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Türkiye’de Gazetelerde Yayınlanan Çizgi Romanlar

3 TÜRKİYE'DE GAZETELERDE YAYINLANAN ÇİZGİ ROMAN

3.2 Türkiye’de Gazetelerde Yayınlanan Çizgi Romanlar

Este enunciado é composto por três textos visuais que foram inseridos pela autora ao longo do texto verbal. Por isso, não separamos, dessa vez, o visual do verbal em partes diferentes do enunciado.

Olá, Diário Trombadinha! Estou aqui mais uma vez, tentando concluí-lo. Como já deve ter percebido, minhas análises em relação à Superinteressante já acabaram. Começo agora a análise da maldita revista Veja.

O que esperar de uma revista que tem metade de seu conteúdo voltada para comercial de empresas? Que credibilidade uma revista dessa tem, em meio às outras? Esta edição trata da saída do Lula da Presidência, e questiona: “Ele sairá da presidência, mas a presidência sairá dele?”

Pois é, Trombadinha... (tenho pronunciado tanto essa palavra, que resolvi chama-lo assim: Trombadinha!) essa porcaria de revista totalmente sem credibilidade, pelo menos em relação à política e sensacionalista, fez essa edição somente pra “meter o pau” no governo Lula. Daí minha crítica. A parcialidade dessa porcaria de revista. Lá vou eu me estressar analisando esse amontoado de folhas, acompanhada de palavras inúteis.

Segundo a Veja, há um software que indica o número de vezes que certas palavras foram pronunciadas. Foi o que aconteceu no debate das eleições deste ano. José Serra (Drácula) e Dilma foram as “vítimas”.

Diário Trombadinha, nas páginas seguintes, perceba a importância da função fática. Perceba que na imagem de Dilma, ela está olhando para cima, com ar de perua ou então, como se tivesse jogando palavras ao vento, sem saber o que estava falando.

Agora, Trombadinha, perceba imagem de Serra, com postura, a mão próxima ao peito, centralizado... (atá) É o seguinte, essa revista é uma merda, porque eu me irrito muito com a parcialidade dela. Enfim, o que acontece é que eu vou rir muito desses caras que se dizem intelectuais e lêem a Veja, porque; ou eles são Serristas até a alma, ou são ingênuos demais, o que eu acho difícil. Veja bem, Trombadinha:

Pois é... mundo injusto esse! Leia esse trecho da reportagem porque eu já estou com preguiça de escrevê-lo. Preste atenção na parte sublinhada.

Como vemos, a reportagem “Conheço-me e não sou eu”, publicada na revista Veja em 3 de novembro de 201025, é analisada no enunciado III. A aluna declara o seu incômodo com relação à revista Veja e sua parcialidade. A crítica à revista inicia-se por meio de perguntas retóricas motivadas pelo contato da aluna com a revista: “O que esperar de uma revista que tem metade de seu conteúdo voltado para comercial de empresas?” e “Que credibilidade uma revista dessa tem, em meio às outras?”. Essas perguntas já oferecem

25 O texto da revista pode ser lido na íntegra no anexo 5.

Ora, ela trata o fato de José Serra ter falado “eu não” mais vezes do que Dilma. E por que Dilma teria que falar mais?! Ahh, revista Veja, vá para o tucano que a carregue! Esqueci de dizer, na verdade, ela considera o fato de José Serrá ter falado “eu não” mais do que Dilma, uma novidade. Ou seja, está subentendido, ou melhor, pressuposto que Dilma que teria que falar mais, por algum motivo!

pistas sobre o ponto de vista da autora sobre o texto que será analisado. Em seguida, a diarista aponta a parcialidade da revista. Ambas as impressões sobre a Veja, como veremos, exerce influência na análise presente neste enunciado. Outra questão é que a análise da autora leva-nos a crer que ela, ou estava a favor da candidata Dilma, o que reforça ainda mais sua desaprovação quanto ao texto e à revista, ou apenas estava contra ambos os candidatos e não aprovou o favoritismo da revista com relação a um deles. Isso pode ser percebido quando a autora põe entre parênteses, após o nome de Serra, a expressão “Drácula”.

Em seguida, é apresentado o conteúdo do texto a ser analisado. Lembramos que, no ano de 2010, a disputa pelo cargo da presidência entre José Serra e Dilma Rousseff estava acirrada e o texto da revista objetiva mostrar como as palavras dos dois candidatos denunciam um pouco do “eu” de cada um deles, baseando-se na fala dos candidatos em cinco debates.

Para comprovar sua hipótese sobre a revista, a aluna enquadra as imagens dos candidatos utilizadas na reportagem, mostrando como ambas as imagens foram estrategicamente escolhidas para reforçar uma imagem específica de cada um dos aspirantes à presidência. De acordo com a diarista, Dilma está sendo representada como uma “perua” que joga “palavras ao vento”. Ou seja, uma candidata despreparada para assumir um cargo tão importante. Por outro lado, da foto de Serra é enfatizada sua postura e sua aparente concentração, ironizada pela aluna com um “atá”, compreendido por nós como uma variação da expressão “ah, tá”, que representa uma ironia e desconfiança com relação ao que está sendo dito.

A breve análise culmina em um desabafo que resume um pouco a indignação e o posicionamento revelado: “É o seguinte, essa revista é uma merda, porque eu me irrito muito com a parcialidade dela. Enfim, o que acontece é que eu vou rir muito desses caras que se dizem intelectuais e lêem a Veja, porque: ou eles são serristas até a alma, ou são ingênuos demais, o que eu acho difícil.” Esse trecho põe em questão uma voz social que considera a divisão dos leitores em “intelectuais” e em “não intelectuais”, a partir do tipo de revista que esse leitor consome. Frequentemente, as revistas são qualificadas segundo o conteúdo que abordam, porém, a partir desse enunciado, é colocada a seguinte questão: tendo em vista a manipulação das

informações, como considerar esse tipo de leitura positiva e como considerar os leitores da revista Veja “intelectuais”?

Outras expressões no fim do enunciado confirmam a crítica negativa à revista: “Ahh, revista Veja, vá para o tucano que a carregue”, parafraseando dialogicamente a expressão “vá para o diabo que o carregue”; e “a Veja é 666, um diabinho”, que utiliza o número do diabo (666), segundo os escritos da bíblia. Por fim, no último texto visual, a autora utiliza o texto verbal da própria revista e insere um “x”, encerrando sua análise e recomendando que o melhor é não ler a Veja. Acima dessa imagem, a aluna escreve a expressão Fuck Yeah, expressão inglesa que significa “Sou foda”. Essa expressão é muito utilizada na internet, sobretudo com os “memes”26, quando os personagens das

tirinhas vencem algum desafio ou se dão bem em alguma situação27. Nesse

enunciado, a expressão ganha um tom de vitória na disputa de vozes entre a revista Veja e a aluna que consegue perceber, em sua opinião, a tentativa da revista de manipular a informação.

Benzer Belgeler