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O verbete motivação vem do latim movere, que significa mover para realizar determinada ação. Bueno (1996, p. 443) classifica motivação como substantivo feminino e conceitua como “exposição de motivos ou causas; animação; entusiasmo”. É um conceito utilizado em psicologia se refere à condição do

organismo que leva a uma direção, ou seja, o impulso interno que conduz à ação. Neste sentido, a principal questão que envolve esse objetivo da pesquisa é perceber por que o egresso decidiu realizar uma pós-graduação, mais especificamente por que escolheu o PPGCI/UFPB.

Inicialmente destacam-se as motivações que levaram os indivíduos a ingressarem no PPGCI/UFPB. Os motivos foram agrupados em sete categorias, percebe-se que alguns egressos elencaram mais de um motivo para a realização do mestrado no Programa, neste caso os motivos foram classificados em mais de uma categoria, é o que acontece com o EG8 que expressou dois motivos “O grande renome do Programa e dos docentes que nele atuam”, sendo assim a resposta do EG 8 entrou nas categorias “corpo docente” e “qualidade do Programa”. As categorias estão agrupadas da seguinte forma: aperfeiçoamento profissional; adequação à linha de pesquisa; zelo pela área acadêmica; progressão funcional; satisfação pessoal; qualidade do programa; e corpo docente.

No que concerne à categoria “aperfeiçoamento profissional” destacam-se nas falas dos egressos o desejo em fazer uma pós-graduação stricto sensu, continuar os estudos iniciados na graduação, como fica claro na fala do EG 10 “Ter concluído o curso de Biblioteconomia e desejar continuar pesquisando na área de Estudo de Usuários da Informação, uma vez que, fiz o TCC na referida área. Investir em minha formação acadêmica continuada, visto que sou professora e, nesse sentido, o educador jamais pode parar de estudar”. O EG 12 destaca a necessidade de “Continuar os estudos em nível de pós-graduação. Obter formação para melhor espaço no mercado de trabalho”. O EG 26 afirma que sua principal motivação estava relacionada com a capacitação, tendo em vista o tempo de atuação com gestão de informação “Aprimoramento profissional. Na época eu já possuía 23 anos de atuação com Gestão de Informações de Políticas Públicas, em órgãos de governo. Eu pretendia sistematizar meus conhecimentos práticos. Muito interesse em Avaliação e Monitoramento de Políticas Públicas”. Desta forma, discorre Valentim (2000) que enfatiza a necessidade de formação do profissional, de capacitação frente às exigências do mercado de trabalho, sobretudo porque o aspecto globalizado da informação forçou mudanças no perfil de atuação profissional e entendendo essas necessidades os egressos procuraram se aperfeiçoar no que concerne, principalmente, aos aspectos intrínsecos da sua formação acadêmica, como destaca o EG 33 “A necessidade de me aprofundar na

área de Arquivologia em nível de Pós-Graduação”, como também o EG 31 “Melhorar meu currículo. Obter conhecimentos científicos. Viver a experiência de pesquisador”, ressalta ainda o EG 51 “Dar continuidade as pesquisas iniciadas durante a graduação e obter a qualificação necessária para lecionar em nível universitário”.

Assim sendo, Valentim (2000) realça que a formação precisa estar direcionada para responder as exigências do mercado, para a capacitação do profissional.

Para o terceiro milênio o profissional da informação deverá ser mais observador, empreendedor, atuante, flexível, dinâmico, ousado, integrador, proativo e principalmente mais voltado para o futuro. A formação, portanto, deve estar voltada para a obtenção de um profissional que atenda essas características. (VALENTIM, 2000, p. 23).

O panorama expresso mostra que os sujeitos se motivaram a aprofundar os conhecimentos adquiridos na graduação, como forma de conquistar algo que sempre almejou “Sempre tive interesse em continuar minha vida acadêmica e almejei tornar-me pesquisadora, com estudos que pudessem conciliar minhas duas graduações e campos de atuação profissional” (EG 37). Ademais, a busca por um ideal, um sonho leva ao sujeito a desbravar outros horizontes, a percorrer outros caminhos que permitam alcançar seus objetivos.

Nas falas dos sujeitos identifica-se um desejo pela formação continuada, haja vista que o aperfeiçoamento profissional parte da necessidade que mercado de trabalho e as academias têm por profissionais qualificados, com capacidade crítica de tomar decisões e enfrentar riscos, e que busquem o seu desenvolvimento pessoal. Então, a formação no Programa permitiu aos egressos adquirir muito mais que conhecimentos teóricos, mas materializar os conhecimentos práticos obtidos ao longo de tantos anos de atuação profissional.

