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BÖLÜM 3: TÜRKİYE’DE ÇEVRE VERGİLERİ VE ÇEVRE VERGİLERİNİN

3.2. Türkiye’de İklim Değişikliği Politikaları

As informações sobre os serviços pesquisados foram obtidas durante as entrevistas, ocasiões nas quais permanecíamos no local por algumas horas o que nos possibilitou tempo e condições adequadas para a obtenção de dados, tais como a disposição dos cômodos, a função destinada a cada sala, a disposição do mobiliário, a ocupação e circulação humana no local, as atividades realizadas e o aspecto geral do imóvel destinado a sediar o serviço correspondente.

Ambulatório Regional De Saúde Mental De Ribeirão Preto - ARSMRP

O ARSMRP está localizado na região central da cidade e tem por objetivo prestar atendimento especializado na área de saúde metal, oferecendo tratamento psiquiátrico para transtornos mentais em geral dentro do território sob sua responsabilidade. Funciona das 07:00 às 18:00h. e atende a uma população de 330.000 habitantes oriundos das regiões norte, sul e leste de Ribeirão Preto, além de pessoas dos municípios de Dumont e Serra Azul. Segundo informações obtidas durante a realização das entrevistas, há uma média de seis a oito

mil atendimentos de pacientes/ano. O censo do serviço só registra as consultas médicas e não atualiza os demais atendimentos terapêuticos.

Os atendimentos são realizados em uma casa mal conservada e que foi adaptada de forma precária para comportar as atividades ali realizadas. Na sala da frente funciona a secretaria onde ficam os prontuários e o guichê de atendimento ao público. Alguns cômodos são usados como consultórios médicos e psicológicos e constituem as principais divisões institucionais para atender a clientela. Além disso, dispõe de sala de terapia ocupacional, salas de grupo, sala de enfermagem, sala de reunião, sala de espera, localizada na garagem e farmácia.

Segundo Portarias do Ministério da Saúde (BRASIL, 2007), o conceito de ambiência refere-se ao cuidado com o espaço físico dos serviços por entendê-lo como um espaço social, profissional e de relações intersubjetivas que proporciona atenção resolutiva, acolhedora e humana, ou seja a constituição dos espaços de saúde vai além da composição física, simples e formal de ambientes. O conceito de ambiência deve seguir três eixos: o primeiro refere-se à confortabilidade do espaço que visa a privacidade, a individualidade, o conforto e ao acolhimento dos sujeitos que ali transitam. Atenta-se para a constituição física do espaço, para iluminação, construção e disposição dos cômodos, condições de ventilação, entre outros. O segundo eixo na concepção de espaço de saúde, considera as subjetividades dos sujeitos e o terceiro eixo diz respeito à otimização dos recursos e transformação do espaço existente em um ambiente acolhedor e humano.

Nas entrevistas realizadas foi recorrente a reclamação dos profissionais em relação ao espaço físico do ARSMRP. Relatam que as dependências são velhas e sem reformas, os consultórios não oferecem privacidade, assim como as salas de grupos, pois há transmissão de sons de uma para a outra. Quanto ao quesito da confortabilidade, queixam que este deixa a desejar em todos os aspectos; as salas, de forma geral, do ponto de vista físico, são quentes e abafadas e, frias, nas perspectivas estética e simbólica, pois não possibilitam o desenvolvimento subjetivo do usuário. Elas são mobiliadas apenas com mesas e cadeiras de madeira escura, que lembram as “velhas repartições públicas” do século XIX descritas por Machado de Assis. As paredes revelam que há muito tempo não são pintadas, além de não terem adornos como quadros, enfeites, cortinas, entre outros. Frente a isso verifica-se que há uma inadequação em relação aos três eixos reportados que conceituam a ambiência em serviços de saúde e cuidado.

O quadro de recursos humanos é composto por 32 funcionários, sendo: sete médicos psiquiatras, três psicólogas, duas enfermeiras, duas assistentes sociais, uma terapeuta

ocupacional, dois farmacêuticos, três auxiliares de enfermagem, três auxiliares de farmácia, quatro auxiliares de serviços de saúde, três escriturários e um gerente.

O serviço oferece consultas médico-psiquiátricas nas seguintes modalidades:

1- com agendamento (retorno médico com referência do ambulatório, casos de seguimento, reencaminhados ou encaminhados das internações); 2- consultas de triagem: encaminhados das Unidades Básicas de Saúde (UBS) para avaliação psiquiátrica; 3- atendimento de urgência: esse tipo de atendimento é ocasional, pois o paciente, nesta condição, deve ser atendido, primeiramente, nas UBS e depois encaminhado ao atendimento ambulatorial.

Além das consultas médicas, o ARSMRP proporciona consultas psicológicas de triagem e seguimento, psicoterapia de apoio, individual ou em grupo, grupo de família, visita domiciliar e atendimentos de terapia ocupacional, individuais ou em grupo.

Cabe também ao ambulatório a supervisão técnica do programa de residências terapêuticas, as quais somam vinte residências. Do total das casas doze são administradas pela organização não governamental Sociedade Espírita Caminho da Luz (SECAL), cujo financiamento é da esfera estadual. O restante das residências terapêuticas, constituído por oito casas, é coordenado, administrativamente, pela organização não governamental Vicente de Paulo e recebe recurso financeiro federal, proveniente diretamente do Ministério da Saúde. Semanalmente ocorre uma reunião de equipe na qual são discutidos assuntos relacionados ao serviço, a rede de saúde mental do município e região, questões administrativas, e alguns casos de usuários que, porventura, apresentem necessidade urgente de tomada de decisões da equipe. Porém as questões referentes aos aspectos mais técnicos de cada profissão são discutidas separadamente em reuniões realizadas diretamente com a gerente. Nesse sentido, cada setor profissional elabora seu plano e projeto terapêutico direto com a gerência, sem que seja apresentado ou discutido em reunião geral da equipe.

