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BÖLÜM 3. SURİYE İÇ SAVAŞI VE SONRASINDA SURİYELİ GÖÇÜ

3.3 Suriye’deki İç Savaşın Türkiye’ye Etkisi

As tecnologias causaram uma oferta imensa de informações, interferindo diretamente nas bibliotecas quanto à sua disponibilização de forma eficiente, bem como, nos bibliotecários, que precisam estar preparados para desempenharem suas funções (DUDZIAK, 2005).

Essas transformações alteraram de acordo com Morigi e Pavan (2004, p. 121), “as relações dos bibliotecários e às suas práticas, trazendo mudanças na forma de sociabilidade e modificando o perfil deste profissional”.

Dutra e Carvalho (2006, p. 192), no que tange às habilidades profissionais do bibliotecário, afirmam que:

Devem ser agregadas às novas habilidades e competências, as quais são essenciais para a inserção, permanência e expansão do PI no mercado de trabalho atual. Para tanto, o domínio dos conhecimentos específicos da Biblioteconomia, de habilidades gerenciais, das TIC e de outros idiomas, são requisitos mínimos a quem quiser acompanhar estas transformações do mundo do trabalho e fazer parte dele.

O bibliotecário é visto como intermediário da informação. A chegada da denominada sociedade da informação acarretou alterações nas atribuições dos bibliotecários, chegando a ser cogitado, por alguns autores, o desaparecimento dos bibliotecários e das bibliotecas. A realidade porém, foi generosa mostrando-se de forma diferente.

Nesse novo contexto de mudanças tecnológicas, emergiu o questionamento do perfil desse novo profissional, sendo então conscientemente considerado, intermediário da informação tendo como atribuições, executar tarefas técnicas indispensáveis à seleção, aquisição, organização, disponibilização e recuperação de informações exigidas pelos usuários (DUDZIAK, 2001, p. 121).

2.2.4.1 Bibliotecário e sua inclusão na comunidade educacional O aprendizado mediado no contexto da biblioteca não é igual para todos os usuários modificando, conforme a situação e o nível de interação entre as partes. Cabe ressaltar que o usuário, em uma rápida entrevista feita pelo bibliotecário de referência, não recebe a mediação em seu aprendizado da mesma maneira que outro usuário que desenvolve um projeto. Cabe, então, ao bibliotecário, como educador, desenvolver os processos de aprendizagem dos estudantes, levando em consideração suas diferenças culturais, comportamentais na busca do aprendizado.

Para ser um bibliotecário educador, é necessário dominar seu processo e campo específico de atuação, possuindo a capacidade de reformulá-los, conforme sua proposta pedagógica (DUDZIAK, 2005).

Nesse contexto, os bibliotecários precisam reinventar suas ações, assumindo uma postura pró-ativa, deflagrando processos e projetos de inovação no âmbito da biblioteca e no ambiente das instituições de ensino. Considerando o exposto, os bibliotecários como profissionais da informação, precisam buscar o aprendizado contínuo, o desenvolvimento de competências, melhorias de qualificação, firmando parcerias com os docentes, administradores, estudantes, ampliando, dessa forma seu leque de relacionamento.

Os bibliotecários, aos poucos, foram tendo a consciência da necessidade de disponibilizar o acesso rápido e fácil à informação, destacando que utilizavam a expressão information Literacy unicamente para educação de usuários, marcando esse período como sendo a busca pela fundamentação teórica e metodológica do termo Information Literacy (DUDZIAK, 2003, p. 27).

Os Bibliotecários, muitas vezes, consideram-se educadores, apesar das universidades em que estão inseridos não os perceberem engajados.

Segundo Dudziak (2001), apesar dos bibliotecários reconhecerem seu perfil de educadores, as bibliotecas das IES, não identificam esse perfil.

Muitas vezes afirma-se que o acervo das bibliotecas é a essência que o estudante necessita para a sua formação; no entanto, a necessidade de se educar para ter o “domínio da informação” fica em segundo plano.

Cabe ressaltar que a noção de processo é o mais importante considerando que as pessoas estão ativamente construindo um conhecimento através das informações encontradas. Tem-se, como ponto fundamental, o “princípio da incerteza” que diminui à medida que o aprendizado e os novos conhecimentos vão sendo incorporados à estrutura cognitiva pré- existente. Portanto, os processos que abrangem a Information Literacy pretendem a produção do conhecimento com o uso para as informações criadas, de tal maneira que possam ser transferidas para as demais pessoas, através do conhecimento de ferramentas, técnicas e habilidades de comunicação oral e escrita, que vão desde a linguagem e aplicativos computacionais até habilidades orais.

