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BÖLÜM 8. FİBER KATKILI PLAKA (FRP) İLE GÜÇLENDİRME

8.9. Uygulama alanları

8.9.7. Tüneller

A constituição do campo da História da Educação, e o esforço de delinear separadamente os termos a ele consorciados, História e Educação, estabelecendo os pontos de aproximação e distanciamento, com o reconhecimento ponderável de suas limitações, em função das áreas de interesse, e os diversos interlocutores, traduzem a necessidade de sugerir aspectos teóricos capazes de dar suporte aos objetivos propostos para este trabalho.

A recorrência dos termos principais definidos, História e Educação, cujo foco são os limites de cada termo, estão em consonância com a bibliografia consultada, reconhecendo que o debate é fértil e alongado, mas devem sofrer delimitações com a opção desejável neste momento, que é o de corresponder à condição de serem os termos, juntos em um só campo, História da Educação, capazes de atender as expectativas aqui definidas.

A tessitura que se deseja proporcionar na configuração dos nexos existentes entre os termos e as teorias originárias da História, reconhecendo sua permanente ruptura de fronteiras11, busca atender a inclinação dada para História da Educação, ressalve-se, enquanto domínio da História, que se espera, coerente.

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A compreensão entre esses limites estabelecidos entre domínios pode ser percebida em Neves (2003, p. 69): “No afã de buscar a História esteja onde ela estiver os historiadores invadiram certas reservas de mercado acadêmico, pulando cercas que os separavam dos antropólogos, dos literatos, dos folcloristas, para não dizer de outros profissionais que agora se voltam para a História como um baluarte seguro da razão diante da fragmentação pós-modernista das referências teóricas e históricas”.

Dessa forma procura-se compreender a teoria como: “Um sistema coerente de proposições sobre uma zona da realidade.” Além disso, afirma-se de forma objetiva sobre a teoria; “É um conjunto de declarações sobre o real.” (SILVA, 1986, p. 1215).

A coerência na objetivação das pretensões que envolvem esta pesquisa sugere pertinência a ser declinada:

O pólo teórico abrange a formulação dos objetos de investigação, a explicação constante do próprio campo teórico, pois cabe à teoria formular e articular conceitos, com regras de derivação lógica, as quais devem ser expressas com clareza. (MARTINHO RODRIGUES, 2010b, p. 30).

A formulação teórica associada às pretensões estabelecidas deve inicialmente reconhecer que “Toda disciplina é constituída, antes de mais nada, por um certo „campo de

interesses‟” (BARROS, 2011, p. 19). Estes interesses, para a História da Educação, estão

delineados nas diversas pesquisas realizadas pelos diversos centros de produção (VIDAL;

FARIA FILHO, 2005)ligados ao tema, programas de pós-graduação em sua maioria.

A opção que se pretende neste instante, como objeto de investigação, trata-se de uma instituição relacionada à organização escolar brasileira, o Conselho de Educação do Ceará. Sua evidência como objeto de pesquisa, posteriormente melhor definido, traduz uma formulação pertinente aos aspectos teóricos aqui propostos. Sua condição de objeto reflete, ainda, seu status de fonte de pesquisa, isso acarreta do fato de ser capaz de suscitar problemas, posteriormente declinados, além de “Delimitar aqueles elementos a partir dos quais serão buscadas as respostas às questões levantadas.” (SAVIANI, 2004b, p. 7).

Além do exposto, há uma intermediação que deve ser feita no esforço de elaboração de esboço teórico para a História da Educação. A caracterização de um campo sugere uma condição inerente para a sua existência, no caso, “Cada disciplina possui a sua singularidade, um conjunto de seus parâmetros definidores, ou como aquilo que a torna realmente única, específica, e que justifica sua existência.” (BARROS, 2011, p. 19).

Reconhecendo a existência, no plano institucional, de elementos capazes de formular uma narrativa histórica, que envolve aspectos legais e normativos a serem aplicados nas diversas organizações escolares no Ceará, sugerem uma peculiaridade, porque não dizer, singularidade, a ser compreendida e analisada por categorias de análise indicadas pela História.

O que se pretende não é a compreensão das instituições escolares (SAVIANI,

2004b), também objeto da História da Educação, mas, as instituições que estabelecem relações

momentos, isso não pareça tão claro, no que se refere às ações socio, políticas e educativas. Entretanto, há uma singularidade evidente a ser anunciada na busca pela superação destas aparentes limitações, que é o reconhecimento da necessidade de mediações com outras áreas de conhecimento, afinal, “Cada campo de saber começa a gerar especializações e desdobramentos internos-campos intradisciplinares.” (BARROS, 2011, p. 19).

