3 BÖLÜM: DIŞ GÜÇLERİN HAZAR HAVZASI ENERJİ STRATEJİLERİ
3.5 Türkiye
As organizações estão geralmente envolvidas em atividades que se destinam a atender a uma exigência de um consumidor, podendo esse consumidor necessitar de produtos ou serviços. Até que se chegue ao produto ou serviço desejado pelo cliente, vários estágios são necessários, muitas vezes sendo desempenhados por diversas organizações diferentes. Uma primeira noção de cadeia de suprimento está relacionada com esse conjunto de atividades, estágios e empresas que tem como objetivo o atendimento da necessidade do consumidor.
De acordo com Chopra e Meindl (2004), uma cadeia de suprimento engloba todos os estágios envolvidos, direta ou indiretamente, ao atendimento de um pedido de um cliente. A cadeia de suprimento não inclui apenas fabricantes e fornecedores, mas também transportadoras, depósitos, varejistas e os próprios clientes. Dentro de cada organização, a cadeia de suprimento inclui todas as funções envolvidas no pedido do cliente, como desenvolvimento de novos produtos, marketing, operações,
distribuição, finanças e o serviço de atendimento ao cliente, entre outras. Uma cadeia de suprimento é dinâmica e envolve um fluxo constante de informações, produtos e dinheiro (fundos) entre os diferentes estágios. Cada estágio da cadeia executa diferentes processos e interage com outros estágios da cadeia.
A cadeia de suprimento corresponde ao conjunto de processos requeridos para obter materiais, agregar lhes valor de acordo com a concepção dos clientes e consumidores e disponibilizar os produtos para o lugar (onde) e para a data (quando) que estes os desejarem (BERTAGLIA, 2003).
Na visão de Turban (2004), uma cadeia de suprimento é o fluxo de materiais, informações, pagamentos e serviços, partindo pelos fornecedores de matérias primas, passando pelos setores de produção e de armazenamento das empresas e chegando aos consumidores finais, incluindo organizações e processos que criam e entregam produtos, informações e serviços aos consumidores. A cadeia de suprimento concentra inúmeras atividades, entre as quais compras, fluxo de pagamentos, disposição de materiais, planejamento e controle da produção, controle logístico e de estoques, distribuição e despacho de mercadorias.
A cadeia de suprimento é uma meta organização construída por organizações independentes que estabelecem relacionamentos inter organizacionais e integração de processos de negócios além das fronteiras das firmas individuais (HALLDORSSON , 2007).
Quando se visualiza uma cadeia de suprimento, deve se ter como referência para sua avaliação um de seus elos, tendo em vista que, muitas vezes, as cadeias de suprimento apresentam alto grau de complexidade. Para minimizar a complexidade supracitada, torna se interessante uma divisão em partes componentes. Segundo Turban (2004) a cadeia de suprimento envolve três partes:
• Cadeia de suprimento → Este segmento inclui os fornecedores do primeiro nível da empresa (que podem também ser fabricantes e/ou montadores) e seus fornecedores próprios;
• Cadeia de suprimento interna → Este segmento inclui todos os processos usados por uma empresa para transformar as matérias primas recebidas dos fornecedores nos produtos finais;
• Cadeia de suprimento → Este segmento inclui todos os processos envolvidos na entrega do produto ao consumidor final.
Corroborando com a visão dos fluxos para cima e para baixo, Mentzer (2001) definem a cadeia de suprimento como um conjunto de três ou mais entidades (organizações ou indivíduos) diretamente envolvidas nos fluxos para cima ( ) e para baixo ( ) de produtos, serviços, dinheiro e/ou informação de uma origem para um consumidor.
Em geral, quando se visualiza um componente específico da cadeia de suprimento, as operações realizadas do lado do fornecimento são denominadas de operações a montante, enquanto as operações realizadas do lado da demanda são denominadas operações a jusante. A figura 2.4 apresenta de forma esquemática os componentes da cadeia de suprimento.
Figura 2.4 Componentes da Cadeia de Suprimento Fonte: Adaptado de Turban (2004)
Há de se ressaltar que, em algumas situações, ocorre também um fluxo de materiais no sentido inverso ao tradicional. Nesse caso, trata se da chamada logística reversa, que ocorre quando uma empresa usa materiais reciclados como matéria prima, trabalha com embalagens retornáveis ou, de modo indesejado, quando o produto fornecido pela empresa aos seus clientes apresenta algum defeito e precisa retornar ao fabricante.
