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Tüketicilerin Gelir Düzeyleri Açısından Plansız Satın Alma Düzeyler

2. STATÜ TÜKETİM VE MATERYALİZMİN

2.7. Verilerin Analizi ve Değerlendirmesi

2.7.11. Tüketicilerin Gelir Düzeyleri Açısından Plansız Satın Alma Düzeyler

Atualmente, a sociedade pluralista brasileira exige tolerância com relação às crenças religiosas. A tradição judaico-cristã, influente na colonização e cultura do povo brasileiro, se vê rodeada de “concorrentes”, numa incômoda situação já caracterizada por Berger (1985) como a de um “mercado de bens simbólicos”.

Discutir a questão feminina associada à religião é conhecer mais profundamente o nosso país, com essa imensa diversidade de religiosidade, culturas, de símbolos, de jeitos de ser e de pensar. É encarar a realidade complexa e desigual, que se esconde sob uma aparência de unidade e de homogeneidade, mas que somente se revela no particular, na fragmentação, na diferença e na diversidade.

Registramos que, a partir da década de 1980, o crescimento das denominações pentecostais criou gradativamente até a década de 1990 uma situação nova: a abertura ao ministério pastoral feminino no interior do pentecostalismo.

Essa abertura de classe e de gênero não está restrita exclusivamente à mulher pastora, mas a todas que têm um desejo explícito de sair do universo privado para o público e de vir a se tornar uma liderança, e consequentemente adquirir novo papel e status conquistados por meio do víeis do mercado de trabalho.

Esse desejo é o desejo da categoria analítica de gênero, ou seja, a transmutação dos papéis visando à equidade. A discussão ampla sobre religião, gênero e trabalho conduz a uma abordagem sociológica das relações de gênero intrinsecamente ligadas e rompe com a dicotomia entre a organização da vida privada e pública, apreendendo os valores e conteúdos de gênero subjacentes a maior parte das relações sociais, sejam elas no seio da família, da igreja pentecostal ou não.

O inovativo que trazemos se refere ao fato de apesar das pastoras pentecostais não terem articulado um movimento feminista que lhes colocassem na posição de liderança dentro das denominações religiosas que congregam e não possuírem um discurso teológico feminista mostram-se como portadoras de habilidades e estratégias que lhes colocam em lugar de destaque na relação masculino e feminino.

Se o discurso que é dirigido ao gênero feminino e a toda a comunidade religiosa não é feminista, podemos entender que a mulher pastora ainda mantém o tradicional instituído pelo patriarcado, visto que publicamente não possuem um posicionamento crítico em relação a sua atuação na igreja, enquanto auxiliadora do seu esposo pastor e restrita à execução de certos atos religiosos em virtude da ausência do marido.

A “ideologia pentecostal” combate e ajuda a romper alguns dos aspectos relacionados ao comportamento masculino, entretanto legitima desigualdades de gênero, reforçando a autoridade dos homens no âmbito privado e na própria comunidade religiosa. A religiosidade ainda contribui para a manutenção da desigualdade entre os gêneros.

Entretanto, o ingresso no ministério pastoral lhes confere alterações positivas no universo privado e na vida pública, especificamente no fato de as mulheres encararem a liderança pastoral como um trabalho que lhes concede e exige dedicação, formação, cumprimento de jornada de trabalho, remuneração e reconhecimento.

Se por um lado detectamos continuidades, por outro, verificamos alterações nas relações sociais das mulheres (pastoras e fiéis), no que se refere a sua prática cotidiana no lar, à criação de uma rede de socialização, elevação da autoestima e ao processo de autonomização no que diz respeito ao cônjuge e aos filhos, associado a um fortalecimento dos laços familiares, e à conquista de um mercado de trabalho, ao exercer a liderança pastoral.

A importância das descobertas da pesquisa nos faz interpretar a pastora como aquela que venceu preconceitos, barreiras e imposições, entretanto ainda não foi vitoriosa em todos os percalços devido à maioria das denominações religiosas ainda estarem sob o domínio dos homens, o domínio masculino ladeado da figura feminina e, em menor grau, da

exclusividade feminina nos níveis de liderança religiosa. Isto não exclui o fato de que a mulher poder ser pastora deve ser interpretado como um passo positivo na discussão de gênero.

A dinâmica do universo religioso pentecostal, marcada por adesão, conversão e resignificação, mostra-se como um campo privilegiado para se pensar as construções de gênero dentro de uma cosmologia religiosa que abriga em seu contexto pluralismos e processos de individualização para homens e mulheres.

Não há um tipo único de identidade de pastora. Seu exercício pode ocorrer ladeado do marido, ou individualmente fundar e administrar uma igreja. Essa diferenciação exemplifica claramente o que propõe estudar a terceira onda feminista, ou seja, a crítica da universalidade do sujeito e a essencialidade do ser mulher.

Em análise do conteúdo das falas dos entrevistados, verificamos significativas alterações associadas a acomodações já conhecidas na esfera das relações de gênero ambivalentes. Se a sociedade está abrindo espaço para as mulheres porque as igrejas não devem fazer o mesmo?

Em Natal e região metropolitana, emergiram diversos discursos que (re)formulam o papel feminino na esfera privada e pública. Com a concepção de que as mulheres pastoras se inseriram no espaço público, mesmo sem questionarem sua submissão ao pastor, o caminho no estabelecimento da igualdade já começou a ser percorrido. No exercício das relações de gênero, por meio do revezamento da realização das atividades religiosas, cada qual ocupa o seu espaço.

A pastora não interfere no pastorado do seu esposo, pois espiritualmente é submissa a ele e na vida privada sofre modificações positivas por ter ingressado no mercado de trabalho, como aumento e fortalecimento de sua autoestima, exercício de liderança, reconhecimento e criação de rede de socialização com as demais fiéis do sexo feminino.

Apesar desses progressos revelados em pesquisa, a inserção feminina em cargos de liderança nas denominações religiosas ainda é pequena. Uma lacuna da pesquisa se refere ao fato de desconhecermos o universo pastoral feminino em sua totalidade no município.

O recorte pesquisado nos revela sua existência e não a predominância, em contrapartida, não revela quantitativamente o todo e se as mulheres pastoras estão acomodadas com as conquistas obtidas e já institucionalizadas ou se serão personagens de um movimento que busca novos desafios e enfrentamentos. Será essa nova liderança feminina religiosa um movimento estático? O entrelaçamento de gênero e religião desafia e faz nascer variadas possibilidades de futuras análises acadêmicas.

Não podemos esquecer que ainda há muito que pesquisar, conquistar e igualar. A esse respeito cabe concluir que se as concepções de gênero e religiosidade dos indivíduos estão intimamente relacionadas à sociedade na qual interagem e se socializam e, principalmente, se as concepções de gênero não são do universo biológico, mas uma construção sociocultural, podemos pensar na possibilidade de construções mais igualitárias e menos sexistas.

Desse modo, o exercício do pastorado feminino e o campo pentecostal evangélico brasileiro, ao legitimar o pastorado feminino, adapta-se à conjuntura moderna de fragmentação e complexidade dos grupos sociais e sua influência pode determinar, mesmo que lentamente, alterações nas relações de gênero.

Religião e mudança social são temas intimamente relacionados. É tempo de se refletir as relações entre os sexos e a valorização da diferença, dentro ou fora dos limites das igrejas. Melhorar as relações de gênero significa melhorar a sociedade!

QUESTIONÁRIO DA ENTREVISTA

Benzer Belgeler