A indicação de referenciais teóricos apresenta pertinência do objeto a ser evidenciado procurando, além do já exposto, “Um conjunto coerente de proposições que fornecem um quadro explicativo e compreensivo.” (BRUNE, 1982, p. 114 apud MARTINHO RODRIGUES, 2010b, p. 30).

Dessa forma, a validação que se propõe neste trabalho, elege dois outros elementos de importância na trajetória desta pesquisa: a periodização e as fontes associadas ao objeto. Todos os elementos dispostos na narrativa levarão ao que se espera, a uma razoável definição dos nexos entre objeto, periodização e fontes com os aspectos teóricos, que por si constituem:

Uma espécie de matriz disciplinar, que reagrupa o conjunto de proposições, a lógica que as integra e os procedimentos de validação. Isso tudo um quadro de referência teórica, [...] ou o paradigma, ou ainda um marco teórico [...] (MARTINHO RODRIGUES, 2010b, p. 30).

A prática de uma pesquisa não se constitui pretensiosamente no único e definitivo elemento definidor de um paradigma, mas constitui-se em um fragmento necessário que, junto a outros elementos, estilhaçados ou não, presentes em pesquisas, permitem a consolidação de um campo.

Desta forma, a inclinação teórica dada a esta pesquisa elege condições muito específicas que permitem admitir que houvesse necessidade de compreensão das práticas e ações desenvolvidas por instituições, porta-vozes de ações políticas definidas, reconhecidamente singulares e relacionadas em que estão a implementação, interpretação e mediação de políticas na área educacional, como já reportado.

A nouvelle histoire possibilitou a abertura para as concepções novas e variadasa respeito de temas pouco frequentados pela historiografia: os poderes, os saberes enquanto poderes, as instituições supostamente não políticas, as práticas discursivas. (FALCON, 1997, p. 75).

Outro elemento a ser sugerido como necessário à interpretação e compreensão da pesquisa em elaboração trata-se do emergente fator histórico12·, possível ao desenvolvimento

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na nova história política. Este contribui para a organização de uma estrutura explicativa, no caso, “A percepção aguda do caráter eminentemente político das decisões governamentais compreendidas na designação de políticas públicas.” (FALCON, 1997, p. 75).

A forma peculiar como o Conselho de Educação do Ceará interfere nas instituições associadas à educação local traduz um conjunto de posições de caráter legal e normativo, dispostas, como será indicado, em um conjunto interligado de ações de caráter político e público. Valendo-se do uso controlado dos termos, sugerido inicialmente para Educação, compreende-se aqui, portanto, como político:

É uma união que se manifesta como poder normativo. Quando se apresenta como uma ação interna do poder organizado possui um valor de configuração da ordem que se chama vinculadora; quando se traduz numa ação externa, em relação ao poder organizado que aspira a influir sobre a ordem, ele cria desenvolve e exerce um poder social para exercer influência nas decisões desse poder. Essa política se projeta como um poder sobre uma ordem vinculadora que se formaliza através das normas jurídicas. É essencial a essa ordem uma distribuição de bens e valores, ao mesmo tempo que se define situações jurídicas ou de poder dentro da comunidade.(SILVA, 1986, p. 922).

Já o público pode ser definido como:

Aquela porção, maioria ou minoria do povo, que presta atenção aos fenômenos políticos e os julga com sua convicção ativa. De acordo com essa ideia, é atenção que se presta que se decide sobre essa espécie de público, público são os que atendem, não os que entendem. O decisivo não é a competência ou a qualidade técnica do juízo, mas a intensidade da atenção.(SILVA, 1986, p. 922).

A História Política, dessa forma, possibilita para a História da Educação, a definição das opções disponíveis para historiadores nas escolhas de objetos. O plano institucional trata-se de uma variável a ser considerada, por ser uma interlocutora das ações de governo, materializando a efetivação de políticas públicas específicas para as diversas áreas sob sua responsabilidade.

A escolha de uma instituição, pretendida para essa pesquisa, traduz para a História da Educação uma tentativa de superação da visão a ela indicada, de ser reconhecida pela

“Historiografia tradicional como subproduto da história geral.” (MAGALHÃES, 1999, p. 50).

Essa aparente limitação deve ser repensada a partir das possibilidades verificadas na boa contextualização e na superação das “Abordagens centradas no primado político-ideológico, que circunscritas à legislação possível alargando-se ao painel de políticas e de políticos.” (MAGALHÃES, 1999, p. 50).