Quanto à categoria “adequação à linha de pesquisa” as principais motivações dos egressos estão relacionadas aos estudos iniciais que se coadunam com as temáticas abordadas nas linhas de pesquisas, como destacada na fala do EG 6 “A linha de pesquisa que incidia diretamente, ao que eu pesquisava (memória/arquivo) [...]”, também o desejo em adentrar nos temas abordados pelos programas em suas linhas de pesquisas “Interesse na linha de pesquisa e eixos temáticos” (EG 7), “Pela possibilidade de estudar mais profundamente acerca de

museus” (EG 44), e mesmo o contato direto com os temas na sua vida profissional “Experiência com trabalho em arquivos” (EG 45), assim pode-se inferir que tais motivações levam os egressos a se empenharam na sua formação, pois partem da familiaridade com a temática de interesse, então como descreve Gondim e Lima (2006) essa é uma das características do pesquisador: o gosto pela pesquisa, o anseio de transformar o ato de pesquisar não em um fardo, mas em um estilo de vida, “Pode-se apontar como características de um bom pesquisador o gosto pelo trabalho acadêmico, a curiosidade e a disciplina” (GONDIM; LIMA, 2006, p. 20). É válido ressaltar que os temas de interesses dos egressos convergiam com as temáticas propostas pelo Programa, isso permite uma sintonia entre as pesquisas, o que, certamente, contribui para um melhor desempenho dos egressos durante e após o curso, pois eles se debruçaram sobre temas do seu interesse.

A categoria “zelo pela área acadêmica” aponta que os egressos têm uma afinidade com a pesquisa, produzindo em seus trabalhos a sua marca enquanto pesquisador, atrelando-se ao desejo de seguir uma carreira docente, o que a pós- graduação, certamente oportunizará. Desta forma, essas motivações são evidenciadas nas falas dos sujeitos, como demonstra o EG 14 “As possibilidades de dar continuidade as minhas atividades de pesquisadora e também atuar como docente”, o EG 32 também comunga da mesma motivação “Perspectiva de abrir oportunidades profissionais e a possibilidade de poder me tornar um professor universitário”, pode-se destacar ainda a fala do EG 40 “Desejo de seguir a carreira docente, somado a proximidade familiar”, a fala do EG 51 também corresponde à obtenção do título para atuação no magistério “Dar continuidade as pesquisas iniciadas durante a graduação e obter a qualificação necessária para lecionar em nível universitário”, portanto as falas dos egressos são reflexos das políticas institucionais que exigem a formação da pós-graduação para a carreira docente. Neste sentido, afirma Gondim e Lima (2006, p. 17):

[...] o mestrado acadêmico e o doutorado são pré-requisitos para a carreira de professor universitário ou de pesquisador em centros de pesquisa ou institutos científicos. Além da exigência formal do título para ingressar nessas carreiras, a elaboração da dissertação ou tese corresponde ao primeiro passo autônomo em direção à formação de um pesquisador [...].

Outra categoria que corresponde às motivações é “progressão funcional” aqui se destaca as falas dos egressos que procuram a pós-graduação não pela pesquisa, propriamente dita, mas para a obtenção de alguma vantagem seja pecuniária, seja pela promoção no trabalho, este fato é considerável porque ao se qualificar o sujeito busca valorização profissional, o que permite uma adequação da remuneração ao seu atual currículo, assim como é descrito nas falas que seguem: “A carreira acadêmica, progressão funcional, acréscimo de salário” (EG 4), “Tiveram duas motivações, a primeira foi de razão pessoal, pois me sinto bem no meio acadêmico era um sonho que vinha correndo atrás e a outra de ordem financeira, pois as Instituições de Ensino Superior (IES) tem plano de cargos e carreira que contempla os servidores que tem uma melhor qualificação” (EG 24), “Ter condições de melhorar o salário caso fosse aprovado em concurso de instituição federal (Motivação concretizada)” (EG 31), portanto tem-se que a possibilidade de vantagem funcional também é um aspecto motivador, o que pode ocasionar uma frustração aos que se enveredam no mundo acadêmico, mas que, certamente, produz uma sensação de dever cumprido ao término da pós-graduação.

