O levantamento das principais fontes de incerteza do método foi realizado através da
construção de um diagrama de causa e
efeito (EURACHEM/CITAC, 2000)
apresentado na Figura 53.
(a)
(b)
Figura 48. Diagrama de causa e feito com levantamento das principais fontes de incerteza (a), detalhamento das fontes de incerteza presentes na diluição dos padrões (b).
Tolerância Repetibilidade de leitura Certificado Calibração Tolerância Temperatura Repetibilidade de leitura Calibração U (xi) Volume massa pureza Curva analítica Precisão intermediária Diluições de padrões Preparação de padrões Calibração Temperatura Calibração Volume massa Preparação da amostra Interpolação na curva analítica Tolerância Calibração Temperatura Volume de Repetibilidade de volume Diluições de padrões Volume final Calibração Temperatura
As principais fontes de incerteza para o método são apresentadas nas extremidades das ramificações do diagrama da Figura 53a, São elas: a preparação dos padrões, a curva analítica, os ensaios de precisão intermediária e a preparação da amostra. No diagrama tem-se um detalhamento completo das fontes de incerteza que mais contribuem para a incerteza total do método com os fatores que contribuem uma dada fonte. Por exemplo, para a preparação da amostra, temos contribuições de medidas de massa e volume, que por sua vez são afetadas pela calibração dos equipamentos, repetitividade de leitura, tolerância e temperatura.
Estas fontes e contribuições foram tratadas individualmente e agrupadas segundo a lei
da propagação da incerteza
(EURACHEM/CITAC, 2000) para a obtenção da incerteza total do método,
incerteza expandida (U), através da
combinação das incertezas padrões (u) associadas a cada uma das fontes identificadas no diagrama.
As incertezas relacionadas às mediadas de massa e volume foram determinadas com base em dados de certificados de calibração dos equipamentos e em medições internas de controle de desempenho realizadas regularmente pelo laboratório.
IV.3.5.2 Cálculo da incerteza padrão
dos ensaios de precisão intermediária
As incertezas associada à precisão intermediária foram determinadas a partir dos dados dos ensaios de recuperação, combinados de três dias, em condições de precisão intermediária, ou seja, execução do método num conjunto de condições, as quais compreendem o mesmo procedimento de medição, o mesmo local e medições repetidas no mesmo objeto ou em objetos similares, ao longo de um período extenso de tempo, mas pode incluir outras
condições que envolvam mudanças
(INMETRO, 2009).
O valor desta incerteza foi estimado através da Equação 17. Para cada um dos níveis de fortificação validados.
IV.3.5.3 Cálculo da incerteza padrão
da curva analítica:
Foi determinada pela aplicação da Equação
18 aos valores de
, obtidos A
partir do modelo de ajuste linear escolhido para a construção da curva analítica.
A incerteza padrão da curva analítica foi
determinada para cada nível de
concentração no qual foi realizado experimentos de recuperação, para o conjunto de todos os três dias de validação.
IV.3.5.4 Determinação das incertezas
padrão (u) e expandida (U) do método.
A incerteza padrão do método (u) foi determinada pela aplicação da Equação 21 aos valores da incertezas determinadas para cada uma das contribuições para a incerteza total do método.
Uma vez determinada a incerteza padrão (u) do método, a aplicação das Equações 19 e 20 aos valores de u para cada um dos níveis de fortificação validados, permitiu obter o valor da incerteza expandida.
A Figura 54 apresenta a imagem em “printscreen” da planilha empregada para o cálculo da incerteza de medição do método, com o valor da incerteza para todas as fontes que contribuem para a incerteza total do método, para o agrotóxico acetamiprido. Para efeito de simplificação na aplicação deste valor aos dados oriundos de uma análise, no ato da emissão dos resultados, os valores finais das incertezas padrão (u) e expandida (U), são apresentados em valores percentuais u% e U%.
(a) fontes de incerteza: preparação de amostras, preparação e diluição de padrões;
(b) fontes relativas à curva analítica, aos ensaios de precisão intermediária e valores obtidos para u e U do método por nível de concnetração Figura 49. Imagem em "printscreen" da planilha de cálculo empregada na estimativa da incerteza de medição do método.
Os valores U% dos quatro níveis de fortificação para todos os agrotóxicos validados são apresentados na Tabela 23. Valores extremamente elevados não são apresentados. De modo geral, os valores de
U% são inferiores a 50%, limite
estabelecido pelo Documento
SANCO/10684/2009 (SANCO, 2010). A Figura 55 mostra as principais fontes de incerteza a suas contribuições percentuais para a incerteza padrão (u) total do método para o nível 10,0 g.kg-1.
Na Figura 55 percebe-se claramente que as principais contribuições para a icerteza do métodso são as incertezas associadas á curva analítica e à mediada de massa do padrão para o preparo da solução estoque. Para a curva a anlítica, tal resultado pode ser explicado pelo modelo de ajuste definido para a maioria dos agrotóxicos
validados. O ajuste ponderado. Este tipo de modelo confere pesos aos diferentes níveis de concetração em fincão da variância dos resíduos dos resultados experimentais em relação ao valor predito pela equação ajsutada da curva analítica. Neste caso, os pontos com menor variância tendem a apresentar maior peso. Em uma curva heterocedástica, os resíduos após o ajuste podem ser significativos no que tange à estimativa da incerteza de medição, levando à significativa contribuição da ucurva analítica) para a incerteza do método.
Em relação à incerteza de medição da massa dos padrões a elevada contribuição deve-se ao fato de a quantidade medida de cada padrão ser muito pequena, em torno de 10, mg para cada agrotóxico. Assim, a incerteza de da balança, embora pequena, torn-se significativa diante de massas muito pequenas.
Figura 50. Contribuição da principais fonts de incerteza para a incertez padrão total do métod, no nível de concentração 10,0 mg.kg-1.
0,00% 5,00% 10,00% 15,00% u(x) % C on tri bu ição pa ra u(x) total
Incerteza padrão combinada percentual u(x) % para
o nível 10,0 g.kg
-1 u(combinada) u(diluição do padrão) u(precisão intermediária) u(curva analítica) u(pureza do padrão) u(volume solução estoque) u(massa de padrão) u(volume extração)A Figura 56 apresenta a curva de incerteza expandida U(x) do método em função do nível de concetração para o analito acetamiprido. Claramente observa-se que os valores da incerteza, refletem a estimativa de incerteza para a curva analítica com valores de U(x) menores para os níveis de concentração com menor variância. O ajuste escolhido para modelagem dos valores de U(x) X concentração e o ajuste quadrático. Este foi o ajsute aplicado para todos os agrotóxicos validados.
O objetivo deste gráfico ér permitir a obtenção rápida do valor da incerteza de medição para um determinado analíto presente em uma amostra nas análises de rotina.
Nas análises de rotina, a incerteza da medida analítica da concentração do analito presente na amostra será obtida por interpolação do valor da concentração calculada para o analito na curva de U(x) X
Concentração.