Portanto, a produção do conhecimento é uma atividade humana, com habilidade de transformar estruturas, inventar modelos mentais novos. Os aprendizes estão em fase contínua de construção, livres do estruturalismo dos sistemas vistos como tomadores de decisão, cujo foco é o indivíduo e seus processos de concepção da informação, bem como, o seu uso em ocasiões particulares.

Os estudiosos que estão empenhados na Information Literacy, procuram ver o bibliotecário como humanitários e 80

culturais, em seu ambiente educacional, e com isso, faz com que ele seja visto pelos colegas e demais membros do grupo, como cidadão atuante e digno de admiração. Aliado a tudo isso, é fundamental que o bibliotecário atualize-se constantemente e esteja afinado com os avanços da tecnologia. Concomitantemente, a biblioteca em que o bibliotecário desempenha suas funções, reflete sua competência profissional, sendo o alicerce para sua representatividade política, social e educacional (DUDZIAK, 2001).

O profissional bibliotecário, como agente educacional, necessita implementar processos culturais de “transformação da educação e da comunidade educacional e social”. Cabe a ele, o papel de mediador de aprendizado por intermédio de quatro conceitos que são:

a) Intencionalidade – Acontece quando o bibliotecário direciona a interação e o aprendizado;

b) Reciprocidade – Quando o bibliotecário se envolve num processo de aprendizado em duas mãos, resultando no aprendizado de ambos;

c) Significado – Quando a experiência é significativa para ambas as partes envolvidas;

d) Transcedência – É quando a experiência vai além da situação de aprendizagem, é extrapolada para a vida do aprendiz. (DUDZIAK, 2003, p. 33)

Para a autora citada, a “verdadeira mediação educacional ocorre quando o bibliotecário convence o aprendiz de sua competência, incutindo-lhe autoconfiança para continuar o aprendizado, transformando-o em um aprendiz autônomo e independente”. Portanto, o bibliotecário tem o dever de estimular a competência em informação do aprendiz.

É relevante, nessa tese, e também para qualquer estudo, que o bibliotecário assuma uma postura mais ativa, deflagrando processos e projetos de inovação no âmbito da biblioteca, buscando o aprendizado contínuo e a melhoria de suas qualificações e competências (DUDZIAK, 2003 p. 33).

Cabe destacar, nesse processo, que os próprios bibliotecários devem estar abertos para o aprendizado e sua comunidade. “O bibliotecário poderá estar muito mais preparado e instrumentalizado para atender às novas expectativas do 81

mercado de trabalho, quando assumir um papel autodidata no aprendizado das novas tecnologias” (LISTON; SANTOS, 2008, p. 298). Completando, os autores destacam que se trata de um novo comportamento que:

implica no desenvolvimento de competências e habilidades que transcendem o domínio dos conteúdos técnicos da Biblioteconomia, pois, acima de tudo, esse profissional deve ser preparado pensar e agir com criatividade, ter a sua conduta pautada pela ética, refletir criticamente sobre a realidade que o cerca e buscar o aprimoramento constante (LISTON; SANTOS, 2008 p. 288).

No contexto dessa nova realidade, o desafio do bibliotecário é de ser um agente, um mediador com ênfase maior entre o usuário e as fontes de informações, conduzindo o usuário às fontes de informação adequadas, ajudando-os no desenvolvimento de competências informacionais como: identificar, acessar, selecionar, usar) contribuindo para a produção de novos conhecimentos.

Para Elmborg (2006, p.198), a proposta é que os bibliotecários parem de estudar a biblioteca em si “como assunto” e se transformem em especialistas em treinar, conduzir, estimular o crescimento intelectual e crítico. A ação de aprender transforma-se em um processo fundamentalmente humanista no contrato de resolução de problemas com destaque no mundo,

processo esse, de suma importância para o

ensino/aprendizagem. Por outro lado, a informação é a matéria- prima para a resolução desses problemas. Por sua vez, o processo educativo não deve ser transmitido como conteúdo e, sim, como crescimento intelectual, em que professores e alunos necessitam negociar esse processo.

Cabe, portanto, destacar que neste contexto, o bibliotecário não assumirá mais o papel de elo, entre a informação física ou virtual, mas sim, assumirá o papel de mediador entre a necessidade informacional e a produção do conhecimento.

2.2.5 A information literacy modificando o perfil das