A categoria “satisfação pessoal” está ligada ao gosto que o estudante tem pela educação, pelo ensino, pela leitura e que contribui significativamente para o bom desenvolvimento da pesquisa, haja vista que “É preciso [...] que o aluno goste do trabalho intelectual e que se dispunha a adquirir o gosto pela pesquisa [...]” (GONDIM; LIMA, 2006, p. 20), na fala do EG 24 fica claro essa vontade em realizar a pós-graduação “[...] me sinto bem no meio acadêmico era um sonho que vinha correndo [...]”, como na fala do EG 49 “Com relação „a‟ opção em seguir a vida acadêmica foi por satisfação pessoal [...]”, e ainda mais evidente quando o EG 52 declara “Um sonho! Um objetivo que tinha: terminar a graduação e estudar a pós na UFPB”.

No que concerne à categoria “qualidade do programa” está em evidencia que as principais motivações para a realização da pós-graduação diz respeito às características próprias do PPGCI/UFPB, que ao longo de sua história, alcançou projeção nacional, além do desenvolvimento de várias pesquisas que ganharam reconhecimento no país como um dos egressos que recebeu o Prêmio Nacional de Dissertação em Ciência da Informação - 1º lugar - pela ANCIB no ano de 2009. Pode-se destacar a fala do EG 49 que afirma que suas motivações perpassam o quesito da qualidade do programa, mas também pela distância geográfica, deste

como seu estado “Com relação à opção em seguir a vida acadêmica foi por satisfação pessoal, no tocante a escolha do PPGCI-UFPB foi pela proximidade com meu estado (Alagoas), pela qualidade Programa e por conhecer os textos do professores”, além da fala do EG 8 “O grande renome do Programa e dos docentes que nele atuam”, que se insere em outra categoria “corpo docente”.

Dessa maneira, parece que esta categoria é de extrema importância, pois a qualidade do corpo docente de um programa é que faz com que ele tenha projeção nacional, e o PPGCI/UFPB conta com professores que além da qualificação tem suas publicações reconhecidas nacionalmente, assim destaca-se a fala do EG 6 “[...] o nome de alguns professores com destaque nacional em produção científica e o Programa que estava reiniciando com vontade de dar certo”, que percebeu a evidência do PPGCI/UFPB e procurou realizar a sua pós-graduação nesse programa, sendo esta a sua principal motivação.

Os sujeitos também ressaltam a qualidade do Programa e dos docentes que fazem seu quadro de professores alguns com fortes bases teóricas de repercussão nacional. O fato do PPGCI/UFPB ter uma evolução ascendente desde o seu recredenciamento até os dias atuais contribuiu para que a consolidação do Programa, o que resultou numa avaliação positiva por parte da Comissão da CAPES responsável pela avaliação do PPGCI/UFPB, para o triênio 2007-2009.

Observa-se uma boa inserção do Programa no contexto regional, expressa através do atendimento à demanda pela formação de recursos humanos qualificados na área de Ciência da Informação, assim como no tratamento sistemático das questões e temáticas relacionadas ao cenário da cultura nordestina. Em termos nacionais, o Programa começa a construir seus vínculos com a área do conhecimento a que está ligado, necessitando de algumas ações mais efetivas no sentido de consolidar sua presença acadêmica. Ressalta-se que uma das docentes do Programa assumiu a presidência da Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Ciência da Informação (ANCIB) no triênio 2008-2010. Paralelamente, o Programa organizou, no ano de 2009, o X ENANCIB – Encontro Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Ciência da Informação, quando um de seus egressos obteve o Prêmio ANCIB de dissertações. (COORDENAÇÃO..., 2009, p. 9). Essa avaliação contribui para elevação do conceito para 4, tendo em vista o esforço e as melhorias implantadas no primeiro triênio da avaliação após o recredenciamento. Isso possibilitou o PPGCI/ UFPB alçar voos mais altos em busca

do doutorado, o que se efetiva em 2012 com a aprovação pelas CAPES e pelo CONSEPE/UFPB do doutorado no PPGCI/UFPB.

Com a abertura do curso de doutorado no PPGCI/UFPB foi questionado aos egressos se eles sentiam-se motivados para realizarem o doutoramento no Programa. O Gráfico 7 mostra que a maioria respondeu sim, 61% (31), enquanto que apenas 25% (13) responderam que não faria o doutorado no PPGCI/UFPB. Vale salientar que 14% (7) da amostra já se encontram realizando o doutorado no Programa.

