7. ÇALIŞMANIN DEĞERLENDİRİLMESİ
7.2. Türk Basınında 11 Eylül Saldırıları ve Irak Savaşı
A disponibilidade de habitat foi calculada através do Índice Probabilidade de Conectividade – PC. Este é definido como a probabilidade de dois animais que são
aleatoriamente distribuídos em uma paisagem estarem em manchas de habitats que estão interconectadas, dado um conjunto de n manchas de habitat e um valor de conexão entre elas (Saura & Pascoal-Hortal, 2007). O PC é calculado pela seguinte fórmula:
Onde:
n é o número de manchas;
ai é aáreada mancha i; aj é a área da mancha j; AL2 é a área total da paisagem;
pij é probabilidade de dispersão em um passo entre a mancha i e a mancha j, ou seja, um movimento direto entre a mancha i e a mancha j (ou vice-versa) sem passar por nenhuma outra mancha intermediária. pij é calculado como uma função exponencial negativa da distância borda-a-borda entre manchas.
pij* é a máxima probabilidade de dispersão entre as manchas i e j. Quando duas manchas estão ligadas por um único passo, pij* = pij. Quando são necessárias manchas intermediárias, a probabilidade de dispersão de uma rota é dada pelo produto pij de cada passo da rota. Como pij é calculado como uma função da distância borda-borda entre as manchas, a rota com a máxima probabilidade de dispersão (pij*) é aquela da rota mais curta em termos de distância (Figura 1).
� = �= �= � � �∗ ��
Figura 1 - Esquema explicitando a definição da máxima probabilidade de dispersão entre duas manchas de habitat (pij*) que é utilizada no cálculo do índice PC.
O PC aumenta com o aumento da conectividade e varia de 0 a 1. PC é igual a 0 quando nenhuma mancha de habitat está presente na área de estudo e é igual a 1 quando toda a paisagem é habitat (Saura & Pascoal-Hortal, 2007). O PC foi calculado utilizando o programa Conefor (Saura & Torné, 2009).
2.2.1 Espécies hipotéticas
O PC foi calculado para seis espécies hipotéticas com diferentes capacidades de deslocamento: 10 metros, 50 metros, 200 metros, 500 metros, 1000 metros e 3000 metros (Figura 3). Os valores selecionados seguiram um trabalho prévio para a Mata Atlântica (Crouzeilles et al. 2014). Considerou-se que a probabilidade da espécie se dispersar entre duas manchas é de 0,5 no valor da capacidade de deslocamento, ou seja, 50% de chance de uma espécie com capacidade de deslocamento de 10 metros se dispersar entre duas manchas que estão separadas uma da outra por uma distância de 10 metros e assim a função exponencial foi ajustada. A partir dessa informação foram calculadas as probabilidades de dispersão entre cada par de manchas na paisagem para cada espécie utilizando a função exponencial disponível no programa Conefor (Saura & Pascual-Hortal, 2007):
Onde dij é a distância entre as machas i e j e k é uma constante para adequar a função ao valor de probabilidade de dispersão indicada.
� = − �
Mancha i pij = 0,5 pij = 0,5 Mancha j
pij = 0,2 pij = 0,4
dist = 50 m dist = 50 m
dist = 150 m dist = 70 m
Rota 1 entre as manchas i e j: pij 0,5*0,5 = 0,25; distância total 50 + 50 = 100 m Rota 2 entre as manchas i e j: pij 0,2*0,4 = 0,08; distância total 150 + 70 = 220 m Máxima probabilidade de dispersão entre i e j (pij*) = 0,25, rota 1.
2.2.2 Escala de estudo
O PC foi calculado na escala de bacia hidrográfica. A área total do bioma foi dividida por bacia hidrográfica.
2.2.3 Análises com eliminação de remanescentes
O valor de 1 ha foi o valor mínimo de área para que um remanescente fosse incluído na análise. De forma a avaliar a influência dos remanescentes com menor área na disponibilidade de hábitat foram eliminados da paisagem de forma consecutiva os remanescentes com área de até: 3 ha, 10 ha, 25 ha, 50 ha e 100 ha (Figura 2). O PC foi calculado após cada eliminação.
