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BÖLÜM 2: TÜKETİM TOPLUMU VE TÜKETİCİ DAVRANIŞLARI

2.5. Tüketici Kavramı

2.5.2. Tüketici Satın Alma Karar Süreci

Na unidade Betânia, já em operação, foi adotado o modelo de microdestilarias do geólogo Marcello Guimarães Mello para fabricação de álcool de alambique e álcool combustível, conjugando essa atividade com a produção de alimentos, mediante a utilização dos resíduos da cana na elaboração de ração animal e adubo orgânico.

Segundo técnicos da CRERAL, da ELETROSUL e do PNUD86, ouvidos na pesquisa de campo87, no limiar do processo de implantação do projeto fez-se necessário dar aos agricultores conhecimento das técnicas agrícolas e industriais abraçadas pelo modelo, com o propósito de habilitá-los a produzir agregando valor aos produtos primários e reduzindo os custos na cadeia produtiva a ser formada.

O primeiro passo nessa jornada consistiu em identificar os atores sociais da comunidade e suas peculiaridades. Impôs-se, a seguir, a criação de Núcleos de Desenvolvimento Comunitário, nos quais os agricultores foram treinados e capacitados em ―Oficinas de Mobilização e Sensibilização‖.

85 Para analisar o processo de implementação do projeto, LOVATO realizou entrevistas semi-estruturadas

com os principais atores envolvidos e utilizou documentos para o levantamento de dados.

86 Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento.

87 Os entrevistados foram da CRERAL Edilson Guzzo (Diretor) Sergio Miotto (técnico que nos

acompanhou na visita a unidade de Betânia) e da ELETROSUL e PNUD os consultores A. Goron e Jaime Ramires e o técnico que nos acompanhou nas visitas Ithair Linchin.

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A primeira etapa da capacitação ―Mobilização e Sensibilização‖ pretende preparar as pessoas da comunidade para as mudanças requeridas e mobilizá-las, envolvendo:

. Possibilitar o autoconhecimento humano, social e comunitário; . Possibilitar o sucesso na realização de metas pessoais;

. Capacitar as pessoas a perceberem melhor a si mesmas e a qualidade de vida que o trabalho pode propiciar;

. Vivenciar localmente os problemas humanos, sociais, culturais e ecológicos nas comunidades; .Visualizar os problemas criados pelo paradigma clássico cartesiano;

. O porque da mudança de paradigmas;

. Introdução ao Auto Desenvolvimento Sustentável; . Criação de Centros de Desenvolvimento Comunitários; . Criação de Núcleos de Núcleos de Produção Comunitárias; . Educação Ambiental;

. Palestras e Educação Participativa.88

Estabeleceu-se, assim, uma ―Rede de Desenvolvimento Comunitária‖ preservando o conhecimento e a individualidade de cada agricultor. Foram expostas, nessa primeira fase, as diferenças entre o modo convencional de produção e o modelo proposto. Ressaltaram-se, de um lado, os problemas de produção em larga escala para o mercado global e, de outro, as vantagens do modelo de desenvolvimento local, endógeno, que procura estratégias para a manutenção do equilíbrio econômico, social, cultural e ambiental; explicitando, ademais, como deve ser implantado. E os caminhos da sua implantação.

A segunda fase contemplou a criação de um Fórum de Desenvolvimento Local. Trata-se de uma entidade organizacional, correspondente a um Conselho da Comunidade, responsável pelo seu próprio desenvolvimento. Este designou um gestor para coordenar as diversas equipes de trabalho. Para o funcionamento efetivo desse Fórum foi necessário fazer parcerias com outras entidades, com o objetivo de desenvolver a capacitação e sensibilização do grupo.

O Fórum, em conjunto com os parceiros, especialmente a CRERAL, estabeleceu as metas a serem cumpridas mediante a realização de estudos e levantamentos necessários para implantação do projeto de desenvolvimento. Além disso, fixou os

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prazos a serem cumpridos e designou um outro grupo de trabalho para coordenar as tarefas e atividades a serem executadas.