Gráfico 7 – Disposição à realização do doutorado no PPGCI/ UFPB

Fonte: Dados da pesquisa, 2013.

Os dados levam a entender que o Programa tem uma boa aceitação por parte dos egressos no que diz respeito à continuação dos estudos no doutorado.

É interessante perceber que dos egressos que responderam que não fariam o doutorado no Programa, 53,8% (7) são do sexo feminino, daqueles respondentes que estão realizando atualmente o doutorado no Programa, 71,4% (5) são do sexo feminino e 28,6% (2) do sexo masculino, ao passo que daqueles que certamente fariam o doutorado no PPGCI/ UFPB, 67,8% (21) são do sexo feminino e 32, 2% (10) masculino. Ou seja, uma predominância muito forte das mulheres na pós- graduação, tanto que se refere à realização do doutorado no mesmo Programa quanto à realização em outro programa.

Tabela 7 – Disposição à realização do doutorado no PPGCI/ UFPB por sexo

Sexo Não Sim

Está realizando o doutorado no PPGCI/UFPB n % n % n % Masculino 6 46,2 10 32,2 2 28,6 Feminino 7 53,8 21 67,8 5 71,4 TOTAL 13 100,0 31 100,0 7 100,0

Fonte: Dados da pesquisa, 2013.

Esta informação vai de encontro com os dados apresentados por Santos (2006) em seu estudo com os egressos da pós-graduação em Ciência da Informação da UFMG. Na ocasião o autor percebeu que 100,0% da sua amostra do sexo feminino não realizaria o doutorado no PPGCI/UFMG, e dos que estavam realizando na época 50,0% era do sexo masculino e 50,0% do feminino, da mesma forma que daqueles que afirmaram com certeza fariam o doutorado, 53,3% era do sexo masculino e 46,7% feminino.

Uma análise que pode ser feita deste fenômeno é que, apesar das circunstâncias culturais inerentes a cada região, seja no nordeste ou no sudeste, os sujeitos estão abertos a desbravar outros horizontes em busca de conhecimento, mesmo aqueles que preferem realizar o doutorado no mesmo Programa buscam conexões teóricas e até mesmo a possibilidade de realizar um sanduíche com outros programas do Brasil e do exterior.

Dentre os principais motivos elencados pelos egressos para cursarem o doutorado no PPGCI/UFPB está o fato do aperfeiçoamento profissional como pode ser observado na distribuição das falas dos egressos nas categorias a seguir, assim como elucidado pelo EG 32: “A necessidade da qualificação profissional e pessoal com a agregação de conhecimento formativo inerente a linha formativa escolhida”. Outra categoria que teve o mesmo destaque é a “viabilidade geográfica”, ou seja, os egressos preferem cursar o doutorado no PPGCI/UFPB pela facilidade de locomoção, como também por ser o programa de pós-graduação em CI mais próximo da residência: “O motivo é a flexibilidade de cursar o Doutorado na minha cidade [...]” (EG 33). Os egressos sentem a necessidade de aprofundar suas pesquisas iniciadas com o mestrado no doutorado, aproveitando o ensejo teórico.

Vale salientar ainda que a “qualidade do programa” e do “corpo docente” também estão no rol das categorias com mais frequência de respostas.

Os motivos foram classificados em sete categorias: aperfeiçoamento profissional; viabilidade geográfica; aprofundar temáticas abordadas no mestrado; qualidade do programa; corpo docente; identificação com a área; e identificação com o programa. Vale salientar que alguns respondentes apresentaram mais de uma motivação para cursarem o doutorado, nestes casos a resposta foi classificada em todas as categorias que a compreende.

Quanto à categoria “aperfeiçoamento profissional” os egressos consideram a necessidade de se capacitar, sobretudo, àqueles que estão no magistério superior, para esses a oportunidade de realizar o doutorado no PPGCI/UFPB traz para o seu currículo instrumentos que viabilizam sua qualificação e permitem atuar de maneira mais significativa na docência, desta forma o EG 20 destaca “Crescimento pessoal e enriquecimento intelectual na área em que trabalho”, nesta mesma perspectiva o EG 29 afirma que sua principal motivação está relacionada ao “[...] fato da atualização constante e qualificação para adentrar na docência”, assim sendo fica evidente que os egressos sentem-se motivados a realizarem o doutorado no PPGCI/UFPB tendo em vista a sua capacitação profissional, afinal esclarece Melo Filho (2011, p. 58) “[...] os profissionais que acompanham o processo evolutivo de sua atuação e, dos elementos que compõem a sociedade podem desenvolver novas habilidades e competências à medida que o mercado de trabalho vai exigindo alterações”, então os profissionais egressos precisam acompanhar as exigências do mercado para que sua atuação profissional se evidencie, seja na carreira acadêmica, seja na carreira profissional.

