3. TÜRKİYEDE ÖZEL HASTANELER
3.3 Özel Hastanelerin Tabi Olduğu Yasal Düzenlemeler
3.3.2 Diğer yasal düzenlemeler
3.3.2.1 Türk Ticaret Kanunu ve ilgili düzenlemeler
VARIÁVEIS QUE SOFREM O EFEITO
QUE CAUSAM EFEITO SALÁRIO EMPREGABILIDADE
ESCOLARIDADE 0,55 + 0,29 = 0,84 0,55 – 0,35 = 0,20
IDADE 0,05 + 0,46 = 0,51 0,46 – 0,06 = 0,40
O modelo apresenta os efeitos das variáveis exógenas sobre as variáveis endógenas, demonstrados na Tabela 12, que são a soma dos efeitos diretos e indiretos.
O efeito total da escolaridade sobre o salário é quatro vezes maior que o efeito total da escolaridade sobre a empregabilidade.
O efeito total da idade sobre o salário cresce bastante em relação ao efeito direto, e pouco se altera sobre empregabilidade, na mesma comparação com o efeito direto.
CONCLUSÕES
O objetivo principal do trabalho é o de analisar, sob a ótica da Teoria do Capital Humano e dos conceitos de empregabilidade, a relação entre escolaridade, salário e empregabilidade e outras variáveis que possam ter influência sobre esta relação.
Em um primeiro momento, em função da modelagem escolhida, foi analisado o grau de correlação existente entre as características dos indivíduos na população, através do cálculo da matriz de correlações, apresentada na Tabela 9. Além das variáveis principais do estudo: escolaridade, salário e empregabilidade, optou-se pela inclusão apenas da variável idade, por ser esta a que apresentava o maior grau de correlação com as principais variáveis do estudo.
A primeira conclusão que podemos extrair dos resultados do modelo é referente ao efeito direto que as variáveis explicativas (exógenas) têm sobre as variáveis a serem determinadas (endógenas) e principalmente o efeito direto de escolaridade sobre salário e empregabilidade. Nessa relação direta, Escolaridade tem um efeito quase duas vezes maior sobre empregabilidade do que sobre o salário, levando-nos em um primeiro momento a admitir que, na população em estudo, o principal argumento das discussões sobre empregabilidade prevaleceria sobre o argumento da Teoria do Capital Humano.
Uma constatação interessante refere-se às relações diretas entre salário e empregabilidade. Empregabilidade tem um efeito direto e positivo sobre o Salário, o que nos ajuda a afirmar que quanto melhor a empregabilidade do indivíduo maior a tendência a melhorar o seu salário. O efeito inverso, salário sobre empregablidade, tem intensidade superior em 20%, ou seja, salário influencia mais a empregabilidade do que empregabilidade
influencia salário, porém de modo inverso. Como o efeito do salário sobre empregabilidade é negativo, conforme os indivíduos vão escalando os níveis de salário tendem a ter uma perda na sua empregabilidade.
A outra variável exógena no modelo utilizado é idade, que tem um efeito, apesar de positivo, muito pequeno sobre o salário. Era de se esperar que com a idade, por influência de outros fatores, como por exemplo, a experiência adquirida, o salário do indivíduo tendesse a se elevar, o que pela magnitude do efeito de idade sobre salário, isso não se confirma de forma muito forte. Já sobre empregabilidade, idade tem um efeito maior e positivo, o que implica dizer que a idade no mercado formal do Rio de Janeiro é um fator de melhora da empregabilidade.
Interpretamos até agora os efeitos diretos. O modelo nos permite avaliar, também, os efeitos indiretos. Esses são os resultados das influências de umas variáveis sobre outras, através da interveniência de uma terceira variável. Analisando o efeito indireto da escolaridade sobre o salário, temos como resultado o produto do efeito direto de escolaridade em empregabilidade (0,55) pelo efeito direto de empregabilidade em salário (1,00). A passagem pela variável empregabilidade do efeito de escolaridade sobre o salário resulta em um efeito positivo, ou seja, o nível de escolaridade do indivíduo em conjunto com sua taxa de empregabilidade tendem a influenciar positivamente no seu salário.
Antes de avançarmos na avaliação dos demais efeitos indiretos determinados pelo modelo, vamos nos manter na relação escolaridade x salário. Vimos que escolaridade tem um efeito direto e positivo sobre o salário, e que escolaridade tem , também, um efeito indireto e positivo, através da variável interveniente empregabilidade, sobre o salário. A soma dos efeitos direto e indireto nos dá o efeito total de escolaridade sobre salário, cujo
resultado é positivo. Concluímos, então, que escolaridade tem influência positiva sobre o salário e que através da interveniência de empregabilidade tende a ampliar essa influência.
As Tabelas 10, 11 e 12 apresentam os efeitos diretos, indiretos e totais, respectivamente, entre as variáveis utilizadas no modelo.
Analisemos, agora, a influência da escolaridade na empregabilidade. Como já vimos anteriormente, escolaridade tem um efeito direto e positivo sobre a empregabilidade. O efeito indireto é o resultado do produto do efeito direto de escolaridade na variável interveniente salário (0,29), pelo efeito direto de salário em empregabilidade (- 1,20). Como este efeito é negativo, escolaridade, através da variável interveniente salário, exerce um efeito negativo na empregabilidade. Apesar disso, o efeito total, resultado da somas dos efeitos direto e indireto, ainda se mantém positivo, mas com menor intensidade. Como já havíamos verificado na análise dos efeitos diretos, salário agora como variável interveniente de escolaridade, volta a influir negativamente na empregabilidade do indivíduo.
Verificando todos esses efeitos de escolaridade, tanto em salário quanto em empregabilidade, o efeito direto de escolaridade em empregabilidade é maior que o efeito direto de escolaridade em salário, mas nos efeitos totais essa relação se inverte. Escolaridade passa a influir mais em salário do que na empregabilidade.
Executando-se a mesma análise, só que agora sobre os efeitos da idade no salário e na empregabilidade, verificamos que idade, assim como escolaridade, tem um efeito direto maior sobre a empregabilidade, e também invertendo a relação quando se trata dos efeitos totais.
A inversão dessas relações é resultado dos efeitos diretos entre salário e empregabilidade, que conseguem reverter o sentido nos efeitos totais, apesar dos efeitos
diretos de escolaridade e idade sobre o salário serem menores do que o seu respectivo efeito direto sobre empregabilidade,.
Os resultados do modelo nos permitem afirmar que as principais premissas da Teoria do Capital Humano e os conceitos de empregabilidade, relativos à influência positiva da educação (aqui representada pela escolaridade) sobre o salário e sobre a empregabilidade, são confirmadas. Verificamos, também, uma forte relação entre as duas variáveis endógenas, salário e empregabilidade.
RECOMENDAÇÕES
Quanto à população estudada, fica a sugestão para trabalhos posteriores sobre uma análise com a aplicação do modelo aqui utilizado, estratificando-se essa população por tipo de ocupação e realizando uma análise independente por estrato, e assim permitindo serem confrontadas as diferenças sobre a influência da escolaridade nos diversos tipos de ocupação.
Em trabalhos futuros, seria interessante a comparação entre os resultados desse mesmo modelo, para as principais regiões metropolitanas do Brasil, de modo a se verificar a existência de diferenças, entre as regiões, quanto à influência da escolaridade sobre as variáveis salário e empregabilidade.
Uma relação que deve ser analisada com mais profundidade é o forte efeito, nos dois sentidos, entre salário e empregabilidade.
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