Centro De Atenção Psicossocial II

O Centro de Atenção Psicossocial II (CAPS- II), fundado em 1995, é um serviço regionalizado e único nessa modalidade na cidade. Atende a região do distrito central que corresponde aos seguintes bairros: Vila Tibério, Vila Virgínia, Campos Elíseos, Centro, Jardim Califórnia, Boulevar, Higienópolis e Sumaré, com um total de 107 mil habitantes. Funciona de segunda à sexta-feira das oito às dezessete horas.

Localiza-se em uma das regiões nobres da cidade e, por isso no momento de sua instalação, enfrentou resistência da população local. Funciona em uma ampla casa que no período do trabalho de campo estava passando por reforma (pintura e reparo das paredes). No entanto, da mesma forma que o ambulatório, o serviço apresenta o aspecto carregado denotativo de “serviço público”, visto que se observa certo descuido na manutenção e disposição dos mobiliários e algumas impessoalidades na organização dos espaços.

Nos cômodos da casa estão dispostos a sala de espera, os consultórios, médico e de psicologia, a sala de grupo, a sala de enfermagem, a sala dos técnicos e a copa onde são servidas as refeições dos usuários. Na parte externa, há duas salas que são destinadas às oficinas, uma sala da secretaria e da gerência, uma cozinha e uma dispensa.

O espaço de um serviço de saúde mental é um dos territórios pelo qual o usuário circula e, assim, pode ser entendido como parte do espaço terapêutico. Nesse sentido, passa a exercer papel importante na constituição psíquica e subjetiva dos sujeitos em suas relações intersubjetivas. Evidencia-se, portanto, que a ambiência transcende o setting e passa a cumprir papel constitutivo dos sujeitos enquanto sujeitos coletivos (CAPSUL, 2007).

Em síntese, o ambiente de um serviço de saúde mental passa a ser entendido como um ambiente de cuidado, constituído por elementos conscientes e inconscientes, representando o espaço de cuidado imediato e o espaço imaginário, de proteção ao desamparo. Tal ambiente é dinâmico, pois envolve estágios de crise e de transição, e trata-se de um lugar concreto que se une ao simbólico do cuidado. Diante do exposto, atenta-se para a necessidade de que o espaço terapêutico se contraponha ao modelo físico do asilo psiquiátrico visto que, nesse sistema, o usuário era mantido violentamente excluído da sociedade, além de se constituir em um espaço de contenção da criatividade do homem ali encerrado para tratar sua desrazão e as manifestações desatinadas.

Por isso, o espaço físico dos serviços de saúde mental adquire tanta importância, não pode ser qualquer lugar, organizado de qualquer forma, mas necessita ser um espaço cuidadosamente constituído para cumprir com objetivos básicos dos serviços extra- hospitalares de acolhimento, resolubilidade, responsabilização, integralidade e todos os objetivos que visam às ações terapêuticas no cuidado ao usuário.

O CAPS II estudado, de acordo com a portaria 336 (BRASIL, 2004) a qual normatiza a modalidade dos CAPS segundo ordem crescente de porte/complexidade, apresenta os seguintes regimes de atendimento: o intensivo destinado aos usuários cujo quadro clínico necessita de atendimento diário; o semi-intensivo àqueles que necessitam de acompanhamento frequente, embora não diário e cuja frequência seja estabelecida a partir do

seu projeto terapêutico; e o não intensivo que é o regime de atendimento destinado aos usuários cujo quadro clínico necessita de atendimentos menos freqüentes. Segundo os depoimentos dos profissionais do CAPS II que participaram do estudo, eles atendem 39 usuários no regime intensivo. No regime semi-intensivo atendem 76 usuários e no não- intensivo, 130.

De acordo com a mesma portaria, um CAPS II deve funcionar das oito às dezoito horas durante cinco dias úteis da semana, em dois turnos, podendo ter mais um turno até às 21h. NO CAPS II estudado há apenas uma equipe mínima em um turno, no período da manhã. A equipe, na época do trabalho de campo, era composta por um médico psiquiatra, uma psicóloga, uma terapeuta ocupacional, uma assistente social, uma enfermeira, um auxiliar de enfermagem, um oficineiro que também exerce a função de musicoterapeuta e um gerente. A maioria dos técnicos trabalha no período da manhã, sendo que, no período da tarde, há, em alguns dias, a enfermeira e o oficineiro/musicoterapeuta. Todos os técnicos perfazem um horário de vinte horas semanais.

As atividades terapêuticas oferecidas são consulta médica, psicoterapia, terapia ocupacional, musicoterapia, atendimentos em grupo ou individuais, grupo de família e oficinas terapêuticas.

A pessoa, ao chegar ao CAPS II é recebida pelo médico que encaminha a outro profissional de nível universitário, o qual elaborará o plano terapêutico individual, contendo as atividades das quais o cliente deverá participar e se houver necessidade, o usuário será encaminhado a um terceiro técnico para avaliação e atendimento individual especializado.

O serviço também possui uma unidade ambulatorial, Ambulatório Regional do Distrito Central, instalado em outro local que recebe os usuários cujos quadros clínicos estejam melhores ou que acusem necessidade de poucos atendimentos e terapêuticas breves.