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Türk Tarih Kurumu

Belgede Cumhuriyet dönemi kimlik inşası (sayfa 106-112)

BÖLÜM 3: 1923–1938 ARASI DÖNEM

3.6. Türk Tarih Kurumu

Segundo CARVALHO et al (2002), 23 municípios paulistas27realizaram o Orçamento Participativo na gestão de 1997-2000. Desses, 14 mantiveram o OP durante esses quatro anos. Pela figura 1 é possível identificar os 23 municípios e suas respectivas localizações no estado.

Figura 1- Identificação dos municípios que desenvolveram o OP na gestão 1997-2000

27

Segundo as autoras obteve-se respostas de 22 municípios. O município de Piedade-SP iniciou o processo em 2000, mas não foi possível localizar os responsáveis pelo OP do município.

Quanto ao número de habitantes, segundo CARVALHO et al (2002), 17 dos 23 municípios são de porte médio, com população variando entre 50 e 200mil habitantes, conforme se observa na tabela 7.

Comparando com o Rio Grande do Sul, onde 14 das 21 experiências de OP na gestão 1997-2000 eram de municípios com até 20 mil habitantes, segundo os dados de Ribeiro e Grazia, o Estado de São Paulo possuía apenas 1 município que desenvolvia o OP nessa faixa populacional.

Tabela 7- População dos Municípios Paulistas que desenvolveram Orçamento Participativo na gestão de 1997-2000 População Municípios 0 a 50 mil 2 50 mil a 100 mil 10 100 a 200 mil 7

maior que 200 mil 4

Total 23

Fonte: CARVALHO et al (2002)

Em relação ao partido político dos prefeitos, a maior parte era do PT (9 municípios), seguido pelo PSDB (7), PRP e PV (2) e PSB, PMDB e PDT (1). É relevante nesses dados o número de casos em que o prefeito é do PSDB. No contexto nacional esse partido está ligado ao OP em apenas 13% dos casos como partido do prefeito, como mostram os dados de RIBEIRO e GRAZIA (2003).

Quanto à coordenação do OP nos municípios paulistas, as formas mais citadas segundo CARVALHO et al (2002), foram a Secretaria de Governo (8

experiências), Secretaria de Planejamento (6 experiências) e algumas estruturas próprias ligadas ao Gabinete do Prefeito que foram criadas, denominadas de Assessoria Comunitária, Núcleo de Participação Popular e Coordenadoria do OP que coordenavam 6 experiências.

Um dado relevante levantado por CARVALHO et al (2002), se refere ao processo de construção do formato institucional do OP. Segundo as autoras, essa construção tem acontecido internamente ao governo, embora em sete experiências houve reuniões prévias com entidades da sociedade civil para reflexões e decisões sobre o processo.

Quanto às instâncias de participação, nos 22 municípios paulistas pesquisados houve Reuniões Regionais, e em 18 deles a região era a principal instância onde havia o levantamento das demandas prioritárias. Em 21 municípios essas Reuniões Regionais tinham como objetivo à eleição de representantes. Em alguns casos, além dessas Reuniões Regionais ocorreram reuniões por bairro ou micro-regiões (CARVALHO et al 2002).

Ainda segundo essas autoras, o levantamento das demandas em 10 municípios ocorreu em uma única reunião, em 9 municípios a indicações ocorreram em rodadas de reuniões, em 5 municípios ocorreram apurações de formulários distribuídos durantes às reuniões do OP e em 1 município ocorreu à aplicação e apuração de formulário distribuído em urnas localizadas em postos públicos.

Para a divulgação e mobilização da população, em 15 casos houve participação de associações de moradores, e em aproximadamente 19 municípios os delegados e conselheiros dos anos anteriores desempenharam essa função. Além desses há os meios convencionais utilizados pelas administrações: carro de som (86% dos casos), imprensa local e rádio (82% respectivamente),

correspondência (73%), faixas (68%) e em 36 % outdoors. Quanto ao número de participantes, 10 municípios mobilizaram de 0,5 a 1 % dos cidadãos e 5 experiências mobilizaram entre 2 e 4 % da população do município (CARVALHO et al 2002).

Outra instância de participação identificada pelas autoras se refere às Reuniões Municipais Temáticas. Essas ocorreram em apenas 9 municípios e nessas foram realizadas indicações ou deliberações dentro de um determinado tema.

