2.1.8 MarkalaĢma
2.1.8.10 Tüketici DavranıĢı ve Tercihleri Açısından Markanın Önemi
No contexto do tema em questão, é fundamental conhecer e entender o papel dos engenheiros. Um breve histórico da escola de engenharia e seu currículo é importante para contextualizar e analisar as características do engenheiro dentro da sociedade e da tecnologia.
Desde os primórdios a engenharia acompanha a evolução da ciência. Basta olhar a evolução do homem e da história. A seguir serão assinaladas algumas observações que evidenciam esta associação.
Segundo Smith e Buttler (1983, p. 05), “Engenharia é a arte profissional de aplicação da ciência para a conversão ótima dos recursos naturais para o benefício do homem”.
Para Telles (1994, p.13), “Engenharia quando considerada como arte de construir é evidentemente tão antiga quanto o homem, mas, quando considerada como um conjunto organizado de conhecimentos com base científica aplicado à construção em geral, é relativamente recente, podendo-se dizer que data do século XVIII”.
Segundo Pardal (1986), o ensino de engenharia acadêmica moderna começa em 1747 em Paris com a École Nationale des Ponts et Chausseés fundada por Daniel Trudaine. Foi a primeira escola do mundo organizada com características de ensino formal de engenharia que diplomou profissionais com o título de engenheiro.
Para Pardal (1986) e Telles (1994), 17 de dezembro de 1810, é a data de início dos cursos de engenharia no Brasil. A criação se deu com a Real Academia de
Artilharia, Fortificação e Desenho no Rio de Janeiro que formava oficiais para o
exército, hoje conhecida como Escola de Engenharia da UFRJ – Universidade Federal do Rio de Janeiro. Este curso também é considerado o primeiro a funcionar de modo regular nas Américas.
O curso de engenharia tinha a duração de sete anos e acabou servindo de modelo para a fundação da maioria das escolas de engenharia do País.
Segundo Oliveira (2000), por uma decisão política do Imperador D. Pedro II em 12 de outubro de 1876 foi fundada a segunda escola de engenharia do Brasil – a Escola de Minas de Ouro Preto. Para a implantação da escola foi contratado o engenheiro francês Claude Henri Gorceix, para organizar o ensino de geologia e mineralogia no Brasil.
O Quadro2 apresenta os cursos de engenharia no Brasil até o início do século XX.
Quadro 2 – Cursos de Engenharia no Brasil. Fonte: Baseado em Oliveira (2000)
Ano / Fundação Local Denominação
1810 Rio de Janeiro/RJ Real Academia de Artilharia, Fortificação e Desenho. 1876 Minas Gerais /MG Escola de Minas de Ouro Preto
1893 São Paulo/SP Escola Politécnica de São Paulo 1895 Recife/PE Escola de Engenharia de Pernambuco 1896 São Paulo/SP Escola de Engenharia Mackenzie 1896 Porto Alegre/RS Escola de Engenharia de Porto Alegre 1897 Salvador/BA Escola Politécnica da Bahia 1911 Belo Horizonte/MG Escola Livre de Engenharia 1912 Curitiba/PR Faculdade de Engenharia do Paraná 1912 Recife/PE Escola Politécnica de Pernambuco 1913 Itajubá/MG Instituto Eletrotécnico de Itajubá 1914 Juiz de Fora/MG Escola de Engenharia de Juiz de Fora
Conforme Oliveira (2000), a “Carta de Lei” de quatro de dezembro de 1810, baseada no regimento da Escola Politécnica de Paris, é o registro mais antigo encontrado na bibliografia que apresenta de forma estruturada a organização de um curso de engenharia no Brasil. Este regulamento enfatiza as disciplinas básicas e as aulas práticas e também previa que os professores deveriam escrever os seus próprios compêndios (livros). Em relação às aulas, estas eram predominantemente expositivas e os alunos deveriam saber reproduzir o que o professor ensinava, principalmente nas provas que ainda hoje são baseadas na apostila ou nas “listas de exercícios” que o professor “transmite” para os estudantes.
Para Telles (1994) e Oliveira (2000), muitas eram as reclamações sobre a existência de pouca aula prática, a ponto de o próprio Gorceix, na década de 80 do século XIX, afirmar que o ensino superior no Brasil dirigia-se unicamente à memória, paralisando o desenvolvimento da inteligência, ensinando o aluno a discorrer com acerto, mas não lhe ensina a pensar e refletir. Para os autores o tempo se passou e, nos dias atuais, os cursos de engenharia ainda são pouco práticos, principalmente os cursos de engenharia civil atualmente em funcionamento.
Segundo Oliveira (2000), os pontos mais importantes, relacionados com os aspectos pedagógicos propostos por Gorceix para a Escola de Minas, foram: tempo
integral para os professores e alunos, limitações do número de alunos e um ensino eminentemente objetivo, com intensa prática de laboratórios e viagens de estudos acompanhados pelos professores, ênfase especial nas matérias básicas, como matemática, física e química, e também nos trabalhos de pesquisa. Para o autor, não se registra uma revolução nos métodos e técnicas de ensino/aprendizagem na engenharia, mesmo com a inserção dos frutos dos avanços tecnológicos.
Atualmente, os cursos de engenharia no Brasil estão regulamentados pela Resolução nº11/2002 do Conselho Nacional de Educação/Câmara de Educação Superior, que apresenta pontos sobre os princípios, fundamentos, condições e procedimentos da formação de engenheiros, desenvolvimento e avaliação dos projetos pedagógicos, perfil do formando egresso, competências e habilidades gerais para a formação do engenheiro. Em relação ao curso salienta-se a importância de trabalhos de síntese e integração dos conhecimentos adquiridos ao longo do curso. Pelo menos um desses trabalhos de síntese deverá se constituir em atividade obrigatória como requisito para a graduação. Destaca-se também a exigência de atividades complementares como iniciação científica, visitas técnicas, etc., um núcleo de conteúdos básicos com cerca de 30% da carga horária mínima, um núcleo de conteúdos profissionalizantes com cerca de 15% de carga horária mínima e um núcleo de conteúdos específicos que caracterizem a modalidade que se constitui em extensões e aprofundamentos dos conteúdos do núcleo de conteúdos profissionalizantes. A carga horária mínima do estágio curricular deverá atingir 160 horas e para os conteúdos de física, química e informática é obrigatória a existência de atividades de laboratório. Com a Lei de Diretrizes e Bases (LDB) vários aspectos da formação profissional em engenharia estão sendo reformulados. No entanto, as mudanças não estão ocorrendo de forma brusca e estão partindo do aparato já existente para a realização das adequações necessárias.
Portanto, na LDB, as universidades necessitam de projetos com enfoques significativos em qualidade do ensino, formação acadêmica direcionada ao desenvolvimento científico tecnológico, estabelecendo relações com as necessidades sociais e também a formação de uma análise da prática pedagógica dos docentes.
2.3.2.2 Uma nova visão do engenheiro e o ensino da engenharia – necessidade de