3. Yeni Ekonomi ve Türkiye
3.3. Türkiye’de Elektronik Devlet Uygulamaları
Os eventos sonoros aqui mencionados referem-se aos cultos, que ocorrem várias vezes na semana; um, aos segundos e quartos sábados do mês, é dirigido a jovens e adolescentes, um às quartas-feiras à noite, e dois no domingo, pela manhã e à noite, dirigidos à comunidade em geral. Essas atividades foram escolhidas porque, provavelmente, pela sua significância no contexto religioso da Igreja, e por reunir um número representativo da comunidade em cada culto, trarão informações relevantes para a pesquisa.
Os cultos, nos segundos e quartos sábados do mês, no período noturno, são caracterizados pela presença preponderante de sons humanos, sobretudo da voz falada e do canto. É possível perceber, durante essa atividade, a ocorrência de sons corporais, como passos de pessoas andando pelo corredor lateral da Igreja, tosse e risada. Nesses cultos, há a presença de sons musicais, produzidos por instrumentos amplificados (teclado, baixo elétrico, guitarra, bateria), pelas vozes dos integrantes do grupo que dirigem os cânticos, e pelo canto dos demais presentes; algumas vezes, os sons de telefones celulares que tocam no decorrer do culto fazem-se ouvir.
Nessas reuniões de jovens, parece que a voz e os instrumentos amplificados atingem um volume consideravelmente intenso, a ponto de, num dos eventos do ano de 2005, ter havido reclamação, por parte do vizinho do lado de cima e de membros da Igreja, que se retiraram do culto, por não suportarem o barulho produzido pelas vozes e instrumentos do grupo Black Music, que tocou naquela noite, por eles considerado excessivo.
Nessas reuniões, quando se tem silêncio no interior do templo, percebem-se alguns sons mecânicos, como os dos automóveis, caminhões e motos, que trafegam na avenida principal da Igreja, assim como os de aviões que sobrevoam o seu espaço. Talvez o momento mais silencioso – o que não significa ausência de sons – seja o da pregação, em que a atenção de todos se volta para a voz do pregador. Ao final dessas reuniões, na confraternização realizada no terreno anexo ao templo, há uma grande quantidade de sons, predominando os de voz falada, gritos, chamados e risadas; notam-se, também, sons de copos descartáveis, além de outros como os de descarga nos sanitários, e os de telefones celulares.
Nos cultos das quartas-feiras, realizados no período das 20:00h às 21:00h, não há nenhum tipo de amplificação acústica, sendo preponderantes os sons da voz falada e do canto, embora, aparentemente, em menor intensidade, se comparados ao volume sonoro dos cultos dos jovens, e dos de domingos à noite. Presume-se que isto ocorra, não só pelo fato de a fala e o canto não serem amplificados, mas, também, devido ao menor número de pessoas, em relação aos cultos do final de semana8. Nesse culto, a fala tem um papel importante, seja no início do culto, no momento de gratidão, ou nos pedidos de oração, na hora da pregação, podendo, também, ser detectadas em conversas paralelas, ou ao final do serviço religioso, no instante da despedida. Algumas vezes, o canto congregacional é, a capella, e com freqüência, acompanhado somente pelo piano, diferentemente do que ocorre nos cultos dos jovens, aos sábados, ou aos domingo à noite, em que instrumentos amplificados são utilizados.
8 Os cultos às quartas-feiras, em geral, são freqüentados por 15 a 20 pessoas. Nos cultos de final de semana,
Durante esse culto, pode-se ouvir o som do sinal proveniente da escola “E.E. Camilo Pedutti”, situada em frente à Igreja, indicando o término de cada aula. Os sons dos automóveis, caminhões e motocicletas e de buzinas parecem mais intensos, se comparados aos dos finais de semana, assim como os das pessoas conversando, ao passarem na calçada da Igreja, alguma delas imitando expressões comuns ao ritual evangélico, ouvidas da rua, tais como: “Aleluia”, ou “Glória a Deus”.
Aos domingos, o culto da manhã é semelhante ao de quarta-feira, no que se refere aos eventos sonoros internos e externos. O que difere é o som da fala, das risadas, batidas de bola e dos gritos, provenientes da escola, em função das atividades produzidas naquele local, pelo programa “A família na escola”, mantido pelo Governo do Estado de São Paulo. Outro som diferencial é o da campainha instalada em 1974, que até hoje é utilizada para indicar o fim das aulas da Escola Bíblica Dominical (E.B.D.), no período da manhã. Nesse período, também é possível ouvir os sons de pássaros e, raramente, de cachorros, ou outros animais. Mas, algumas vezes, o som dos carros de propaganda do comércio do bairro adentra o ambiente sonoro da Igreja. Do interior da Igreja, ouve-se o carro de som, em alto volume, com a voz do propagandista, acompanhada de músicas comerciais.
No culto da noite, há maior número de pessoas, comparando-se com os cultos anteriormente mencionados. Portanto, o volume sonoro da fala e do canto é maior em relação ao dos outros cultos. É comum ouvir-se a voz das pessoas que estão chegando ao templo para o culto, ao se cumprimentarem, trocarem informações, darem recados e definirem programações. O “silêncio” só se estabelece quando é projetada uma transparência, solicitando que cessem o ruído, desliguem os celulares, não brinquem com as crianças durante o culto, e outros.
Nesse culto, a voz falada do dirigente da reunião e dos cantores é amplificada por microfone e os instrumentos são ligados a uma mesa de som, controlada por um sonoplasta. Durante os cultos da noite, pode-se ouvir o choro e o riso de muitas crianças presentes, bem como conversas paralelas, que só diminuem um pouco no momento da mensagem, em que o pastor explana ao microfone um determinado trecho da Bíblia. Os sons de automóveis, caminhões e motos parecem diminuir no período do culto. No seu decorrer, sobretudo no momento em que há relativo silêncio, é possível ouvir os sons musicais (de vozes e instrumentos) produzidos numa igreja denominada “Formosos de Cristo”, situada a um quarteirão da entrada principal da Igreja, e, também, os provenientes de um bar, sito ao lado da igreja “Formosos de Cristo”, que possui uma máquina de “vídeokê”.
Nos dias de calor, em qualquer culto, principalmente nos momentos de mais silêncio, além dos sons da pregação, ouvem-se dois ventiladores instalados, um de cada lado, nas paredes laterais da Igreja. Nos dias de chuva forte, os sons da água que cai sobre o telhado de alumínio, ao fundo da Igreja, são bastante intensos, chegando a dificultar ou interferir no entendimento da fala ou do canto, produzidos no seu interior. Durante esses cultos, é muito raro ouvir qualquer tipo de som proveniente das casas vizinhas à Igreja, situadas na avenida principal.
Em dias de chuva e vento, pode-se ouvir, no templo, além dos trovões, o som das placas de isopor do teto da Igreja, que se soltam e batem nas estruturas de madeirado forro. Nos dias de jogos de futebol, os sons de fogos de artifício invadem o espaço acústico da Igreja. Há, também, o som da campainha, que fica no terreno, mas pode ser ouvida de seu interior.