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Stratejik Hedef : 9- Çevre bilincini temelini eğitimle atarak çevre bilincini

A Constituição Federal de 1988, atentando para a relevância do bem ambiental e para a necessidade de sua proteção, dedicou um Capítulo inteiro a essa temática. O meio ambiente ecologicamente equilibrado é constitucionalmente qualificado, art. 225, caput, como direito de todos, “bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo- se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações” (BRASIL, 1988).

No âmbito legal brasileiro, construiu-se o seguinte arcabouço normativo para regular a questão da degradação e à poluição ambiental e possibilitar a prevenção em função dos problemas oriundos da água de lastro dos navios:

Tabela 2 - Principais normas nacionais relacionadas com a questão ambiental da água de lastro

DATA NORMATIVO DISPOSIÇÕES REFERÊNCIAS

31 de agosto de 1981. Lei nº 6.938/81 (Política Nacional do

Meio Ambiente – PNUMA)

Dispõe sobre a Política Nacional do Meio Ambiente, seus fins e mecanismos de formulação e aplicação.

(BRASIL, 1981)

Lei dos Portos - Lei 8.630/93, de 25 de fevereiro

de 1993.

Revogado pela Lei nº 12.815, de 05 de junho de 2013.

Lei nº 12.815/13 Dispõe sobre a exploração direta e indireta pela União de portos e instalações portuárias e sobre as atividades desempenhadas pelos operadores portuários

(BRASIL, 2013b)

11 de outubro de 1994. Decreto nº 1.265/94 Aprova a Política Marítima Nacional (PMN). (BRASIL, 1994)

11 de dezembro de 1997. Lei nº 9.537/97 Dispõe sobre a segurança do tráfego aquaviário

em águas sob jurisdição nacional. (BRASIL, 1997)

12 de fevereiro de 1998. Lei nº 9.605/98 (Lei de Crimes

Ambientais)

Dispõe sobre as sanções penais e administrativas derivadas de condutas e atividades lesivas ao meio ambiente.

(BRASIL, 1998)

Decreto federal nº 3.179, de 21 de setembro de 1999.

Revogado pelo Decreto nº 6.514, de 22 de julho de

2008.

Decreto nº 6.514/08 Dispõe sobre as infrações e sanções administrativas ao meio ambiente, estabelece o processo administrativo federal para apuração destas infrações.

(BRASIL, 2008)

28 de abril de 2000. Lei nº 9.966/00 Dispõe sobre a prevenção, o controle e a fiscalização da poluição causada por lançamento de óleo e outras substâncias nocivas ou perigosas em águas sob jurisdição nacional.

(BRASIL, 2000)

5 de junho de 2001. Lei nº 10.233/01 Dispõe sobre a reestruturação dos transportes aquaviário e terrestre, cria o Conselho Nacional de Integração de Políticas de Transporte, a Agência Nacional de Transportes Terrestres, a Agência Nacional de Transportes Aquaviários e o Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes.

(BRASIL, 2001)

20 de fevereiro de 2002. Decreto nº 4.136/02 Dispõe sobre a especificação das sanções aplicáveis às infrações às regras de prevenção, controle e fiscalização da poluição causada por lançamento de óleo e outras substâncias nocivas ou perigosas em águas sob jurisdição nacional, prevista na Lei no 9.966, de 28 de abril de 2000.

(BRASIL, 2002)

de dezembro de 2003 (sofreu alterações).

Diretoria de Portos e Costas do Ministério da

Marinha

administrativos para o tráfego e permanência de embarcações de bandeiras brasileira e estrangeira em Águas Jurisdicionais Brasileiras, visando à segurança da navegação, à salvaguarda da vida humana e à prevenção da poluição no meio aquaviário. (BRASIL, 2013) Portaria DPC nº 52 de 14/06/2005 (sofreu alterações). NORMAM 20 da Diretoria de Portos e Costas do Ministério da Marinha

Tem por propósito estabelecer requisitos referentes à prevenção da poluição por parte das embarcações em Águas Jurisdicionais Brasileiras, no que diz respeito ao Gerenciamento da Água de Lastro.

(BRASIL, 2014)

29 de dezembro de 2009. Resolução da Diretoria Colegiada – RDC -

ANVISA nº 72

Dispõe sobre o Regulamento Técnico que visa à promoção da saúde nos portos de controle sanitário instalados em território nacional, e embarcações que por eles transitem.

(BRASIL, 2009)

12 de março de 2010. Decreto Legislativo nº 148, de 2010

Aprova o texto da Convenção Internacional para Controle e Gerenciamento da Água de Lastro e Sedimentos de Navios.

(BRASIL, 2010)

Fonte: Elaborada pelos autores.

Vale destacar que o tratamento da água de lastro não se limita a aplicação dessas regras. Embora sejam fundamentais, os princípios constitucionais da prevenção e precaução são pilares norteadores da legislação ambiental, em especial, nos momentos de elaboração, de interpretação e de decisão, quando há lacunas nas regras vigentes.

No que diz respeito às instituições que objetivam garantir a proteção ambiental marinha, mostra-se relevante a atuação da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) e a Diretoria de Portos e Costas da Marinha do Brasil (DPC).

A ANTAQ, dentre outras atribuições, possui competência legal para exercer a representação do Brasil junto aos organismos internacionais de navegação e em convenções, acordos e tratados que tratem acerca de transporte aquaviário (ANTAQ, 2012b). Além disso, esta agência acompanha os 13 acordos bilaterais de cooperação assinados pelo governo brasileiro, conforme o quadro a seguir.

Quadro 1 – Principais acordos bilaterais de cooperação assinados pelo governo brasileiro

Fonte: (ANTAQ, 2011)

Em 2012, aproximadamente 50% da tonelagem transportada no longo curso ocorreu entre o Brasil e os países signatários dos acordos bilaterais, destacando-se sua relação com a China, que totalizou 65% de todo transporte no âmbito dos acordos bilaterais (ANTAQ, 2012b).

Por sua vez, a ANVISA destaca-se por ter elaborado a Resolução da Diretoria Colegiada - RDC nº 72, na qual indica um conceito de água de lastro bastante utilizado, qual seja: “água colocada em tanques de uma embarcação com o objetivo de alterar o seu calado, mudar suas condições de flutuação, manter a sua estabilidade e melhorar sua manobrabilidade”, além de trazer outras determinações relevantes no âmbito da promoção da saúde nos portos e embarcações (BRASIL, 2009).

No Brasil, as principais regras acerca do gerenciamento da água de lastro de navios são estabelecidas por uma Norma da Autoridade Marítima (NORMAMs) da Diretoria de Portos e Costas (DPC) da Marinha do Brasil: a NORMAM-20/DPC. Referido normativo define água de lastro como “a água com suas partículas suspensas levada a bordo de uma embarcação nos seus tanques de lastro, para o controle do trim, banda, calado, estabilidade ou tensões da embarcação” (BRASIL, 2013).

Ressalte-se que a utilização de uma norma, e não uma lei, para tratar da questão do gerenciamento da água de lastro se justifica em razão da necessidade de celeridade e flexibilidade desse instrumento, uma vez que é previsível o desenvolvimento de novos métodos de tratamento da água de lastro. Considerando que os processos de criação e atualização de uma lei federal são mais complexos e requerem mais tempo, essa flexibilidade para fazer revisões e atualizações se mostra adequada para a questão (ZANELLA, 2015).

4. O PAPEL DO ESTADO BRASILEIRO NA IMPLEMENTAÇÃO DA CONVENÇÃO

Benzer Belgeler