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1.1. TÜRK HAVACILIK TARİHİNE GENEL BİR BAKIŞ

1.1.8. CUMHURİYETİN İLANINDAN SONRA TÜRK HAVACILIĞINDA YAŞANAN

1.1.8.2. CUMHURİYETİN İLANINDAN SONRA TÜRKİYE’DE SİVİL HAVACILIK

1.1.8.2.1. TÜRK HAVA KURUMU

O Engenho da Toca, por estar localizado no interior da ilha, apresenta uma linguagem arquitetônica bastante diversa daquela do engenho mais famoso de Ilhabela: o Engenho d’Água, tombado nas três esferas patrimoniais: municipal, estadual e federal. O Engenho da Toca é do chamado partido aberto, ou seja, os engenhos em que a moradia do dono do estabelecimento é construído com independência frente aos locais de t rabalho, mesmo quando a construção é de pequeno porte. Enquanto que o Engenho d’Água é classificado como partido paulista, apresenta construções compactas com a congruência dos espaços de morada e fabrico, com

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relações diretas com o meio em que se encontram inseridos94.

Os indícios de construção em pedra são fontes diretas de análise do edifício. A partir de um olhar mais cuidadoso, foi possível estabelecer a primeira hipótese: a de que a construção de tijolos teria sido feita sobre alicerces de pedra de uma construção mais antiga. Os registros desses alicerces podem ser encontrados externamente, bem como internamente.

Os pilares e as duas principais paredes externas foram construídas com tijolos assentados com argamassa de barro, técnica raramente empregada atualmente. As memórias mais antigas comentam sobre a existência de apenas estas paredes paralelas, sendo todo o resto da construção abert o. Com efeito, uma outra fotografia demonstra exatamente essa situação. Na realidade, o fechamento da parede que vai em direção ao ponto em que é oferecido repelente aos turistas parece ser bastante tardia, já que existe uma foto de minha avó sentada em 1985 e a parede não tinha sido fechada ainda.

Em sequência à cronologia do edifício, segue que o alambique grande foi roubado e o novo, supostamente comprado em 1976, teve sua localização alterada e passou a ocupar o nível superior. Na década seguinte, foi construído o anexo para a cozinha, o conjunto de sanitários externo e o quiosque ao lado do engenho.

O telhado, registrado possivelmente em meados da década de 1980, mostrava uma estrutura bastante diferente da encontrada nos anos 1970. De fato, trata-se de uma estrutura sensível no caso do engenho. As fotos retiradas do artigo de Juan Zapatel mostram o telhado antigo do engenho e, em outro momento, o telhado da área da m oenda em fase de reconstrução. Em uma das entrevistas ficou claro que um dos pilares cedeu e o telhado ruiu. As tesouras de madeira do telhado da moenda, que podem ser vistas hoje, foram construídas na década de 1990. Na mesma década foram feitos alguns fechamentos na área próxima ao alambique e em espaços contíguos à garagem.

Por volta de 2007 foi construído um depósito atrás da moenda antiga e uma pequena área coberta com um tanque. Provavelmente no ano seguinte foi fechada a meia altura a parede ao lado da escada externa e o piso do engenho recebeu o tratamento de cimento queimado, dado que até então era um cimento áspero. Nos anos 2010 os caminhos foram cimentados e as escadarias para as piscinas naturais passaram por melhorias.

Em 2013 foi feita a reforma nos sanitários e no ano seguinte, as reformas na cozinha e na

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cobertura. Finalmente, no ano de 2015 foi iniciada e concluída uma grande reforma para abrigar a nova sala de fermentação. Em 2016, as paredes foram descascadas para garantir a segurança dos tijolos não cozidos que estavam sob risco de perder sua capacidade estrutural, uma vez que um filme impermeável havia se formado com as indevidas aplicações de cimento em algumas partes e de pintura de cal com óleo e a área de destilação também foi reformada, com aplicação de cimento queimado no piso.

O exercício prático do levantamento métrico do engenho se fez necessário, dado que não existia nenhuma outra base anterior. Comentou-se sobre um a planta elaborada por Joseph, que fazia constantes anotações sobre o que acontecia na propriedade; no entant o, em uma infestação de traças, boa parte de seu acervo e biblioteca pessoal foi destruído. A roda d’água, as moendas, o alambique e o tonel constituem quase elementos da arquitetura do local devido a sua não mobilidade e também foram levantados tomando em seus aspectos gerais, assim como as portas e janelas.

