EĞLENCE SEKTÖRÜ VE ÜLKE EKONOMİSİ ETKİLEŞİMİ; HOMO ECONOMİCUS’TAN HOMO LUDENS’E OYUN-EĞLEN İŞLEVİ
3. EĞLENCE VE EKONOMİ İLİŞKİSİ 1.Ekonomi Kavramının Gelişim
3.2 Türkiye’de Eğlence Sektörünün Ekonomi İle İlintis
Santos (2004) demonstrou como os objetivos, refletidos em metas físicas, quando monitorados a partir de indicadores quantitativos de desempenho (sistema integrado de gestão para auxiliar na integração entre estratégia, ação e resultado), geram penalização (inclusive de premiação e promoção de nível funcional) dos funcionários por desconsiderarem aspectos qualitativos que influenciam no alcance das metas, tidas como imutáveis. Essa penalização gera uma insatisfação no trabalhador e uma perda do sentido do trabalho quando seus esforços são desconsiderados pelo fato das metas não serem atingidas, gerando uma sensação de missão nunca cumprida.
Um dos casos analisados na refinaria está relacionado à inovação promovida no processo produtivo a partir da utilização de produtos intermediários41, culminando em uma variação volumétrica (para mais) que impacta na relação “volume planejado e volume alcançado” do diesel. Se um dos objetivos da corporação é a garantia da produção planejada, essa variação vai refletir no indicador de confiabilidade de produção, que por sua vez irá impactar no indicador de desempenho individual (e global da refinaria), ainda que a utilização desses produtos implique em otimização dos processos de produção e em maior valor comercial, outras metas da organização (SANTOS, 2004).
Anteriormente, criticamos a desconsideração pela possibilidade de variabilidade às quais as metas inicialmente propostas pela corporação estão sujeitas. Isso ilustra o distanciamento, ou a desconsideração e tentativa de controle dos fatores externos (MINTZBERG, 2004), entre o prescrito (meta) e o real (possíveis eventos). Esses eventos fogem às explicações comumente fundamentadas em regras e conhecimentos adquiridos por meio de experiências do passado, impedindo-os de serem reduzidos a um fato ou dado (SANTOS, 2004), que poderiam ter sido antecipados pelo planejador, demandando uma abordagem qualitativa de análise em situação, ou seja, no momento em que acontece (BOUTINET, 2002).
Se a meta for estabelecida de forma rígida, existirá um risco de os resultados serem mascarados, caso não haja espaço para situar o real e considerar a historicidade das situações de trabalho, à qual os trabalhadores estão sujeitos (LIMA E SCHWARTZ, 2002). Se são mascarados, os indicadores podem não refletir os acontecimentos e as particularidades do contexto e até sugerir distorções entre as análises dos indicadores de desempenho (SANTOS,
41
Resultado do processo de destilação, submetendo o produto, posteriormente, a novos processos, resultando, dessa transformação, novos produtos.
2004).
Os municípios e, sobretudo a SES, correm o risco de gerar distorções entre o resultado realmente alcançado quando se busca compulsivamente cumprir as metas, representados pelos dados quantitativos e a prestação de serviços efetivos, que se mostrem por avaliações qualitativas. Esse é o caso de realizar o PCCU por duas vezes ao ano nas mesmas mulheres, que a SES considera como dois exames realizados. No entanto, se a intenção da Secretaria Estadual é que 25% das mulheres façam o procedimento no ano, se apenas as mesmas pessoas o realizarem, a chance de desenvolver um câncer do colo do útero permanecerá nas que não o fazem.
Da mesma forma, o fato de serem realizadas coletas que não contenham a quantidade necessária de amostra de células, não reflete negativamente na meta, mas também não detecta o risco real de desenvolver a doença. Em caso de ser necessário repetir o exame por problemas na técnica da coleta (o que ainda gera retrabalho, frente às coletas absoluta ou relativamente insatisfatórias), o município ainda acaba sendo beneficiado quanto à possibilidade do alcance de metas, pois a repetição conta como uma nova coleta. Em caso de não haver a repetição, a mulher não estará assegurada em relação à prevenção do câncer, objetivo principal da SES. Isso quer dizer que o município pode receber uma premiação pelo alcance de metas considerando apenas dados quantitativos, mesmo que as mulheres não estejam de fato prevenindo a doença.
Em contrapartida, algumas UBS podem ser punidas pelo descumprimento do trabalho de convencimento face-a-face, quando o fato de não levar a mulher para realizar o exame pode levar à falsidade da ideia de falta de esforço. A verdade é que, pelo contrário, muito do tempo empreendido aparentemente é em vão (seja para os profissionais da base ou para os gestores de saúde), até que após sucessivas visitas e abordagens por vários profissionais, a mulher é convencida a realizar o exame. Contudo, lembrar-se-á que esse dado é qualitativo.
Evidencia-se ainda mais a importância da SaSi e das equipes do PSF em acompanhar as mulheres por nome e situação, caso a caso, principal propósito da sala de gerenciamento. Só assim, poderão realmente alcançar todas as mulheres, desde as que precisam apenas da informação do horário de atendimento até as que estão atrasadas, em especial as “resistentes”.
“Não adianta ficar colhendo de quem não precisa para atingir a meta. ..a meta é para que a
gente se comprometa a colher de quem não fez” (Drª L).
pode ser diminuída com a sofisticação do sistema informatizado, eliminando duplicidade ou repetição de exames. Porém, essa lógica de sofisticação dos bancos de dados, além de ser dispendiosa, funciona apenas naqueles casos quantificáveis. A perda do sentido do trabalho é mais grave quando as ações para atingir metas se desdobram da atividade do cuidado à saúde. Isso já começa a acontecer quando um município tem uma meta anual de curso de capacitação a ser cumprida, quando se corre o risco de levar os trabalhadores para a capacitação, deixando a unidade de saúde sem profissionais para prestação de serviço à população (MENDONÇA, 2010).
Da mesma forma, a busca pelo cumprimento da meta do PCCU pode levar a: 1) má qualidade de atendimento (falta de tempo despendido com a paciente para se acalmar); 2) má qualidade da coleta, quando a amostragem das células é inadequada devido a: 2.1) pressa dos profissionais por cumprirem em um único dia um número além de sua capacidade rotineira, como visto no caso do mutirão ou 2.2) quando submetem-se mulheres em menopausa à realização do exame, sem que a preparação necessária (hormonal) tenha sido feita previamente; 3) Postergação de um atendimento ou exame, como quando: 3.1) ações de mutirões desconsideram a participação do profissional médico para não despender mais tempo com uma paciente em um dia dessa ação ou, 3.2) não se realiza exame de prevenção do câncer de mama concomitante ao exame de útero, uma vez que o primeiro não faz parte do acordo com a SES e, ainda, 3.3) em mulheres em outras faixas etárias por não contribuir com o alcance de meta.