Segundo CARVALHO et al (2002), todos os municípios afirmaram eleger representantes que são chamados em geral de delegados, conselheiros, ou mesmo representantes. De acordo com as autoras essas denominações eram utilizadas com vários significados. Quando existiam delegados e conselheiros, os delegados eram mais numerosos e se relacionavam mais diretamente com a região, sendo que algumas vezes os Conselheiros eram escolhidos pelos Delegados (4 municípios), outras vezes iam diretamente para o Conselho ou para o Fórum Municipal, Assembléia ou Congresso, decidir sobre as prioridades do OP.

Segundo CARVALHO et al (2002), as experiências paulistas apresentaram grande diversidade nas regras para a escolha de representantes. Do mesmo modo segundo essas autoras, havia uma grande indefinição em torno dos papeis assumidos pelos representantes escolhidos no OP.

Segundo CARVALHO et al (2002), é fundamental para que o Orçamento Participativo se torne um espaço realmente público uma definição clara e um amplo conhecimento das regras de funcionamento do OP. Pelo estudo efetuado, as autoras estão incertas quanto ao de grau conhecimento e aprovação desses critérios pela população.

Segundo essas autoras, os 22 municípios afirmaram possuir um espaço municipal onde se negociou e tomou decisões sobre as prioridades escolhidas pelo

OP. Segundo as autoras, em 16 municípios este espaço foi um Conselho, Fórum de Delegados (1), Equipe do OP (1), Fórum Participativo (1) e Assembléia (2).

Dos 22 municípios paulistas, 4 afirmaram que o OP não possuía caráter deliberativo como aponta a pesquisa de Carvalho et al, pois se tratava de um processo consultivo ou indicativo.

Quanto ao montante do orçamento global decidido pelo OP, as autoras afirmam que nos 12 municípios que responderam essa questão esse valor foi em média de 5,5 %. Já em relação ao total dos investimentos, o valor ficou por volta de 67%, sendo que na maioria dos municípios eram os órgãos da prefeitura que decidiam sobre a finalização do projeto orçamentário.

É relevante acrescentar que apenas 11 municípios afirmaram que a peça orçamentária encaminhada à Câmara detalhava o plano de investimentos. Segundo CARVALHO et al (2002) em relação ao fato acima, “nem sempre os compromissos assumidos nas negociações entre o governo e a população são claros e visíveis na peça orçamentária”.

Na maioria dos municípios (20), o critério apontado para a distribuição de recursos era a “prioridade eleita pela região ou bairro”. O “nível de carência de água, luz, esgoto, pavimentação” foi utilizado como critério em 10 municípios. Além desses, o “nível de atendimento das demandas nos anos anteriores” e o “grau de participação dos representantes” foram apontados por 7 municípios respectivamente (CARVALHO et al 2002).

Em relação ao acompanhamento das execuções decididas no OP, em 15 municípios essa tarefa era desempenhada pelo “Conselho do OP”, em 13 municípios eram os “técnicos da prefeitura”, em 9 era os “delegados eleitos”. Segundo CARVALHO et al (2002), além desses o acompanhamento era exercido pela

“comunidade organizada” em 3 municípios, pelos “cidadãos” e por uma ‘comissão formada para tal objetivo, ambos em 3 municípios.

Segundo essas mesmas autoras, em 11 municípios o acompanhamento se restringiu à observação das etapas das obras, em 11 ao processo de licitação, e em 2 municípios esse acompanhamento ocorreu pela apresentação de relatórios financeiros aos representantes do OP.

Quanto as principais dificuldades do OP citadas pelos municípios, 16 deles citaram as dificuldades com a máquina administrativa, o acúmulo de obras não realizadas foi citado por 15 municípios, 9 municípios citaram a baixa participação da população e 7 citaram a existência de divergência no governo.

Pelos dados dessas autoras, é possível constatar que o OP no Estado de São Paulo não se constitui num modelo homogêneo, assim como afirmado por RIBEIRO e GRAZIA (2003) num contexto nacional. As inúmeras diferenças entre as experiências referentes ao formato, ao número e as dinâmicas associadas às instâncias de participação reafirmam essa condição de pluralidade nas metodologias adotadas.

Belgede Cumhuriyet dönemi kimlik inşası (sayfa 106-112)

Benzer Belgeler