CAPACIDADE DE
DESLOCAMENTO ESCALA REMANESCENTES 10 metros Bacia hidrográfica > 1 ha 50 metros > 3 ha 200 metros > 10 ha 500 metros > 25 ha 1000 metros > 50 ha 3000 metros > 100 ha
Figura 2 - Esquema com os diferentes recortes utilizados no cálculo disponibilidade de habitat nas bacias da Mata Atlântica do Rio Grande do Norte.
2.2.4 Preparação dos dados
O mapa dos remanescentes do bioma Mata Atlântica do Rio Grande do Norte foi dividido em shapefiles de cada uma das bacias hidrográficas. Cada shapefile foi processado pela extensão do programa Conefor para ArcGis. Essa extensão cria dois arquivos de saída, o primeiro corresponde ao atributo das manchas, que no presente trabalho é a área (hectare) e o segundo arquivo corresponde à distância entre manchas, que no presente trabalho é a distância euclidiana borda-a-borda medida em metros. Essa distância foi calculada entre todos os pares de manchas de habitat da paisagem. Esses dois arquivos são os arquivos de entrada para o programa Conefor calcular o índice PC para cada capacidade de deslocamento definida.
2.3 Análises estatísticas
2.3.1 Análise de variância por randomização
A análise de variância por randomização foi utilizada para avaliar se há influência das diferentes capacidades de deslocamento e da remoção dos remanescentes no valor do índice PC. Foram eliminadas da análise as bacias hidrográficas que não possuíam paisagens distintas para todos os cortes de remanescentes trabalhados. Esse fato ocorria em duas situações, a primeira quando as bacias não tinham remanescentes com área maior do que o valor do corte, e a segunda quando a partir de determinado corte, as paisagens possuíam um único remanescente, sendo idênticas a partir daquele corte e gerando assim o mesmo valor de PC. Por esses critérios foram excluídas cinco bacias, as bacias de escoamento difuso EDL 16_2, EDL 16_3, EDL 16_4, EDL 16_6 e EDL 16_7, além da bacia do rio Sagi. A análise foi realizada com 10.000 repetições. Após a análise principal foram realizados os testes a posteriori par-a-par por randomização. As análises foram realizadas no programa R e os gráficos no programa Statistica.
2.3.2 Seleção de modelos
A seleção de modelos foi utilizada para identificar quais métricas da paisagem influenciavam o valor do Índice Probabilidade de Conectividade – PC. A seleção de modelos foi feita separadamente para cada uma das capacidades de deslocamento. Nessa análise usamos o recorte de 3 hectares, para eliminar o efeito de fragmentos muito pequenos. O histograma dos valores de PC de todas as bacias indicou uma distribuição bimodal. Identificamos que a distribuição bimodal era devido às bacias EDL 16_6 e EDL 16_8 (que possuíram altos valores em relação às demais bacias). De forma a cumprir as premissas da análise de regressão, essas bacias foram eliminadas da análise e os valores de PC foram transformados utilizando a função logarítmica. A bacia EDL 16_4 também não foi incluída nessa análise por não possuir fragmentos com área maior do que 3 hectares. Na seleção de modelos foram utilizadas, portanto, 19 bacias.
Quanto às variáveis preditoras, foram utilizadas: o percentual de cobertura, definida como a proporção da área da bacia coberta por remanescentes; a área média, que é a média do valor da área de todos os remanescentes da bacia; a distância média, definida como a média do valor de distância (calculada par-a-par) entre todos os remanescentes de cada bacia; e a densidade de manchas, o número de fragmentos por hectare. Variáveis correlacionadas não podem ser incluídas em um
mesmo modelo e, por isso, foi feita a análise de correlação de Pearson entre as variáveis preditoras e também foi calculado o fator de inflação da variância (VIF, Quinn & Keough 2002). Valores de VIF maiores de 10 indicam forte colinearidade (Quinn & Keough 2002). Foi utilizado o Critério de Informação de Akaike (AIC) para o ordenamento dos modelos de regressão linear, o valor de ∆AIC foi utilizado para seleção dos melhores modelos, e também os valores dos pesos do AIC (wiAIC) para auxiliar na interpretação dos resultados (Burnham & Anderson, 2002).
Os programas SAM – Spatial Analysis in Macroecology e R foram usados para realizar a seleção de modelos e as análises de regressão.
3. RESULTADOS