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1.7. ĠNTERNET HABERCĠLĠĞĠNĠN DOĞUġU VE GELĠġĠMĠ

1.7.2. Türkiye‟de Ġnternet Haberciliğinin GeliĢimi

Em 1925, a empresa de energia elétrica de Potomac (EUA) adotou uma variação

incentivada do profit

sharing ou slading scale). Quando a taxa de retorno da firma superava uma meta estabelecida, o regulador diminuía parcialmente o nível tarifário visando repartir os lucros excedentes entre a empresa e os consumidores. Em 1986, o modelo usado pela companhia telefônica de Nova York estabelecia que se a taxa de retorno (i) fosse superior a 15%, as receitas requeridas seriam ajustadas para baixo no montante de (i 15%)/2, se fosse inferior a 13%, seriam ajustadas para cima no montante de (13% - i)/2, e se ficasse entre 13% e 15% não seriam ajustadas (Laffont & Tirole, 1993).

De acordo com Mayer & Vickers (1996), os aspectos positivos desse esquema são os seguintes: impossibilidade de realização de perdas ou ganhos excessivos por parte da empresa, o que é importante numa perspectiva política; e a divisão dos riscos do negócio entre empresa e consumidores. Entre os aspectos negativos, eles sugerem os seguintes: os incentivos para a eficiência diminuem fora do intervalo determinado para a taxa de retorno; a empresa pode realocar os seus custos ao longo do tempo para que eles permaneçam dentro de um oportuno intervalo; e a necessidade de mensurar de modo preciso, confiável e transparente a ta

utilizada em vários países da Europa desde a primeira metade do século XX, mas nas últimas décadas tem havido uma perda de interesse na sua aplicação.

A partir da década de 80, com a implantação do programa de privatização do Governo Thatcher na Inglaterra, a regulação incentivada tomou um forte impulso. Littlechild (1983) apresentou uma nova forma de precificação regulada para as empresas britânicas de

o- price-cap ou RPI-X), que vem tendo uma

célere expansão no âmbito das indústrias de rede.

Nesse modelo, o regulador estabelece para os próximos anos (geralmente, quatro ou cinco anos) um limite superior para os preços ou uma cesta de preços do monopólio e a firma fica livre para escolher seus preços até esse limite. Durante o período regulatório, os preços são reajustados anualmente por um índice de inflação (RPI Retail Price Index, no caso do Reino Unido) para proteger a firma de variações exógenas dos custos menos um fator X representando uma estimativa de crescimento da produtividade da firma regulada. Após esse período regulatório, o regulador faz uma revisão tarifária, em que são definidos

- m base nas condições de demanda, de custo e

de lucro da firma (Armstrong et al., 1999).

Dentre as suas principais vantagens, Pinto Jr. & Fiani (2002) relacionam as seguintes:

a) forte estímulo para a empresa diminuir seus custos e produzir de forma eficiente durante o período regulatório, visto que os lucros provenientes dos aumentos de produtividade superiores aos estabelecidos pelo fator X podem ser apropriados pela empresa29;

b) redução dos custos regulatórios, tendo em vista a necessidade de um volume menor de informações sobre a atividade regulada;

c) a simplificação do processo regulatório diminui o risco do regulador ser capturado pela firma; e

29 -

elevado, a firma pode incorrer, mesmo com a redução dos seus custos, em sucessivos prejuízos e, simplesmente, abandonar o negócio, caso o regulador não se convença da inadequação dos seus valores.

d) no caso de uma empresa atuar em vários mercados, o RPI-X permite ser utilizado apenas naquele mercado que precisa ser regulado, evitando que a empresa utilize a atividade monopolista para subsidiar a competitiva.

Entre os principais problemas desse método, Pinto Jr. & Fiani (2002) destacam os seguintes:

a) dificuldades práticas para determinar o valor do fator X, uma vez que ele é baseado na expectativa de aumentos da produtividade;

b) complexidades no estabelecimento dos preços iniciais dos serviços, os quais servirão como base para a incidência da fórmula RPI-X; e

c) o incentivo para redução dos custos pode levar a firma regulada a reduzir a qualidade dos seus serviços30.