Segundo ALGACIR GORON89

As duas primeiras fases, de implantação e metodologia, dão ênfase à INCLUSÃO SOCIAL e à ORGANIZAÇÃO SOCIAL DA PRODUÇÃO e deverão ser parte do CENTRO DE DESENVOLVIMENTO COMUNITÁRIO (...) como ESTRATÉGIA DE AÇÃO para

DESENVOLVER COMUNIDADES90

A terceira fase envolveu trabalhos de campo, com levantamento de necessidades e diagnóstico de problemas, dos quais, além de membros da comunidade, participaram instituições governamentais e não-governamentais. Posteriormente, com base nas informações coletadas e tabuladas elaborou-se uma ―Concepção Preliminar do Projeto‖, com todos os pré-requisitos necessários, inclusive indicação dos resultados esperados para o local com a implantação do projeto, como melhor qualidade de vida, desenvolvimento econômico-social e ambiental. O projeto elaborado foi aprovado pelo GRUPO GESTOR, como condição para que se passasse para a quarta fase.

Na quarta fase, o projeto aprovado foi amplamente divulgado dentro da comunidade. Deu-se início, a partir de então, a um trabalho de educação e capacitação comunitária para a implantação do projeto e a manutenção de um contínuo acompanhamento do processo.

Os estudos desenvolvidos conduziram à adoção do modelo desenvolvido pelo Prof. Marcello Guimarães Mello.

89 Algacir Goron, ao tempo da entrevista, era contratado pelo Ministério das Minas e Energia para atuar

no Projeto BRA/IICA/08/012 – Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA) para dar suporte técnico ao objetivo imediato 01 do projeto referido para implantação de projetos de desenvolvimento local, integrado e sustentável com a produção de energia (biocombustíveis) e alimentos em comunidades da agricultura familiar..

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Eleito o modelo e concluído o projeto de engenharia, foi feita parceria com uma indústria metal-mecânica local, a CIA DE AÇO, para construção das peças (foto abaixo) para a microdestilaria. A contratação de uma metalúrgica em Erechim para fabricação do maquinário também fez parte do projeto. Ou seja, objetivou-se envolver a região e promover o seu desenvolvimento, gerando emprego e renda no local.

Fonte: Núcleo de Estudos e Assessoramento – Cia do Aço em Erechin

Adquiridos os equipamentos, a comunidade iniciou a realização das obras civis. O prédio destinado a abrigar o maquinário foi edificado em sistema de mutirão. Para diminuir os custos foram utilizados na construção da estrutura do prédio os postes de madeira e de concreto que não podiam mais ser utilizados para suporte da rede elétrica pela CRERAL, conforme pode-se observar na foto que segue.

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Fonte: Núcleo de Estudos e Assessoramento

Prontos os equipamentos e o prédio destinado a abrigá-los, a CRERAL e a comunidade montaram a micro destilaria.

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Fonte: Núcleo de Estudos e Assessoramento

Concluídos os testes operacionais, a microdestilaria foi inaugurada em agosto de 2007.

A capacidade de produção de etanol é de 200 litros/dia, volume esse destinado a atender o consumo da frota de veículos da CRERAL e das famílias que participam do projeto.

O excedente é comercializado através de uma Cooperativa Mista de Produção e Consumo, cujo posto de abastecimento está situado no município de Erechim e comercializa biocombustíveis produzidos pela agricultura familiar.

O agricultor Edílson Guzzo, da Comunidade Betânia, afirmou que:

Atualmente, nossa microdestilaria produz o etanol, que abastece os veículos utilizados para o transporte de tudo o que é colhido nas lavouras da comunidade de Betânia. Com isso, conseguimos reduzir o custo da produção local e o lucro é bem maior.91

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Fonte: Núcleo de Estudos e Assessoramento – o álcool sendo armazenado.