No que se refere à categoria “viabilidade geográfica” os sujeitos cogitam aspectos referentes ao deslocamento, alojamento, alimentação tudo que incide direta ou indiretamente na formação acadêmica. Portanto o EG 12 expressa que sua motivação é “Por ser um bom programa de pós-graduação no Nordeste e pela viabilidade geográfica e financeira”, da mesma forma que o EG 17 coloca “Próximo do Estado onde resido”. Desse modo, o EG 33 afirma o item flexibilidade como sendo uma motivação para cursar o doutorado no Programa: “O motivo é a flexibilidade de cursar o Doutorado na minha cidade, e pela qualidade do corpo docente”. Nesta assertiva infere-se que existe outrossim facilidade de atender as demandas intrínsecas ao processo de doutoramento. Também corrobora com esta

categoria o EG 25 que diz “Porque é o programa mais perto de onde moro e tenho interesse em dar continuidade „a‟ academia”.

Na categoria “aprofundar temáticas abordadas no mestrado” fica evidente o anseio dos egressos em dar continuidade às suas pesquisas, aprofundando as temáticas trabalhadas no mestrado, principalmente porque podem manter-se nas mesmas linhas de pesquisas e eixos temáticos, assim como deixa claro o EG 7: “Aprofundar a temática estudada na dissertação”, o EG 10 afirma “Mais uma vez, continuar ampliando meus conhecimentos científicos, dando ênfase à minha formação continuada e espero que seja na área de Estudo de Usuários da Informação”, como também o EG 11 “[...] pela identificação com o Programa e possibilidade de aprofundamento no objeto de estudo”. Partilhando da mesma concepção, o EG 45 ressalta a necessidade de “Continuação de minha especialização na área da informação e por trabalhar na área”. Assim sendo, os egressos sentem-se motivados a cursarem o doutorado no PPGCI/UFPB, tendo vista o desejo de afunilar ainda mais as suas respectivas pesquisas iniciadas no mestrado, isso significa que os sujeitos seguem uma coerência científica procurando não abandonar os temas de origem, mas um mergulho necessário para o desenvolvimento científico.

No que tange a categoria “qualidade do programa” mais uma vez é ressaltado pelos egressos o destaque nacional que o PPGCI/UFPB tem em relação aos demais programas, assim justifica sua motivação o EG 44 “Porque o PPGCI é um programa com excelente repercussão no cenário nacional”, o EG 52 também corrobora com a opinião “Os professores são capacitados e o programa é excelente”, então assim como confirma o EG 8 “O grande renome do Programa e dos docentes que nele atuam”. O PPGCI/UFPB demonstra capacidade teórica para cumprir sua missão de formar mestres e doutores na CI capazes de promover o desenvolvimento da ciência.

Quanto à categoria “corpo docente” os sujeitos apresentam suas motivações relacionadas ao quadro de professores do PPGCI/UFPB que conforme já foi ressaltado oferece nomes com destaque nacional na área, assim como discorre o EG 24 “Sempre tive como referência acadêmica diversos professores que fazem parte do PPGCI/UFPB, ou seja, antes mesmo de conhecê-los já lia os textos publicados por eles, fato que me deixou orgulhoso de tê-los como professores, além do mais o Programa em questão visibilidade”, como também o EG 33 “[...] pela

qualidade do corpo docente”, assim fica evidente que àqueles sujeitos que se sentem motivados a cursaram o doutorado no Programa, possuem uma familiaridade com o corpo docente, o que se justifica por eles terem cursado o mestrado no PPGCI/UFPB.

Na categoria “identificação com a área” percebe-se uma dedicação maior por parte dos egressos, sobretudo no que se refere ao desempenho das suas pesquisas, pois a partir delas eles puderem conhecer melhor a CI e desenvolver o desejo de continuar a formação acadêmica no nível de doutorado, como afirma o EG 5 “Gosto da área e quero investir mais na área acadêmica”, da mesma forma que o EG 4 coloca que sua motivação é “Continuar na área da CI, com a qual me

Benzer Belgeler