TÜRK TARİHİNDE TERKENLER
1.4. TERKEN HATUN’UN SELÇUKLU ÜMERASIYLA İLİŞKİLERİ
1.4.2. Terken Hatun’un Yıldızının Parlaması
1.4.2.2. Sultan Melikşah’ın Ölümü
Apesar de utilizarem padronizações diferenciadas, os testes de inteligência traduzidos pelos brasileiros tinham como base os testes de Binet, de forma que podemos encontrar grandes semelhanças entre eles. Dentre elas podemos apontar: o tempo pré- estabelecido para a execução das tarefas (apenas algumas delas não estipulavam tempo máximo); comparações entre figuras; questões relativas ao vocabulário; compreensão de frases e de questões matemáticas simples exigindo algum nível de raciocínio lógico.
Optamos por descrever aqui as adaptações de Isaías Alves encontradas em seus livros.236 Elas eram destinadas às crianças em idade escolar, cujas questões poderiam ser aplicadas em alunos entre três e dezoito anos. As categorias básicas de dados recolhidos sobre o aluno eram nome, idade, nascimento, escola, classe e data dos testes. Entretanto, alguns outros dados podiam ser notificados como raça ou profissão dos pais, por exemplo. Essas notificações são particularmente interessantes, uma vez que a relação entre hereditariedade e inteligência era encontrada com clareza em livros como o de Terman. Este autor afirma que
“Nos resultados obtidos no exército se observou que a média das notas obtidas pelos recrutas, classificados de acordo com a profissão que desempenhavam na vida civil, diminuía regularmente desde o nível das profissões superiores ao das mais inferiores. Numerosos estudos posteriores demonstraram que existe uma relação similar entre a inteligência dos filhos e a profissão dos pais. Nossos resultados estão de acordo com esses estudos”.237
Já mostramos no segundo capítulo a associação entre QI e futuro profissional existente em uma das tabelas do livro de Isaías Alves. Neste caso, Terman aponta para mais uma característica dessa relação: a hereditariedade da inteligência, que serviu como base para alguns eugenistas justificarem as desigualdades sociais existentes, uma vez que eram fruto de uma questão orgânica.
236 Uma visão mais completa dos testes pode ser obtida nos anexos dessa dissertação.
237 TERMAN, Lewis. Medida de la inteligencia. [trad. José Germain Cebrián]. Madrid, Espasa-Calpe,
No caso do Brasil, esses dados foram recolhidos e discutidos por Alves em suas pesquisas, particularmente nas publicações sobre o trabalho no Serviço de Testes e Medidas do Rio de Janeiro. A configuração racial do Brasil, que como vimos deu origem a uma interpretação especial sobre mestiçagem e degeneração no país, parece ter deixado pouco espaço a afirmações tão categóricas quanto as de Terman. Ainda assim, Alves faz menções a essas concepções em seu primeiro livro, Teste individual de Inteligência, mas parece não ter conseguido conclusões semelhantes, uma vez que a profissão dos pais foi ignorada na maior parte das suas pesquisas na Diretoria Geral de Instrução do Rio de Janeiro.
As perguntas deveriam ser aplicadas por um professor ou psicólogo treinado, seguindo normas rígidas de aplicação como tempo de resposta, quantidade de vezes que uma pergunta poderia ser repetida, vocabulário a ser utilizado, além de recomendações sobre postura profissional e a relação a se estabelecer com o indivíduo testado. No caso de testes individuais realizados com meninas recomendava-se a presença de uma mulher na sala, que acompanharia os exames do psicólogo.
Cada grupo de perguntas correspondia a uma idade específica, e dos alunos, esperava-se que respondessem as perguntas correspondentes a sua idade e as idades anteriores. Na idade IV, por exemplo, uma das tarefas era contar “quatro tostões” e na idade VI era necessário dizer os dias da semana em até 10 segundos. A partir da idade VIII era possível perceber que alguns testes dependiam de um referencial cultural ou de uma educação moral específica.