-

introduz a possibilidade de a firma se comportar estrategicamente de forma subótima, incorrendo em custos desnecessários, no período próximo da revisão, no sentido de obter

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tarifária no price-cap as

sobre a preferência econômica entre esses dois regimes tarifários31.

30 Um problema não citado pelos autores diz respeito à utilização de um índice geral de preços

(RPI) que não reflete a elevação de preços dos insumos da indústria. Desse modo, seria mais adequado o emprego de um índice inflacionário específico e relacionado com determinada

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31 Gómez-

ria para determinar os preços que permitem a empresa financiar seus custos operacionais, a depreciação dos ativos e

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do fator X é definido anualmente, então ess Sobre

If reviews under price-cap regulation are conducted with the same frequency as under rate-of-return regulation, the two forms of regulation become the same and the observed inefficiencies that have arisen under rate-of-return regulation can be expected to carry over to price-cap regulation. The issue reduces therefore to the timing of the reviews

- - revenue cap). Nesse caso, se o regulador verificar que a receita efetiva da firma é superior a que foi previamente estabelecida, em virtude, por exemplo, de uma elevação inesperada da demanda, deve-se diminuir o preço para manter a receita original (Lantz, 2005).

Esse método tem como vantagem principal, a distribuição automática dos ganhos de eficiência entre produtor e consumidores e, como principal desvantagem, a falta de maiores estímulos para o monopolista buscar a eficiência, visto que apenas uma parte dos ganhos pode ser retida por ele. Além disso, algumas consequências dessa regulação podem ser relacionadas: os consumidores assumem o risco de variações na demanda; eliminação dos incentivos para a empresa aumentar o consumo do serviço, pois o nível de lucro não está mais relacionado à demanda dos usuários; e a segurança de que os custos fixos serão cobertos pelas receitas (Parker, 2001).

Outra forma de regulação incentivada surgida nas últimas décadas é a regulação por comparação (yardstick), que toma como base o desempenho da indústria para o estabelecimento dos preços da firma regulada. A comparação do desempenho da empresa é um mecanismo de incentivo, pois introduz um elemento de competitividade para o alcance de uma adequada performance. Uma virtude essencial dessa regulação é a endogeneidade do fator X, dado que inovações e progressos técnicos elevarão o desempenho de referência, e do limite superior (cap), na hipótese de que os custos da indústria são afetados por riscos sistemáticos que deslocam o desempenho padrão (Sawkins, 1995).

Um requisito básico desse método é a disponibilidade de um número suficiente de empresas para evitar a formação de um cartel que combine um determinado nível de desempenho (Vogelsang, 2002). Dentre os problemas, Gómez-Lobo & Vargas (2002) relacionam os seguintes: nem todas as empresas são diretamente comparáveis, já que os custos podem variar em termos espaciais, sociais, institucionais, etc.; os resultados empíricos dessa metodologia são questionáveis, não permitindo sua aplicação de forma ad

hoc na definição do preço; e a necessidade de uma adequada contabilidade regulatória que assegure um critério contábil homogêneo para os dados das diferentes empresas.

Uma forma modificada da yardstick é a regulação baseada em uma firma hipoteticamente eficiente - firma modelo - construída teoricamente pelo regulador. Nessa firma, os preços são baseados em custos marginais de longo prazo, os quais sinalizam os gastos adicionais de recursos para custeio e investimento necessários ao atendimento da demanda. Esse regime apresenta as seguintes desvantagens: a construção de uma empresa fictícia envolve a obtenção de informações muito detalhadas, especialmente na área de engenharia, implicando elevados custos regulatórios; o risco do negócio é elevado, pois a definição do preço é desvinculada dos custos efetivos da empresa real; e a elevada quantidade e a complexidade das informações possibilitam a discricionariedade do processo tarifário e dificultam a sua transparência. Por outro lado, sob certas circunstâncias, esse regime garante uma trajetória ótima de preços ao longo do tempo e resolve, sem ambiguidades, a questão da obsolescência e dos ativos vinculados ao negócio (Gómez-Lobo & Vargas, 2002).

Benzer Belgeler