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Türk Hukukunda Kişisel Verilerin Korunmasına Yönelik Düzenlemeler

A. KİŞİSEL VERİLERİN KORUNMASININ TARİHSEL GELİŞİMİ

1. Türk Hukukunda Kişisel Verilerin Korunmasına Yönelik Düzenlemeler

O Município de Independência situa-se na porção centro-oeste do Estado do Ceará, na região denominada Sertão dos Inhamuns, limitando-se a norte com os municípios de Boa Viagem, Monsenhor Tabosa, Tamboril, Crateús; a sul com os municípios de Quiterianópolis e Tauá; a leste com os municípios de Pedra Branca, Tauá, Boa viagem, e a oeste com os municípios de Crateús, Novo Oriente e Quiterianópolis, perfazendo uma área de 3.218,64 km². Localiza-se a uma latitude 05º23‟31” sul e a uma longitude 40º18‟31” oeste , estando a uma altitude de 343 m em relação ao nível do mar.

Figura 1- Mapa dos recursos hídricos subterrâneos do município de Independência – CE. Fonte: CPRM. http://www.cprm.gov.br/rehi/atlas/ceara/mapas/Independencia.pdf (2008).

Devido a sua extensa área territorial, o município é dividido em cinco distritos: Ematuba, Iapi, Jandragoeira, Monte Sinai e Tranqueiras. O município de Independência foi criado em 1933, embora seu povoamento tenha iniciado em 1810 com a construção da capela, quando era denominado Pelo Sinal e ainda pertencia ao Estado do Piauí. Em torno da capela, o núcleo urbano desenvolveu-se com a criação de gado, possibilitando a elevação do povoado à categoria de Vila, desmembrando-se do município de Príncipe Imperial, hoje reconhecida por Crateús. Em 1880, o território foi incorporado à província do Ceará.

O município tem na agricultura familiar e na pecuária a base da economia. De acordo com o censo agropecuário 2006, Independência possui 3.578 estabelecimentos agropecuários, correspondentes a uma área de 222.429 hectares. Conforme estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2007 o município contava com 25.413 habitantes, sendo 42,63% residentes na área urbana e 57,37% residentes na área rural.

Independência está inserida na depressão sertaneja, apresentando temperatura média de 26ºC a 28ºC, um baixo índice pluviométrico com média anual de 608,4 mm e clima tropical quente semiárido. Essas características contribuem para o florescimento da caatinga e floresta caducifólia espinhosa na região.

A caatinga é a vegetação predominante no Nordeste brasileiro que ocupa mais de 70% da sua área geográfica. De acordo com o Projeto CONTAG/EMBRAPA CAPRINOS (2007), a caatinga é considerada um dos biomas de maior diversidade biológica do Brasil, no entanto, os estudos realizados indicam que 50% do ambiente de caatinga já foi alterado por atividades humanas, influenciando na sustentabilidade dos sistemas de produção alimentar.

Andrade e Oliveira (2004), em suas pesquisas para avaliar e analisar a dimensão espacial e temporal da ação antrópica na cobertura vegetal de parte do semiárido cearense, identificaram como consequências graves da degradação ambiental: a perda da biodiversidade (flora e fauna), ameaça de extinção de algumas espécies, redução de produção agrícola de solos, e a desestabilização sociopolítica ocasionando a migração crescente do meio rural

A cidade possui rede de abastecimento de água tratada, beneficiando 97% da população, bem como de infraestrutura relacionada ao tratamento de esgoto, atendendo 35% da população. Possui três bacias hidrográficas: o Barra Velha e o Jaburu 2 localizados a 28 km da sede, responsáveis pelo abastecimento de água, e o Cupim que corta a cidade, mas em virtude dos focos de poluição, a água não é recomendada para consumo. De acordo com informações do representante da CAGECE (2008), na realização de uma visita inicial ao município de Independência, algumas comunidades dos distritos se abastecem do carro-pipa e da água do açude Cupim, apesar das evidências de poluição.

O monitoramento da água é realizado pela CAGECE, duas vezes por semana, com doze coletas ao dia na saída da estação de tratamento. Em Independência existe em funcionamento uma empresa mineradora, com uma produção de 1000t/dias de calcário agrícola. A produção vai para os Estados da Bahia, Piauí e Maranhão. A mineradora gera 35 empregos diretos, dos quais 85% são ocupados por pessoas da comunidade.

A opção pelo município de Independência (CE) ocorreu em razão do mesmo estar inserido no Semiárido Nordestino, região que sofre com os efeitos da seca, e por apresentar iniciativas para o desenvolvimento de um sistema de gestão ambiental participativo, como a elaboração em 2006 do Plano Diretor Municipal, a criação do Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente (COMDEMA), através da Lei Municipal nº 122, de 20 de maio de 2005. O COMDEMA é considerado um mecanismo institucionalizado de proteção ao meio ambiente e o mais importante instrumento de Gestão Ambiental local, integrante do Sistema Nacional do Meio Ambiente (SISNAMA).

É importante ressaltar, que a existência do COMDEMA é um dos requisitos essenciais para a participação no Programa Selo Município Verde (PSMV), do governo do Estado do Ceará, instituído pela Lei Estadual nº 13.304/03 e regulamentado pelo Decreto nº 27.073/03 e 27.074/03, que tem por finalidade incentivar a municipalidade a implementar políticas públicas ambientais, na busca pela qualidade de vida da população e da sustentabilidade. O município de Independência, por atender aos critérios pré-estabelecidos de conservação e uso sustentável dos recursos naturais pelo PSMV, recebeu a certificação ambiental pública nos anos de 2007 e 2008. Em 2009, por não atender aos critérios estabelecidos pelo programa, o município foi desclassificado.

Considerando os estudos realizados pela Fundação Cearense de Metereologia e Recursos Hídricos (FUNCEME, 2010) sobre os padrões de uso e ocupação da terra no município, que mapearam a existência de desmatamentos desordenados, queimadas, extrativismo e outros, e dos resultados da avaliação de gestão ambiental do município verde dos anos de 2007, 2008 e 2009, observou-se que apesar dos esforços dispensados à promoção do desenvolvimento sustentável, é preciso melhorar alguns aspectos na gestão ambiental do município de Independência (CE), a partir de um processo de planejamento ambiental, avaliação de resultados e impactos ambientais, e monitoramento das ações.

Um modelo de gestão ambiental para definição de mecanismos e incentivos ao desenvolvimento de cidades de pequeno porte, mas especificamente o município de Independência, a partir de metodologias endógenas de planejamento e mobilização das capacidades locais ajudaria o governo e a sociedade a compreender os riscos, as possibilidades e as responsabilidades de cada um na busca da sustentabilidade.

Por isso, acredita-se ser um campo favorável ao estudo da temática gestão ambiental, uma vez que suas características (município de Independência) parecem ir ao encontro das

diretrizes estabelecidas nos instrumentos de comprometimento nacionais e internacionais voltados para o desenvolvimento sustentável.