A pergunta: “Se você tiver que ir a algum lugar, a trem, e perder o trem, o que é que você faz?”238 deveria ser respondida demonstrando a intencionalidade de esperar outro trem. Correr atrás do trem é inaceitável e voltar pra casa só é considerado correto, se o aluno morar em uma localidade onde o trem passe poucas vezes por dia. O mesmo ocorre com a pergunta: “Se outro menino (ou menina) lhe der uma pancada ou lhe ferir sem querer, que é que você faz?”.239 Espera-se que o aluno desculpe o colega e é inaceitável que ele responda que revidaria ou reclamaria para os pais ou professores.
A pergunta da idade XIII também chama atenção: “Certo dia uma mulher que passeava na Mata Escura, parou muda e terrivelmente amedrontada. Depois correu até o posto policial mais próximo e disse ao sargento que acabava de ver no galho
238 ALVES, Isaías. Teste individual de inteligência. p. 71. 239 Idem, p.50.
dependurado de uma árvore, um... que pensa você que ela viu?”.240 A reposta correta deveria conter a ideia de enforcamento não sendo aceitável a resposta: um homem, uma pessoa morta.
Nos testes, perguntas e tarefas permitiam ao examinador medir as habilidades de contagem, leitura e coordenação motora dos alunos. Era parte das tarefas desenhar quadrados e losangos, contar moedas, ler em voz alta, fazer rimas, repetir sílabas e definir o significado de algumas palavras como bondade e justiça. No “guia do examinador” recomenda-se que: “Comece dois anos abaixo da idade cronológica do menino. Estenda o exame nas duas direções até não conseguir resposta certa alguma em três idades seguidas e até conseguir três idades seguidas com todas as respostas certas”.241
Cada resposta certa ganhava uma pontuação e o resultado indicava a idade mental do indivíduo. O cálculo do quociente de inteligência é o mesmo desenvolvido por Stern: QI = IM (idade mental)/IC (idade cronológica). O índice obtido era comparado a uma tabela que estabelecia a correspondência entre QI e classificação de inteligência, que ia desde gênio até débil mental inferior, passando por diversas gradações, como já vimos no segundo capítulo.
Sabemos que Isaías Alves adaptou pelo menos dois testes para o uso no Brasil: o coletivo de Ballard e o individual de Binet-Burt. As adaptações dos testes traziam dificuldades como a de tradução. A frase do teste de Burt em original: “Print the first letter of the alphabet” poderia ser traduzida como “Imprima a primeira letra do alfabeto”, o que tornava a questão difícil, uma vez que no Brasil não se usava imprimir e sim escrever. Para Isaías Alves, no entanto, “Escreva a primeira letra do alfabeto” não tinha dificuldade correspondente à frase original inglesa e estava errada como tradução.242 Essa mesma pergunta também estava presente no teste de Ballard,243 o que denota a convicção de Alves de que “imprima” estava mais correto que “escreva”.
Depois de medida a capacidade de aprendizagem de cada aluno, os grupos seriam organizados a partir dos índices obtidos. O ideal era estabelecer três salas em um mesmo nível escolar para alunos classificados na seguinte escala: forte, médio e fraco. Algumas outras variáveis também deveriam ser levadas em consideração como saúde,
240 Idem. pp. 90-91. 241 Idem p. 50.
242 ALVES, Isaías. Teste de inteligência nas escolas. pp 20-21
243 ALVES, Isaías. Teste Coletivo de Ballard: adaptação para o Brasil. Rio de Janeiro, Imprensa
idade, estatura e corpulência do aluno.244 Assim, a depender dessas variáveis, os alunos também poderiam ser reclassificados. Um aluno muito mais alto e forte que os outros da sua turma, por exemplo, deveria ser objeto de análise e poderia ser promovido à classe seguinte, pois se acreditava que a sua compleição física influenciaria no seu desenvolvimento escolar.
Os testes pedagógicos deveriam complementar a avaliação preliminar dos testes psicológicos, sendo aplicados periodicamente e garantindo o acompanhamento da aprendizagem dos alunos. A avaliação deveria ser conjunta e, por isso, Alves ressaltava que, no caso de adiantamentos, os professores deveriam ser consultados e os testes de aproveitamento escolar deveriam ser levados em consideração.