1.4. TÜRKİYE’DE TURİZMİN GELİŞİMİ VE MEVCUT DURUMU
1.4.2. Türk Turizminin Dünyadaki Yeri ve Bazı Akdeniz Ülkeleri İle
No livro Redes Sociais na Internet, é apresentado um retrato detalhado do que são e de como funcionam esses ambientes online, onde gente de todas as idades interage. A dinâmica é um pouco diferente daquela experimentada face a face.
O ciberespaço e as ferramentas de comunicação possuem particularidades a respeito dos processos de interação. Há uma série de fatores diferenciais. O primeiro deles é que os atores não se dão imediatamente a conhecer. Não há pistas da linguagem não verbal e da interpretação do contexto da interação. É tudo construído pela mediação do computador (RECUERO, 2009, p.31).
A internet possibilita que as interações entre as pessoas aconteçam, não face a face, mas tela a tela. Não é mais necessário estar no mesmo ponto geográfico para partilhar interesses, debates ou mesmo construções de conteúdo. Mudou a relação que se tinha com o lugar onde se estava. Por mais que se dê muita ênfase ao local como vimos anteriormente, já que as pessoas se ligam por interesse, é natural que os tenham mais próximos de casa, é possível encontrar alguém ligado a esse local em qualquer parte do globo. Apesar disso, a maior parte dos adolescentes e jovens adultos acaba se relacionando via redes sociais na internet com as mesmas pessoas que encontra fora da rede (WATKINS, 2009, p.60).
Eles não escolhem intimidade com suas telas ao invés de intimidade com seus pares. De fato, nós não vemos evidências convincentes de que a migração para o mundo online levou as pessoas jovens a abandonarem suas vidas offline. E mais, as evidências sugerem o efeito oposto: que jovens estão usando as tecnologias de comunicação para facilitar as interações face-a-face por um misto dinâmico de locais informais (WATKINS, 2009, p.60).
Não é só a relação com o espaço que muda. O tempo também é algo revisto. Não é mais preciso dedicar o mesmo espaço temporal que alguém para estabelecer um diálogo. Agora – como no tempo em que se trocavam cartas mais usualmente – cada um reserva o tempo que lhe convém para participar da conversa.
O segundo fator relevante é a influência das possibilidades de comunicação das ferramentas utilizadas pelos atores. Há multiplicidade de ferramentas que suportam essa interação e o fato de permitirem que a interação permaneça mesmo depois do ator estar desconectado do ciberespaço. Esse fato permite, por exemplo, o aparecimento de interações assíncronas (RECUERO, 2009, p.31-32).
Não apenas a simples comunicação ou formação de grupos, essas ferramentas online permitem construção de novos textos, tramas narrativas, conceitos e todo tipo de conteúdo a várias mãos. Construir, criar, passou de um ato individual para um ato coletivo, de algo privado para algo compartilhado.
Pode-se contar a história das artes americanas do século 21 em termos do ressurgimento público da criatividade popular alternativa, à medida que pessoas comuns se aproveitam das novas tecnologias que possibilitam o arquivamento, a apropriação e a recirculação de conteúdos de mídia [...] Mas essa revolução criativa alcançou o auge, até agora, com a web. O processo de criação é muito mais divertido e significativo se você puder compartilhar sua criação com outros, e a web, desenvolvida para fins de cooperação dentro da comunidade científica, fornece uma infraestrutura para o compartilhamento das coisas que o americano médio vem criando em casa (JENKINS, 2009, p.193).
A Wikipédia, os fóruns, os tutoriais, os vídeos no YouTube que ensinam das mais variadas tarefas – dobrar lençóis com elástico, ganhar mais vidas em games, tocar instrumentos musicais, transformar luvas em bonecos –, enfim, é uma infinidade de construções feitas coletivamente ou para o proveito do coletivo. Essa palavra é, aliás, a mais importante: coletivo.
Esse coletivo não deixa de ser fragmentado. Com a lógica usada por Google e Facebook - pela qual quanto mais resultados ou conversações de uma pesquisa específica ou um amigo específico você vê e interage, mais daquilo você terá - os grupos ganham muita força.
Antes de as redes sociais existirem, eram as mídias de massa que agiam como cola social.
Ainda que essa seja a tendência, seria injusto não indicar que às vezes os meios massivos também contribuem para superar a fragmentação. Na medida em que informam sobre as experiências comuns da vida urbana – os conflitos sociais, a poluição, que as ruas estão engarrafadas em determinadas horas –, eles estabelecem redes de comunicação e tornam possível apreender o sentido social, coletivo, do que acontece na cidade.
Em uma escala mais ampla, é possível afirmar que o rádio e a televisão, ao relacionar patrimônios históricos, étnicos e regionais diversos, e difundi-los maciçamente, coordena as múltiplas temporalidades de espectadores diferentes (CANCLINI, 1997, p.289).
Agora, é a partir dos assuntos e posts que giram em cada grupo que essa cola se dá. A escolha por uma plataforma móvel para transmitir essas informações sobre política muito tem a ver com as características da própria juventude dos anos 2010. Segundo um estudo realizado pela agência W/McCann a partir de pesquisa feita pelo Instituto IPSOS Mediact19, 40,8% dos entrevistados já acessam a internet
através do celular. Só na faixa entre 18 e 24 anos, são 42,8%. Na faixa entre 25 e 39 anos, são 49%. A Apple é uma das marcas que tem mais afinidade com os jovens entre 18 e 24 anos. Só perde para Blackberry. Sessenta e quatro porcento dos usuários de smartphones baixam aplicativos e 39,7% dos aplicativos instalados são jogos.
Os grupos de adolescentes que ‘precisam’ estar simultaneamente conectados a diversos integrantes da comunidade não diferenciam o fato de estarem em uma mesma sala de aula, ou em outra parte da cidade (PELLANDA, 2005, p.89).
O pesquisador Eduardo Pellanda, da PUCRS, também aponta a força desses dispositivos na vida do usuário. Mais que qualquer outra forma de se receber informação, o mobile é um dispositivo com possibilidade de estar sempre online e que acompanha o indivíduo por todo lugar e a todo momento.
O novo dispositivo móvel, portátil e conectado passa a acompanhar o indivíduo, como suas roupas, carteira e pastas, mas com outro nível de integração e interação homem X máquina (PELLANDA, 2005, p.89).
Para Pellanda (2005) por essa razão – e por não ser compartilhado por nenhum outro usuário –, o mobile se torna um dispositivo hiper-pessoal, o que faz com que seja perfeito para a exploração e o armazenamento de informação tão pessoal quanto suas fotos, seus contatos, seus diálogos com outros indivíduos e outros. Assim, ele pode viver sua identidade online (e offline) de maneira confidencial e segura, sem margem para interferências ou influências externas.
19Pesquisa realizada em fevereiro de 2011 a partir de entrevistas online com 1000 pessoas das
classes A, B e C de idades entre 14 e 59 anos em 10 cidades (Porto Alegre, São Paulo, Brasília, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba, Salvador, Fortaleza, Recife e Manaus) Resultados disponíveis em http://www.slideshare.net/WMcCannBR/consumidor-mvel-2011