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2.3. Konut ve Konut Üretimi

2.3.2. Türkiye’de Konut Üretim Biçimleri

A expressão promoção da saúde foi pela primeira vez utilizada, na década de 1940, pelo historiador e médico Henry Sigerist, que preconizava a prática médica abrangendo três grandes princípios: a promoção da saúde, a prevenção dos agravos à saúde, o tratamento e a reabilitação. Para ele, a manutenção da saúde requeria um padrão de vida aceitável no qual estariam incluídas condições apropriadas de trabalho, de educação, atividades culturais e de recreação. Sendo consideradas importantes também, a interação intersetorial e as alianças interdisciplinares na promoção da saúde (SOUZA, 2004).

Esses mesmos princípios constavam como recomendações, quarenta anos depois, na Carta de Ottawa, documento resultante da Primeira Conferência Internacional em Promoção da Saúde, em 1986, sediada em Ottawa, no Canadá. A Carta de Ottawa apresentava então, cinco ações primordiais para as iniciativas de promoção da saúde: desenvolvimento de políticas públicas saudáveis, a criação de ambiente sustentável, o fortalecimento da participação comunitária, o desenvolvimento de habilidades individuais e a reorientação dos serviços de saúde (SOUZA, 2004).

O‘Donnell (2008) apresenta o que considera um conceito atualizado e revisto de promoção da saúde:

É a ciência e a arte de ajudar as pessoas a mudarem seus estilos de vida no sentido de um estado de saúde ideal, que se constitui num processo de engajamento em busca de um equilíbrio dinâmico entre as dimensões física, emocional, social, espiritual e intelectual e a descoberta da sinergia entre os seus aspectos mais positivos. A mudança de estilo de vida deve ser facilitada pela combinação de esforços para informar, motivar, construir conhecimentos e, principalmente, oferecer oportunidades para práticas positivas em saúde. (O‘DONNELL, 2008, p. 4)

Pode-se também defini-la como uma união de apoios educacionais e ambientais, visando a obtenção de ações e condições de vida condizentes à saúde.

Para tanto, há a necessidade de combinar os múltiplos determinantes de saúde, com diversas intervenções ou fontes de apoio, relacionando-as à circunstâncias sociais, políticas, econômicas, organizacionais e reguladoras, ligadas à conduta das pessoas, assim como das políticas de ação mais relacionadas à saúde (CANDEIAS, 1997).

A promoção da saúde pode ser ainda compreendida como um agrupamento de processos de informação e capacitação de sujeitos e organizações, ou um instrumento que objetiva controlar determinantes das condições de saúde em grupos populacionais específicos. A sua grande relevância encontra-se na diversificação de possibilidades de ações para preservar e aumentar o potencial individual e social de escolha entre formas de vida mais saudáveis, voltadas para a finalidade de integralidade do cuidado e de construção de políticas públicas favoráveis à vida, mediante arranjo intersetorial.

A definição das noções de modo de vida, condições de vida e estilo de vida, pode contribuir para uma compreensão mais acertada nas discussões sobre o assunto. O modo de vida é constituído pelas necessidades básicas para a subsistência (habitação, saneamento e outros fatores ambientais), asseguradas diretamente pelo nível dos rendimentos dos indivíduos e indiretamente, por políticas públicas que assegurem a distribuição de serviços coletivos entre a população (DYTZ; ROCHA, 2002). Já a enunciação condições de vida, liga-se a uma teia de interações mais intricada, que envolve a cultura, normas, o ambiente socioeconômico, cada um deles associado a um significado histórico mais amplo (CANDEIAS, 1997). Vastamente utilizada nas últimas décadas, a expressão estilo de vida significa as opções individuais referentes a hábitos, costumes, inerentes à pessoa e pequenos grupos, como família, amigos, local de trabalho, normas e valores, sendo em geral enfatizados seus aspectos negativos à saúde e a responsabilidade individual. ―Numerosas e perversas são as decorrências desse equívoco, intencional ou não, como a culpabilização da vítima e o enxugamento da ação do Estado em políticas públicas (GONÇALVES, 2004, p. 17)‖.

O que, entretanto, vem caracterizar a promoção da saúde, modernamente, é a constatação do papel protagonista dos determinantes gerais sobre as condições de saúde [...]. Este se

sustenta no entendimento de que a saúde é produto de um amplo espectro de fatores relacionados com a Qualidade de Vida, incluindo um padrão adequado de alimentação e nutrição, e de habitação e saneamento; boas condições de trabalho; oportunidades de educação ao longo de toda a vida; ambiente físico limpo; apoio social para famílias e indivíduos; estilo de vida responsável; e um espectro adequado de cuidados de saúde. Suas atividades estariam, então, mais voltadas ao coletivo de indivíduos e ao ambiente, compreendido num sentido amplo, de ambiente físico, social, político, econômico e cultural, através de políticas públicas e de condições favoráveis ao desenvolvimento da saúde (as escolhas saudáveis serão as mais fáceis) e do reforço (empowerment) da capacidade dos indivíduos e das comunidades. (BUSS, 2000, p. 167)

Em síntese, as conceituações disponíveis para o entendimento da promoção da saúde podem ser reunidas em dois grandes segmentos. No primeiro encontram- se as atividades dirigidas à modificação dos comportamentos dos indivíduos, focalizando nos seus estilos de vida, dentro dos grupos e comunidades onde vivem. São os programas de promoção da saúde que se concentram em componentes educativos relacionados com riscos comportamentais sujeitos à mudança, passíveis de controle pelos próprios indivíduos (dieta, atividades físicas, hábito de fumar, alcoolismo, etc.). Encontram-se fora dessa abordagem da promoção da saúde, todos os fatores que não permitam esse controle individual. No segundo segmento estão as ações centradas no coletivo de indivíduos e no ambiente, sendo a saúde considerada o produto de um amplo espectro de fatores relacionados com a Qualidade de Vida (BUSS, 2000).

Benzer Belgeler