5. YDD İLE ENERJİ ETKİN TASARIM ÖLÇÜTLERİNİN BELİRLENMESİ
5.3 Türkiye’de Binaların Enerji Performansına Yönelik Çalışmalar
A formação dos docentes da educação superior há muito tempo tem sido alvo de inúmeras discussões. Isso se deve ao fato de que, com o aumento acentuado no quantitativo de instituições de ensino superior, também houve um aumento na demanda por profissionais educadores para esse nível. No entanto, muitos desses cursos têm profissionais bacharéis exercendo a atividade de docente. E, não só para os docentes, mas para grande número de instituições e até mesmo para os discentes, o mais importante é o conhecimento técnico e a experiência profissional para poder exercer a atividade de professor. Em muitos casos, os docentes da educação superior não passaram por uma formação específica para exercer essa atividade, mesmo porque em termos de legislação e políticas públicas não há nada que os obrigue nesse sentido.
O avanço no número de IES possibilitou o acesso de muitas pessoas à educação superior, no entanto, nem todos têm uma formação básica suficiente para cursar a graduação. Nesse sentido, muitas vezes o professor precisa realizar um trabalho de recuperação, para o qual em geral não está preparado. Além desse, é comum o professor enfrentar outros problemas que podem atrapalhar um processo de ensino e aprendizagem de qualidade.
Quando se investiga os profissionais que ministram disciplinas nos cursos da área de saúde, a formação básica é geralmente o bacharelado, ou seja, tal curso não contempla disciplinas de cunho pedagógico. A pós-graduação usualmente ocorre também em sua área específica de formação. Alguns desses cursos oferecem disciplinas voltadas para a formação docente de nível superior, uma vez que muitos profissionais que realizam o mestrado e o doutorado acabam ministrando aula na graduação, mesmo que seja só por um período do dia ou apenas para complementar a renda. Mas essas matérias costumam ser optativas, e nem todos escolhem fazê-las. Isso pôde ser constatado no presente estudo, no qual grande parte de docentes eram mestres e muitos não tinham realizado disciplinas com esse caráter.
O profissional que atua na área de saúde deve ter uma visão interdisciplinar, do indivíduo e de sua atuação. Ou seja, deve ver o paciente como “um todo” e ao buscar auxiliar na solução da doença, deve estar atento a outros contextos, entre eles o social, o político e até mesmo o econômico. De tal modo, o aluno ao ser formado precisa não apenas dos conhecimentos específicos da profissão, mas também precisa ser capaz de captar as informações do meio em que está inserido. Para os docentes, a formação pedagógica os auxiliaria no enfrentamento de tais problemas.
A seguir são apresentadas as principais conclusões do presente estudo: 1. O “gostar de ensinar” tem peso significativo na opção por exercer a docência. 2. A docência no nível superior é uma profissão que gera satisfação em grande
número de profissionais educadores.
3. Apesar da formação científica, muitos professores não se capacitam pedagogicamente para exercer a docência.
4. Alguns professores têm acesso a disciplinas pedagógicas em cursos de pós- graduação.
5. As legislações e as políticas públicas deixam de lado a formação docente e voltam-se mais para a avaliação final do processo educativo.
6. As práticas pedagógicas utilizadas pelos docentes estão sendo reformuladas, abrindo espaço para a utilização de pedagogias ativas.
7. A teoria da problematização vem sendo utilizada na educação em saúde. 8. Os docentes com formação em enfermagem têm maior entendimento sobre o
processo de ensino e aprendizagem. Isso provavelmente se deve ao fato de que, em sua formação básica, as disciplinas pedagógicas são contempladas, além de a atividade educativa fazer parte de sua prática profissional no dia-a- dia.
9. O “bom professor” é aquele que está atento ao aluno e mais próximo de seu contexto, adaptando suas atividades de acordo com o que percebe em sala de aula.
10. Muitos docentes consideram o domínio do conteúdo como sendo uma característica do “bom professor”.
11. Dos problemas enfrentados na docência, o de maior destaque diz respeito ao despreparo dos alunos.
Seguem sugestões para os problemas identificados:
1. É necessária a prática da interdisciplinaridade nos cursos de graduação em saúde.
2. As diretrizes curriculares quando seguidas orientam para a formação de um profissional mais atento ao contexto social em que se insere.
3. A andragogia pode apresentar importantes contribuições para a atuação na docência do nível superior.
4. A existência de setores de apoio pedagógico nas instituições de ensino pode auxiliar o docente em suas atividades no dia-a-dia.
5. A obrigatoriedade quanto à freqüência em disciplinas de cunho didático- pedagógico nos cursos de mestrado e doutorado pode auxiliar o docente na prática educativa do nível superior.
6. A existência de processos mais rigorosos para o ingresso de alunos na educação superior pode diminuir os problemas relatados pelos docentes a respeito do despreparo dos alunos.
7. A formação dos alunos nos níveis fundamental e médio deve ser revista.
Finalizando, cabe ressaltar que várias das conclusões deste estudo não ocorreriam caso fosse desenvolvido em outras instituições, uma vez que no local onde a investigação foi realizada o professor tinha grande liberdade de atuação. Não havia modelos pré-definidos de planos de curso e a coordenação pouco interferia nas atividades que o docente realizava. Assim, é possível que o professor, percebendo a necessidade, fizesse ajustes em sua disciplina para que a mesma levasse em conta as características dos alunos das turmas sob sua responsabilidade.
Outro ponto importante de se ressaltar é que, na instituição em questão o valor pago ao docente pela hora aula é um dos maiores da região. Entretanto, na etapa final da pesquisa, a referida instituição foi absorvida por um grande grupo educacional em expansão no território nacional, por estar passando por dificuldades em se manter no mercado de educação superior.
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