante que exclua artigo.
Foram estabelecidos os seguintes grupos de fatores que poderiam funcionar como condicionadores linguísticos ou sociais:
época, identificação do texto por autor ou editor, origem, situação discursiva – haver indicação ou não de ser pessoa da intimidade dos interlocutores, ou se tratar de nome de domínio público, ou, ainda, no caso dos textos escritos, fazer parte do discurso do narrador ou dos personagens em discurso direto, dimensão e acentuação da sílaba inicial do vocábulo, presença de preposição, função sintática do nome próprio. (CALLOU, 2000, p.16).
Através dos textos escritos em diferentes épocas, percebe-se que “1) o percentual de uso do artigo diante de nome próprio de pessoa cresce gradativamente do séc. XIII até os dias
atuais, e 2) que nos últimos três séculos (entre os séculos XVIII e XIX) que se processa um aumento significativo” (CALLOU, 2000, p. 16).
Após várias análises, a autora aponta as seguintes considerações:
1) a frequência de uso do artigo obedece a uma distribuição por região;
2) se confirma a ausência categórica de artigos em vocativos, ausência também referida em Silva (1987), quando trata do artigo frente a possessivos. Vale lembrar que esta ausência tem sido atribuída ao alto grau de especificidade dessa função. Poder-se-ia explicar o aumento de frequência em adjuntos adverbiais, de menor grau de especificidade, por raciocínio semelhante, o uso do artigo correspondendo, assim, a um processo compensatório de intensificação do traço [+específico];
c) o grau de familiaridade referido pelos gramáticos como condicionador do uso do artigo só se mostrou relevante nos dados do Rio de Janeiro, fato já assinalado no trabalho de Silva (1989), em relação aos falantes de menos grau de escolaridade; d) embora esse uso tenha sido atribuído a uma característica da língua falada, e até mesmo à linguagem popular, verifica-se que na linguagem escrita (literária) do século XX, o uso do artigo nesse contexto apresenta resultados percentuais muito próximos: 34% na escrita e 36% na falada, estando sujeito aos mesmos condicionamentos. (CALLOU, 2000, p. 26)
Afirma que esses resultados confirmaram suas hipóteses iniciais e permitiram formular outras, uma vez que descobriu que “o uso do artigo diante de nomes próprios se iniciou em um contexto específico [art + det + NP], numa determinada posição, a de sujeito, e numa determinada estrutura vocabular, isto é, em vocábulo de duas sílabas”. (CALLOU, 2000, p. 26). A partir daí, houve uma ampliação dos contextos de ocorrência e um espraiamento.