4. ARAŞTIRMA BULGULARI VE TARTIŞMA
4.8. Sulama Bulguları
4.8.1. Sulama Suyu ve Bitki Su Tüketimi Sonuçları
O segundo princípio constitucional em matéria de seguridade social, na esteira do que prevê o anterior, busca resgatar uma antiga dívida do Estado brasileiro com as populações rurais.
93 PASTOR, José M. Almansa. Derecho de La Seguridad Social. 7ª ed. Madrid: Tecnos, 1991, p. 77. 94 ALONSO LIGERO, Maria de los Santos. “Los Servicios Sociales y la Seguridad Social”. Revista
IberoAmericana de Seguridad Social, n. 1, 1971, p. 1507. 95
Pode-se dizer que a primeira relevante disposição sobre proteção social rural se deu com um atraso de quarenta anos se comparada à urbana96, por meio
da Lei 4.214, de 02 de março de 1963, que criou o Estatuto do Trabalhador Rural. Referido diploma foi o primeiro a dispor sobre temas como os da jornada de trabalho, remuneração, repouso semanal remunerado e férias do trabalhador rural, além da criação de um generoso Fundo de Assistência e Previdência do Trabalhador Rural.
Entretanto, a natureza do Fundo era assistencial, com escassos recursos públicos, que não foram suficientes para concretizar seus objetivos, consoante atesta João Antonio G. Pereira Leite
A generosidade talvez tenha sido excessiva. Certo é que nunca chegou a ser aplicado por completo, à míngua de regulamentação. As prestações previdenciais estavam moldadas no regime urbano mas o custeio, segundo se afirmou insistentemente, era precário. Chegou-se a editar regulamentação, revogada com a queda do governo, em 1964. 97
A extensão da proteção social ao trabalhador do campo só se efetivou, anos após, com a instituição do Programa de Assistência do Trabalhador Rural – PRORURAL–, criado pela Lei Complementar 11, de 25 de maio de 197198.
Por esse diploma, a “previdência” do trabalhador rural passou a ser gerida por órgão denominado “Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural” – FUNRURAL–, pessoa jurídica de natureza autárquica, à semelhança do antigo Instituto Nacional de Previdência Social – INPS –, destinado exclusivamente à proteção previdenciária da população urbana.
Contudo, suas medidas de proteção social revelaram-se injustificadamente diminutas se comparadas às dos trabalhadores urbanos, prevalecendo na
96 Importa lembrar que a primeira relevante disposição sobre proteção social urbana se deu por meio do Decreto no 4.682, de 28 de janeiro de 1923, denominada Lei Eloy Chaves.
97 LEITE, João Antonio G. Pereira. Curso Elementar de Direito Previdenciário São Paulo: LTr, 1977, p.40. 98 Antes disso, importa destacar o importante passo que deu, anos antes, o Decreto 564, de 1º de maio de 1964, ao estender o regime da previdência social urbana, regida então pela LOPS, aos empregados do setor rural da agroindústria canavieira, justificada pela força política de que eram dotados à época.
doutrina a tese de tratar-se de medidas assistenciais propriamente ditas99, já que
custeadas exclusivamente por contribuições de empresas rurais e urbanas, sem contrapartida dos trabalhadores beneficiados (não-contributiva).
Além do baixo valor dos benefícios, se comparados com os do meio urbano, Wagner Balera aponta, ainda no rol de prestações, outra injustificada diferenciação
Complementando essa odiosa discriminação, vem outra do mesmo calibre: a distinção entre o rol de prestações num e noutro dos sistemas protetivos. Ao beneficiário urbano a legislação diferia nada menos que dezenove espécies de benefícios, enquanto o rural tinha direito a apenas cinco prestações desse tipo. Com o objetivo da equivalência não mais haverá essa distinção. Um mesmo rol de prestações beneficiará as populações urbanas e rurais.100 [destacamos]
Assim, no passado, a proteção social aos trabalhadores do meio rural se resumia à disponibilização pelo Estado de um rol parco de benefícios cujos valores eram bem menores se comparados aos das populações urbanas, o que se revelava insuficiente para o amparo daqueles trabalhadores diante de suas necessidades e peculiaridades decorrentes do trabalho exercido no campo.101
Assim, o princípio da uniformidade e equivalência dos benefícios e serviços às populações urbanas e rurais foi pontuado no texto constitucional como eloquente reafirmação de que todos têm direito ao mesmo nível de proteção social, independentemente do meio onde vivem.
Há que se falar que a equivalência entre as populações urbanas e rurais não se limita, atualmente, ao âmbito da seguridade social, já que o artigo 7o da
99
Quanto à natureza do PRORURAL, Celso Barroso Leite propõe: “(...) talvez já não devêssemos falar aqui
em “previdência”, mas apenas em “assistência”. Todavia, o novo Programa tem custeio especial e utiliza linguagem previdenciária, assegurando inclusive benefícios típicos de previdência social - o que parece suficiente para justificar que se continue a cogitar dele pelo menos em termos de Programa misto, isto é, ao mesmo tempo assistencial e previdenciário.” in LEITE, Celso Barroso.Previdência Social: Atualidades e
Tendências. São Paulo: Ltr, 1973, p. 42 100Op. cit., p. 37.
101
Nas palavras de Wagner Balera: “o homem do campo permanecia entregue à sua própria sorte”. Op.cit., p. 36.
Constituição Federal, em seu caput, consagra também em todas as esferas a igualdade de direitos entre os trabalhadores de ambos os meios102.
Na redação desse princípio, a uniformidade há que ser entendida como um comando constitucional para a determinação de um único rol de prestações extensivas tanto ao meio urbano quanto ao rural. A equivalência, por sua vez, impõe a necessidade de se conceder proteção social em mesma medida para ambas as populações, não se admitindo injustificadas distinções.
Não se trata aqui de mera igualdade entre as populações urbanas e rurais, pois cada meio tem suas características peculiares103, o que faz ser inviável o oferecimento de idêntica proteção, mas sim da disponibilização de acesso a correspondente grau de proteção social104.
2.2.3. Seletividade e Distributividade na Prestação dos Benefícios e