5.2 - O Engenho e a Cachoeira da Toca

Ao analisar arquivos de família, ficou evidente que o edifício do engenho não foi muito registrado. As imagens demonstram o engenho como uma construção bastante rústica. A estrutura de tijolos cozidos já se encontra a mostra, com praticamente em toda extensão, a ausência de reboco. Alguns dos tijolos foram recuperados nas últimas intervenções realizadas no telhado do engenho e as telhas são do tipo colonial média e grande. Em seu entorno, terra batida, vegetação rasteira e o término da construção na parede de pedras com saliência em relação à parede de tijolos, algo que permanece até hoje. Internamente, o salão apresenta mesas para os turistas e o piso não tinha tratamento, era de terra batida.

Parece bastante interessante analisar como foi feita a divulgação do ponto turístico ao longo de sua trajetória. De fato, apesar dos poucos panfletos que foram guardados, são bastant e importantes quanto à forma de caracterizar como o engenho foi citado como um pont o importante para a visitação e nota-se uma evidente mudança de postura nessa questão.

Em uma propaganda dos anos 1970, em que é apenas citado que é oferecido um “ serviço de bar e restaurante dentro de um engenho de pinga” , sem indicar nenhuma data para o edifício. Na década seguinte, diz-se do engenho como “ uma destilaria de fazenda, datado de 1831” .

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Fig. 5. Propagandas das décadas de 1970 e 1980. Acervo: Família Van Sebroeck

Na propaganda a seguir, nos anos 1990, o engenho sequer é citado. Já nos anos 2000, fica evidente que o edifício não apresenta uma importância significativa, consta apenas como uma nota de rodapé: “ aproveite e experimente um dos melhores aguardentes da região fabricado no alambique da toca” .

Fig. 6: Propagandas das décadas de 1990 e 2000. Acervo: Família Van Sebroeck

M uito comentada em guias turísticos internacionais e nacionais, a Cachoeira da Toca sempre foi um ponto obrigatório para visitação em Ilhabela. No entanto, após a saída do patriarca da administração da fazenda, foram evidentes algumas fases de abandono, sobretudo desde o seu falecimento em 1997 até os meados dos anos 2000, em que a decadência foi mais acentuada. Há cerca de três anos com novos investimentos e sob nova direção, o local passa por uma nova etapa.

5.3 - A Cachaça da Toca

Com a leitura do livro “ Engenho e Tecnologia” , de Ruy Gama, foi possível confirmar a tese levantada por Juan Zapatel de que o engenho da Toca seria do tipo partido compacto e aberto. Na época de sua construção, o edifício aproveitou o desnível natural do terreno e dispôs a

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moenda, que no caso do Engenho da Toca, trata-se de uma moenda horizontal, na parte mais alta do terreno e as dornas e alambique ficavam na parte inferior do terreno. Em algumas entrevistas apontou-se que as dornas foram vendidas e o alambique atual se encontra também na parte superior, o registro físico na parede permaneceu até hoje, confirma que ali houve uma fornalha no passado e denota uma clara modificação na lógica do edifício quanto a seus espaços internos.

A grande influência do tombamento de boa parte da Fazenda da Toca como Parque Estadual quanto ao fabrico da cachaça se deve, sobretudo, pela perda de área de plantio da cana-de- açúcar, levando à necessidade de importar o produt o bruto de outras cidades. A seguir será descrita cada parte do processo de fabricação da cachaça.

Após a higienização e preparo da cana-de-açúcar, a mesma é moída para extrair o seu caldo, também chamado de garapa. No Engenho da Toca existem três moendas, todas do tipo rolos

horizontais. A primeira e mais antiga é a movida pela roda d’água, pois em Ilhabela “ (…) deve

ter existido cert o número de engenhos d’água nessa área, onde os córregos, descendo dos morros, facilitavam a utilização da água”95. A segunda, utilizada por muitos anos era movida por

um motor a diesel e a moenda empregada atualmente é elétrica.

A nova sala de fermentação abriga as dornas de inox, seguindo os novos parâmetros de fabricação. A garapa segue para um primeiro reservatório por gravidade da área da moenda. Com a padronização da concentração de sacarose do caldo, três dornas de 1000 litros de capacidade cada (sendo 600 litros úteis para a fermentação da garapa) são abastecidas. Finda a fermentação, o reservatório de espera é alimentado. A garapa fermentada segue bombeada para o alambique, onde acontecerá a destilação.

