3. ELEKTRONİK TİCARET
3.9. TÜRKİYE’DE VE DÜNYADA E-TİCARET
De acordo com Rodrigues (2002) “(...) as mídias apresentam recortes (...) dos acontecimentos e utilizam de estratégias para naturalizar o discurso”. Neste contexto, a informação é codificada por meio de imagens, vídeos e textos, e quando digitalizada e exposta em um website tem sua disseminação facilitada. Nesta perspectiva 80% dos educares acreditam que o ciberespaço é um novo suporte de registro da memória, confirmando a afirmação de Lévy (2008) que declara que “o ciberespaço é uma tecnologia da memória”. No entanto, este aspecto apresenta algumas fragilidades como registrado pelo P10:
“Acredito que assim como os arquivos o espaço virtual possibilita o armazenamento de informações, facilitando o acesso de milhares de usuários. Mas o website é mantido por um moderador que pode ou não atualizar as informações, manter o site ativo ou apagá-lo. Assim sua função como suporte de memória depende do seu moderador (dono), e nesse sentindo para garantir a manutenção desses espaços seria necessária uma organização política entre as instituições culturais e os governantes para criação de espaços definitivos que garantissem a manutenção ou a estabilidade de espaços virtuais que registrem informações e memórias” (P10). A visão passada pelo P10 vai ao encontro das ideias de Benjamim (1985) que entende o ato de preservar a memória como “um ato de democracia e de responsabilidade social e política”. Ainda nessa linha de pensamento, dentre os 12 (60%) educadores que realizaram alguma atividade dentro do espaço virtual da instituição cultural em amostra, 10 deles afirmaram que os alunos conseguiram relacionar a memória e cultural do interior Paulista a sua identidade. Já 2 deles acreditam que os alunos conheceram uma nova cultura, mas não conseguiram relacionar a organização da sociedade em uma vila rural com a sua comunidade.
A discussão pode ser compreendida pelo relato do P17 que afirma que
“estamos em um País distinto da instituição em amostra, mas os alunos identificaram traços da história em comum”. Para o P6 “a forma de organização da sociedade em campo, possibilitou aos alunos a compreensão da organização de nossa comunidade que é fruto da cultura rural”. Em contrapartida o P20 alega que
em um ciberespaço que os mostrasse a sua comunidade e a sua história teriam a possibilidade de perceber”.
A fala do P20 mostra o sentimento de pertencimento da comunidade, que vai ao encontro do pensamento de Garcia (1986) de que “A memória nacional é, em realidade, formada de memórias nacionais”, mostrando que o educando encontra barreiras em comparar a história cultural de regiões distintas a sua. Entretanto, como 70% (14) dos educadores creem que no espaço virtual os alunos podem adquirir novas identidades e adotar várias posturas de personalidade, o P7 declara:
“Hoje temos como forte atalho para comunicação as comunidades virtuais, espaço onde a gestão do relacionamento é outra, o aluno pode mudar a sua configuração de identidade de acordo com o grupo com que se comunica” (P7).
O P14 e o P18 complementam esse diálogo:
“Participo de redes sóciais e tenho vários dos meus alunos nessas redes, Há horas que vejo alguns alunos como avatares, pessoas tímidas e sem jeito, que conversam comigo e postam mensagens, mas pessoalmente ficam envergonhados e não conseguem manter um diálogo” (P14).
“Creio que os indivíduo tenham vários interesses no que corresponde a sua identidade, gostos pela arte, culinária, moda, entre outros, e a mídia visa atender a todo público, principalmente no que diz respeito ao consumo. Sendo assim, os espaços virtuais providos pelos grupos que se formam em redes e comunidades virtuais possibilitam que o indivíduo manifeste seus interesses junto com aqueles que compartilham dos mesmos. Desse modo, a identidade do sujeito no que diz respeito a gostos e conceitos vai sendo moldada de acordo com as relações que ele estabelece com os outros” (P18).
Nesse relato os professores demonstram o interesse em se relacionar por meio de comunidades virtuais, sendo esse um lugar para ficarem mais próximos dos alunos, onde eles podem desenvolver estilos, descobrir novos gostos e divulgar seus anseios e vontades. Conforme Lemos (2002b) o ciberespaço se apresenta como “(...) um ambiente simbólico onde as comunidades virtuais se constituem”. Nesse ambiente, de forma individual ou coletiva, as memórias e acontecimentos são registrados, guardados e compartilhados. Não obstante, assim como as relações se
reconfiguram os educadores devem estar atualizados e caminhar em conjunto com as mudanças, para que o ensino também se reconfigure.
Ainda nesta conjuntura, com olhar positivo, 55% (11) dos professores acreditam que trabalhar com o espaço virtual trouxe ressignificações a sua prática pedagógica. O P3, por exemplo, conta que ”foi construímos algo novo e coletivo, por
meio de uma comunicação silenciosa e individual”. Para o P5 “foi trabalhoso, eu utilizava o espaço virtual como fonte de pesquisa, e nesse momento tive que planejar como um agregador a aula”. Já o P13 explana: “Hoje afirmo que há possibilidade do aluno construir sozinho suas reflexões e ideias no espaço virtual, desde que seja mediado”.
O P15 complementa esse debate:
“Não podemos negar que os governos nos últimos anos criaram vários espaços para a tecnologia, oferecendo equipamentos ou cursos. Porém nesse momento é fundamental a gestão desses espaços, seja por meio de políticas ou organizações internas. As engenharias, a medicina entre tantas outras áreas, já utilizam os recursos tecnológicos de forma inovadora alcançando resultados positivos. Eu vejo nas escolas educadores ensinando com o mesmo material e o mesmo conteúdo com o qual eu fui alfabetizado, não julgo que foi ruim, mas a sociedade evoluiu, as crianças e jovens são diferentes, tem acesso a outro tipo de organização social, no que diz respeito à família, gênero, religião, entre tantas coisas que a diversidade nos expõe. O uso da tecnologia ainda é algo novo, discutido em teoria, mas não vivenciado. Asseguro que foi trabalhoso desenvolver uma atividade no espaço virtual, mas foi uma experiência que poderia ser concretizada e afirmada no currículo” (P15).
Por fim, afirma-se a necessidade de incorporar a tecnologia às práticas educacionais, mas nota-se a necessidade de uma capacitação dos professores voltada para uso das TICs de forma a contribuir com o discurso pedagógico. Ademais, embasando-se na perspectiva de que ter o equipamento por si só não causa inovação na prática pedagógica, torna-se necessário transformar o processo de aprendizagem por meio de uma reformulação em torno das possibilidades de mudanças na didática a partir do uso das novas tecnologias, uma vez que ensinar o mesmo conteúdo do livro na lousa digital não faz sentido, não promove mudanças. As mudanças estão na busca por outras formas de ensinar fazendo uso das TICs, o que também passa por uma melhor gestão política para direcionamento da
utilização das TICs, não apenas como equipamento, mas como recurso pedagógico de aprendizagem.