Apresentando uma visão mais entendida, Mentzer (2001) consideram que também podem fazer parte de uma cadeia de suprimento os operadores logísticos
Fornecedores de 2º Nível Fornecedores de 2º Nível Fornecedores de 2º Nível Fornecedores de 1º Nível Fornecedores de 1º Nível Montagem ou Fabricação e Embalagem Distribuidores Varejistas Cliente 2 ' Fluxo de materiais Fluxo de informação Fluxo de dinheiro A Montante A Jusante
( " # ! ), as instituições financeiras e empresas de pesquisa de marketing, que provêm informações sobre previsão de demanda.
Independentemente dos tipos de componentes que formam a cadeia de suprimento e de como ocorrem os diversos fluxos na cadeia, toda cadeia de suprimento deve possuir objetivos que sejam comuns a todos seus elementos. Na análise de Chopra e Meindl (2004), o objetivo de toda cadeia de suprimento é maximizar o valor global gerado, sendo este valor a diferença entre o valor do produto final para o cliente e o esforço realizado pela cadeia de suprimento para atender ao seu pedido. Para a maioria das cadeias de suprimento comerciais, o valor estará fortemente ligado à lucratividade da cadeia de suprimento, que é a diferença entre a receita gerada pelo cliente e o custo total no decorrer da cadeia. Assim sendo, o sucesso da cadeia de suprimento deve ser medido em termos da lucratividade da cadeia inteira, e não com base nos lucros de um estágio isolado.
Observa se que, geralmente, para que uma empresa passe a perceber a importância de se ter uma visão geral da cadeia de suprimento da qual ela faz parte, bem como da necessidade de se buscar o máximo de integração entre os diversos membros da cadeia, a organização anteriormente tem de visualizar internamente os ganhos obtidos pela integração de suas diversas funções, o que muitas vezes é conseguido com processos de reestruturação.
Na visão de Cigolini, Cozzi e Perona (2004), as companhias que passam por reestruturação de processos tipicamente iniciam focando objetivos econômicos de curto prazo, buscando o corte de custos e dando grande importância aos fluxos de produtos e a práticas de gestão orientadas a processos. Nesse estágio, as empresas reduzem o número de funções administrativas e encorajam a troca de informações entre departamentos. Finalmente, o escopo de integração é estendido além das fronteiras da organização para incluir fornecedores e clientes, criando então redes de empresas baseadas em parcerias de longo prazo. Percebe se que, nesse momento, passa se a ter uma visão de cadeia de suprimento.
O gerenciamento da cadeia de suprimento bem sucedido exige diversas decisões relacionadas ao fluxo de informações, de produtos e de recursos financeiros. Essas decisões constituem as fases de decisão da cadeia de suprimento, as quais se encaixam em três categorias (CHOPRA; MEINDL, 2004):
I. Estratégia ou projeto da cadeia de suprimento: Durante essa fase decide se como estruturar a cadeia de suprimento, qual será a configuração da cadeia e que processos cada estágio deverá desempenhar. As decisões tomadas durante essa fase são decisões estratégicas, incluindo local, capacidade de produção e das instalações para armazenagem, produtos a serem fabricados ou estocados em diversos locais, meios de transporte a serem disponibilizados de acordo com os diferentes turnos de expedição e o tipo de sistema de informação que será adotado.
II. Planejamento da cadeia de suprimento: Nessa fase define se um conjunto de políticas operacionais que lideram as operações de curto prazo. O planejamento inclui decisões sobre quais mercados deverão ser supridos e de que locais, sobre a construção dos estoques, terceirização, as políticas de reabastecimento e estocagem a serem seguidas, as políticas que serão desempenhadas em relação a locais de reserva, no caso de incapacidade de atender a um pedido, e a periodicidade e dimensão das campanhas de marketing.
III. Operação da cadeia de suprimento: Durante essa fase são tomadas decisões sobre pedidos individuais de clientes; as empresas distribuem os pedidos individuais para estoque ou produção, determinam a data em que o pedido deverá ser atendido, geram inventários nos depósitos, adaptam o pedido a um meio de transporte ou expedição apropriados, organizam as entregas dos meios de transporte e encaminham os pedidos de reabastecimento.
Segundo Chopra e Meindl (2004), o projeto, o planejamento e a operação da cadeia de suprimento exercem um grande impacto na lucratividade e no sucesso da cadeia como um todo. Muitos modelos analíticos e numéricos têm sido propostos para tratar dados relacionados com decisões operacionais e de projeto. Entretanto, modelos para decisões estratégicas, que necessitam de uma visão completa da cadeia de suprimento, são escassos.