O alambique atual é de cobre e foi comprado por volta de 1976 e as paredes lindeiras são de bloco, o que evidencia se tratar de um dos mais recentes fechamentos do edifício. Por volta de seiscentos litros de garapa fermentada são fervidos em fogo médio (lenha e bagaço da cana moída) por cerca de quatro horas. Ao final do processo, são obtidos em t orno de 85 litros de cachaça. De todos os demais equipamentos para o fabrico da cachaça relatados nas entrevistas, tais como dornas e diversos tonéis, a mentalidade de se desfazer de tudo ao longo do tempo fez com que restasse apenas um t onel de aproximadamente 5 mil litros.

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Fig. 7: Esquemas de fabricação da Cachaça da Toca nas décadas de 60 e 70 e hoje. Desenho: Bárbara M artins

Se antes todo o processo de produção da cachaça ocupava todo o espaço do edifício, hoje o processo de produção acontece no patamar superior e o patamar inferior se destina, sobretudo, ao armazenamento nos reservatórios e tonéis, venda do produt o final e às atividades de recepção turística.

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6 - CONCLUSÕES

Ao analisar o contexto dos engenhos que também se instalaram em Ilhabela, a situação é bastante delicada: quase não há remanescentes. Dentre os fatores que colaboraram para a situação destacam-se a complicada questão fundiária do arquipélago, tão evidente durante as pesquisas cartoriais, as administrações públicas ineficazes e a falta de interesse por parte dos proprietários onde estavam situados estes edifícios.

Não menos importante, a paisagem que se tem hoje, com matas preservadas é bastante diversa do panorama da década de 1950. As transformações positivas na reconstituição de toda a vegetação foram possíveis no período de decadência da cidade e de seu esvaziamento, pelo abandono da região quando do impulso promovido pelo café no planalto. No entanto, a continuidade da produção de aguardente aconteceu com a necessidade dos moradores, os poucos que permaneceram em Ilhabela, de garantir o seu sustento. Desse modo, a agricultura de subsistência e o aproveitamento de engenhos de aguardente fizeram com que o seu comércio, aliado ao de excedentes agrícolas fosse a solução encontrada pela população local. Especificamente sobre o método de pesquisa adotado, partiu-se do exposto por Nora, que afirma “ A necessidade de memória é uma necessidade de história” . Assim, o método empregado se aliou à busca em escrever, a partir do ponto de vista e da metodologia descrita no início - pesquisa bibliográfica, documental, iconografia e trabalho de campo, uma versão das memórias narradas. Ao fim e ao cabo, se tem a narrativa deste lugar e de seus atributos arquitetônicos. No caso da fazenda da Toca, o panorama da paisagem se apresenta dúbio. Enquanto se tem uma regulamentação rígida sobre quase a totalidade da propriedade, são os seus atributos naturais e constitutivos da paisagem que tornam a sua trajetória tão intrigante. Ao esconder em si mistérios e mitos, apresenta-se também como a prova viva de possibilidades de auto- renovação após décadas de exploração do solo com cultivos agrícolas.

A situação particular do engenho com seu caráter de suporte a um ponto turístico, em primeira instância, parece ter sido o meio pelo qual o edifício pode dar continuidade, com a notória relação de cooperação recíproca estabelecida entre o Engenho e a Cachoeira da Toca. O Engenho serviu de suporte para as atividades do ponto turístico, em que o atendimento passou a ocorrer em balcões instalados no salão principal no interior do edifício. Aos poucos, a mesma relação, que não é de obrigatoriedade, a priori mantém o caráter de beneficiar tanto a Cachoeira quanto o Engenho. E assim, chega-se ao panorama atual, em que o edifício passa por uma revitalização completa. A retomada da produção de cachaça com padrões de alta qualidade mantém o caráter de suporte ao ponto turístico e também permite a fabricação do produt o.

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Quanto ao turismo, proporciona à família Van Sebroeck o sustento há muitos anos e hoje o engenho passa a ser incorporado em seu sentido com pleto nesta questão t urística, ao oferecer visitas às instalações onde acontece a produção de cachaça aliada à degustação do produto ao final do passeio.

A proposta de se trabalhar com valor afetivo de um bem permitiu caracterizá-lo para pessoas com relação direta ao edifício. Finalmente, com as visitas técnicas, a importância desta pesquisa foi reforçada e o despertar do interesse por parte dos visitantes, um retorno não previsto inicialmente.

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EL PAISAJE PATRIM ONIAL COM O CLAVE EN LA ORDENACIÓN URBANA: UNA APROXIM ACIÓN

Benzer Belgeler