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Su Potansiyeli, Su Tahsisi ve Kullanımı Konusunda Darboğazlar/Çözüm Önerileri

2017 YILI 2. ORMANCILIK VE SU ŞURASI

11. Su Potansiyeli, Su Tahsisi ve Kullanımı Konusunda Darboğazlar/Çözüm Önerileri

Muito do que se fala e discute nos documentos e políticas oficiais, tem recaído sobre o saber e o fazer do docente, além de ser atribuído a estes um novo perfil social.

No campo da legislação, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional 9394/96, em seu artigo 61 (2000, p. 21), reza que a formação dos profissionais deve atender aos objetivos dos diferentes níveis e modalidades de ensino como também as características do desenvolvimento dos educandos, associando teoria e prática e aproveitando a formação e as experiências anteriores.

A referida Lei delega ainda, entre outras competências, que cabe aos docentes:

“... participar integralmente dos períodos dedicados ao planejamento, à avaliação e ao desenvolvimento profissional” (art. 13, V). Passa a atribuir ao docente a responsabilidade de sua formação profissional, apesar de propor o aproveitamento da formação e experiências anteriores.

Sendo assim, cada vez mais discutida no contexto das políticas neoliberais, esta formação tem sido associada aos interesses mercadológicos do capital, adotando-se o conceito de competência como elemento central na formação dos profissionais.

A concepção de competência profissional do professor, assumida nos discursos, irá apontar então, a necessidade de mudar a prática de formação perpassando, entre outros elementos, pela organização do currículo.

Passa-se então a falar de currículo por competências, modelo de formação que se apresenta tecnicista já que se pauta no desenvolvimento de habilidades pedagógicas, do saber- fazer.

De acordo com Dias e Lopes (2003), as reformas no campo das políticas educacionais brasileiras trouxeram para discussão as questões curriculares em ordem nacional com a implantação dos Parâmetros Curriculares Nacionais, das Diretrizes Curriculares e da Avaliação do Desempenho.

Para os Referenciais de Formação de Professores (2001, p 26) 6, no contexto da educação atual, “a formação de professores destaca-se como um tema crucial e, sem dúvida, um dos mais importantes dentre as políticas públicas para a educação, pois os desafios

colocados à escola exigem do trabalho educativo outro patamar profissional, muito superior ao hoje existente”.

O documento destaca que mesmo sem poder delegar aos professores e professoras a responsabilidade dos problemas educacionais, indicadores têm revelado que o conhecimento do qual dispõem são insuficientes para atuarem na complexa realidade social. Dessa forma, propõe que a visão dicotômica entre formação inicial e continuada seja extinta e que ambas as etapas estejam relacionadas no contexto de formação. Formar professores implica para os Referenciais promover e contribuir no desenvolvimento e construção de competências profissionais.

O conhecimento profissional do docente consiste assim, num conjunto de saberes teóricos e experiências que favorecem o exercício autônomo e responsável de suas funções (ibidem, 85), estes, construídos a partir da formação inicial e ampliados na formação continuada.

Por conseguinte, os conteúdos de nada servirão se não estiverem organizados para a construção de competências profissionais e devem contemplar os segmentos da Educação Básica e suas especificidades, incluindo aí a questão das classes multisseriadas das escolas do campo7.

Ainda de acordo com os Referenciais, será preciso garantir no currículo da formação docente, um conhecimento profissional que se configura no conhecimento das crianças, jovens e adultos em todas as suas dimensões humanas, no conhecimento sobre a dimensão social, cultural e política da educação, na cultura geral e profissional e principalmente no conhecimento pedagógico (p. 87). Todos estes organizados a partir da experiência contextualizada.

Por sua vez, as Diretrizes Curriculares para a formação de professores em nível normal médio, também irão relacionar a formação docente à qualidade da educação e ao desenvolvimento do país. Baseiam-se nos princípios – éticos, políticos e estéticos - das Diretrizes Nacionais da Educação Básica, propondo o desenvolvimento de competências gerais e específicas necessárias ao exercício da atividade docente.

Segundo o Parecer da CEB – Câmara da Educação Básica - 01/99, a competência do profissional da educação teria por base uma dupla exigência: contribuir na produção de um

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Muito embora, exista referência à diversidade e às várias questões que devem ser consideradas na construção do currículo da formação docente, esse documento não traz nada especificamente relacionado à formação para o campo.

conhecimento que promova a leitura e mudança da realidade e ensinar refletindo a própria prática.

O currículo proposto pelas Diretrizes se estrutura em torno de áreas ou núcleos curriculares que devem ser articulados pelo diálogo entre as várias dimensões do processo educativo e social (Nunes, 2002).

Vale ressaltar ainda do Relatório da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), os quatro pilares para a educação do século XXI: APRENDER A CONHECER, APRENDER A FAZER, APRENDER A SER e APRENDER A CONVIVER, os quais ressaltam a questão das competências.

De acordo com o relatório, a melhoria da qualidade educacional depende também da melhoria da qualidade da formação dos professores, pois “estes só poderão responder ao que deles se espera, se possuírem os conhecimentos e as competências, as qualidades pessoais, as habilidades profissionais e a motivação requerida” (ibidem, p. 153).

No âmbito da formação inicial propõe sua construção sobre os quatro pilares – saber, saber fazer, saber ser e saber conviver. No entanto, será à formação continuada ou em serviço que o relatório dará maior ênfase: “ a qualidade de ensino é determinada tanto ou mais pela formação contínua dos professores do que pela sua formação inicial.” (ibidem, p.160)

Aqui merece destaque o tratamento que é dado aos docentes que lecionam em espaços menos favorecidos como é o caso da zona rural. É utilizada no relatório a expressão “zonas afastadas ou pouco convidativas”, indicando que é preciso fornecer incentivo para os profissionais atuarem nesses espaços e ali permanecerem, para que as populações menos favorecidas não o fiquem ainda mais, pela falta de professores qualificados.

Diante do exposto acerca do discurso apresentado pelos documentos e políticas oficiais, no que tange à formação docente e ao currículo, podemos destacar, em linhas gerais, que a formação docente gira atualmente em torno do desenvolvimento de competências profissionais e que o currículo deve estar organizado para atender a essa exigência.

Sendo assim, o currículo por competência se constitui numa espécie de “novo” paradigma que se propõe a formar um novo perfil de professor que venha a atender os desafios da sociedade atual. (Dias & Lopes, 2003, p. 1156)

Contudo, a questão da competência relacionada ao currículo não é, como poderíamos pensar, algo recente no cenário educacional. Dias & Lopes consideram que se trata de uma recontextualização do conceito de competência oriundo de programas americanos de formação, já existentes desde as décadas de 60 e 70.

relacionada à qualidade educacional, a qual tem o objetivo fundamental de controle sobre o trabalho e a eficiência do professor. Ou seja, professor eficiente é professor competente, que tem as competências que lhe são requeridas.

Com efeito, “o modelo de competências na formação profissional de professores atende, de fato, à construção de um novo modelo de docente, mais facilmente controlado na produção de seu trabalho e intensificado nas diversas atividades que se apresentam para a escola, e especialmente para o professor”. (Ibidem, p.1171)

Portanto, a proposta neoliberal da educação e da formação docente se apresentará a todo o momento, revestida de um discurso mercadológico e economicista, o que, todavia, não impedirá de que forças antagônicas surjam com uma nova visão de homem, de sociedade e de educação, como é o caso da Educação Popular.

Benzer Belgeler