Com relação à estratégia ou projeto da cadeia de suprimento, Chopra e Meindl (2004) destacam que inclui decisões a respeito de estoques, transporte, instalações para as operações e fluxos de informações na cadeia de suprimento, devendo se sempre buscar o alinhamento dessa estratégia com a estratégia competitiva da organização. Para alcançar o alinhamento estratégico, a empresa deve garantir que
suas habilidades na cadeia de suprimento apóiem sua habilidade de satisfazer aos clientes alvo. O alinhamento estratégico leva à definição de que tipo de cadeia de suprimento deve ser buscada, entre duas situações extremas: (i) cadeia de suprimento eficiente e; (ii) cadeia de suprimento responsiva. O quadro 2.1 apresenta as principais características desses dois tipos de cadeia de suprimento:
' ! '8 !$ # $ # %&'$ (! 9$ $ (!
# $ # %&'$ (! & ( $+ Objetivo principal Suprir a demanda com o menor
custo
Atender à demanda
rapidamente Estratégia de criação do
produto
Maximizar o desempenho com um custo mínimo por produto
Criar modularidade que permita o adiamento da diferenciação do produto
Estratégia de preços Margens baixas porque o preço é o impulsionador do cliente
Margens mais baixas já que o preço não é o impulsionador do cliente
Estratégia de fabricação Reduzir os custos através de alta utilização
Manter flexibilidade na capacidade para atender à demanda inesperada
Estratégia de estoques Minimizar os estoques para reduzir os custos
Manter estoques reguladores para atender à demanda inesperada
Estratégia de Reduzi los sem sacrificar os custos
Reduzi lo agressivamente mesmo que os custos sejam altos
Estratégia para fornecedores Selecioná los baseando se em custo e qualidade
Selecioná los baseando se na velocidade, flexibilidade e qualidade
Estratégias de transportes Contar com meios de transporte mais baratos
Contar com meios de transporte mais responsivos Quadro 2.1 Comparação entre cadeias de suprimento eficientes e responsivas
Fonte: Chopra e Meindl (2004)
As cadeias de suprimento responsivas são adequadas a produtos inovadores e com demanda volátil, enfatizando altos níveis de serviço ao consumidor. Há necessidade de agilidade no ciclo de planejamento das atividades da cadeia de suprimento, a fim de compor variedade de produtos para atender à demanda explicitada. A base do relacionamento com fornecedores é constituída pelos atributos de flexibilidade e velocidade na montagem final do produto (ASSUMPÇÃO, 2003).
Sabe se que a agregação de valor ao longo da cadeia de suprimento e, consequentemente, o aumento da lucratividade da cadeia como um todo é elemento essencial para a competitividade de todos os seus componentes. Entretanto, diversos problemas inerentes às cadeias de suprimento podem constituir barreiras para que os objetivos traçados sejam alcançados.
De acordo com Turban (2004), os problemas ao longo da cadeia de suprimento procedem em geral de duas fontes: 1) as incertezas; 2) a necessidade de coordenar diversas atividades, unidades internas e parceiros de negócio. Com relação ao primeiro problema, uma fonte importante de incertezas na cadeia de suprimento é a previsão de demanda, que está sujeita à influência de fatores como concorrência, preços, condições climáticas, entre outros. Além das incertezas relacionadas à demanda, existem também as incertezas relacionadas ao fornecimento, tais como atraso na entrega, problemas de qualidade nos insumos e outras.
Uma das consequências mais persistentes e comuns relacionada a problemas na cadeia de suprimentos é o chamado 9 $! :$ ! , que surge quando as diversas etapas de atendimento dos pedidos são cumpridas erraticamente para cima ou para baixo, ao longo da cadeia de suprimento (LEE 1997, TURBAN
, 2004). A distorção na informação é algo extremamente delicado em termos de deficiência operacional, estoques exagerados, congestionamento no atendimento ao consumidor, prejuízos financeiros, expedição deficiente de mercadorias e desorganização na programação da produção.
Para minimizar os efeitos da incerteza e dos erros relacionados à previsão da demanda, uma peça chave é o compartilhamento de informações ao longo da cadeia de suprimento. Power (2005) afirma que o acesso a e a gestão da informação são críticos para minimizar a ocorrência de problemas como o efeito chicote.
Uma boa coordenação proporciona um fluxo normal e sem atrasos dos materiais a partir dos fornecedores até fabricantes e clientes, permitindo trabalhar com estoques baixos e custos reduzidos (TURBAN 2004). É indispensável haver um sistema funcional de comunicação entre os parceiros de negócios. O fluxo dinâmico de informação entre os elos das cadeias de suprimentos aumenta consideravelmente a sua eficiência.
Sabendo se dos potenciais problemas que ocorrem nas cadeias de suprimento e das suas possíveis soluções, percebe se a importância de se avaliar os tipos de relacionamentos presentes numa cadeia de suprimento, bem com se buscar uma efetiva gestão da cadeia de suprimentos.